segunda-feira, 6 de junho de 2022

Julgamento injusto?

 

Em grupo de amigos, critiquei com severidade a censura que o presidente da República fez contra um ministro do Supremo Tribunal Federal, que o mandou calar a boca, vestir a toga e simplesmente ficar quietinho no seu canto, sem encher o sago de ninguém, em demonstração de bastante decadência civilizatória, ante o nítido desrespeito à dignidade humana.

Acreditaria que as pessoas com o mínimo de educação e sensibilidade, reprovaria a atitude impensada do presidente do país, que precisa se conscientizar sobre o seu relevante dever institucional de estadista, que não pode ficar esculhambando a torto e a direito quem ele achar por bem, imaginado que ele é o dono da verdade e o todo-poderoso da República, que pode dizer o que bem entender sobre as autoridades?

Não tenciono defender nem muito menos acusar ninguém, porque não tenho competência para coisa alguma disso, mas apenas puder dizer que, sendo o presidente do pais prejudicado por decisão judicial, por mais absurda que ela seja, ele não tem competência legal para, em público, recriminar, repudiar ou criticar o ato pertinente, porque o seu dever constitucional é exclusivamente acatar ou não, tendo o direito de recorrer dela, se quiser.  

Nesse caso, somente há a única hipótese, que também é empregada em todos os países sérios, evoluídos e civilizados, em termos político-democráticos, no sentido de se ingressar com recurso, na via apropriada, para tentar impugnar a decisão judicial, com os argumentos capazes de mostrar que não há procedência jurídica ou algo que for capaz para infirmá-la, tudo em ambiente de compreensão assentada nos princípios do bom senso e da civilidade.

Depois disso, em outro assunto de conteúdo semelhante, um colega de grupo houve por bem se expressar fazendo ilação ao meu pensamento, dizendo, verbis: “Pois  é.  E tem colega que acha, que o presidente tem que tratar esses bandidos com luva de pelica. E jogar pétalas de rosas em cima do STF...”.

Isso foi o bastante para que eu perdesse a costumeira paciência e dissesse a ele, olhe, fulano (eu disse o nome dele), não seja injusto, se essa pessoa que você se refere for eu.

Fique você sabendo que, em momento algum, eu disse isso que você afirmou para o presidente ser bonzinho com ninguém e muito menos jogar pétalas de rosas aos inimigos.

Eu disse, conforme meus textos, que o presidente da República não tem direito de agredir, criticar e muito menos de revidar insultos ou praticar atos contrários à liturgia inerente ao importante cargo que exerce, não tendo defendido ninguém, mas disse que ele não tem competência institucional para esculhambar, como vem fazendo normalmente, uma vez que o possível erro praticado pelo Supremo não o autoriza a agredir ninguém, como tem sido do costume dele.

Eu disse para ele ser honesto e mostrasse, se ele se referisse a mim, onde eu sequer fiz insinuação nesse sentido, mas ele ficou calado, evidentemente não tendo respondido nada.

Eu falei para ele: se você não tem coragem de indicar o nome da pessoa, por favor, não queira sujar a minha imagem, que já não é tão boa perante os colegas, porque não comungo com muitas ideias de apoio ao presidente do país, embora eu tivesse votado nele e vejo que o nível da mediocridade dos outros candidatos ajuda a compreender que não resta outra alternativa senão votar nele, novamente.

Não obstante, eu entender que ele é bastante incompetente no trato de muitos assuntos inerentes à sua função presidencial, em especial no que diz com a observância aos princípios humanitários, como nesse caso, que exige respeito à dignidade de ministros, mesmo que a possível decisão judicial o envolva e tente a prejudicá-lo, porque o único remédio passa pelo recurso civilizado e legal.

Agora, se a pessoa a que o amigo refere não for eu, pelo amor de Deus, me desculpe, mas se for, que reflita melhor para falar inverdades sobre mim, porque isso é muito feio, em se tratando de grupo de amigos, em que somente devem prevalecer ideias construtivas e em respeito à dignidade humana, quanto que já somos todos em idade mais do que madura, que merecemos o devido respeito, até mesmo pelo nosso honroso passado.

Quero deixar claro que não tenho a menor intenção de criticar e muito menos de julgar ninguém, como fui julgado aqui, diga-se de passagem, injustamente, ante o meu sagrado direito à liberdade de expressão, que é igualmente de todos.

Brasília, em 6 de junho de 2022

domingo, 5 de junho de 2022

Desprezo à guerra

O presidente da República afirmou que, no país, há tantos “ladrões do dinheiro” como “nova classe de ladrão”, que quer roubar a liberdade do povo.

Ele fez apelo ao povo, no sentido de que “(...) vocês cada vez mais se interessem por este assunto. Se precisar iremos à guerra, mas eu quero um povo ao meu lado consciente do que está fazendo e por quem está lutando”.

O presidente do país voltou a defender a posse e o porte de armas de fogo e declarou, de forma enfática, que “todas as ditaduras no mundo começaram a partir de uma campanha de desarmamento da população. Com meu governo, a posse e o porte de arma de fogo começaram a ser realidade. Todas as ditaduras começaram com uma campanha de desarmamento do seu povo, assim foi no Chile.”.

Em decisivo aceno à base fiel de seus eleitores, o presidente do país voltou a se posicionar contra o aborto e o que chama de “ideologia de gênero”.

Na ocasião, o presidente do país afirmou que “Nos afastamos da corrupção. Estamos há três anos e meio sem falar disso. Sempre digo, se aparecer corrupção em nosso governo, que pode acontecer, nós ajudaremos a esclarecer os fatos. Mas corrupção orgânica nunca mais”, sem mencionar as suspeitas de irregularidades no Ministério da Educação, onde um gabinete paralelo de pastores atuava na liberação de recursos a prefeituras, e a investigação feita pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, onde havia suspeitas de corrupção, mas o presidente nada fez, com vistas às pertinentes investigações.

Nesses dois casos muito explorados pela imprensa o presidente do país perdeu excelente oportunidade para provar que realmente não existe corrupção no governo, bastando apenas a determinação, na forma da lei, para a apuração dos fatos suspeitos de corrupção, de mas ele preferiu, estranhamente, apenas pôr panos quentes e nada fazer, o que não ficou nada bonito para quem apregoa regularidade na gestão pública.

O certo é sempre investigar, mesmo tendo certeza absoluta sobre a regularidade, porque a apuração tem o condão de certificar a assertiva, quanto mais que se trata de exigência legal nesse sentido.  

Do discurso acima, sobressai a infeliz ideia de que “se preciso, iremos à guerra”, porque é exatamente a última medida que um verdadeiro estadista poderia imaginar para seu povo, na forma de se tentar solucionar problemas com a concordância da intensificação de conflitos.

Por mais grave que o país se encontre, atolado mesmo em severa crise, da pior espécie, nunca é demais lembrar que o presidente do país jamais deve nem pode fazer apologia à guerra e se solidarizar com esse pensamento mórbido e infeliz de guerra, como agenda política de governo, mesmo que isso se vislumbre como medida necessária, porque todo conflito precisa ser evitado, a qualquer custo, em especial por parte do mandatário da nação, que deve fazer o possível e o impossível para que o país esteja sempre em paz.

O presidente do país precisa ter equilíbrio, serenidade e responsabilidade, para nunca sugerir ao povo que se arme para a guerra, porque quem pensa assim não faz a menor ideia quanto às suas graves consequências, em forma de destruição e desestruturação da nação, especialmente pelo fato de nenhum conflito possa contribuir para a solução, quando a via normal e recomendável para o saneamento de problema é a diplomacia, o diálogo ou a busca do entendimento e da concórdia.

A verdade é que somente o estadista com mentalidade bélica na cabeça seria capaz de fazer apologia à guerra, uma vez que a sua missão instituição só tem cabimento para a paz e manutenção da ordem pública, como forma salutar da construção permanente delas, como forma de contribuir para a ordem pública e o bem da sociedade, precisamente na forma preceituada na Constituição brasileira.

Urge que os brasileiros, no âmbito da consciência cívica e patriótica, repudiem os apelos insanos por apoio à guerra, porque a intrínseca índole do Brasil é somente de muita paz, sendo que ela somente se preserva com o pensamento voltado para bons propósitos de harmonia e pacificação entre as pessoas, como forma  de se assegurar a felicidade de todos e a ordem pública.  

          Brasília, em 5 de junho de 2022 

sábado, 4 de junho de 2022

Encontro com a seleção de vôlei

 

Ontem, à noite, o Banco do Brasil patrocinou coquetel especial para homenagear a Seleção Brasileira de Vôlei Masculino, que esteve presente ao evento.

O banco convidou alguns de seus clientes e eu tive o privilégio de figurar entre eles, evidentemente em disputadíssima “briga” entre milhares de concorrentes ao grande sorteio, sendo que a estrela da sorte veio na minha direção, fazendo-me que eu me declinasse a esse obsequioso “sacrifício”, confesso, para participar de encontro com os astros estrelados desse nobre esporte, de quem sou fã cativo, por não perder nenhum jogo dessa famosa seleção.

A expectativa era muito grande enquanto se aguardava a chegada da seleção de vôlei no local do evento, que não demorou nada do horário previsto e os “gigantes”, também em tamanho, apareceram logo abraçando todo mundo e se entrosando com os convidados, elogios e distribuição de autógrafos, com indisfarçável alegria, sorrisos e abraços, que durou por todo o tempo todo, em ambiente de muitas animação e conversas entre os presentes.

Em primeiro momento, procurei cumprimentar e abraçar os jogadores e depois parti para pegar autógrafo e, por último, tirei fotografia com quase todos.

Na ocasião, no embalo do entusiasmo, eu disse a eles que sou fã de todos os jogadores e os conheço bastante pela televisão, porque acompanho cada jogo da seleção de vôlei, aproveitando para dizer da satisfação de conhecê-los pessoalmente, além desejar sucesso para todos na relevante carreira de atleta profissional de vôlei, que defende a com muita garra a bandeira brasileira.

Digo que fiquei impressionado com o porte físico deles, cuja seleção e constituída de gigantes, tanto na prática da arte esportiva do vôlei como em tamanho, em que a maioria tem mais de dois metros, sendo interessante notar que quase todos são magros de dar dó, até parece que eles nem se alimentam, diante da sua estatura tão fininha e bastante elegante.

Sem dúvida, foi um momento de muita satisfação para mim, constituindo evento inesquecível, ao sentir a presença e o calor de jogadores que são verdadeiros ídolos desse tão importante esporte nacional, cuja seleção de vôlei é a reunião da nata dos melhores em cada posição.

Imagino que esse encontro tenha sido único e especial que possibilitou o privilégio de pessoas conversarem com todos os craques de esporte que se tornou famoso por suas importantes conquistas nas quadras mundiais.

Particularmente, venho acompanhando todos os jogos de vôlei, tanto da seleção como dos clubes, cujo campeonato nacional se encerrou recentemente, com o Cruzeiro, de Minas Gerais, sagrando-se campeão.

O coquetel, em si, foi digno do que realmente merecem os craques da Seleção Brasileira de Vôlei Masculino, tendo havido rodízio de petiscos das melhores diversidade e qualidade, além de bebidas e sucos, tudo muito à vontade, em noite fantasticamente “estrelada”, nos céus da querida capital do Brasil.

Agradeço ao Banco do Brasil, por ter proporcionado magnífico encontro de clientela com os super-homens da Seleção Brasileira de Vôlei Masculino, em animado e prazeroso entrelaçamento que pode ser classificado como noite de gala na “quadra” especialmente preparada e adornada para importante confraternização que engrandece ainda mais a história desse sempre eficiente banco, que conta com equipe de incomparável quilate, tornando instituição que é modelo e orgulho dos brasileiros.

Muito obrigado pelo magnífico presente!           

Brasília, em 4 de junho de 2022

sexta-feira, 3 de junho de 2022

O Brasil no rumo certo?

      Um vídeo que circula nas redes sociais  mostra  que  o  governo  teve excelente desempenho em setores da economia, tendo conseguido recuperar muitas perdas no período referente à tenebrosa pandemia do coronavírus.

          Diante disso, eu disse, em grupo de amigos, na internet, que tinha achado maravilhoso o resultado anunciado, mas isso é apenas obrigação do governo, que se elege para realizar políticas necessárias e prioritárias em todas as áreas da gestão pública. 

        Trata-se de excelente desempenho que certamente deve se refletir também nas áreas de saúde, educação e outras, mas talvez isso não seja possível, uma vez que o governo pretende, se ainda não o fez, cortar verbas dessas áreas para conceder aumento do funcionalismo público. 

         É preciso se avaliar o governo no seu conjunto, em termos do seu desempenho, quanto aos resultados das políticas prioritárias para a sociedade.   

        Um dileta amiga disse, em resposta ao meu texto, o seguinte: “Vamos com calma, amigo! Esse Presidente já fez bastante em três anos e meio de Governo. Levemos em conta a Pandemia que destroçou a economia mundial, e o nosso Brasil está saindo na frente em recuperação, sem citar logo no início o rompimento de Brumadinho, o acidente do Óleo no Mar, os acidentes da natureza em vários Estados e que necessitaram de muitas verbas para socorro, fora a falta de aprovação de muitos Projetos por parte do Congresso e STF. (...) impediram demais Ações do Governo. No governo da (...) houve cortes drásticos na Saúde e Educação, além dos roubos, e ninguém reclamava. Ela e o (...) saquearam, cortaram verbas, só investiram no exterior e ninguém deu um piu. Então, tenhamos compreensão e paciência, pq nos parece que o nosso amado Brasil está no rumo certo para o progresso e para nos manter com Liberdade, só falta enquadrar ‘os deuses’ da Suprema Corte, mandar o (...) para a cadeia, e o restante eh Confiar e Agradecer a Deus, e votarmos certo na próxima eleição! Selva”  (Evitei a citação de nomes). 

        Em resposta à aludida mensagem, eu afirmei que não vejo que estou nervoso ou alterado, precisando me calmar. 

        Tudo isso que foi elencado acima, prezada amiga, é fato e até pode ter fundo de verdade, que de ninguém é desconhecido, mas, nem por isso, vou deixar de me expressar ou de criticar sobre fatos que considero que precisam de melhoras no governo. 

        Ou  seja,  as  coisas boas do governo não têm o condão de encobrir as mazelas existentes nele nem também eu sou obrigado a aplaudi-lo, como muitos fazem, fechando os olhos para as deficiências de gestão. 

      Procuro respeitar as opiniões, até as mais absurdas, mas percebo que o meu pensamento, de quando em vez, tem censura, a ponto de se pedir que eu me calme, como se eu tivesse extrapolado exageradamente a avaliação sobre o desempenho do governo. 

          Na minha opinião, ele precisa sim ser criticado naquilo que eu acho que não condiz com o melhor da gestão, segundo penso, independentemente do que as pessoas entendam por maravilhoso no governo, porque o sentimento da democracia é o respeito às opiniões, observados os princípios da liberdade de expressão. 

          Não tenho governo de estimação, mas sei perfeitamente que, na qualidade de cidadão, tenho direito de opinião, em especial naquilo que vejo como errado ou deficiente, como forma de mostrar que tem alguém que enxerga a realidade dos fatos e não se conforma com o estado das coisas. 

        Fico triste por ser necessário ter que dizer o que sinto, porque é preferível ser assim, autêntico, do que omitir os pensamentos, mesmo que seja em resposta à amiga por quem tenho elevados respeito e admiração, por sua postura de muita dignidade no convívio entre seus colegas. 

        Na tentativa de justificar a sua manifestação, a amiga disse o seguinte: “Com o meu respeito Amigo, sinto que fui mal interpretada, e pq muitos não tenham o dom de se expressar como você, mas explicando... o termo que usei como 'calma’, na verdade em momento nenhum senti seu comportamento ‘alterado’, mas sinto sim sempre que se refere às atitudes ou ações do Presidente, com uma ‘certa pressa’ em executar ainda mais em tão curto tempo. Foi aí que eu sugeri, vamos com calma. O mais está tudo bem, concordo e respeito a livre manifestação, tanto que em outras ocasiões, ainda que não concordasse com alguns pontos de vista eu silenciei. O mais está tudo bem, e obrigada pela compreensão do amigo sempre tão participativo, e  como colega tão leal e competente e sempre disposto ajudar todos. Abs.”.    

         Em conclusão sobre essa questão, eu disse que compreendia as colocações da amiga e até as aceitava como forma de explicação, permitindo-me retirar o que eu disse mais do que o devido, por conta da minha interpretação precipitada. 

        Na atualidade, como se vê, diante do fanatismo político-ideológico, tem sido bastante ariscada a manifestação contrária ao desempenho do governo, que merece o imediato cerceamento por parte de quem entende que o Brasil tem o melhor presidente do mundo, como se ele não tivesse a mínima deficiência gerencial e que tudo estivesse funcionando às mil maravilhas, em ritmo de eficiência e efetividade da melhor maneira possível. 

A verdade precisa sim ser dita, doa quem dor, se possível, na melhor da sua literalidade, porque os brasileiros estão sendo obrigados a aturar governo que prometeu moralidade e reformas, que são medidas consistentes na compreensão da existência de administração pública sob a gestão de eficiência e efetividade, com a soma de resultados amplamente satisfatórios para a sociedade.

        Na verdade, foram pouquíssimas ou quase nenhuma as reformulações acontecidas até agora por esse governo, verificando algumas em termos estruturais, mas ficando a dever quanto às mudanças conjunturais do Estado, que tem sido tão carente de modernidade e aperfeiçoamento, além do padecimento do fortalecimento dos princípios da moralidade, quando o presidente da República decidiu se alinhar, em definitivo, por visível conveniência política, em apegada ganância ao poder, aos nefandos princípios fisiológicos abraçados pelo mais deplorável grupo político chamado Centrão, que até tinha a abominação do então candidato ao relevante cargo público do Brasil.

        A verdade é que, enquanto a mediocridade administrativa estiver contando com o apoio de parte dos brasileiros, como vem acontecendo na atualidade, os agentes públicos pensam que estão realmente governando o país, com absoluta competência e eficiência, na certeza de que ele está no rumo certo, quando são gritantes as deficiências e as precariedades que grassam nas estruturas e conjunturas do Estado, assoberbado de sistemas arcaicos, ultrapassados e disfuncionais, precisando urgentemente de reformulações que nunca são implementadas, exatamente por falta, em especial, de competência e priorização por parte do governante.

        Imaginam-se que o Brasil poderia ser outra país bem diferente do atual se houvesse a conscientização sobre amplas reformas dos sistemas administrativo, político, eleitoral, tributário, tecnológico, fiscal, previdenciário, trabalhista, entre outros que pudessem se ajustar à evolução da modernidade e do aperfeiçoamento desejáveis para a otimização das políticas públicas da incumbência constitucional do Estado.    

        Urge que os verdadeiros brasileiros se conscientizem de que a governança do Brasil não é somente no sentido de se dizer sobre a crença em Deus, na pátria, na família e na liberdade, quando a administração pública não é absolutamente nada disso, se não houver clarividência para enxergar as prioridades do país, sob o prisma da modernidade e do aprimoramento da gestão pública no seu conjunto, tendo como pilares os salutares princípios da qualidade, economicidade, eficiência, efetividade, competência e responsabilidade, sob o imperioso lema da satisfatoriedade do interesse público, com embargo da defesa dos objetivos políticos pessoais, quando estes são voltados exclusivamente para a conquista ou a manutenção no poder, em detrimento das causas públicas.  

          Brasília, em 3 de junho de 2022

 

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Injustificável violência

 

Chama a atenção do telespectador a notícia que circula nas redes sociais, segunda a qual “Homem mata sogro e sogra a tiros e alveja esposa, no Sertão.”.

Bastante perplexo diante de desastrado fato, eu disse que era inacreditável que homem fosse capaz de realmente ter praticado tamanha barbaridade como essa, com o requinte de insanidade que teve a capacidade de tirar a vida de um casal, por mais que tenha sido grave a situação causadora da precipitado tragédia.

É possível que tenha sido ação bem além da animalesca, diante do seu instinto visivelmente mais do que selvagem, que foi protagonizada muito mais do que por homem ou mesmo animal.

A autoria de tanta brutalidade como essa não merece ser qualificada nem atribuída ao homem e muito menos ao animal, porque isso é obra exclusiva da mente do demônio, uma vez que homem mesmo é incapaz de ato desumano e trágico como esse.

Na verdade, nada, neste mundo, justifica que vidas de ninguém, nem dos animais, sejam tiradas, por pior que tenha sido a situação, porque há outras formas capazes de contribuírem para o tratamento das questões entre as pessoas, de maneira racional e inteligente, sem necessidade das vias da violência, como nesse trágico episódio.

Infelizmente, em que pese a evolução da humanidade, ainda prevalecem instintos malignos que não pensam antes de cometerem tamanhas irracionalidade e atrocidade.

Lamentavelmente, essa situação se encontra consumada e inevitável, cujo resultado negando somente contribui para a tristeza generalizada de todos e a multiplicação dos problemas, que certamente poderiam ser solucionados se houvesse um pouco de bom senso e compreensão das pessoas.

Que Deus tenha piedade dos homens!

Brasília, em 2 de junho de 2022

Condenável barbaridade

 

À toda evidência, a violência policial, na atualidade, pode ser seguramente enquadrada como verdadeira tragédia nacional e, de igual modo, é também a violência dos bandidos, do feminicídio, da corrupção, da fome e da miséria, à vista, neste caso, diante das milhares de pessoas desamparadas nas ruas e no interior do país. 

O bárbaro crime ocorrido em Umbaúba, interior de Sergipe, em que policiais rodoviários federais imobilizaram um homem portador de esquizofrenia e o jogaram no porta-malas de uma viatura cheia de fumaça branca, traduz forma mais cruel de selvageria humana, com requinte de muita crueldade, que assusta pela forma típica de tortura letal. 

A vítima foi morta por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda, segundo assim foi o atestado expedido pelo Instituto Médico Legal de Sergipe.

O mais chocante desse fato é que a Polícia Rodoviária Federal divulgou nota alegando, pasmem, que a vítima teria resistido à prisão e que, devido à sua agressividade, “foram empregados técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo.”, como se não existissem outras técnicas civilizadas para se prender e imobilizar o infrator, fato este que só demonstra índole selvagem desses policiais. 

Ocorre que o “menor potencial ofensivo” simplesmente foi capaz de sufocar até matar a vítima, que evidentemente não resistiu ao alegado potencial ofensivo, que somente se encaixa na mente de pura insensatez e incivilidade, ante aos comezinhos princípios humanitários.

Para piorar a situação, toda essa selvageria aconteceu à luz do dia e na frente de muitas testemunhas, que presenciaram a tudo, estarrecidos com o que se passava, ao meio a esse tratamento de terrível choque desumano e mortal.

Diante da declaração da PRF, a ilação que se poder tirar do lamentável episódio é que os policiais ainda foram “bonzinhos” demais para com a vítima, ao decidirem aplicar técnica de menor poder agressivo, porque eles estão autorizados a usar, pasmem, procedimento de maior potencial ofensivo, com capacidade ainda mais letal. 

Não há a menor dúvida de que o trabalho dos policiais é de grande importância para a segurança da sociedade e que eles, nesse trabalho, correm o risco do  enfrentamento diário de situações em que a própria vida se encontra sob perigo de agressão e até de morte, mas nada permite nem concede o direito de eles agirem com tamanha brutalidade, em claro disparate aos princípios humanitários, mesmo tendo que lidar com criminosos, o que não era o caso da vítima, que apenas não usava capacete, por ocasião da abordagem, que deve ter se exaltado, na ocasião, mas não justificaria tamanho exagero contra ele, que teria cometido mera infração no trânsito, que lhe valeu, pasmem, a sua preciosa vida. 

Esse deplorável episódio chama a atenção pela forma como a vítima foi torturada e morta, conquanto outros casos também graves, envolvendo violência policial, vêm ocorrendo com bastante frequência, que igualmente assusta e atemoriza a sociedade, mas certamente nenhuma medida deverá surgir diante de tamanha deplorabilidade do sistema policial, quando poder-se-ia aproveitá-lo para servir de base para o aperfeiçoamento das técnicas repressivas de repressão às infrações às leis penais do país, como forma apenas de repressão e combate aos abusos às normas legais.

As páginas policiais dos jornais, os telejornais das televisões e de outros meios de comunicação social, como sites de notícias, estão recheados de notícias sobre violência e muitas delas envolvem policiais ou são suspeitos da prática de crimes bárbaros, que poderiam servir como lição para as autoridades da segurança pública aprenderem e ensinarem as melhores técnicas para o cumprimento da importante missão inerente à manutenção da ordem pública, com menor violência possível. 

A verdade é que a situação de violência envolvendo policiais já atingiu nível alarmante e insuportável, sendo aconselhável esforço conjunto da União, dos Estados e municípios, com vistas ao grande debate nacional, para se estudar as questões referentes à segurança pública, com enfoque especial para as ações das polícias militares e civis no Brasil, tendo, necessariamente, a participação de renomados  e experientes especialistas em segurança pública, representantes da sociedade civil e das próprias corporações.

O que não pode mais é simplesmente tentar minimizar esse caso e tão somente fechar os olhos para a barbárie que ele efetivamente representa para a sociedade, deixando passar em brancas nuvens, se jogar a toalha e se render ao imperdoável abuso de autoridade, porque isso já é muita condescendência com o malfeito e a impunidade, em clara demonstração de desinteresse e irresponsabilidade por parte das autoridades públicas. 

Ressalte-se, a propósito, outro triste acontecimento no Rio de Janeiro, na forma da Operação da Polícia Militar fluminense e da também PRF, na Vila Cruzeiro, que se destinava à prisão de chefes de facções criminosas, mas a polícia saiu de lá com nada mais, nada menos, pasmem, 23 corpos, entre os quais de pessoas inocentes, que foram atingidas por balas perdidas, cujas fatalidades não têm reparo e nada acontece, em termos de medidas com vistas a menor danos para a sociedade, evidentemente no caso das vítimas inocentes. 

É preciso sim que haja efetivo e vigoroso combate à criminalidade, porque a ação indormida da bandidagem já extrapolou os limites de tolerância, mas as medidas efetivas não poderiam ser sob procedimentos mais cuidadosos e racionais, sem necessidade da execução de inocentes?

A verdade é que, nessa matança no Rio de Janeiro, há indícios de algumas execuções depois da tortura, o que é inadmissível.

Convém sim que seja reforçado o combate à criminalidade, mediante a redobrada força policial, quando isso se fizer necessário, de modo que tudo seja processado com base nos princípios do bom senso e da racionalidade, em conformidade dom o regramento jurídico e as normas de segurança, em rigoroso respeito aos sagrados princípios humanitários.

          Como a segurança pública diz respeito diretamente aos interesses da sociedade, como forma de proteção pessoal e da sua propriedade, convém que os brasileiros se mobilizem para exigir dos candidatos, no próximo pleito eleitoral, a priorização de medidas efetivas voltadas para a modernização dos sistemas de segurança pública, envolvendo a reciclagem de policiais, o desarmamento da criminalidade e a conscientização sobre a participação da população no combate à violência.

          É importante que fique o registro sobre o descaso do atual governo, diante do descalabro da violência generalizada no país, tanto por parte da criminalidade como dos policiais, mas não se tem conhecimento de nenhuma medida prioritária com vistas ao saneamento dessa trágica realidade nacional, em termos de preocupação com a conscientização sobre o seu combate, em termos de eficiência e efetividade, de modo que a relevante missão incumbida ao Estado, da manutenção da ordem pública, se processe em nível aceitável de respeito aos princípios civilizatórios e humanitários.

No caso específico do trabalho dos policiais, convém que eles sejam reciclados quanto ao seu preciso dever funcional, evitando saírem do prumo da normalidade, sob pena de haver severas punições para aqueles que excederem os limites da lei, porque o Brasil não pode virar o país da barbárie e muito menos dos justiceiros, que entendem de fazer justiça com as próprias mãos, lembrando que todo sistema de segurança pública precisa de profundas reformas.

A verdade precisa que seja mostrada aos verdadeiros brasileiros, que se preocupam com a integridade da vida, no sentido de que seja preciso eleger políticos que até possam defender o acesso às armas de fogo à população, mas sobretudo que eles tenham a consciência sobre a urgente necessidade da priorização da modernidade e do aperfeiçoamento do sistema de segurança pública, no conjunto mais amplo possível, de modo a propiciar a desejável conservação da vida e do patrimônio das pessoas, em nível satisfatório, não se permitindo mais a predominância das mazelas que grassam no Brasil.   

Brasília, em 2 de junho de 2022

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Basta de mentiras!

 

Vem circulando nas redes sociais vídeo com mensagem em apelo à honestidade do principal política da oposição, aproveitando o modelo do power point, na vã tentativa de mostrar algo inexistente de honestidade nele, quando poderia, ao contrário, em atenção aos salutares princípios de civilidade democrática, evidenciar a realidade que o político verdadeiramente representa para a história do Brasil, no que se referem aos fatos investigados pela Polícia Federal, pertinentes aos escândalos do mensalão e do petrolão.   

É assombrosa e medíocre a mentalidade de pessoas que criam e compartilham notícias contendo fatos mentirosos, porque tratam eles somente conspiram contra a dignidade dos defensores da disseminação de ideias inverídicas, em cristalina evidência de falta de caráter e desonestidade, que são princípios inalienáveis das pessoas de bem e se respeitam, justamente por não se prostituírem nem mesmo por sentimentos ideológicos, que são capazes de cegá-las, porquanto elas só enxergam os aquilo  que lhes são convenientes, como é o caso daqueles que estão indicados nos títulos constantes do quadro espelhado no referido vídeo, com seguinte inscrição: "A INOCÊNCIA DE LULA PASSO A PASSO".

Há, ali, verdadeiro festival de grosseiras inverdades e a exposição da real, absurda e repugnável tentativa de distorcer a verdade sobre os fatos absolutamente incontestáveis ligados ao político, conforme se descreve, um a um, a seguir, com a finalidade de se mostrar o quanto ainda existe gente desonesta, que não se envergonha de mentir, de forma descarada, fato este que só confirma a insignificância de quem apoia político em plena decadência moral, para tanto, por se valer de artifícios mentirosos e por não ter a dignidade para exigir que ele resolva provar a sua inculpabilidade nos casos denunciados à Justiça brasileira, visto que nenhum fato suspeito de irregular foi provado em contrário, permanecendo intacto nos processos e essa é a primeira inverdade.

Absolvição: os fatos mostram que não houve nenhuma absolvição, em caso algum, salvo a anulação de julgamentos pela condenação à prisão, em dois processos penais, pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, cuja pena até foi cumprida parcialmente.

Importa ressaltar que a anulação não foi por juízo de mérito quanto aos atos irregulares, mas sim pela absurda interpretação de ministro do Supremo de ter havido incompetência de jurisdição, porquanto continua intacta a culpa do criminoso, nos dois casos.

Processos anulados: nenhum processo foi anulado, salvo um onde houve a prescrição da ação penal, mas a culpa permanece nele, ou seja, a denúncia referente ao recebimento de propinas fica gravada contra o político, em caráter definitivo.

Ausência de provas: as sentenças referentes às duas prisões pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro tiveram por base robustas provas sobre a materialidade das autorias dos atos irregulares de que se tratam, cuja consistência foi confirmada, por unanimidade, nas segunda e terceira instâncias da Justiça, respectivamente, nos Tribunal Regional Federal da 4ª Região e Tribunal Superior de Justiça, não restando qualquer dúvida quanto à materialidade da autoria dos crimes.

É ridículo se falar em falta de provas, porque os fatos desmentem essa farsa.

O juiz da Operação Lava-Jato não é suspeito de absolutamente nada, porque seus atos, suas decisões e suas sentenças foram integralmente confirmadas, em termos de juridicidade, nas instâncias superiores.

Lava Jato Parcial: para quem julgou centenas de processos e proferiu mais de duzentas sentenças, são mínimos os questionamentos sobre as decisões do então juiz da Lava-Jato, sendo que nenhuma decisão proferida por ele foi anulada por erro ou abuso de autoridade, ou seja, todas as decisões tiveram por base os fatos investigado e constantes dos autos00.

Inocência comprovadamente: não existe um único caso em que houvesse sido comprovada a inculpabilidade ou inocência do político, porque todas as denúncias de irregularidades permanecem intocáveis nos processos penais, mesmo aquelas constantes dos processos cujas sentenças foram anuladas, sem o exame do mérito dos fatos delituosos.

Nenhuma Condenação: o político foi julgado em dois processos penais, tendo sido condenado à prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, tendo cumprido 580 dias, em sela individual, não restando qualquer dúvida sobre essa verdade, que jamais poderia ser negada por pessoas que têm respeito aos princípios da honestidade e da sinceridade, porque, mais deprimente que isso possa ser, é tentar querer negar a realidade sobre os fatos, em especial aqueles que realmente aconteceram e integram o histórico da vida do político.

Seria interessante e mais elegante ser autêntico e verdadeiro, sem necessidade de se tentar forjar história mentirosa, porque isso só contribui para denegrir ainda mais o sentimento e o desejo da mentira que permeia uma vida que poderia ser diferente se ela tivesse por base somente a verdade, como deve assim agir todos que militar na política, onde jamais deveria gente desonesta, que comete crimes e não tem a dignidade para assumi-los.

Ainda bem que os verdadeiros brasileiros têm bastante consciência sobre o que realmente representa esse político para o Brasil, porque ele é autêntico símbolo da corrupção e da desonestidade, à vista dos fatos investigados nos vergonhosos escândalos do mensalão e do petrolão, todos efetivamente acontecidos no governo dele, cuja responsabilidade pela tragédia ele não teve a dignidade para assumir, mostrando verdadeira fraqueza de homem público.      

Brasília, em 1º de junho de 2022