segunda-feira, 21 de outubro de 2019

A plena desmoralização da sociedade


Na atualidade, virou moda a onda de ataques cerrados e fogo cruzado contra os trabalhos da Operação Lava-Jato, visando exatamente ao estabelecimento definitivo da excrescência do império da impunidade que vigia anteriormente à sua implantação.
Tem sido explícita a ousada operação de revanchismo contra as ações exitosas dessa operação, por ter conseguido, como jamais havia acontecido na história republicana brasileira, punir e colocar atrás das grades poderosos e influentes homens públicos, executivos, empreiteiros, lobistas, doleiros, detentores de fortuna, muitas das quais subtraídas de cofres públicos, aos quais a Justiça se distanciavam por razões nunca justificada à sociedade.
Ou seja, a Lava-Jato foi o marco inicial de verdadeiro combate à criminalidade e à impunidade aos tubarões que dominavam o Brasil, de longa data, em termos políticos e econômicos, e isso se transformou em extraordinário abalo às estruturas do gigantesco poder que predominava no submundo da criminalidade, exatamente porque foram quebrados os fortes elos existentes em poder dos maus e aproveitadores políticos e desavergonhados empresários e seus asseclas.
Por último, ministros do Suprema Tribunal Federal resolveram, por maioria, criar absurdo e extravagante princípio pró-réu, praticamente alterando a legislação penal, mediante decisão com absurda força de lei, exclusivamente para beneficiar, sem o menor escrúpulo, a vida de criminosos que se apoderaram de recursos dos brasileiros, em detrimento dos princípios da moralidade e do interesse público.
Os ministros considerados “garantistas” se esforçaram na interpretação à margem da lei, uma ridícula espécie de sacada do colete, para eleger como regra jurídica que “o delatado tem o direito a falar por último no processo em que figura como réu, depois de todas as arguições da acusação, incluindo os pronunciamentos de eventuais delatores.”;
Ou seja, é consabido que não podem ser adicionados fatos novos nessa etapa do julgamento, o que vale dizer que houve a criação de verdadeiro casuísmo extemporâneo, com capacidade para pôr em risco a perda de, ao menos, 143 casos já examinados e julgados no âmbito da Operação  Lava-Jato, cujas sentenças estão estribadas em evidentes e robustas provas de infração penal, que poderiam ser anulados por vontade de ministros do Supremo, sem a menor plausibilidade.
Para que o estrago não fosse ainda mais grave e que a decisão não seja ainda mais vergonhosa e esdrúxula, ficou decidido que o benefício alcançará apenas os casos daqueles que, na primeira instância, tenham reclamado de não terem sido ouvidos por último e cuja defesa comprove que houve prejuízo concreto ao cliente, em razão desse fato, o que é menos mal, mas isso, por si só, não suaviza em nada a absurda e violenta atitude de ministros que se julgam os donos da verdade e da razão, diante dessa atrocidade ao ordenamento jurídico.
Trata-se, na verdade, de filigrana jurídica que pode contribuir para colocar por terra o importante trabalho da força-tarefa da Lava-Jato, o que poderá levar ao descrédito da Justiça junto à sociedade, diante de injustificável interpretação soberana e irrecorrível, sem a menor plausibilidade para a sua implantação senão beneficiar generosamente o poder da criminalidade e da organização que sempre imperou no Brasil, que certamente há de agradecer aos ministros que se consideram ilustrados da Suprema Corte brasileira, que apenas se vira de costas para a sociedade, com solene gesto popular de banana para ela, a quem se transfere o ônus da irresponsabilidade pela criação dessa excrescente interpretativa jurídica.
À toda evidência, o estabelecimento de tese com capacidade para anulação de processos já sentenciados, o Supremo demonstra, com absoluta clareza, que quer impor a sua autoridade máxima do Judiciário, demonstração truculenta de pôr limites aos trabalhos da Operação Lava-Jato, talvez por ter conseguido destruir organizações criminosas e desbaratar a maior quadrilha de ladrões com poder e influência já conhecida na história brasileira, enquanto os processos pertinentes à Lava-Jato, da alçada dele, permanecem no aguardo de julgamento ou, quiçá, de prescrição, porque, depois de mais de cinco anos, somente um processo, por milagre, foi julgado.
A verdade é que o Supremo, a par de somente ter julgado um processo referente à Lava-Jato, eis que é da sua competência o julgamento das ações pertinentes aos investigados com foro privilegiado, no caso, os congressistas investigados, vem discordando, não se sabe por qual motivo, do claro protagonismo da força-tarefa dessa operação, a despeito dos extraordinários e invejáveis resultados por ela produzidos, tendo demonstrado, na prática e de forma efetiva, a mais bem sucedida cruzada em combate aos esquemas de corrupção do mundo, com mais de centena de julgados, com determinação à prisão e à devolução de dinheiro roubado de cofres públicos.
A história mostra que, antes da Lava-Jato, a maior e bem sucedida operação aconteceu na Itália, por meio da famosa operação “Mãos Limpas”, que obtivera excelentes resultados em perseguição aos criminosos mafiosos daquele país. 
Na realidade, a experiência italiana naufragou exatamente por força de injunções e influências políticas, que praticamente anularam todos os trabalhos desenvolvidos pelos integrantes daquela importante operação, que conseguiu abalar as estruturas de poderosas organizações criminosos.
Mutatis mutandis, teme-se que a Operação Lava-Jato não passe por processo de desmoronamento idêntico, diante dos atos visivelmente destinados a corroer as suas estruturas tão bem consolidadas ao longo do tempo, que não pode passar pelo terrível pelo risco de extinção, pondo por terra brilhantes e importantes exemplos de moralização jamais vistos no Brasil.
O certo é que, além do jogo pesado que parte do Supremo, há em curso ações muito bem articuladas contra a Operação Lava-Jato, arquitetadas por meio de manobras e movimentos por parte de interesses escusos, na tentativa de desmoralizar e desacreditar o seu excelente trabalho em prol da moralização da administração pública, efetivo combate à corrupção e à impunidade.
Outra frente de combate contra a Operação Lava-Jato tem vindo por meio de vazamento de conversas publicadas, de forma ilícitas, pelo site Intercept Brasil, com o holofote direcionado para as estrelas maiores dessa operação, na pessoal do então juiz e hoje ministro da Justiça e do procurador-chefe dos procuradores da operação, que foram gravados em conversas que rendem as mais diversas críticas aos diálogos considerados nada republicanos e fora da linha de conduta do devido processo legal, os quais, na realidade, não passam de conversas hackeadas, que, no fundo, não indicam qualquer ilegalidade comprometedora sobre a culpabilidade dos envolvidos, sugerindo, possivelmente,  no máximo, o cometimento de falhas morais, sem qualquer interferência, repita-se, na materialidade da culpa dos envolvidos, o que é bem diferente do ocorrido efetivamente. 
O sentimento que se tem é que o objetivo maior dos perseguidores aos trabalhos de combate à corrupção e à impunidade é, induvidosamente, o encerramento da Operação Lava-Jato, o mais rapidamente possível, de modo que os seus excelentes resultados, que já tiveram a audácia de incomodar “peixes graúdos” sejam jogados na lata de lixo da imoralidade e da desmoralização, mesmo contrariando a absoluta preferência dos brasileiros, que depositam bastante crédito ao seu esforço de limpeza e purificação do Brasil, tão carcomido pelos aproveitadores do dinheiro público, que ainda, infelizmente, contam com o apoio de antibrasileiros, que ficam hipotecando seu apoio a criminosos condenados.
Não há a menor dúvida de que, caso os antibrasileiros consigam alcançar seus objetivos escusos, a esculhambação voltará a imperar em nível ainda muito mais aprimorado do que já existia anteriormente à Operação Lava-Jato, justamente para que os esquemas sejam arquitetados com maior grau de dificuldade à detectação e a revelação, na forma da eficiência demonstrada pela operação brasileira, com enormes prejuízos para os cofres públicos, eis que a sanha engenhosa dos poderosos de colarinho branco não permitirá que ela seja derrotada novamente e muito menos que seus mentores voltem a sofrer tamanha decadência moral de ser presos, nem ao sofrimento do seu nível de “moralidade”, que foi bastante afetada com os enormes desfalques de seus recursos.
Não se pode olvidar a participação de cumplicidade dos poderes da República nessa vergonhosa  tentativa de desmonte da  Operação Lava-Jato, pela forma mancomunada na mesma direção de esforços, quando houve a adoção de medidas do governo, do Legislativo e do Judiciário para barrarem as contribuições do Coaf e da Receita Federal aos investigadores, que vinham diligenciando no levantamento de falcatruas contra o Fisco, notadamente com o envolvimento de homens públicos influentes.
Convém frisar um dos maiores golpes aos trabalhos de investigação da Lava-Jato, que foi desferido pelo Congresso Nacional, que, na calada da noite, aprovou a Lei de Abuso de Autoridade, sendo efetivada uma das maiores sabotagens contra a moralidade, haja vista que a sua norma tem por objetivo cercear ações de procuradores e magistrados, com a criação de medidas cuja subjetividade podem levar, de forma concreta, a punição para quem investiga crimes, de modo a impedir a liberdade de ação nos mecanismos das investigações.
Nessa mesma linha injustificável de contribuição à criminalidade, encontra-se no Congresso, sob exame em notório processo a passos de tartaruga, o pacote anticrime, enviado pelo governo, que jamais será aprovado na forma enviada pelo Executivo, eis que a norma de que se trata diz respeito ao aperto à criminalidade e a sua  aprovação depende exatamente de congressistas.
À toda evidência, encontra-se formado e muito bem estruturado o conluio de abutres interessados em desqualificar, desacreditar e até mesmo exterminar a mais eficiente operação montada para mudar os rumos gloriosos de combate à corrupção e à impunidade no Brasil, tendo por apoio, por incrível que pareça, principais estruturas dos poderes da República, em clara demonstração de extrema decadência das condutas e dos princípios republicano e democrático, com a mais contundente e poderosa sinalização de que a criminalidade conseguiu impor a sua força sobre a vontade soberana da sociedade, que se acovarda e cala diante de medidas absurdas e desastradas com a finalidade de impor a sua completa e definitiva desmoralização.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 21 de outubro de 2019     

domingo, 20 de outubro de 2019

A dura realidade


Um famoso ex-locutor de rodeios brasileiro foi acometido de câncer em estado terminal, sendo obrigado a passar por momento dificílimo com relação à sua saúde.
Nas condições em que ele se encontra, agora, conforme o próprio relato à VEJA, ele se considera arrependido por ter feito carreira nos rodeios.
Ainda praticamente jovem, com apenas 57 anos de vida, ele enfrenta a doença que atingiu suas boca e garganta, órgãos que ele usava para transmitir as emoções dos espetáculos de rodeios.
O ex-locutorl de rodeios atribui seu sofrimento à sua conivência com os animais e não tinha a menor preocupação para com os maus-tratos contra eles nos eventos que narrava, sempre carregados de muito entusiasmo, em que pesem os casos de agressão aos animais.
Ele chegou à conclusão de que "Estou pagando toda a dor que causei e incentivei os outros a causar nos bichos dos rodeios".
Esse cidadão chegou a ser considerado o maior locutor de rodeios do Brasil e, por ocasião do seu sucesso, ele era tratado com a cortesia de ser transportado de helicóptero para as arenas do país.
O ex-locutor afirmou que, "Dos rodeios grandes aos pequenos, a festa era de alegria para o público, mas de dor e sofrimento para os bichos. Eu via tudo isso na época, mas não me importava".
As declarações do ex-locutor, reconhecendo com total lucidez a estupidez dos maus-tratos aos animais, que tem sido realidade ignorada por quem patrocina tamanha maldade, ou seja, o povo que paga para a judiação de animais indefesos, chamou a atenção de ativistas da causa animal, a exemplo de uma cantora e artista, que declarou, verbis: "Acho louvável ter uma referência de dentro do rodeio que reconhece como essa indústria é cruel".
Como o estado de saúde do ex-locutor é muito grave, os especialistas chegaram à conclusão de que ele não suportaria se submeter à nova cirurgia e às sessões de quimioterapia, não tendo mais esperança de cura para ele.
É evidente que não precisava que alguém chegasse a esse estado clínico de completa precariedade de vida para reconhecer a maldade explícita causada aos animais, nos eventos de rodeios, vaquejadas e outras farras promovidas em que eles são os alvos principais, onde o bicho homem se divertem sem a menor preocupação com o que possa acontecer de pior com os animais.
Foi preciso que o ex-locutor fosse acometido de doença gravíssima, nos principais órgãos usados para transmitir a emoção dos rodeios, para que ele percebesse, finalmente, que os animais são realmente sacrificados em nome da diversão e do enriquecimento dos empresários que exploram os indefesos animais, felizes da vida, diante do sucesso financeiro.
Ou seja, se ele não tivesse adoecido, na forma como mais violenta, como aconteceu, certamente que ele continuaria com os olhos vendados para a triste agonia dos animais, sem nenhum remorso por tudo de ruim que, infelizmente, continua a acontecer nas arenas do Brasil a fora.
É evidente que, longe de se pretender tragédia generalizada com quem participa diretamente dos maus-tratos com animais, mas, à toda evidência, parece que somente quando acontece situação triste como essa alguém tem a dignidade de reconhecer o que se passa de crueldade nas arenas de rodeios, vaquejadas e noutros espetáculos análogos, porque, do contrário, ninguém se sensibiliza com o drama dos animais indefesos, que são jogados às arenas das feras representadas pelos bichos homens, que não têm o mínimo de piedade em relação a eles, quando a diversão animalesca se concentra exclusivamente na especulação econômica, mediante o lucro fácil e certo.
Convém que as pessoas se conscientizem, o quanto antes possível, por que a sua participação em espetáculos que usem animais como atores principais tem contribuído para fomentar essa indústria perversa de judiação e crueldade que não se justifica mais na atualidade, diante de tantos importantes eventos que poupam o sofrimento gracioso de quem precisa ter preservada a sua integridade e até mesmo a sua vida.
A lamentável história do ex-locutor de rodeios, aqui relatada a propósito, diante de preciosa constatação sobre conhecimento de fatos reais, precisa ser disseminada com a maior intensidade possível, para se chamar a atenção não somente dos inescrupulosos patrocinadores de eventos tendo por base o emprego de animais indefesos, mas especialmente para as pessoas em geral, que são as mantenedoras desses ruidosos espetáculos, para que eles possam refletir melhor sobre o peso nas suas consciências acerca dos maus-tratos de animais, evidentemente sem necessidade de terem que adoecer para enxergarem a realidade nua e crua sobre a crueldade contra os animais.     
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 20 de outubro de 2019     

A vida sem importância

Um peão de 30 anos morreu pisoteado por um touro em um rodeio em Brejetuba, no Espírito Santo, recentemente, quando participava de rodeio na “Festa do Maior Café do Mundo”, naquela cidade.
O ex-montador de touros foi socorrido imediatamente e levado para hospital de Venda Nova do Imigrante, tendo passado por procedimento cirúrgico apropriado, mas não conseguiu resistir à gravidade das lesões, vindo, infelizmente, a óbito.
A vida de quem se profissionaliza nessa atividade de montador está permanentemente em risco, como visto em outro caso recente e semelhante, ocorrido há pouco menos de um mês, em que um rapaz estava em cima de um boi, que, bruscamente, se assustou e o derrubou e ainda terminou caindo sobre ele, que não resistiu ao peso do animal e faleceu imediatamente, ou seja, o perigo da perda de vidas é potencial e de maneira constante e inevitável.
Não obstante, há essa arraigada cultura de rodeio, vaquejada e outros eventos semelhantes, com o emprego de pessoas e animais, principalmente bovinos, que é alimentada com a energia justificável pelo negócio econômico, em que não se levam em conta os graves riscos contra a vida humana e muito menos dos animais, a exemplo desse caso.
Fica muito claro que pouco importa se o montador se foi, evidentemente por mera fatalidade, porque o espetáculo do rodeio continua em plena atividade, incentivado pelos insensíveis espectadores, que pagam para se divertirem, evidentemente despreocupados com o que possa acontecer, nos bastidores, com as pessoas e os animais que são apenas detalhes na atração de eventos que até podem divertir, mas jamais poderiam ser palco de perda de vidas de pessoas e animais, porque isso apenas demonstra muito pouco interesse principalmente para a vida de pessoas.
Não há a menor dúvida de que essa defesa ridícula da história da cultura regional, representada por rodeio, vaquejada e outros eventos similares somente prevalece no Brasil adentro porque os shows dão lucro para os seus patrocinadores, que faturam milhões de reais em cima do sacrifício de animais indefesos, com a exposição ao risco também para os montadores e pessoas que participam diretamente desse espetáculo selvagem e desumano, em muitos casos.
À toda evidência, se houvesse, por parte dos espectadores, a devida conscientização sobre a possibilidade da perda de vidas humanas e de maus-tratos aos animis e que os eventos em si passassem a dar prejuízos para os seus patrocinadores, com fracasso de bilheteria, certamente que seus defensores compreenderiam que de cultura mesmo existe muito pouco a ser valorizado como tal.
 Ou seja, o que falta mesmo é o despertar das pessoas sobre a triste realidade de espetáculo cruel, que até pode não acontecer nada de mais grave em alguns eventos, mas também é normal que existam casos deploráveis e lamentáveis noutros, como nesse ora focalizado, em que, rapaz jovem morre esmagado por touro, que jamais teria ocorrido se não houvesse evento com essa finalidade e outras que são realizadas, mesmo sob o risco de potencial sinistro.
Tudo isso mostra que o homem, em muitos casos, ainda se encontra na idade da caverna, quando deixa de raciocinar, de forma inteligente e racional, sobre situações que podem ser prejudiciais ao próprio homem, porque há casos que põem a sua vida em risco, em razão de objetivos sabidamente passíveis de incidentes graves e contrários aos propósitos da plena felicidade.
Diante dos fatos lamentáveis que estão acontecendo no seio de rodeios, vaquejadas e eventos similares, em especial a incidência mortes de pessoas, é de se imaginar que as pessoas que patrocinam tais eventos possam refletir se realmente compensa tamanho sacrifício para a sua realização, quando já existem outras formas saudáveis de diversão que também são seguras e não causam nenhum perigo à vida nem humana ou de animais empregados nos eventos.
Brasil: apenas o ame!
       Brasília, em 20 de outubro de 2019

sábado, 19 de outubro de 2019

A importância de uma palavra


Em texto, alertei uma prima sobre o uso de palavra de baixo calão estampada na blusa dela, por não combinar com seus atributos e certamente poderia muito bem ser substituída por outra similar, que não agredisse a sua beleza natural, mas sim que pudesse demonstrar amor ao seu semelhante e não ódio, desprezo como sugere a palavra que consta do colete, como demonstração de indiferença para com o seu semelhante.  
Em razão disso, muitas pessoas se manifestaram dando a sua opinião, entre as quais um amigo dela, que me parabenizou pela humildade em reconhecer que meu comentário tinha sido inoportuno, em que pesem as belas palavras elogiosas à prima. Ele disse que eu deveria ter falado em particular com ela sobre o alerta que fiz e não em ambiente virtual, porque seria mais proveitoso, o que teria evitado a celeuma sobre o tema. Ele fez questão de ressaltar a união dos motoqueiros, grupo ao qual ela faz parte.
Em resposta, eu disse a esse senhor que podia estar havendo tremendo mal-entendido, porque o que eu falei qualquer um falaria e nós (as pessoas em geral) nos relacionamos em sociedade e ela reconheceu que eu tenho direito de me manifestar, na forma educadamente como ser humano.
Ninguém pode ignorar que o grupo de vocês é algo à parte, que eu respeito, ou seja, a minha manifestação não tem nada com o seu grupo, mas sim com o lado social.
Eu já me desculpei e ela aceitou minhas desculpas, porque em momento algum eu a menosprezei a ponto de alguém ficar sentido por se comentar algo que é de domínio público, ou seja, família ou não pode dizer o que entende nas redes sociais, desde que não agrida nem denigra a imagem das pessoas.
Eu disse apenas que, ao invés do que ela disse, poderia ter sido esboçado, na melhor das intenções, a palavra ama-se ou outra semelhante, da forma mais natural possível, porque não conhecia, como não conheço - e sobre ela nada disse - a filosofia de vocês e jamais imaginaria que palavra forte para minha inocência fosse tão expressiva para ela e o grupo a que ela integra, como assim foi dito por ela, que tem o apoio de todos vocês.
Repito que tudo não passou de pura ignorância da minha parte, por desconhecer completamente que palavra que tem outro significado para mim tivesse tanto valor para alguém.
Esse foi meu grande erro, porque se soubesse a importância dessa palavra para alguém, sinceramente, jamais teria falado tais bobagens, que me arrependo profundamente de ter me exposto ao ridículo.
Eu não ofendi absolutamente em dizer o que entendo normal, no momento quando me dirigi a ela, com o coração revestido da maior pureza e boa vontade, até mesmo pensando que estaria interagindo em forma de colaboração.
Agradeço por se dirigir a mim com respeito, afirmando que, da minha parte, está tudo encerrado, mesmo porque eu já tirei tudo que tinha dito, sobretudo, fazendo questão de dizer que ela tem todo direito de pensar, agir e fazer o que quiser e na forma que entender.
É preciso que fique claro que eu não contestei absolutamente nada do que ela me respondeu.
Eu apenas disse para que ela viva como bem entender e dei o caso por encerrado, com as minhas desculpas.
Também não fiz referência ao comportamento dela e muito menos do grupo com quem ela se relaciona, porque isso é questão de foro íntimo dela.
Sobre o colete em si, ela, muito atenciosamente disse o seu significado, que nem havia necessidade de esclarecer nada, haja vista que eu apenas imaginei que a pessoa que se expõe nas redes sociais, cheia de beleza e lindeza, demonstrando carregar muito amor no coração, não combinaria com a expressão ostentada no seu colete, que significa, dicionariamente, que a pessoa não está nem ai para com os outros, quando está indignada, ou ainda sem paciência.
Tudo isso foi dito com todo respeito e educação, jamais imaginando que essa ingênua participação pudesse causar tamanha celeuma, como se eu a tivesse massacrado e apequenado a personalidade de alguém que, ao contrário, merece todo meu respeito, por ela ser pessoa como eu e digna de viver as belezas e as maravilhas desse mundo de Deus.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 19 de outubro de 2019

O que é preciso ainda?


Na crônica intitulada “A verdade da Justiça?”, foi dito, em conclusão, que, mesmo contra a sua vontade, é mais provável que o político seja realmente solto pelo Supremo Tribunal Federal, não pela declaração de inocência dele, mas pela decisão sobre a prisão em segunda instância, porque tudo indica que a intenção dos ministros, mesmo na contramão da vontade dos brasileiros, será mesmo a de privilegiar a impunidade, em vergonhoso e inaceitável benefício aos criminosos, em prejuízo da população, por força da soltura de milhares de bandidos, que ganham a liberdade para praticarem a sua profissão de criminalidade, com o beneplácito da Excelsa Corte de Justiça brasileira.
Diante disso, o sempre antenado com os fatos da política, o professor Xavier Fernandes, em profunda análise sobre a melancólica situação da vida dos famosos políticos brasileiros, manifestou-se nestes termos: “Caríssimo amigo nobre conterrâneo, eu acho que uma entrevista e declarações desse presidiário não têm tanta ou nenhuma importância. A maior prova é que ele está ainda na cadeia e uma dezenas de processos o cercam. Acho que esses que fazem e divulgam essa aberração fazem parte do mesmo chiqueiro e são bem pagos para divulgar a inversão de toda essa infeliz história da política brasileira. Lula torna-se vítima e aqueles que lutam por um país íntegro tornam-se vilões, carrascos, perseguidores e violentos, pois as mentiras e as calúnias repetidas causam tanto mal como o próprio mal. O exército dos idiotas doentes, alienados, é muito forte e é alimentado pelo ódio e pela vontade de roubar. Eles fazem muita zoada e são incansáveis e têm o veneno espalhado em todos os setores da administração pública. É uma gente doutrinada que obedece ao chefe dessa organização criminosa e poderosa. É preocupante todo esse quadro que estamos vivenciando, que gera um sentimento de revolta e de tristeza em saber que uma grande parte dos brasileiros quer a volta da corrupção, da desmoralização e do caos. Eles querem que dê tudo errado e o país caia num buraco profundo de uma crise irreversível, sem retorno. Aí sim , estamos todos perdidos: nós e eles. É isso, vamos continuar acreditando que algo novo e bom vai acontecer! Esperamos um novo tempo de reconstrução e crescimento desse nosso Brasil, que tem tantas maravilhas e belezas naturais. Por si só, é um país Rico e Grande.”.
Em resposta ao pensamento e aos arroubos do mestre Xavier Fernandes, próprios do seu acerbado civismo, que nos dão verdadeira aula de patriotismo, eu digo que eles sintetizam o espanto de quem não se acostuma com a estranha  situação de condescendência demonstrada por muitos brasileiros com políticos que não primaram pelo rigor aos bons princípios e condutas nas atividades políticas, em evidência do absurdo em relação às saudáveis práticas republicana e democrática.
Realmente, é absolutamente inconcebível que, nas circunstâncias, diante da evolução do Homo sapiens, exatamente com os ensinamentos dos princípios de crescimento e evolução da humanidade, graças às conquistas científicas e tecnológicas, ainda seja possível que o ser humano não consiga vislumbrar e distinguir o certo do errado, preferindo continuar nas trevas da ignorância, somente enxergando aquilo que melhor agrada ao seu sentimento ideológico.
Há, sem a menor dúvida, a insistência do entendimento segundo o qual o errado é precisa ser defendido como forma de ser o certo, de modo que não seja obrigado a se reconhecer as falhas e os desvios de conduta senão de seus opositores.
É lamentável que esse raciocínio distorcido ainda venha sendo defendido, com unhas e dentes, por rebanho enorme de intelectuais, artistas, letrados, que se misturam harmoniosamente com pessoas de pouco conhecimento, mas, juntas,  entenderam de pôr na cabeça que é sim preciso defender a sua firme ideologia, mesmo que os fatos mostrem que seus líderes conseguiram conduzir o Brasil a terríveis crises social, política, moral, econômica, administrativa, entre outras.
A verdade é que, tudo é feito em nome do regime socialismo, que até, no particular, pode até ter algo aproveitável, mas, no geral, o estrago tem sido apenas fantástico, em prejuízo para os interesses nacionais, conforme mostram os fatos e as políticas escancaradas nos últimos governos, onde prevaleceram tragédias envolvendo rombos nas contas públicas; desemprego em massa; recessão econômica; descrédito de governo; corrupção; falta de investimentos em obras de impacto; queda de arrecadação; retração da cadeia produtiva; retirada do capital estrangeiro; maciços investimentos em importantes obras em países socialistas, com o emprego do dinheiro dos brasileiros; entre muitas distorções na gestão de recursos públicos, mas ninguém assumiu a responsabilidade por essa desastrada e ruinosa situação.
É inconcebível como, diante de tantas desgraças que resultam em bastante embaraço para a população, ainda há brasileiros que conseguem enxergar tanta beleza em situação indiscutivelmente dissonante com os bons princípios e as boas condutas por parte de governantes preocupados senão com seus próprios interesses, em razão de tantos malefícios às causas nacionais e dos brasileiros.
É evidente que, em absoluto, não se pretende condenar e muito menos censurar o direito da defesa intransigente da ideologia política, porque isso é inerente ao usufruto do consagrado princípio erigido no Estado Democrático de Direito, mas sim a forma estúpida como as pessoas, em nome de seus princípios, não conseguem vislumbrar que há algo dissonante da correção, da verdade, da realidade, à luz de tudo que foi investigado pela Operação Lava-Jato, que identificou organização criminosa que atuava perversamente sobre o patrimônio, entre outros, da Petrobras e todos os malefícios aconteceram exatamente nos governos daqueles que são tratados como verdadeiros heróis nacionais, enquanto os agentes públicos que trabalharam em defesa do patrimônio dos brasileiros são tidos por ladrões, bandidos e outras definições próprias daqueles que contribuíram para dilapidar cofres públicos.
Se ao menos houvesse, minimamente que fosse, alguma forma de justificativa para tantas agressões aos cofres públicos, os demais brasileiros até poderiam entender tamanha idolatria a quem tudo fez de ruim para, entre outros propósitos ilícitos, desviar dinheiro para custear as irregulares e injustas campanhas milionárias, com a finalidade de manutenção no poder e dominação absoluta das classes política e social, tudo com a força do dinheiro sujo.
Enfim, o que é preciso ainda para mostrar aos brasileiros que se consideram os donos da verdade, mesmo que os fatos apurados, levantados e investigados sejam substancialmente poderosos em indicar o tanto da maldade de governos irresponsáveis que não tiveram o mínimo de pudor em se apoderar de dinheiros sujos para o financiamento também de grandiosos projetos políticos, mesmo que tudo isso representasse danos irreparáveis aos interesses dos brasileiros?
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 19 de outubro de 2019

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

A verdade da Justiça?


Em entrevista concedida ao UOL, o ex-presidente da República petista afirmou que "Não estou reivindicando essa discussão de segunda instância. Não estou interessado nisso. Eu estou interessado na minha inocência".
A aludida entrevista ocorreu dia antes de o Supremo Tribunal Federal começar a julgar se é constitucional prender condenados em segunda instância ou se a prisão deve ocorrer após todos os recursos.
Condenado à prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex em Guarujá (SP), pelo então juiz federal da Operação Lava-Jato, hoje ministro da Justiça, com sentença confirmada em segunda (TRF-4) e terceira (STJ) instâncias, o ex-presidente é o caso mais famoso que poderá se beneficiar de possível mudança de entendimento do Supremo.
Não obstante, o petista afirmou que essa não é a saída desejável por ele, porque "Quero que os ministros da suprema corte tenham acesso à verdade do processo e anulem. Se vai ser um ano a mais ou um ano a menos, se vou ficar aqui ou em outro lugar, não importa".
O ex-presidente defende o mesmo raciocínio para refutar a ida ao regime semiaberto, recomendada pela Lava-Jato, no fim do último mês, e diz que o problema não é a tornozeleira eletrônica, tendo afirmado que "Não quero progressão da pena, quero a minha inocência".
O petista concluiu afirmando que "Não tem meio-termo comigo. O que eles vão fazer? Antigamente, era mais fácil. Mandava esquartejar, salgar, pendurar no poste. Cometeram a bobagem de me prender, cometeram a bobagem de me acusar, agora vão ter que suportar esse peso aqui dentro". 
O petista precisa se conscientizar de que só existe um único caminho para se chegar na sua inocência, que é exatamente ele levantar contraprovas sobre os fatos denunciados e investigados pela Operação Lava-Jata, de modo que ele consiga derrubar as provas coligidas e inseridas nos autos da condenação, sabendo ele que as suas defesas apresentadas nas fases próprias da Justiça, compreendendo as primeira e segunda instâncias, foram insuficientes para o convencimento dos magistrados, que entenderam de maior consistência os elementos constantes dos autos.
Nesta fase, a bem da verdade, somente tem cabimento a declaração de inocência pela Justiça se novos elementos pertinentes aos fatos da denúncia forem carreados para os autos, com vistas à nova avaliação e isso, é claro, somente ele e sua defesa podem produzir.
Ou seja, dificilmente o Supremo vai se dignar a declarar o ex-presidente inocente, diante dos fatos robustamente inseridos nos autos da condenação, salvo se a Corte Excelsa encontrar alguma inconstitucionalidade nos autos, caso em que o máximo que ele pode fazer é determinar a baixa do processo para novas investigações ou então declarar, conforme a circunstância, a anulação dos julgamentos ou até mesmo do processo, para novo julgamento, mas jamais afirmar a inocência dele, o que seria o maior absurdo do mundo, diante da falta de elementos novos que demonstrem a inculpabilidade do petista.
O ex-presidente, ao que indica, imagina que somente os ministros do Supremo são os únicos justos e corretos, que vão enxergar a sua inocência nos autos, quando nove magistrados, um juiz da primeira instância (Lava-Jato), três desembargadores da segunda instância (TRF-4) e cinco ministros da terceira instância (STJ), já desceram o martelo e afirmaram, por unanimidade, a robusteza das provas constantes dos autos, provas estas que, na esperança do condenado, os ministros do Supremo vão simplesmente ignorar, fechando os olhos para o que realmente consta de investigado e levantada, somente para agradá-lo, sabe-se lá por qual motivação.
Chega a ser risível o ex-presidente ter a petulância de afirmar que “Cometeram a bobagem de me prender, cometeram a bobagem de me acusar (...).”, quando, na verdade, ele sabe melhor do que ninguém quem realmente cometeu bobagem e, agora, precisa pagar por seus pecados praticados contra a sociedade, como forma de reparação penal, no caso.
É até compreensível, por razões pessoais e políticas, à vista da sua relevância no mundo político, que o ex-presidente não se digne a aceitar a condenação, mas, à toda evidência, não tem o menor cabimento que ele fique acusando, de forma leviana, quem o tenha julgado, como se a culpa fosse deste e que ele entra nessa história como injustiçado, embora até agora, depois de quase centena de recursos apresentados por ele, em essência, nenhum foi provido pela Justiça, o que só demonstra que condenado nessas condições tem pouquíssima credibilidade para reclamar, quando devia, ao contrário, provar que é realmente inocente, não por meio de falácias, mas por provas verdadeiramente plausíveis, sem depender de ninguém, como ele tem agido desde que foi preso.   
Enfim, mesmo contra a sua vontade, é mais provável que o político seja realmente solto pelo Supremo Tribunal Federal, não pela declaração de inocência dele, mas pela decisão sobre a prisão em segunda instância, porque tudo indica que a intenção dos ministros, mesmo na contramão da vontade dos brasileiros, será mesmo a de privilegiar a impunidade, em vergonhoso e inaceitável benefício aos criminosos, em prejuízo da população, por força da soltura de milhares de bandidos, que ganham a liberdade para praticarem a sua profissão de criminalidade, com o beneplácito da Excelsa Corte de Justiça brasileira.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 18 de outubro de 2019 

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Apelo à sensibilidade


Recebi surpreendente mensagem de pessoa preocupada com o descaso de autoridades públicas incumbidas, na forma da lei, de proteger as pessoas possuidoras de cuidados especiais ou caracterizadas com o estado de vulnerabilidade, vazada nos seguintes termos: “Você que escreve bem e tem o dom de reivindicar e argumentar com coerência, pediria que fizesse um texto, reivindicando a algum órgão competente o respeito aos idosos, doentes, e crianças da rua da praça, onde acontece eventos de interesse particular, desrespeitando a lei do silencio e da perturbação que ali moram.”.
Em atenção a essa pessoa bem intencionada e demonstrando muita preocupação para com o seu semelhante, diante do seu veemente apelo, decidi respondê-la, na forma a seguir.
Fiquei muito sensibilizado, diante de bonita e elogiável atitude, com as suas palavras muito bem colocadas sobre a situação de pessoas abandonas, idosas, doentes etc., no sentido de que se priorizarem políticas públicas em proteção a elas.
Ocorre que, em muitos casos, já há lei disciplinando os cuidados que devam ser promovidos em cada caso, como a Lei do Silêncio, a Lei de Proteção aos Idosos, o Estatuto da Criança e do Adolescente etc., todas de vigência no âmbito nacional, de maneira que compete ao poder público adotar as medidas cabíveis contra os abusos contra o ser humano, compreendendo o envolvimento de juízes, Ministério Público e polícias, federais e militares, conforme as circunstâncias, nas jurisdições em que cada qual atua, com vistas à manutenção da ordem pública, em consonância com ditames constitucional e legal.
Fica claro, em princípio, que o órgão central para a regulação sobre a matéria a que você se refere é o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que não tem condições de agir diretamente em cada caso, cabendo a ação efetiva à conta daquelas autoridades e ainda conforme o caso e nos limites da sua jurisdição, o que vale dizer que o serviço poderá ser feito por autoridade que se interessar em fazer com eficiência o seu trabalho previsto em lei.
Por exemplo, se o delito for em determinada cidade, vai depender da autoridade da jurisdição que se interessar em agir para corrigir algum malfeito, que esteja perturbando a ordem pública.
Isso vale dizer que, muitas vezes, os abusos ocorrem em razão da omissão de autoridades competentes e o Ministério da Justiça não tem condições de fiscalizar o Brasil inteiro, com 5.754 municípios, ficando impunes os abusos que normalmente ocorrem e até de maneira corriqueira, porque as autoridades fingem-se, via de regra, de cegas e moucas, talvez para não contrariarem interesses.
Quem não gostaria de atender ao seu especial apelo, que é também das pessoas com o senso humanitário elevado, mas tudo depende mesmo da boa vontade de agentes públicos, para agir e tomar as necessárias providências.
Fico muito feliz que tenha gente com bom coração como você e se preocupa com o seu próximo, principalmente aquele que vive sob ambiente do desabrigo de quem tem obrigação legal de protegê-lo.  
Em resposta às minhas ponderações, a referida pessoa disse que lá no lugar que poderia acontecer o delito, verbis: “não tem autoridade a quem recorrer. Prevalece a lei do mais forte e do poder.”.
Diante disso, eu afirmei que é lamentável que, em pleno século XXI, com a evolução da humanidade, ainda possa haver situação onde somente funciona a lei do mais forte, em prejuízo da norma legal escrita, do ordenamento jurídico, que precisam ser respeitados e cumpridos, a rigor, em todo território nacional.
Infelizmente, quando a lei não é aplicada, termina prevalecendo essa balbúrdia que grassa no Brasil afora, sendo prejudicada a parte mais fraca, ou seja, as pessoas para quem não têm a quem recorrer, tendo que arcar com a omissão de autoridades públicas, que deveriam cumprir e fiscalizar os termos da lei.
É pena que o apelo das pessoas de bom coração, que sentem na pele as injustiças, os maus-tratos, não seja ouvido e nada possa ser feito para o saneamento desse absurdo, pelo menos na maioria dos casos, para, pelo menos, minorar o padecimento de quem vive ao desamparo das autoridades que têm a incumbência constitucional e legal de executar e fiscalizar o cumprimento da lei.
Considerando da maior importância o apelo em comento, decidi transformar a ansiedade em apreço em texto, com o enfoque especial para que ele possa, ao menos, despertar alguma forma de reflexão por parte da sociedade cônscia da sua responsabilidade tanto cívico-patriótica como humanitária, contribuindo para a divulgação de situação terrível que nem deveria existir mais, diante dos avanços e das conquistas da humanidade.
Infelizmente, é o máximo que se pode fazer em situação deplorável como acontece no cotidiano e simplesmente nada é feito em amparo dessas pessoas, para mostrar casos que ocorrem com as pessoas vulneráveis e, por sua vez, os algozes se beneficiam da omissão de quem tem a incumbência para a promoção das ações sob a sua alçada constitucional e legal.
Agradeço de coração a sua preocupação, que é também de muitas pessoas de bom coração que sentem a frustração de nada puderem fazer para acabar ou, ao menos, minorar as agruras do seu semelhante.
Brasília, em 17 de outubro de 2019