terça-feira, 4 de julho de 2023

A prioridade do estadista

 

Em crônica que eu disse que o então presidente do país deveria ter adotado a intervenção militar, até sob o risco da própria vida, uma vez que o Brasil se encontrava em extrema crise institucional e ainda sob ameaça do horroroso domínio das garras da nefasta esquerda.

Uma pessoa, discordando da minha colocação, disse “Que absurdo falar que o Bolsonaro, para demonstrar o mínimo de amor ao Brasil, teria que sacrificar até a própria vida para salvar o Brasil! Ele é um ser humano como todos nós, tem família, filhos e pessoas queridas. Quem aqui está disposto a sacrificar sua própria vida para a causa em questão? Quem?”.

Em resposta, eu disse que o presidente da República, na qualidade de estadista, é somente representante do Estado e deve agir estritamente em função dele.

Isso vale dizer que enquanto estiver nessa condição, ele somente pode pensar como estadista, devendo sim se sacrificar em nome do zelo e da integridade do Estado.

Isso é a filosofia prevalente inerente ao homem público, que somente age em defesa do interesse público, porque assim foi a opção dele de se tornar representante político.

Qualquer pensamento em contrário, não condiz com a finalidade para a qual ele se elegeu para trabalhar em função exclusivamente do interesse público.

Tudo isso é para dizer que é preciso sim respeitar a separação entre o público e o privado, prevalecendo sempre, quer queiram ou não, o público,  para quem seus representantes devem se curvar, de forma prioritária, o que vale se dizer que a família fica em planos secundários.

Essa teoria faz parte do princípio da administração pública, que precisa ser respeitado, em que pesem os princípios humanitários, que estão em outra seara de avaliação.

Brasília, em 4 de julho de 2023

O painel em alerta

 

Um painel gigante foi colocado na lateral de edifício, em Porto Alegre, RS, conforme vídeo que circula nas redes sociais, onde constam indagações sobre o que as pessoas preferem, a vida ou morte; o bandido preso ou solto; o povo armado ou desarmado; os valores cristãos ou a ideologia de gênero; a liberdade ou a censura; o agro forte ou o MST forte; menos impostos ou mais impostos; a favor da polícia ou a favor do PCC; a ordem e progresso ou o narcotráfico.

Por fim, a mensagem do painel faz convite para que os verdadeiros brasileiros festejem o Sete de Setembro, como forma de manifestação em defesa dos valores e da grandeza do Brasil, que precisam ser ainda mais enaltecidos em momento tão difícil da atualidade política do país.    

A mensagem tem a finalidade de sugerir que o povo decida democraticamente o que realmente é o melhor para o Brasil e os brasileiros, porque a ideologia da direita defende a preservação da vida e dos melhores princípios humanitários, enquanto a ideologia da esquerda tem como a filosofia os horrores demoníacos das trevas e da malignidade, com viés para o desrespeito aos princípios e aos direitos humanos e às liberdades individuais e democráticas.

É possível se perceber que o painel mostra, em tamanho extremamente agigantado, o importante quadro dos principais temas político-social sobre a realidade brasileira, onde se vive em intenso estado de cáustico sentimento de polarização ideológica, sob a prevalência das alas dos conservadores e a dos progressistas, em que os integrantes de ambas as tendências políticas se conscientizaram de que estão defendendo ideias consistentes e corretas.

Em particular, especialmente, no caso da esquerda, no sentido de que é considerado normal para os seus seguidores a prática da desonestidade e da criminalidade, na gestão pública, em que o Estado é o senhor e a razão da sociedade organizada.

Á vista dos exemplos de cidadania, para a esquerda, nada importa, na sua linha de pensamento ideológico, quando ela se compraz, com naturalidade, com a banalização do aborto, da violência no campo e nas cidades, a disseminação da ideologia de gênero, da idolatria a regimes socialistas comandados por ditadores desumanos e sanguinários, notoriamente gerentes da miséria e da pobreza, entre tantas outras mazelas e precariedades consistentes com a ideologia dos absurdos, do atraso e do subdesenvolvimento político, administrativo, econômico e humanitário.

O certo é que de nada adianta a disseminação, por todo Brasil, de outdoor gigante, destinado à conscientização de antipatriotas com a mente totalmente dominada e fortalecida pela ideologia da regressão social, do atraso, da decadência e, enfim, do demônio, que tem por lema ideológico o quanto pior, melhor, uma vez que não há nela o menor interesse na qualificação dos princípios e da valorização do homem e muito menos do Brasil, uma vez que o seu principal objetivo político é a conquista do poder e a perenidade nele.

Ou seja, não passa de desperdício de tempo se fazer apelo à classe política demente para a mobilização que leve ao despertar da consciência cívica e patriótica dos brasileiros, quando há forte predominância da ideologia da ignorância e da estupidez, que se conforma passivamente com tudo do pior que existe na face da Terra.

Na verdade, os seguidores dessa maligna ideologia não têm o menor escrúpulo para apoiar político da pior espécie, como aconteceu nas últimas eleições, quando eles não se envergonharam de eleger, como seu principal representante político, o mais indigno político já visto em atividade no Brasil, que chegou a ser condenado à prisão pela prática de crimes contra a administração pública, diante da impossibilidade de comprovação da sua inocência, nos casos denunciados à Justiça.

A verdade é que, enquanto houver esse sentimento de visível decadência humanitária, dificilmente haverá chance sobre a conscientização da urgente mudança que o Brasil tanto precisa, para a retomada do caminho da tão desejável prosperidade econômica e social.

De qualquer modo, o painel em comento tem o condão de mostrar caminhos do bem e do mal, a depender da escolha no âmbito do livre-arbítrio, que é do domínio dos brasileiros, que têm o poder de eleger seus representantes políticos, os quais ficam autorizados para a execução das políticas melhores ou piores para o população, porque isso faz parte da salutar regra dos princípios democráticos, infelizmente.

Brasília, em 2 de julho de 2023

Foro de Curitiba

 

Em vídeo que circula nas redes sociais, uma pessoa convoca os brasileiros do bem para a criação do Foro de Curitiba, organização de cunho conservador, que tem por objetivo contrapor ao Foro de São Paulo, de ideologia esquerdista-progressista.

Na mensagem, o líder do foro conclama pela mobilização de luta em defesa Brasil e em nome do último ex-presidente do país.  

À toda evidência, a criação do Foro de Curitiba é medida que merece aplausos dos brasileiros de verdade, que anseiam pelo melhor para o Brasil, de preferência criando condições necessárias para o afastamento dos políticos demoníacos e das desgraças que eles representam para o seu devido lugar, bem distante da face da Terra.

Agora, não faz o mínimo sentido se invocar, em momento algum, o nome do último ex-presidente como se ele tivesse deixado senão o legado melancólico de entregar o Brasil para os políticos da esquerda, sem o menor compromisso com os interesses nacionais, conforme mostra o seu deplorável passado histórico.

Ele é simplesmente sinônimo de desamor e desprezo às coisas e às grandezas do Brasil, uma vez que, do contrário disso, ele, ciente das maldades e dos infortúnios que adviriam com a entrega do poder à peste que assola, de maneira impiedosa, não somente contra o Brasil e os brasileiros, mas a ele próprio, que está sendo vítima do veneno disseminado no governo dele, quando deixou de implantar, nas circunstâncias, a necessária intervenção militar.

Essa imprescindível medida poderia, com base constitucional, ex-vi do disposto no artigo 142 da Lei Maior do país, promover importantes verificações na administração pública, em várias áreas devastadas pela corrupção e pela dominação pelos abusos de autoridade, de modo que poder-se-ia ter diagnóstico e até a solução para muitas inconveniências que estão infernizando a normalidade do Brasil e dos brasileiros.

Trata-se, enfim, de pessoa que demonstrou absoluta incapacidade e incompetência para cuidar dos importantes interesses do Brasil e dos brasileiros, à vista da sua indiscutível desídia quanto à defesa das causas do país, devendo por isso, ser reconhecida como pessoa não grata e ser definitivamente afastada dos planos políticos para o país.

Diante dessa gravíssima omissão, ele não é mais digno da credibilidade da sociedade, quando ele não teve a menor sensibilidade para avaliar a imensidão da sua injustificável e imperdoável falta de iniciativa em defesa dos interesses dos brasileiros, isso caracterizando como sendo tão desastrada para os interesses do país, ao deixar de fazer algo efetivo para livrar o Brasil da catástrofe que se encontra agora, sob o deplorável domínio da banda política decomposta de dignidade e moralidade.

O certo é que nada dos horrores atuais poderia estar acontecendo, se ele tivesse demonstrado o mínimo que fosse de amor ao Brasil, mesmo sob o sacrifício da própria vida, porque, na ocasião, estavam em jogo a grandeza e os valores da nação e dos brasileiros.

É muito triste que pessoa que demonstrou desqualificação, diante do seu visível sentimento de antipatriotismo e desamor ao país, em especial, em momento quando ele mais precisou, tendo deixado de decretar a intervenção militar, tão imprescindível, nas circunstâncias, ainda seja lembrada por brasileiros possuidores de índole patriótico, como se ele fosse capaz de alguma credibilidade e notoriedade como autoridade que tivesse a dignidade de defender os interesses da pátria amada, quando as jogou literalmente na lata do lixo, ao invés de se tornar verdadeiro herói nacional, em razão de ter adotado as medidas necessárias à salvação do Brasil contra a desonestidade e a criminalidade, na gestão pública.

Convém que os verdadeiros brasileiros tenham o necessário amor à pátria, no sentido de lutarem pela retomada do Brasil do poder das trevas, mas que isso possa ser feito com base em premissas seguras e lideradas somente por pessoas dignas e capacitadas, que tenham condições de adotarem atos de bravura para o salvamento do Brasil contra as maldades e os infortúnios.

Brasília, em 4 de julho de 2023

Banalização da criminalidade

 

Conforme vídeo que circula nas redes sociais, é mostrada a realização de blitz, em importante rua de bairro suburbano do Rio de Janeiro, sob o comando de facção criminosa, tendo por finalidade, segundo explicação por relato de voz: “verificar se existem motorista embriagado, para ver se tem arma dentro dos carros, se tem pessoas com mandado em aberto, foragidos da Justiça. Só que as blitzes estão acontecendo sendo realizadas por traficantes armados com fuzil. Eles param os carros que chegam nas comunidades e querem olhar lá dentro quem são os passageiros. Tudo isso em plena luz do dia. É difícil de acreditar, mas isso é a realidade do Brasil.”.

Uma pessoa do grupo de WhatsApp, em clara demonstração de insatisfação quanto às minhas análises sobre o desempenho do presidente do país, aproveitou a postagem do mencionado vídeo para esfregar o seu verdadeiro sentimento, tendo se manifestado na forma do texto a seguir.

Olha aí, Adalmir! Agora você terá motivos de sobra para escrever seus textos, e que nos últimos dias se referem sempre ao mesmo assunto, e que havia prometido não mais falar nele, pq nunca ganha ibope. Tenho impressão que se começares a comentar sobre o atual governo, seus textos serão bem mais diversificados e talvez aplaudidos. A única e grande diferença é que o ex-Presidente não censurava e nem prendia ninguém. A liberdade do povo era total, mas o atual Presidente censura, persegue, abre uma ação judicial, mas a escolha é livre. PS.: Não se esqueça que  ao deixar de votar no Bolsonaro, e ainda que não  tenha votado no descondenado, você colaborou para a vitória dele, infelizmente!”.

Em resposta a essa deselegante mensagem, eu disse que tinha votado no candidato da reeleição e não tinha motivo algum para eu me arrepender sobre isso, porque ele era um pouco melhor do que o ex-condenado, o que só demonstra a mediocridade dele, que conseguiu perder para candidato sem a mínima personalidade política nem moral.

Nesse caso,  pouco importando se o candidato eleito teve a ajuda do sistema dominante, como de fato pode ter acontecido, mas o então presidente do país tinha poderes para resolver facilmente essa gravíssima questão, como forma de garantir a lei e a ordem, com base no art. 142 da Constituição.

Não obstante, em face da extrema incompetência que sempre o dominou, nada foi feito para o saneamento não somente dessa terrível situação, mas de muitas outras que afligiam a gestão pública, inclusive a preocupação quanto aos abusos de autoridade, que contribuíram e respaldaram o resultado das últimas eleições, sem o merecimento de reação à altura dessa gravíssima situação, por parte dele, em que o Brasil foi o principal prejudicado, sem contar que ele também foi envolvido nessa desgraça.

Agora, para o gáudio de muitas pessoas que têm visão, mas ficaram absolutamente cegas pela nefasta ideologia, as deprimentes e preocupantes desgraças prevalentes na atualidade e outra pragas já havidas, no Brasil, como as prisões injustas de 8 de janeiro, inclusive o domínio da criminalidade nas vias públicas, à luz do dia, é culpa exclusiva de quem tinha o dever constitucional de garantir a lei e a ordem, mas, em clara demonstração de antipatriotismo e desprezo ao Brasil e ao povo, ou seja, em visível incompetência político-administrativa, ele simplesmente deixou de decretar a intervenção militar, considerada de extrema necessidade, nas circunstâncias.

Essa importante medida certamente poderia pôr ordem na esculhambação permitida por ele, que não teve a mínima sensibilidade para perceber que a sua irresponsável omissão poderia levar aos absurdos e aos desgovernos da atualidade.

É importante ficar bastante claro que a dominação da criminalidade não chega a ser nenhuma novidade em se tratando do atual governo, porque todos já sabiam da verdadeira índole dele de associação às quadrilhas criminosas, que certamente ainda vão protagonizar horrorosas atividades delituosas, consideradas absolutamente normais, para os padrões do atual governo.

Agora, é preciso que as pessoas tenham a hombridade cívica de reconhecer que a intervenção militar poderia ter evitado o principal, consistente na entrega do poder ao governo da desordem, da criminalidade e da desorganização, à vista, em especial, da banalização da criminalidade, como mostra o vídeo em apreço.

Por fim, preciso dizer que voltei a analisar os fatos do cotidiano, também nesta página, porque entendi que eu estaria agredindo a liberdade de expressão ficando calado diante de assuntos que são de domínio de todos os brasileiros, não importando, nesse caso, se as pessoas vão gostar ou não, porque isso diz com o foro íntimo de cada pessoa.

Pouco ou nada eu vou me importar com o que as pessoas analisam ou comentam os fatos da vida, porque acho que é direito inerente à liberdade de expressão a manifestação sobre todos os assuntos, conquanto caracteriza forma indelicada de quem fica censurando as pessoas, como se elas fossem donas da verdade absoluta.

Esclareço que a minha liberdade para comentar os fatos da vida depende exclusivamente do meu arbítrio, sem nenhuma preocupação de satisfazer ou desagradar ninguém, o que vale dizer que não faz sentido que alguém ouse sugerir que eu escreva sobre determinado assunto, porque eu escrevo o que me interessa e me satisfaz.

Convém que se respeitem a liberdade de pensamento e expressão, em forma de aperfeiçoamento e valorização dos princípios democráticos.

Brasília, em 25 de junho de 2023

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Zona de turbulência?

              Conforme vídeo que circula nas redes sociais, um general assessor especial do presidente do país fez discurso versando sobre a deplorabilidade que imperava no país, aproveitando pela propugnação de medidas excepcionais, como antídoto da esculhambação que grassava em várias áreas da administração do país, conforme o texto a seguir.

Todos nós devemos estar aqui preparados psicologicamente e não com o espírito de neurose ou desespero. Nós já sabíamos que isso iria acontecer. Nós já sabíamos que haveria um momento da história do Brasil, diante da sua própria história de grandeza, muitos movimentos iguais a esses já aconteceram, que atravessamos zona de turbulência. Há muito tempo, o Brasil vem, de certa maneira atravessando momentos muito delicados. (...) e nós sabíamos e muitos outros que não haveria outra forma de lidar com isso, ou seja, não podemos combater toda essa criminalidade sem que não haja turbulência. (...) tendo em vista a dimensionalidade da corrupção no Brasil e do crime organizado, não haverá outra saída (...) O silêncio do presidente da República e das Forças Armadas, assim como a sua movimentação em todo o Brasil nos indica de que, de fato, está havendo algo anômalo à prática de democracia. Jamais imaginávamos, creio que todos nós, que um dia veríamos pessoas sentadas em cadeira da corte, agindo como se fossem partidários de um partido ou saindo da sua prerrogativa de juízes e agindo como bandidos. Ao que tudo indica, eles estão muito convencidos de que serão ou sairão vitoriosos. Eu acho que não. (...) Eu sempre disse, embora alguns discordassem de mim, não todos, mas uma pequena parcela, de que estava tudo dominado e eu dizia que não, que, na verdade, quando começou toda essa maratona de fraude e, diga-se de passagem, não foi agora, nestas eleições, já vêm acontecendo em outras, mas se intensificou agora, significa que estamos caminhando, como eu disse, para uma zona de conflito. As nossas Forças Armadas brasileiras são a nona Forças Armadas do mundo, muito bem equipadas, formadas por profissionais sabendo o que vão fazer (...).       

É evidente que esse duro discurso do general teria sido pronunciado precisamente no auge da crise institucional, logo após as últimas eleições, em que não restava, naquele momento crucial, ao presidente da República e às Forças Armadas senão a garantia da lei e da ordem, tendo por base o disposto no artigo 142 da Constituição.

O militar descreve com muita propriedade o estado deplorável que se encontrava a história político-administrativa brasileira, sob a dominação da corrupção e do sistema agindo sob a égide de interesses escusos e inescrupulosos, inclusive com a promoção da anulação de condenação a criminoso, sem qualquer amparo legal, em cristalinos abusos de autoridade e desvios das importantes prerrogativas das funções inerentes à magistratura nacional.

Certamente que o presidente do país e as Forças Armadas de então tinham plena consciência de que o quadro da degeneração política era gravíssimo, uma vez que o general falava, várias vezes, sob a necessidade do preparo psicológico para o enfrentamento das turbulências, dando a entender que o governo agiria em defesa do Brasil e dos brasileiros, adotando as necessárias medidas para o saneamento das gravíssimas questões que perturbavam a ordem institucional brasileira.

Ou seja, nas lúcidas palavras do militar estrelado, a situação era de tamanha preocupação que não restava alternativa senão o seu enfrentamento com medidas à altura da gravidade existente, sob pena da potencialização da desorganização no seio da República, que foi exatamente o que terminou prevalecendo, uma vez que as principais autoridades, como o presidente do país e as Forças Armadas, simplesmente fraquejaram e nada fizeram em defesa dos interesses do Brasil e dos brasileiros, preferindo o silêncio como resposta aos apelos dos bravos brasileiros que se colocaram à frente dos quartéis do Exército, em cruel sacrifício, mas eles receberam como resposta apenas a ingratidão e o desprezo.

A injustificável omissão dessas autoridades, à vista da importância das medidas saneadoras que a situação exigia e que poderiam ter sido implementadas normalmente, com base em normal constitucional, caracteriza crime de lesa-pátria, quando os prejuízos ao país se intensificaram com a entrega do poder à nefasta e decomposta organização que assumiu a administração do Brasil.

Infelizmente, o pronunciamento do general tem o condão de materializar o tanto de maldades que o então presidente e as Forças Armadas causaram ao Brasil e aos brasileiros, uma vez que a sua injustificável omissão contribuiu para a continuidade e a perenidade de todas as desgraças descritas pelo general.

O certo mesmo é que, caso houvesse o mínimo de sensibilidade, competência e sensatez, por parte daquelas autoridades, certamente que o país estaria, agora, livre de terrível situação que tanto inferniza os verdadeiros brasileiros.

            Brasília, em 3 de junho de 2023

domingo, 2 de julho de 2023

O domínio da vingança?

O principal órgão da Justiça eleitoral decidiu condenar o último ex-presidente do país com a pena de inelegibilidade, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, pelo prazo de oito anos, sob o fundamento de que ele patrocinou reunião com embaixadores estrangeiros, em que ele teria atacado, sem provas, o sistema eleitoral.

A aludida reunião foi transmitida pelo canal oficial do governo e nas redes sociais dele, onde o ex-presidente, que era pré-candidato à reeleição, fez declarações sem provas colocando em dúvida a credibilidade e a segurança  das urnas eletrônicas e do processo eleitoral, em si.

A defesa do agora inelegível alegou, em sua defesa, que a mencionada reunião teve caráter eleitoral e, por isso, jamais o objeto dela deveria ser motivo de apreciação e julgamento pelo órgão que o condenou.

Com a decisão, o ex-presidente Bolsonaro fica impedido, em tese, de participar das eleições até 2030, considerando que a inelegibilidade começa a contar a partir de 2 de outubro do ano passado.

Embora sejam admissíveis recursos do ex-presidente junto ao próprio órgão julgador e à corte suprema da Justiça brasileira, já se sabe previamente que o resultado não será diferente, uma vez que os julgadores fazem parte do abominável sistema dominante.

Em tese, nesse imbróglio, não se pode negar, porque os fatos são bastantes cristalinos, que o ex-presidente do país, na qualidade de autoridade máxima da nação, se mostrou extremamente insensato e insensível às atribuições inerentes à liturgia do verdadeiro estadista, que tem como norma epistolar do cargo somente agir em função do interesse público.

Na verdade, no caso, ficou mais do que translúcido que o objetivo dele era realmente denunciar, precisamente à toa e sem objetividade alguma, logo para quem nada poderia fazer para solucionar as questões apontadas por ele, à vista das fragilidades sobre as confiabilidade e segurança do funcionamento do sistema eleitoral brasileiro, em especial, quanto aos mecanismos inerentes à operacionalização das urnas eletrônicas.

A situação do ex-presidente se tornou enormemente grave porque a sua intenção de denunciar a precariedade do sistema eleitoral teve enorme repercussão junto aos países amigos, com a exposição de possíveis deficiências administrativas de exclusiva competência interna do Brasil, cujas medidas, pasmem, competiam também ao seu poder de chefe do Executivo, que poderia elaborar projeto de lei apropriado, visando ao aperfeiçoamento das normas aplicáveis ao citado sistema, como fazem normalmente os países evoluídos, em termos político-democráticos.

Não obstante, em razão da indiscutível incompetência administrativa, o ex-presidente preferiu, de forma injustificável e absurda, fazer denúncia ao mundo, por meios absolutamente inócuos, porque, além de escancarar as mazelas brasileiras, no que diz respeito ao sistema eleitoral, isso somente contribuiu para potencializar as péssimas relações existentes no âmbito dos poderes Executivo e Judiciário, de modo que a situação ainda permaneceu com a preponderância das mesmas deficiências, cujo resultado foi o seu afastamento do poder, justamente com o adjutório os mecanismos suspeitos da inexistência das necessárias credibilidade e segurança.

Caso o presidente tivesse o mínimo de sensibilidade e perspicácia político-administrativas, ele certamente teria evitado a desastrosa reunião, ficado em estrondoso silêncio, especialista nisso como ele é, tanto que ele ficou dois meses calado, depois das eleições, e simplesmente providenciado o devido projeto de lei, contendo as medidas capazes de corrigir as falhas alegadas por ele, diante da imperativa necessidade do aprimoramento da legislação aplicável ao processo eleitoral brasileiro.

Essa medida, aliás, estaria em consonância com as atribuições do verdadeiro estadista, que tem o cuidado de somente agir em estrita sintonia com a satisfação das necessidades do interesse público, que foi algo completamente diferente dos objetivos pretendidos com a deplorável reunião em tela, sem quaisquer finalidade nem objetividade, em termos do necessário saneamento dos problemas internos.

O certo mesmo que é possível se concluir que o ex-presidente incorreu em falha funcional, ao patrocinar reunião com embaixadores absolutamente desnecessária, em clara dissonância com a liturgia do cargo máximo do país e a legislação de regência do sistema eleitoral, conquanto as questões administrativas do Brasil devem ser resolvidas pelas vias apropriadas, evitando-se injustificável exposição dos problemas político-institucionais para o mundo, que não tem competência alguma para resolvê-los.

Assim, conquanto possa ser considerada errada e descabida a reunião em apreço, fica patente que isso não constituiu qualquer prejuízo ao funcionamento do sistema eleitoral, porque não houve influência ponderável para absolutamente nada.

A falha presidencial apenas mostrou notória deficiência administrativa, cujo deslize jamais deveria ser objeto a justificar a pesadíssima pena da inelegibilidade, exatamente por inexistirem causas passíveis de plausibilidade para a situação em si, quando muito seria o caso de mera advertência, como medida preventiva e pedagógica, ou até mesmo multa pecuniária, para que isso não ficasse sem a devida reprimenda por parte do controle e da fiscalização inerentes ao sistema eleitoral.

Em síntese, a decisão consistente na inelegibilidade do ex-presidente se harmoniza com o momento excepcional de disputa ideológica, em que prevalece o poder do sistema, que age sob o domínio da força da união que anima os seus propósitos liderados pelo sentimento de revanchismo e justiçamento, por causa das disputas sem qualquer motivação que as justifique.    

É preciso que o resultado dessa esdrúxula e desnecessária disputa de poder suscite a consciência dos verdadeiros brasileiros de que de nada adianta ficar se alegando bonitos legados do ex-presidente, mas sim de que o momento é de definição quanto ao destino do Brasil, que não pode ficar à mercê do domínio do sistema, que entende que pode decidir sobre o bem e o mal.

Convém que os brasileiros, no âmbito do seu sentimento cívico e patriótico, reajam e não permitam que o sistema dominante continue a imperar soberanamente, impondo a sua vontade visivelmente acima dos ditames constitucionais e legais, como nessa decisão de inelegibilidade, em que prevaleceu o indiscutível desejo de vingança.  

            Brasília, em 2 de julho de 2023 

sábado, 1 de julho de 2023

O limite da tolerância

 

A minha índole de brasileiro sempre foi de muita moderação e tolerância, mesmo diante dos piores abusos de autoridade que vêm extrapolando os limites da competência institucional, evidentemente na esperança de que a situação, mesmo ficando fora do controle da razoabilidade, mas somente até determinado parâmetro de aceitação em que o próprio sistema tivesse inteligência e desconfiança suficientes para o autoreconhecimento de que teria ido absurdamente muito além da tolerância suportável pelos brasileiros de bem.

Acontece que os fatos mostram que os abusos somente se intensificam e se agigantaram, menosprezando, de forma acintosa, a capacidade de tolerância e inteligência dos brasileiros, que são considerados absolutamente impotentes para reação às decisões fundamentadas em construções estritamente em harmonia com a ideologia doutrinária prevalente, de modo a satisfazer somente aos seus propósitos de dominação das classes política e social, em nítida afronta aos princípios democráticos.

Diante desse quadro cinéreo e extremamente desolador, que não se vislumbra senão a única alternativa de não mais haver complacência com a destruição dos princípios democráticos, que foram indiscutivelmente desmoralizados e pisoteados, na sua plenitude, há bastante tempo, pela força da intolerância e do revanchismo.

À vista dessa visível deformidade político-institucional, em inadmissível situação de horrores impingida à história político-administrativo brasileira, é preciso que os verdadeiros brasileiros reajam com firmeza e o mais rapidamente possível, em demonstração da autoridade suprema de civismo, em defesa da grandeza e dos valores nacionais.

Convém que seja dado ultimato no sentido de que a era truculenta dos abusos de autoridade é considerada definitivamente encerrada, de modo que, a partir de agora, os brasileiros honrados e dignos exigem a imediata restauração, por meio da revisão, ato por ato,  de todas as medidas consideradas contrárias aos princípios democráticos, compreendendo, entre outras, a transparência das últimas eleições, com a permissão do acesso aos “códigos-fontes” e à operacionalização do sistema eleitoral brasileiro, o encerramento do inquérito do fim do mundo e de todas as decisões consideradas revanchistas e contrárias aos princípios democráticos e republicanos, sob pena de tudo isso ser feita a restauração da democracia por iniciativa do próprio povo, que declara o encerramento definitivo do truculento e insuportável sistema das trevas.

Enfim, é preciso que os verdadeiros brasileiros compreendam que de nada adianta ficar na eterna repetição de críticas infrutíferas, mostrando as infindáveis deformidades e horrorosas falhas da situação e do sistema dominante, porque isso não leva a absolutamente coisa alguma, em apenas se imaginar qualquer forma de sucesso lutando por liberdade, pátria e família, sem que haja a efetiva mobilização da sociedade contra os demoníacos e insuportáveis abusos de autoridade.  

Brasília, em 1º de julho de 2023