terça-feira, 13 de setembro de 2022

Fragilidade das pesquisas eleitorais

 

O Ipec divulgou pesquisa, ontem, encomendada por emissora televisiva, que mostra o principal candidato da esquerda com 46% das intenções de voto e o presidente do país com 31%, na corrida presidencial.

A aludida pesquisa praticamente manteve os dados refletidos na consulta anterior, com ligeiro acréscimo de dois pontos percentuais para cima a favor do candidato da esquerda, indicando o cenário de estabilidade na disputa, com relação à pesquisa anterior.

O Ipec esclareceu que foram ouvidas 2.512 pessoas, nos dias 9 e 11 do corrente mês, em 158 municípios.

O Ipec também pesquisou a intenção de votos no segundo turno, cujo resultado mostra que o principal candidato da esquerda “vence por 53% a 36% no cenário pesquisado. O instituto diz não ser possível afirmar neste momento se o petista pode ou não vencer a eleição no primeiro turno.”.

Como se pode enxergar, facilmente, na forma do que consta escrito no parágrafo acima, a pesquisa faz afirmações nada consistentes para o caso em si, quando insinua no sentido de que o líder da preferência de votos pode vencer a eleição presidencial por 53% a 36%.

Assertiva tem como premissa, pasmem,  evidentemente a consulta em apreço, porque isso é absolutamente inaproveitável para a determinação e a definição do pleito eleitoral, mediante a avaliação entre somente 2.512 pessoas, quando o universo de eleitores habilitados supera os 156 milhões de votantes, que são distribuídos em mais de 5.600 municípios brasileiros, dos quais apenas 158 foram visitados pelos pesquisadores, o que mostra o absurdo das conclusões que são levadas, de forma irresponsável, para os brasileiros, como se elas tivessem o condão de sinalizar algo consistente.

Isso mostra o sentimento de crueldade, maldade e irresponsabilidade na condução da avaliação do resultado da pesquisa em comento, que somente autoriza se afirmar, para o bem da verdade, que, com base em 2.512 pessoas ouvidas, determinado candidato teve a preferência de 1.156 pessoas, enquanto o segundo colocado ficaria com a simpatia de 779 pessoas e mais nada além disso.

Ou seja, é humanamente impossível, em termos de seriedade e justiça, se fazer ilações honestas sobre a possibilidade de alguém vencer o pleito, no próximo turno eleitoral, tendo por base tão insignificante quantidade de pessoas consultadas, em minguadas regiões brasileiras, conforme os dados expostos acima.

É preciso que as pessoas procurem avaliar a pesquisa exatamente como ela é, sem ter abrangência de coisa alguma, uma vez que vários fatores são importantes para se aquilatar a sua credibilidade, quando se sabe que há regiões e localidades que têm maior influência para determinado candidato e vice-versa, entre outros fatores econômicos, culturais e sociais que são essenciais à controvérsia em disputa, que precisam ser sopesados para se puder fazer projeção com alguma confiabilidade, não precisamente na forma da pesquisa em apreço, que não oferece parâmetros capazes e seguros para se contribuir o mínimo de certeza quanto aos fins colimados à conclusão sobre a tendência do eleitorado brasileiro.  

Percebe-se, com muita clareza, que a dinâmica das pesquisas tem sido a mesma, em tentar se fazer ilações sobre futurologia das eleições, tendo por base insignificantes amostras de tão somente pouco mais de 2.500 pessoas consultadas, sem sequer ter a certeza de que elas são realmente eleitoras, porque, em pesquisa, dificilmente se exige a apresentação do título de eleitor de ninguém.

Não obstante, em todos os resultados se conclui erroneamente que determinado candidato pode vencer o seu opositor, à vista de quantidade inexpressiva de pessoas ouvidas, em que o bom sendo e a racionalidade aconselham que seja absolutamente impossível se imaginar que alguém seja eleita mediante projeção inspirada em pesquisa nessa magnitude extremamente empírica, como se isso tivesse o condão de respaldar bases científicas, em termos estatísticos.

Enfim, é preciso ser bastante ingênuo para se acreditar que apenas 2.512 pessoas consultadas sejam capazes e suficientes para a projeção do resultado das eleições, com direito a se afirmar que candidato da preferência delas possa se eleger já no primeiro turno das eleições, diante da extraordinária controvérsia preponderante da existência de mais de 156 milhões de votantes habilitados às urnas, dispersos em vasto território de mais de 5.600 municípios, em que certamente há peculiaridades que não foram consideradas na pesquisa em apreço, a exemplo da preferência de eleitores do Nordeste para um candidato, enquanto no Sul e no Centro-Oeste a predominância eleitoral já é de outro e tudo isso pesa nas urnas.

Em síntese, as pesquisas servem como vetores de orientação à opinião pública, uma vez que elas podem fornecer dados valiosos aos eleitores, desde que elas contenham consistência estatística, porque, em muitos casos, é possível sim que eles decidam seus votos, tendo por base a influência das informações que elas mostram.

Nesse ponto, é possível se concluir sobre a existência de institutos que levam muito a sério o seu trabalho, mas têm outros que são conduzidos pela orientação da parte que paga a pesquisa, que pode sim ser direcionada para a satisfação da conveniência eleitoreira, que são as pesquisas de encomenda, onde o seu resultado seja maldosamente aquele orientado, em que normalmente atende aos fins pessoais maléficos, mas acabam exercendo desastroso papel para a democracia.  

Convém que se imprimam seriedade às pesquisas eleitorais, de modo que não seja suficiente nem admissível que institutos de pesquisas continuem fazendo irresponsáveis conclusões sobre o desempenho dos candidatos, tão somente com base em desprovidos elementos de consistência estatística, como vem acontecendo, na atualidade, conforme mostram as frágeis pesquisas eleitorais.

          Brasília, em 13 de setembro de 2022

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

A devassa do voto?

 

Em mensagem que circula nas redes sociais, há sugestão no sentido de que os novos títulos eleitorais estão vindo com marcas da Justiça eleitoral, uma vez que ele traz um Code com a indicação L13, permitindo a ilação segundo a qual o voto do seu titular já seria direcionado para o principal candidato da esquerda.

 Essa informação não pode ser verdadeira, de forma alguma, porque seria monstruosa incompetência a exposição de tamanha fragilidade da Justiça eleitoral, em se permitir a imputação de gravíssima fraude, de modo a se incriminar por meio de falsidade tão explícita  e bastante comprometedora, ao adiantar e revelar a fraude em documento expedido por ela.

Isso já seria o cúmulo do absurdo de se contribuir para autocriminalização, quando existe acusações de urnas fraudáveis e isso viria a calhar, em confirmação sobre as acusações de vulnerabilidades das urnas eletrônicas.

A verdade é que não se pode ter garantia de nada sobre a credibilidade das urnas, porque somente a palavra de que elas são confiáveis não é nada que se leve a acreditar em plena segurança e credibilidade delas.

É inacreditável que erro gritante como esse, de se indicar identificação no título, com possível direcionamento de voto, porque nem teria opção para se votar em outro candidato, já que o voto já estaria sacramento no título e isso não poderia acontecer, impunemente.

É evidente que essa versão não procede, especialmente quando a Justiça eleitoral vive sob cerradas acusações de fraudes nas urnas eletrônicas e, de repente, aconteceria evidência clara como essa, seria muita leviandade, abrindo espaço para todas as formas de amplas e inaceitáveis suspeitas e questionamentos.

É preferível se acreditar que as suspeitas sobre fraudes no processo eleitoral sejam apenas fruto da imaginação de mentes vazias e doentias, sem que haja qualquer fundo de verdade, porque, do contrário, seria a condenação definitiva da Justiça eleitoral.     

Brasília, em 12 de setembro de 2022

Sem limites?

 

Circula nas redes sociais vídeo em que um senador estranha a decisão de um ministro do Supremo Tribunal Federal, que determinou a busca e apreensão de celulares de empresários, em razão de troca de mensagens no WhatsApp, quando o Superior Tribunal de Justiça entende que não tem validade como prova, no caso de traficantes de drogas, de prints, cuja medida não se aplicação aos empresários.

Não há a menor dúvida de que, nesse caso relatado pelo senador, está mais do que caracterizado o abuso acintoso é inadmissível de autoridade, em clara demonstração de afronta aos princípios constitucionais, que não exige somente a inofensiva e infrutífera crítica dele, como tem sido assim apenas de forma costumeira, sem que isso resulte em qualquer medida efetiva, como é que se espera de autoridade que tem competência constitucional para adotar as necessárias medidas, com vistas à tentativa de pôr freios a esse descalabro do Judiciário.

À toda evidência, o mencionado ministro certamente age ao seu alvedrio, acima das leis do país, exatamente em razão da omissão e da incompetência por parte de quem deve agir, no cumprimento da lei, em especial quanto à fiscalização sob a sua incumbência constitucional.

Não há a menor dúvida de que é muito fácil criticar e deixar tudo acontecer normalmente, quando o correto não é nada apenas de se criticar, mas sim de agir com rigor da lei, em harmonia com as normas prescritas no artigo 52 da Constituição, que dão competência para o Senado Federal adotar medidas necessárias contra abusos praticados por autoridades dos poderes da República.

Não fica nada bem para esse parlamentar apenas criticar o que ele ac há que está errado, mostrando as mazelas da Justiça e deixar que elas produzam efeitos visivelmente maléficos e prejudiciais à dignidade humana, sem nenhuma preocupação quanto à iniciativa das medidas saneadoras pertinentes, em estrita sintonia com o relevante cargo que ele exerce como senador da República.

Ou seja, o senador apenas se satisfaz, mostrando infinita aberração jurídica, em apontar a desgraça de decisão antidemocrática, mas faz de conta que ele não tem nada com a obrigação de combatê-la, tanto que ele até estranha que o próprio Senado se omite diante de tamanha calamidade contra a sociedade.

Enquanto a incompetência campeia em searas férteis, como se vê nesse caso, o Supremo nada de braçada com a sua fúria contra a sociedade, impingindo o pior dos mundos em forma de decisões questionáveis e absurdas, por que contrárias aos ditames constitucionais.

Urge que os senadores se dignem a cumprir a sua missão constitucional, com vistas à rigorosa fiscalização de competência do Senado Federal, ex-vi do disposto no art. 52 da Constituição, uma vez que sua omissão é tanto quanto grave ou mais ainda do que o abuso de autoridade praticado por ministros que agem com poderes acima da lei e contra os quais há reparação à altura.    

          Brasília, em 12 de setembro de 2022

Desprezo a fake news

 

O início da campanha eleitoral começou com o enuviar de notícias falsificadas sobre os candidatos, em preocupante nível de desinformação que circula nas redes sociais, tendo por finalidade, como não seria diferente tumultuar os dados sobre os candidatos e confundir a mente dos eleitores, como espécie de embaralhamento que nem a Justiça eleitoral consegue controlar o tráfico das notícias.

 Um vídeo falso foi divulgado pelo Jornal Nacional da Globo, cujo resultado foi assustador, porque ele mostrou o enorme desafio que será o combate à informação errada, porque se tratou de manipulação quase perfeita, muito bem elaborada, com a edição exatamente nos padrões da normalidade e que não levantou suspeita alguma, inclusive com a coincidência da voz da apresentadora do programa.

O vídeo era tão próximo da realidade que não dava para se perceber que se trata de mentira deslavada, mas muita gente tinha a certeza de que se tratava de notícia verdadeira e acreditou nas suas informações.

Não é novidade de ninguém que a edição presidencial de 2018 foi sustentada por guerrilha digital, quando os candidatos investiram maciços recursos na disseminação de notícias falsas, que a população foi alimentada com informações manipuladas, cujas estragos à verdade são incalculáveis.

Vejam-se que cada grupo de WhatsApp pode abrigar até 256 pessoas, qualquer mensagem tem a capacidade de se multiplicar para milhões de pessoas, em questão de instantes.

A chance da disseminação da divulgação de notícias falsas sobre os candidatos é praticamente inevitável e incontrolável, porque elas se alastram como centelhas, como rastilhos de pólvora, e o estrago à imagem dos envolvidos pode ser irreparável.

É sempre muito importante se desconfiar de notícias políticas, tendo o cuidado quanto às informações bombásticas, tendo a ideia de,  antes de clicar ou retransmiti-las, se atentar para o bom senso da desconfiança, lembrando da cautela de deletá-las, para se evitar contribuir com o emporcalhamento da rede social, que precisa ter somente a devida função social de bem informar as notícias verdadeiras.

Em que pese o Tribunal Superior Eleitoral ter fechado parceria com as principais redes sociais, o desafio é gigantesco em se evitar a disseminação de notícias falsas, porque os criminosos são viciados na prática da maldade e muitos deles até são regiamente pagos para agirem fora da lei.

Enfim, a difusão de fake news representa ataque frontal à democracia e ameaça os princípios da ética e dos valores que devem nortear as atividades dos futuros representantes do povo.

As notícias falsas comprometem seriamente as decisões soberanas dos brasileiros e isso não é bom para a democracia, diante da indiscutível desconstrução dos princípios da verdade, considerando que a mentira é crime abominável, por haver clara intenção de ferir os sagrados direitos humanos.    

Apelam-se para que os brasileiros, no âmbito da sua responsabilidade cívica e patriótica, se esforcem em contribuir para a seriedade na transmissão de informações confiáveis, especialmente com relação aos candidatos e às eleições presidenciais.   

          Brasília, em 12 de setembro de 2022

domingo, 11 de setembro de 2022

Repulsa ao ódio

 

Por ocasião das comemorações da Independência do Brasil, alguém fez o boneco do principal candidato da oposição, com os trajes de presidiário, sendo acorrentado e conduzido, também por boneco, pelo presidente da República, mostrando situação bastante degradante, com a exposição de sentimento de muito ódio, em forma de repulsa à pessoa dele.

Como cristão, eu me manifestei em radical discordância com essa forma de menosprezo ao ser humano, em que pese o político ridicularizado com a conotação de preso possa até merecer a pior forma de castigo possível, segundo se imagina diante das suas atitudes de desonestidade em prejuízo dos interesses do Brasil e dos brasileiros, à vista dos fatos investigados, em especial, pela Operação Lava-Jato, atinentes ao escândalo do petrolão, em que ele foi incapaz de provar a sua inculpabilidade nos casos denunciados à Justiça.

Não obstante, a despeito disso, cabe exclusivamente ao Judiciário processá-lo e julgá-lo, na forma da lei, e, se for o caso, aplicar as penas cabíveis à dimensão dos crimes por ele praticados contra os interesses dos brasileiros.

É evidente que é preciso se respeitar a quem possa pensar em contrário ao entendimento aqui esposado, mas é perfeitamente entendível que os cidadãos não têm direito à faculdade nem à autoridade para fazerem justiça com as próprias mãos, mesmo que o político possa merecer castigo por atos delituosos atribuídos à autoria dele, com punição em forma de penas mais severas possíveis.

Fico muito triste que o homem seja incapaz de pensar que essa forma de atitude não contribui para a sua elevação como ser humano, preferindo, ao contrário, mostrar o seu sentimento de vingança e muito ódio ao seu semelhante.

Imploram-se por que o homem possa agir como verdadeiro ser  humano, sob a égide do bom senso e da  racionalidade, procurando construir, no seio da sociedade, espaço propício para a disseminação da paz e do amor, em harmonia com os ensinamentos do Mestre Jesus Cristo.

Diante dessa mensagem, recebi de pessoa distinta esclarecimento no sentido que: “Concordo com a sua manifestação. Eu só lhe enviei para mostrar que nem em seu Estado de nascimento há mais respeito para com o Lula. Creio que se ele fizesse uma autoavaliação desistiria logo da vida pública.”.

No que eu disse que esse cidadão não faz autoavaliação exatamente porque a índole de desonestidade é pacificada no íntimo dele como sendo algo normal, i.e., para a generalizada índole da esquerda, vale dizer, de todos seus integrantes, ser desonesto equivale à mesma mentalidade como se isso fosse normal.

Ou seja, quando o desvio de conduta for dentro da própria facção, isso é suficiente para considerar normal, conforme a defesa do principal líder da esquerda, que tem seu nome envolvido em falcatruas, mas,  mesmo assim, ele se julga a pessoa mais honesta da face da Terra, sem conseguir provar absolutamente nada em contrário das acusações.

Ser desonesto com o emprego de recursos públicos é algo inato do princípio esquerdista, que não se envergonha de ser militante da desonestidade, à vista do que aconteceu com os esquemas criminosos do mensalão e do petrolão, devidamente comprovados, à saciedade, quando ninguém teve a humildade para assumir a responsabilidade pelos desvios do dinheiro dos brasileiros.

Enfim, apelam-se para que os verdadeiros brasileiros, que amam o Brasil, que tenham o discernimento para somente eleger o presidente da República que seja capaz de atender aos requisitos republicanos de conduta ilibada e idoneidade, na vida pública, em harmonia com os valores e a grandeza do Brasil.

          Brasília, em 11 de setembro de 2022

A força política

 

Em que pese o estilo nada identificado com o autêntico estadista à altura da grandeza do Brasil, à vista das reiteradas trapalhadas, que são incompatíveis com a liturgia do relevante cargo presidencial, inclusive da forma descuidada e debochada do português pátrio e ainda a despeito do emprego eleitoral do dinheiro e dos equipamentos públicos, a exemplo do Auxílio Brasil, com a deformação de pregação golpista e antidemocrática, ainda assim o presidente da República se tornou, inegavelmente, o maior líder político em atividade do Brasil, na atualidade, conforme mostram os fatos.

Fato este que se comprova facilmente por meio da extraordinária mobilização havida no último dia 7 de setembro, que teve conotação com as comemorações dos 200 anos, apenas por lembrar a data da independência do país, porque, na verdade, ela se traduziu mesmo em verdadeiro ato político-eleitoral, em apoio à reeleição do presidente do país e sobre isso não se tem a menor dúvida.

Outrora, dizia-se que o Dia da Independência era realmente comemorado apenas como tal, mas os atos acontecidos nesta última data serviram como importante e gigante palanque eleitoral, em que o presidente do país mostrou, de forma inequívoca, que ele adquiriu tutano e estatura populares espetacularmente maior que o seu principal rival, na corrida presidencial, conforme mostraram as multidões que encheram as ruas e as praças de todo país, as colorindo com as lindas cores verde e amarela.

O mandatário do país conseguiu levar milhares de pessoas para as ruas de todo o país, numa patente e cristalina demonstração de força política, certamente inédita na história republicana, posto que não se trata de partido político ou de outro movimento qualquer, mas sim do carisma de figura que foi ouvida e aplaudida, com muito entusiasmo, exatamente na forma como ele é e representa para os seus fiéis apoiadores.

O principal candidato da esquerda dá forte sinais de que já perdeu suas forças de mobilização popular, que se distanciou visivelmente do seu carisma que manteve, no passado, com a chama acesa por muito tempo, mas agora ele não passa de figura caricata, que se tornou o líder político que se apequenou e teme sair às ruas, diante da sua verdadeira índole identificada com os sucessivos escândalos de repetida e inadmissível corrupção, ocorridos no seu governo, a exemplo dos vergonhosos e criminosos esquemas do mensalão e do petrolão.

Além desses episódios ilícitos atribuídos ao governo dele, ainda pesam as hecatombes econômicas causadas pela incompetência da sua “criatura” sucessora, que conseguiu pôr pá de cal na imagem dele, por ter sido a responsável por indicá-la ao cargo presidencial, que tem tudo a ver com o derretimento em gelo, de forma progressiva, das suas esperanças políticas, sob o calor da verdade sobre os fracassos do conjunto do legado deixado pela triste e deplorável era da gestão petista.

Enfim, o povo quis mostrar apoio, não por meio de pesquisa de preferência de voto, mas sim por sua presença pessoal ao ato que serviria como comemorativo do Dia da Independência, não importa ao caso, porque valeu mesmo a intenção de dizer, ao vivo e em cores o seu amor ao Brasil, em defesa dos direitos humanos e das liberdades individuais e democráticas, como forma irrestrita de apoio ao presidente do país, em clara demonstração de repúdio à tentativa de volta da esquerda ao poder.

A bem da verdade, os degradantes exemplos de ineficiência e incompetência na gestão pública da esquerda seriam péssimos agouros para que isso acontecesse, em que pese que a administração pública não esteja nos melhores momentos ansiados pelos brasileiros, uma vez que ela clama por urgentes reformas nas suas estruturas e conjunturas, para o fim de seus modernidade e aperfeiçoamento funcionais.   

Diante dos fatos históricos, a síntese palpável do Brasil real, quer queira ou não, é que o novo líder político tupiniquim é, indiscutivelmente, o presidente da República, que, a despeito de se comemorar a importante independência do país, ele conseguiu colorir as ruas brasileiras com a presença de centenas de milhares de pessoas, para aplaudi-lo entusiasticamente, mostrando a sua indiscutível força política, que tem o peso da superação das pesquisas eleitorais, realizadas entre mera quantidade de cerca de três mil pessoas, como se fosse a força do eleitorado.

Enfim, essa memorável data de 7 de setembro de 2022 passa para os anais da história cívico-política da República do Brasil como o fiel retrato do dia em que os brasileiros decidiram mostrar ao país e ao mundo a real importância da preservação dos verdadeiros princípios republicano e democrático, por meio dos quais são capazes de se assegurarem os sagrados direitos humanos e liberdades individuais e de cidadania.

          Brasília, em 11 de setembro de 2022

Necessidade de transparência?

 

O principal candidato da esquerda brasileira à Presidência da República criticou o que ele considerou de uso político-eleitoral as comemorações do 7 de Setembro pelo presidente da República, tendo cobrado do candidato à reeleição explicações sobre a compra de imóveis pela família dele.

Ao declarar que, em 2006 e 2010, quando era presidente do país e foram anos de eleições presidenciais, ele não usou o feriado da Independência para fazer política ou campanha, tendo dito que o presidente brasileiro deveria explicar como pretende resolver os problemas da população em vez de atacá-lo.

O candidato da esquerda disse que, "Ao invés de discutir os problemas do Brasil, tentar falar para o povo brasileiro como ele vai resolver o problema da educação, da saúde, do desemprego, do arrocho do salário mínimo, ele tenta falar de campanha política e tenta me atacar".

Como não poderia ser diferente, o candidato da esquerda, por liderar as pesquisas de intenção de voto,  foi o principal alvo dos ataques do presidente do país, por ocasião dos atos em comemoração ao Sete de Setembro.

No duro discurso que o presidente do país pronunciou no Rio de Janeiro, foi dito que tipo de gente como o candidato da esquerda tem de ser "extirpado da vida pública" e ainda o chamou de "quadrilheiro. Não é apenas não voltar à cena do crime, esse tipo de gente tem que ser extirpado da vida pública".

O candidato da esquerda, enfurecido, contra-atacou, ao dizer que o presidente do país precisa explicar "como é que a família juntou 26 milhões em dinheiro vivo para comprar 51 imóveis, é isso que ele tem que explicar".

O candidato da esquerda se referia à reportagem do portal UOL, segundo a qual, desde a década de 1990, o presidente do país, a mãe, os irmãos, os filhos e as ex-mulheres dele negociaram 107 imóveis, dos quais 51 foram pagos total ou parcialmente com dinheiro vivo, embora o mandatário tenha negado relação com as compras feitas por seus parentes e mais recentemente afirmou que a informação de uso de dinheiro vivo está incorreta.

Por último, o candidato da esquerda disse que "o Brasil precisa de melhor sorte. O Brasil precisa de um governo que cuide do povo... de uma pessoa que cuide do povo como se fosse um dos seus.".

Não somente na disputa eleitoral para o cargo presidencial, mas também em todas as atividades relacionadas com atividades públicas deve prevalecer o saudável princípio da transparência, onde, de acordo com o dito popular, o “pau que bate no Chico também precisa bater no Francisco”, pois é essa a regra natural.

Ou seja, se o candidato da esquerda exige que o seu principal opositor se digne a esclarecer a compra de imóveis, inclusive pela família dele, convém que ele também, primeiro, se disponha a se comprometer com a transparência das atividades da família dele, em especial quanto às suspeitas de enriquecimento ilícito, tanto por parte dele como da ex-esposa e dos filhos dele.

Nesse sentido é o que se chama de isonomia de tratamento entre os candidatos, em que nenhum questionamento pode ficar sem explicação ou esclarecimento, que, aliás, se trata de procedimento nobre normalmente observado entre os candidatos presidenciais em disputa nos países civilizados e evoluídos, em termos políticos e democráticos, para que os eleitores possam avaliar o quanto das lisuras pessoais deles.

Agora, não fica nada bem para o candidato da esquerda só a exigência da transparência por parte apenas do seu principal opositor, como que se somente ele estivesse em situação nebulosa, devendo explicações para a sociedade, enquanto o próprio acusador tem vasta ficha policial de causar inveja aos piores criminosos não só do Brasil como do mundo, à vista dos processos penais protocolados na Justiça, que ainda pendem de julgamento, por versarem sobre graves denúncias sobre recebimento de propinas por parte dele.

Com relação a esses casos judiciais, em dois processos até já houve julgamento das respectivas ações, que resultaram na condenação dele à prisão, pela constatação da prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que significam, respectivamente, indevido recebimento de dinheiro, em forma de propina, e falta de informação aos órgãos competentes sobre a existência de patrimônio, ou seja, omissão de importante acréscimo patrimonial.

A bem da verdade, a despeito dessas sentenças condenatórias, elas foram anuladas pela Justiça, sem exame de mérito, o que vale dizer que os atos delituosos de que se tratam permanecem intactos, por ter entendido que a jurisdição de Curitiba era incompetente para julgá-lo.

Não obstante, os respectivos processos foram enviados para a Justiça de Brasília, onde seria procedido novo julgamento, que não haverá mais, por que diante da prescrição das ações penais.

Isso não significa, de maneira alguma, a absolvição do acusado pela prática dos crimes por ele praticados, que permanecem sob a forma de mácula da improbidade administrativa, pela constatação, conforme investigações, do recebimento de propina por parte do principal envolvido nas falcatruas, de forma que isso implica na incompatibilidade com o exercício de cargo público eletivo.

Enfim, é preciso que os fatos questionáveis, na vida pública, sejam devidamente tratados sob os princípios não só da coerência, mas também da transparência, em estrita atenção ao exato respeito democrático, como forma de valorização do voto, em que o eleitor precisa avaliar especialmente a índole de cada candidato, quanto à observância aos salutares princípios republicanos da ética, da moralidade, da honestidade e de todos os demais que são essenciais na administração pública.   

          Brasília, em 9 de setembro de 2022