sábado, 10 de fevereiro de 2024

Vitamina C

               Existe a concepção popular de que a vitamina C somente beneficia, em forma da prevenção, a gripe, de modo que esse entendimento ajuda à ingestão de alimentos em substâncias ricas com essa vitamina, com destaque para o período mais propício à incidência dessa doença.

Não obstante, pesquisas científicas recentes mostram que não há relação entre a vitamina C e a prevenção do resfriado, que podem falsamente tornar a vitamina C inútil para o consumidor dessa substância, uma vez que a importância do consumo diário de vitamina C tem expressivo valor para todas as funções essenciais do organismo humano, em forma extremamente benéfica para a sua saúde.

Sim, é muito importante se ingerir mais vitamina C durante a temporada de gripe, como forma de se evitar maiores complicações por conta dos seus efeitos, mesmo que não se evite a incidência da gripe.

Por seu turno, é preciso se compreender que o excesso do consumo da vitamina C pode causar alguns efeitos colaterais, como náusea e diarreia, sendo recomendado o consumo da vitamina C dos próprios alimentos, especialmente porque as pessoas sabem perfeitamente os alimentos que a contêm.

A verdade é que a vitamina C pode fazer maravilhas para o sistema imunológico, como o coração, a pele e os sistemas nervoso e imunológico, porque ela atua eficiente e vigorosamente junto a esses importantes organismos.

Estudos científicos recentes comprovaram que a vitamina C proporciona benefícios à saúde, em especial, na forma a seguir.

A diminuição do declínio cognitivo e da deficiência da vitamina C pode causar problemas de memória, acreditando-se que isso se deva ao estresse oxidativo do sistema nervoso central.

A vitamina C pertence à classe de substâncias químicas chamadas antioxidantes, cujo papel principal é o de se evitar o estresse oxidativo, à vista de já ter sido comprovado que ela atua como poderoso antioxidante mais comum junto ao organismo.

Há comprovação de que as pessoas que sofrem de problemas de memória e demência, muitas vezes, têm baixos níveis de vitamina C no sangue, fato este que acentua ainda mais o papel crucial desta vitamina para a memória e o pensamento.

A vitamina C tem o poder de impulsionar a produção de colágeno, que é substância que atua como antienvelhecimento para a pele, servindo também como regeneração de ferimentos.  

A vitamina C previne doenças cardíacas, bastando o consumo de 500mg por dia, o equivalente a cerca de um copo de suco de laranja, prática esta que protege o risco de doença cardíaca, contribuindo para controlar a pressão arterial em nível médico aconselhável.

Conforme estudos científicos, as pessoas com as maiores concentrações sanguíneas de vitamina C têm 42% menos propensão ao derrame do que as com níveis abaixo desse percentual.

O uso normal da vitamina C impede a incidência de gota, que é doença bastante dolorosa, que afeta cerca de 4% das pessoas no mundo, por ser tipo de artrite reumatoide, e a inflamação nas articulações, mais comumente nas extremidades, doença essa que é causada por cristais de ácido úrico que se formam nas articulações e provocam dores realmente excruciantes, cujos cristais se formam quando há muito ácido úrico no sangue, e o corpo tenta se livrar dele, depositando-o nas articulações e nos músculos.

A vitamina C previne a deficiência de ferro no organismo, cuja incidência é muito perigosa à vida, porque a ausência de ferro pode levar à doença conhecida por anemia, por conta da baixa contagem de ferro no sangue e isso contribui para impedir a formação de novos glóbulos vermelhos e piorar o funcionamento das células, no importante transporte do oxigênio para as diferentes células do corpo.

Há comprovação científica de que a baixa contagem de ferro no sangue é causada pela baixa incidência da vitamina C, o que vale se inferir que ótimos níveis de vitamina C ajudam à absorção de ferro e previnem a sua deficiência no organismo.

A vitamina C funciona como importante estímulo à produção de glóbulos brancos, na corrente sanguínea, os quais têm a relevante função “guardiã” do corpo humano, no combate às infecções.

Com base em comprovação, a vitamina C ajuda a produzir linfócitos e fagócitos, que são essenciais células imunes que promovem a cura e combatem infecções, tendo a função de proteger todos os glóbulos brancos de serem danificados pelos radicais livres, de modo a contribuir para o fortalecimento do sistema imunológico e torná-lo hábito para o afastamento de quaisquer infecções.

A vitamina C pode contribuir para minorar e até impedir a incidência de algumas perigosas e debilitantes doenças degenerativas crônicas, que, como o próprio nome diz, elas pioram com a idade.

Essas doenças são normalmente conhecidas por artrite, diabetes, câncer, demência, Parkinson, fibrose cística e asma, que poderiam ser, em muitos casos, minimizadas ou evitadas com o consumo regular e sistemática da vitamina C.

À vista do exposto, é possível se concluir que, quem sofre de doença degenerativa e especialmente quem pretende evitá-la, é importantíssimo a inclusão de muitos antioxidantes na sua dieta, uma vez que eles podem prevenir os danos causados por radicais livres, posto que eles têm o poder de realmente piorar as condições da doença.

Nesse caso, a milagrosa vitamina C é um dos antioxidantes mais potentes e importantes, tendo por base estudos científicos mostrando que níveis adequados dessa substância podem contribuir para elevar as taxas de antioxidantes no sangue, em até 30%.

            Brasília, em 10 de fevereiro de 2024

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Democracia?

 

A corte maior do país passou a adotar decisões com viés política, sem esconder essa condição de ninguém, porque isso foi declarado pelos próprios ministros.

Um dos ministros daquela corte declarou que eles derrotaram o bolsonarismo, assumindo o seu lado político, quando a sua verdadeira função não é influenciar politicamente para derrotar ninguém, enquanto outro ministro declarou que eles garantiram a eleição do presidente do país.

Um dos aspectos que causa estranheza nas ditaduras comunistas é que o poder Judiciário é, necessariamente, submisso ao poder Executivo, conforme mostram os fatos históricos.

Caso específico do Brasil, o poder Judiciário mantém sintonia com as mesmas ideias do presidente do país, ou seja, eles estão de acordo em forma de mútuo e permanente apoio um ao outro, como se eles fossem um único órgão da República.

Esse é o unânime entendimento daqueles poderes sobre o movimento de protestos de 8 de janeiro, em que eles acreditam que se tratava de iniciativa destinada à efetivação de golpe de Estado, embora seus participantes estivessem desarmados e não seguiam ordens nem comando de ninguém e isso, à luz do bom senso e da racionalidade, jamais poderia caracterizar, a rigor, em nenhum lugar do mundo e muito menos no Brasil, golpe de Estado, salvo como tentativa de se querer incriminar pessoas absolutamente inocentes, como de fato já vem acontecendo.

Tanto esse fato é verdadeiro que, de forma pacífica, um grupo de pessoas, pouco mais de mil indivíduos, foi desalojado da frente do quartel do Exército e preso, em muito pouco tempo e sem necessidade do disparo de um único tiro.

É impossível se pensar em tentativa de golpe de Estado, porque não era isso seria imaginável sem o emprego de armas, das Forças Armadas, que estavam do lado do próprio governo, cujo chefe era o presidente do país, não tendo havido também atentado violento ao Estado de Direito Democrático.

Ou seja, o Estado de Direito não foi violado em momento algum, porque a segurança nacional foi mantida intacta, sob o completo comando do presidente do país.

A repressão à liberdade de expressão se intensificou a partir de 8 de janeiro, com a prisão de centenas de pessoas, sem nenhum passado criminal, sem nenhuma arma, sob a interpretação de golpistas, apenas pelo fato de estarem se manifestando justamente pela liberdade de expressão e pela transparência das últimas eleições.

A verdade é que o Brasil passa por processo violento de transformação político-democrática, com a implantação de projeto de poder, em que se visa à concentração de poder, tendo por propósito a tentava de desfiguração da oposição, os conservadores, fazendo com que esses pensadores recebam sempre o cunho de bolsonaristas, na esperança de que, fazendo assim, a imprensa se coloca contra eles, porque no período do governo do ex-presidente do país, ele foi completamente inábil no contato com a imprensa.

À toda evidência, a maior parte da imprensa se colocou, durante o governo anterior, contrariamente ao ex-presidente do país e continua a criticá-lo sem trégua.

Infelizmente, há a concepção de que todos os conservadores, sob o prisma da esquerda, são bolsonaristas, cuja ideia é a de que quem é seguidor desse político não pode pensar em democracia e os da esquerda são os únicos que sabem bem o que é a democracia, que, por certo, é o caminho de pensamento único e socialista.

Assim, sob esse mórbido entendimento, a rigor, o Brasil atravessa verdadeiro processo imaginado pelo pensador e filósofo político Antônio Gramsci, que pontificou: “uma das formas da esquerda de conquistar o poder é utilizar todos os caminhos da democracia e, com isso, implantar a ditadura.

Os fatos do dia a dia mostram claro processo sob as trilhas gramscianas, que percebeu que, em muitos países, a ditadura de esquerda era conseguida “por meio de processos ditos democráticos.”.

Acredita-se que a única maneira que os conservadores têm para combater, numa democracia, esse horroroso quadro de socialização é fazer uso da palavra, tendo coragem para denunciar os abusos, evidentemente sem temor da perseguição, ante o seu pensamento diferente do governo, sob o entendimento de que a verdadeira democracia se constrói e se aperfeiçoa por meio do diálogo amplo e objetivo, sempre respeitando as teses inerentes à situação e à oposição.

Enfim, convém que os brasileiros se conscientizem de que, em qualquer circunstância, é importante que haja o diálogo, a tolerância e a disposição para defender a liberdade de expressão, porque esses princípios são a verdadeira arma da democracia, de modo que sejam evidenciados os fatos reais e não as narrativas que estão prevalecendo no Brasil.

Brasília, em 9 de fevereiro de 2024

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

A marca da inferioridade?

 

Em vídeo que circula nas redes sociais, uma pessoa mostra seu veemente inconformismo com os movimentos sociais que defendem as causas da raça negra, por ele entender que as reivindicações de direitos têm o condão de mostrar a marca indelével da incapacidade das pessoas negras de conseguirem superar as dificuldades, como se elas fossem insuperáveis por iniciativa pessoal.

As palavras desse cidadão guardam absoluta coerência com a realidade nua e crua, em que houve generalizada banalização, por parte de quem defende os interesses da raça negra, no sentido errático da consolidação da importância da consciência sobre a construção da ideia arraigada da sua inferioridade, como espécie de eterna vitimização que precisa ser cuidada de maneira diferenciada das demais raças.

Tudo isso por conta de interpretação equivocada de que a raça teria sido sacrificada e merece reparação da sociedade, em termos de valorização, quando essa forma de entendimento somente contribui para agravar o processo da elevação social da raça negra, uma vez que os próprios integrantes se posicionam sob o rótulo de necessidade de permanentes cuidados e atenções especiais como seres indigentes e incapacitados de se autocuidarem, de maneira autônoma e independente, como agem naturalmente todos os seres humanos.

Na verdade, o fortalecimento das exigências para o sucesso e conhecimento de direitos para os negros reforça a ideia de que a raça não tem interesse em se autovalorizarem em condições de igualdade com o resto das raças humanas, preferindo o reconhecimento de seres inferiores, sem condições de competição com as demais pessoas, sob o estereótipo de impotência e de inferioridade mesmo como princípio de ser diferenciado das demais raças, que têm a inteligência de demonstrarem naturais condições de competir e alcançar seus objetivos com o emprego dos seus atributos de personalidade, sem qualquer pendência de ajuda de cotas nem incentivos financeiras, como gentes capazes de se valorizarem pela própria natureza.

Infelizmente, a tendência natural tem sido a notória evolução da humanidade, em todos os sentidos, mas, ao contrário disso, é visível a discrepância de raça que prefere ser diferente das demais, se passando por assombroso e deprimente processo de vitimização, que procura desvalorizar, por seus atos, a dignidade da raça humana.

Na verdade, não existe motivação plausível para qualquer raça se sentir inferiorizada, em relação às demais raças, a ponto de precisar ficar à reboque de ajudas para sobreviverem, de vez que esse fato em si apenas ajuda ao fortalecimento do comodismo e da aceitação da desqualificação social, como forma natural de inferioridade, porque todo ser é capaz e pode perfeitamente alcançar importantes objetivos, bastando apenas querer superar os obstáculos da vida, como fazem normalmente todos os seres integrantes das demais raças, por serem dotados de inteligência e discernimento sobre o que tem importância para a própria vida.

Convém que a raça negra se conscientize sobre a urgente necessidade da compreensão de que a independência social se faz por meio de esforço individual, em que o principal componente é o interesse em se alcançar os melhores objetivos, sem necessidade de processo de reconhecimento sem mérito algum, porque isso se chama repudiável comodismo.

Brasília, em 8 de fevereiro de 2024

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Irracionalidade

Conforme mensagem divulgada na internet, foi construída história de humor negro, fazendo comparação do presidente do país e de outros homens públicos com figuras de animais irracionais.

É extremamente lamentável que alguém tenha a insensibilidade para escrever texto tão degradante como essa horrorosa piada, envolvendo pessoas insignificantes e desqualificadas perante a sociedade, na tentativa, por certo, de mostrar que elas também são animais irracionais, em que pese esses políticos serem muito espertos e saberem muito bem o que fazem, principalmente a prática de atos espúrios e inescrupulosos, em benefício de seus interesses pessoais.

 Embora se trate de pessoas que agem contra as causas da sociedade, mas nem por isso faz sentido o envolvimento delas em piada que menospreza a dignidade do ser humano, uma vez que isso fica muito visível a motivação de ódio ou vingança, cujo fato, em si, revela puro sentimento de desprezo aos seres humanos, sem causa plausível para justificar forma inconcebível de desprezo e ódio.

No caso, pouco importa que as pessoas arroladas na piada sejam criminosas da pior espécie, porque, em razão de seus atos nefastos contra a sociedade, elas devem ser julgadas nos foros competentes da Justiça, não cabendo a nós mortais achar que temos o direito de condená-las, sem ter competência institucional para tanto.

É aconselhável que se evite a postagem de vídeos degradantes da dignidade humana, mesmo que as figuras citadas representem a escória da sociedade, cujos atos criminosos praticados por elas precisam ser julgados apenas por quem estiver investido do poder legalmente instituído.

Importa que lembremos, no presente caso, o velho e salutar adágio segundo o qual não se deseje para o próximo aquilo que não se pretende para si.

            Brasília, em 7 de fevereiro de 2024 

Combate à pirataria

 

É preciso ter estômago de avestruz ou de mamute, para digerir notícia “sensacional” como a de que o Brasil vai participar de projeto referente à força de paz internacional, tendo por finalidade o combate à pirataria, pasmem, em uma região marítima do Oriente Médio.

Trata-se, como se vê, de coalizão marítima da maior importância mundial, enquanto isso acontece, com a participação de marinheiros brasileiros, o Brasil não tem plano estratégico algum para combater a pirataria nas águas nacionais, como se não existissem problemas gravíssimos envolvendo a pirataria nas águas marítimas brasileiras.

A aludida força de paz será comandada por almirante brasileiro, certamente com altíssimos custos para a conta dos sacrificados contribuintes, sem que a respectiva despesa traga, em princípio, diretamente para os interesses brasileiros, uma vez que as operações militares se realizam no Oriente Médio.

Em princípio, como o combate à pirataria acontece distante dos interesses brasileiros, evidente fora do seu território, esse inusitado fato exige minuciosa explicação das autoridades brasileiras, uma vez que a prioridade para a segurança, em forma de combate à pirataria, está em primeiro plano as regiões marítimas nacionais, para quem o governo tem obrigação de investir maciçamente no aprimoramento do controle da criminalidade nas águas brasileiras.

Assim, convém que os brasileiros se manifestem em total reprovação de investimento de segurança marítima, por parte do Brasil, em combate à pirataria, em águas marítimas fora do território brasileiro.

Brasília, em 7 de fevereiro de 2024

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Ex-Cidade Maravilhosa

 

De acordo com vídeo publicado na internet, são mostradas as principais avenidas e ruas comerciais do Rio de Janeiro completamente vazias de gente e as lojas, quase todas, fechadas, inclusive os restaurantes, grandes lojas famosas do passado, com as portas cerradas, sem movimento algum de pessoas nas localidades, .

Não se trata de uma nem duas nem três ruas famosas em completo estado fantasmagórico, diante da inacreditável ausência de público, porque as lojas se encontram fechadas, denotando completo abandono e decadência de quem realmente já esteve no topo das atividades comerciais, em intenso progresso, que contribuía para milhares de empregos.   

Como não sentir forte aperto no coração, diante de quadro extremamente antagônico à efervescência da vida que existia na ex-Cidade Maravilhosa, verdadeira representatividade do progresso e da esperança, quando hoje não passa de cidade fantasma, que apenas indica o desprezo, a incompetência e o conformismo com a regressão da civilidade e da humanidade.

Infelizmente, esse monumental estado de visível declínio tem a mão do homem, uma vez que nada disso estaria acontecendo se os eleitores tivessem escolhido pessoas públicas revestidas de caráter e princípios, em termos suficientemente capazes e conscientes de compreenderem a importância da  responsabilidade e do zelo para com a causa pública, quanto aos princípios da administração pública eficiente.

Quer queira ou não, a escolha desastrada dos representantes políticos diz precisamente a mentalidade do povo, a exemplo do que vem acontecendo na ex-Cidade Maravilhosa, cujos dirigentes são a imagem da desonestidade, da criminalidade e da incompetência, cujas qualidades nefastas e irresponsáveis se harmonizam perfeitamente com o atual abandono que é mostrado nas imagens do vídeo.

Ou seja, a mediocridade e decrepitude do povo foram capazes de destruir, por completo, uma obra genial, na forma do Rio de Janeiro do passado muito distante, dos lembrados tempos do glamour, onde imperava a exuberância de uma cidade que pulsava a plenos pulmões, mostrando ao mundo que seu coração representava a vida superativa do seu povo, que tinha emprego e certamente era muito feliz.

Nessa altura do campeonato, espera-se, ao menos, que os cariocas aprendam a votar, de modo que sejam eliminados da vida pública os políticos aproveitadores, oportunistas, desonestos, criminosos, incompetentes e inconvenientes à convivência com a sociedade digna.

Brasília, em 5 de fevereiro de 2024

Vitimização?

 

Conforme vídeo que circula nas redes sociais, pessoas ligadas ao governo anterior ao atual reclamam de perseguições e manobras perpetradas por adversários políticos do último ex-presidente do país, tendo por finalidade mostrar incompetência na administração sob o comando dele, dando a entender que havia nisso verdadeiro processo de vitimização em curso contra os planos políticos para desestruturá-lo e desacreditá-lo perante a sociedade.

Sem dúvida alguma, a vida mostra, em carne viva, que um dos piores vícios do ser humano é a sustentação permanente da necessidade vital da vitimização.

Recentemente, ocupou o trono presidencial pessoa superiormente experta nesse processo de vitimização, que foi o seu maior exemplo no cargo, por se passar por vítima e coitadinho, em tudo que aproveitava para demonstrar esse infame sentimento de inferioridade e incapacidade de superação dos “intransponíveis” obstáculos, assim patenteado por ele, evidentemente que tudo era arquitetado para acobertar incompetência gerencial.

Para que tudo se amoldasse a esse jeitinho de esperteza política, foi instituído um poderoso slogan, sob o argumento de que o governo não trabalha, não executa tal medida ou política por causa de imposição emanada por determinado poder ou autoridade.

A verdade é que a eterna vítima se esqueceu de que em todos os empecilhos e obstáculos sempre havia a possibilidade constitucional de recursos contra atos contrários ao seu governo, mesmo que eles fossem negados, mas que a peça recursal teria a oportunidade para mostrar a incoerência entre o fato e legislação aplicável ao caso em discussão, ou seja, a verdade ficava registrada nela.

 Essa medida tinha o respaldo e a proteção constitucionais, com base nos sagrados princípios da ampla defesa e do contraditório.

Isso jamais ocorreu no governo anterior, como recurso necessariamente competente, que é normalmente utilizado pelas pessoas inteligentes e sensatas, especialmente na vida pública e tanto isso é verdade que existe a figura do recurso às instâncias competentes.

Vejam-se que há muita lógica quanto à falta de recursos contra os abusos, as arbitrariedades e as inconstitucionalidade, que era o álibi exatamente da consequente perda da motivação sobre a consistência da permanente possibilidade da alegação de vítima, fato este que, ao contrário, se houvesse recursos, não tinha como se afirmar forma de perseguição ou interferência no trabalho do governo.

Ou seja, perderia sentido a alegação de vítima do sistema, como se isso fosse verdade absoluta, quando existia mesmo era vontade deliberada para que aquela autoridade fizesse que seus fanáticos seguidores acreditassem nessa medíocre farsa, engendrada para ele tirar proveito da situação, ao passar a merecer o apoio daqueles brasileiros, como de fato e de direito, ele fosse realmente vítima do sistema, quando isso teria sido desmascarado facilmente com o emprego dos recursos pertinentes, nos casos de possíveis interferências de outros poderes no seu governo.

É extremamente deplorável que o Brasil tenha sido governado por pessoa que aproveitou o poder para se passar de vítima, quando a verdadeira vítima mesmo foi o povo que assistiu a tudo de esquisito e ainda o aplaudiu, como se os erros fossem dos outros, quando o errado era o próprio mandatário, que poderia ter recorrido incontinente contra aos casos questionáveis, suspeitos ou até mesmo irregulares.

A importante lição constante do vídeo em apreço presta relevante contribuição sobre a esperteza das pessoas, em que elas se passam por vítimas exatamente para o acobertamento das suas deficiências e incompetências, conforme ficou fartamente comprovado em passado recente, no Brasil, na tentativa de se beneficiar da ingenuidade dos brasileiros honrados.

Brasília, em 6 de fevereiro de 2024