quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Dia Mundial da Religião

 

Em texto que circula na internet, consta a mensagem segundo a qual “21/01 – Dia Mundial da Religião: é dia nacional de combate à intolerância religiosa. A ideia de um dia especial para lembrar a importância da religião surgiu em 1949, na Assembleia Espiritual da Fé Babá’í. O objetivo desta data é o de fomentar a comunidade pacífica e o diálogo entre os membros das múltiplas tradições religiosas e a valorização delas como parte da riqueza histórica da humanidade. Desde 2007, esta data foi instituída no Brasil como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. O ensejo para a criação desta data foi o triste episódio de intolerância que resultou na morte da Mãe Gilda, líder do Candomblé, que veio a falecer depois de ter sua casa atacada e difamada por sua pertença fé.”.   

A verdade é que, à toda evidência, somente a tentativa da eliminação ou da agressão aos fundamentos da religiosidade, já constitui forma desumana de intolerância religiosa, que é plenamente repudiável, à vista de se tratar de a crença ser opção verdadeira, voluntária e pessoal, que não tem nenhuma interferência na vida de ninguém, de modo a causar qualquer forma de incômodo a outrem.

Ou seja, a prática religiosa não prejudica, não depende nem tem reflexo na vida das pessoas, de vez que ser religioso tem como princípio precisamente respeitar todos os direitos possíveis inerentes às pessoas, em forma inteligente de convivência humana.

Sim, é imperioso que haja a conscientização sobre a permanente defesa dos princípios religiosos, porquanto os seus salutares fundamentos são seculares, em forma de tradição, que precisa ser preservada e aperfeiçoada, ante a sua suma importância para a paz espiritual do ser humano, à vista de se permitir preciosamente a busca da pacificação interior tão ansiada pelas pessoas.

Salve o Dia Mundial da Religião!

Brasília, em 21 de janeiro de 2025

Impunidade!

 

O Brasil enfrenta séria crise ética e moral, que se adensa cada vez mais por conta do aperfeiçoamento das suas técnicas horrorosas, muito mais do que se poderia imaginar, evidentemente por contar também com o avanço da tecnologia, que tem o nome de inteligência artificial, que de artificial mesmo tem quase nada, quando ela é associada à esperteza humana, conforme mostram os fatos do cotidiano.

Essa deprimente crise conta com importante ingrediente, que se robustece e se consolida ao longo dos tempos, na forma de impunidade, em que pesem não somente as denúncias de corrupção, em níveis de generalização, mas a própria visibilidade da sua materialidade, que é vista a olhos nus, que ganha importância de banalização, contornos estes que servem de álibi para a disseminação do império da generalizada esculhambação.

A verdade é que nem se percebem ações apropriadas, muito menos políticas públicas, como forma concreta e efetiva de combate ao crime organizado ou às práticas individuais recrimináveis, porquanto o delito se formaliza e prospera livremente, no maravilhoso país do deboche aos princípios do decoro, da ética, da dignidade e da moralidade, que são ignorados por quem a incumbência de adotá-los como respaldo ao combate à criminalidade.

À toda evidência, é preciso se reconhecer o país que tem consciência da desmoralização generalizada e pouco age ou nem age, diante da nutrida desenvoltura da criminalidade que campeia em todas as formas e maneiras tóxicas, com destaque para o crime organizado e a corrupção.

É visível que o país se torna impotente e incapaz para restabelecer os fundamentais princípios da ética, da honestidade e da legalidade, como forma de bons exemplos para futuras gerações e o mundo.

Não há a menor dúvida de que todas as gerações hão de conviver com o país submisso a todas as formas de excrescências morais, ante a banalização do império vergonhoso da criminalidade, que conquistou o “direito”, pasmem, à felicidade com as práticas viciadas da delinquência, que assombrariam terrivelmente em qualquer país minimamente civilizado e sério.

É interessante e até preocupante se perceber que existem aspectos culturais prevalentes que refletem nessa tendência da criminalidade consolidada e preponderante, de certa forma pela prevalência da glamourização dos canalhas, porque eles não se intimidam com as críticas, que não surtem mínimo de intimidação na contumácia de seus atos delituosos.

Infelizmente, nada será mudado no país da impunidade, em termos de combate à criminalidade, com muito mais potencialidade, enquanto não se decretar a prisão de importantes bandidos de colarinho branco, sendo presos, algemados, empilhados em camburões policiais e guardados nos porões infectos das cadeias, além de serem obrigados à devolução das riquezas desviadas.

Enfim, é preciso se acreditar que essa terrível bagunça que privilegia a criminalidade e a impunidade, não é culpa da indolência em desfavor da moralização do país somente das autoridades incumbidas das políticas pertinentes, mas sim também da sociedade, que silencia, em forma implícita de aceitação do império dos atos criminosos e prejudiciais aos interesses não somente do Brasil, mas também dos brasileiros.

Por seu turno, convém se condenar ainda a total indiferença da mídia, que tem responsabilidade pelo caos na segurança pública, quando, ao contrário, ela até glamouriza o banditismo, permitindo o estímulo da lei da esperteza, ficando patente que o bom negócio tem a marca da vantagem em tudo, mesmo que decorrente da delinquência.

Por fim, apelam-se por que os verdadeiros brasileiros se despertem dessa terrível letargia que permite que o país seja tomado pela criminalidade muito bem-organizada, com capacidade para causar barbaridade que estarrece, em termos de violência aos princípios da legalidade, da dignidade e da moralidade, com total prevalência da impunidade, justamente em razão da omissão de todos.      

Brasília, em 22 de janeiro de 2025

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Desrespeito

 

Conforme mensagem que circula nas redes sociais, é mostrada a imagem de um porquinho da Índia e uma galinha, se lamentando por não terem sido convidados para assistir à posse do novo presidente dos Estados Unidos da América.

Embora não estejam explicitamente nominadas as pessoas representadas pelos animais constantes da imagem, é muito fácil de se perceber a quem eles estão se referindo, demonstrando visivelmente forma de ridicularização, que não condiz com os princípios de civilidade e humanismo, próprios das pessoas que se sentem bem sendo tratadas com cortesia e respeito, na conformidade com as boas regras da convivência pacífica.

A verdade é que a disposição dos animaizinhos e o compartilhamento da mensagem identificam claramente a ideologia de quem acha isso engraçado, que nem tem a consciência de se tratar de forma deprimente de vingança, por desejar desprezo às pessoas supostamente ali representadas, ao compará-las com animais irracionais.

Como forma de demonstração de respeito às pessoas, no sentido apropriado de tratamento isonômico, como assim precisa ser observado pelas pessoas educadas, na convivência social, importa que elas possam brincar e se divertir com os fatos da vida, porém procurando prezar o sagrado respeito à dignidade das pessoas, mesmo que elas possam ser consideradas insignificantes por elas, porque isso é outra história que não vem ao presente caso.

Enfim, é muito difícil se ansiar pelo mundo de paz, quando as pessoas incentivam as rixas e as disputas enlevando o sentimento agressivo e desrespeitoso, quando se esperam, para a construção da paz duradoura, ações concretas de tolerância e amor ao próximo.

A pessoa que fez a postagem se dirigiu a mim, dizendo o seguinte: “Amigo, eu recebi esse post num grupo de Sampa, postado por um integrante tão civilizado, e como não houve contestação achei que poderia repassar, mas fique tranquilo, porque ainda sou bem novinha e em tempo de adquirir civilidade para não cometer mais gafes com pessoas que não assumem, mas comprovadamente são de esquerda, pois mais de vez já se doeram por outras postagens que na moral da história são puras brincadeiras. Importante no grupo é não descarregar amarguras e nem frustrações em cima de outros participantes, e VIVAVIDA com alegrias!”.

Em resposta à aludida mensagem, eu disse que, pelo visto, o meu texto, que tem propósito de conscientização das pessoas, para a necessidade do respeito aos princípios de civilidade, posto que a gozação e o deboche indevidos às pessoas, mesmo que elas possam ser consideradas desprezíveis, por quem pensa assim, não passou de intromissão no “direito” de difamar quem bem quiser.

Pouco importa quem gostou ou não gostou do que escrevi, que não teve por propósito senão a defesa da dignidade humana, pouco importando quem é o alvo da gozação, porque eu já fiz muitos textos também defendendo o principal líder da direita, em situações semelhantes a essa tratada no texto atual.

Acho que tenho o direito de me manifestar em todos os assuntos postados nas redes sociais, quer as pessoas gostem ou não, porque penso que o assunto que desenvolvi tem base no bom senso e nas normas de humanismo, porque isso condiz sim com os necessários princípios de civilidade, tão importantes para a construção da paz entre as pessoas.

Enfim, o meu texto expressa apenas o meu sentimento, que tem como propósito não julgar ninguém, mas sim apenas mostrar que a gente, querendo, pode contribuir para o mundo melhor, principalmente sem conflitos, bastando tão somente alimentar somente as boas ideias, evitando disseminar a discórdia.

Infelizmente, não tenho sido compreendido nessa minha empreitada, porque termino contrariando pessoas queridas, que se equivocam em me comparar a esquerdista, quando não é verdade, além de acharem que eu sou pessoa frustrada e amargurada, quando também não é verdade, porque desconheço pessoa mais feliz neste mundo do que eu, que faço o que gosto e respeito a opinião de todos, à vista dos princípios democráticos, se é que se pode falar em democracia, na atualidade, quando as próprias pessoas, se pudessem, censuravam o sagrado direito da liberdade de expressão.

Espera-se que as pessoas novinhas ou velhas atinem sobre a conveniência de se contribuir para a paz mundial, somente compartilhando matérias que engrandeçam as relações no seio da sociedade.

Brasília, em 21 de janeiro de 2025

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Basta ao desprezo

 

Ao ensejo da participação de a esposa do último ex-presidente do país participar da posse do novo presidente dos Estados Unidos da América, vem circulando mensagem desrespeitosa, com insinuação direta de que a esquerda se sentirá de luto.

Esse fato pode até ser motivo de regozijo para quem ver isso como muito  importante, por questão ideologicamente pessoal, mas somente isso.

Agora, impressiona, de forma incrivelmente deprimente se fazer ilação desse evento à desgraçada polarização ideológica, no sentido de tentar menosprezar o adversário com menção que tem, muito visivelmente, por finalidade de humilhação.

Essa forma de atitude tem o condão de alimentar a desnecessária e recriminável maneira anticivilizatória de atiçamento da nada elegante  animosidade, porque isso não leva à absolutamente nada, em termos políticos ou qualquer outra forma de comportamento, tendo em vista que o fato em si não acrescenta nada para os partidários ou seguidores daquela cidadã, mas tem o objetivo de intensificar disputa entre correntes ideológicas.

Sim, tem todo direito de alguém se vangloriar por conquistas, mas isso não autoriza tentar denegrir a dignidade de ninguém, em forma de se querer se  impingir desprezo por algo que não significa nada a se comemorar com tamanha magnitude, como a ex-primeira-dama brasileira tivesse conquistado algo expressivo para o país e os brasileiro.

Tudo isso não passa de mero evento, sem nenhuma contribuição para absolutamente nada, repita-se, em termos de ganho, muito menos político, posto que tudo continuará como antes, no quartel de Abrantes.

Apelam-se por que os brasileiros se contenham nos seus impulsos, sim, comemorando as suas conquistas, mas, acima de tudo, respeitando a dignidade de todos, sem necessidade de nenhuma forma de desprezo.

Brasília, em 20 de janeiro de 2025

domingo, 19 de janeiro de 2025

Cessar-fogo

 

Felizmente o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas entrou em vigor, a partir de agora, após a liberação de reféns por parte desse grupo terrorista, para o alívio das comunidades israelenses e internacionais.

Essa nefasta guerra deixa marcas de bastante destruição, com o registro de milhares de mortes e territórios varridos dos mapas, posto que, por onde ela passou, tudo foi transformado em ruinas e perdas totais, não havendo absolutamente nada para deixar saudade, tendo em vista que não restou nada para ser comemorado diante dos escombros, como aproveitável em benefício do homem.

O acordo negociado tem sentido provisório e promove o cessar-fogo da terrível guerra que já durava 15 meses entre os belicosos, mas o qual pode ser reiniciado, a qualquer momento, “se for necessário e com mais força”, conforme alerta do líder israelense.

O cessar-fogo tem por principal fundamento a imediata troca de reféns, entre ambas as partes envolvidas nos combates, sendo 33 israelenses e 737 palestinos.  

Depois de selada a tão sonhada paz, mesmo que provisória, muitos palestinos se preparam para voltar aos seus velhos lares, que se encontram cobertos de escombros, mas, mesmo assim, eles comemoram a trégua anunciada.

Um palestino disse que “Vou remover os escombros da casa e montar  minha barraca lá. Sabemos que fará frio e não temos cobertores para dormir, mas o importante é retornar à nossa casa.”.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), “a guerra causou nível de destruição sem precedentes na história recente, na Faixa de Gaza. Do lado israelense, foram 1210 mortes, a maioria civis, de acordo com a AFP, baseada em dados oficiais.”.

Agora, algo alarmante e impressionante mesmo é a enorme quantidade de mortes por parte dos palestinos, que atingiu, pasmem, o total de 46.899 pessoas, que perderam a vida com as ofensivas das forças israelenses, em Gaza, conforme dados fornecidos pelo Ministério da Saúde do Hamas.

A verdade é que esse desastre humanitário nem poderia ser diferente, diante da selvageria que é a recriminável guerra, que trata exclusivamente da eliminação de pessoas, que, na sua essência, são criaturas inocentes e indefesas, constituindo verdadeira e injustificável selvageria comandada, incrivelmente, pasmem, por seres humanos, todos notoriamente desprovidos de células normais nos seus miolos cerebrais, porque, do contrário, jamais haveria tamanha barbárie entre as pessoas, que merecem viver apenas em ambiente de paz, respeito e dignidade.

É pena que a gigantesca desgraça da guerra, com a contabilização somente de incalculáveis danos, destruição, principalmente com a perda de muitas vidas humanas e grande prejuízo financeiro e material, ainda assim o bicho homem nunca vai se convencer de que o diálogo e a tolerância são os melhores meios para se conseguir a paz e a convivência sossegada entre os povos, em respeito aos princípios de civilidade e humanismo.

Enfim, não custa nada se apelar para que os povos se conscientizem de que a guerra é o único caminho capaz de nunca se encontra a paz, quando os seus reais princípios são somente de ruínas, destruição e perdas totais, contrariamente aos tão desejados anseios de harmonia, compreensão e paz entre os povos, que são encontrados pelos meios da diplomacia, na forma do diálogo entre os povos civilizados.  

 Brasília, em 19 de janeiro de 2025

sábado, 18 de janeiro de 2025

Perseguição?

 

Conforme vídeo que vem circulando nas redes sociais, é feita apologia à violência, com o infeliz aconselhamento de boicote às lojas pertencentes à irmã do general carrasco dos brasileiros que participaram do movimento de 8 de janeiro.

Trata-se, à toda evidência, de ideia extremamente radical, desumana, cruel e sem fundamento, absolutamente sem a menor plausibilidade, em termos de justificativa razoável, por conta da falta de provas de que ela tenha participado de algo criminoso contra a sociedade, a merecer represália como forma de punição.

Na atualidade, é notório que tanto se reclama por justiça, em respeito aos princípios democráticos, em especial com relação ao tratamento isonômico previsto na Constituição, como forma de preservação da dignidade humana, que foi exatamente o contrário como teria procedido o monstruoso militar, ao participar diretamente da mais injusta prisão de inúmeros compatriotas inocentes, que não cometeram crime algum, segundo os ditames jurídicos vigentes.

Pois bem, a busca por justiça, como forma de se exigir severa punição para o ato de selvageria e desumanidade, deve visar exclusivamente quem agiu com sentimento de dolo e perversidade, ou seja, quem causou a desgraça para muitos brasileiros inocentes e indefesos.

Agora, qual teria sido o real crime praticado pela irmã do militar, para merecer ser tão cruelmente perseguição, a ponto de tentar mobilizar a sociedade para boicotar os negócios dela, causando-lhe enormes prejuízos sem causa alguma a justificar tamanha perversidade?

Acredita-se que tal iniciativa seja perfeitamente pertinente, à vista de alguém ter tido ideia bastante pertinente, caso essa senhora tenha realmente participado direta e juntamente com o bárbaro militar, irmão dela, do ato insano, que merece sim ser boicotada, com o devido rigor, à míngua de outra melhor maneira de penalizar por tão grave crime causado à sociedade.

Não obstante, caso a irmã do militar não tenha participado de absolutamente nada, fica visivelmente caracterizada gigantesca injustiça, em prejudicar os negócios lícitos e honestos dela, cuja atitude constitui nítida forma recriminável e inadmissível de crueldade contra pessoa inocente, por nada haver contra ela, muito menos penalizá-la por apenas por ela ser família de um desprezível e horrendo militar, que desonrou a farda que ele passou a ser indigno de vesti-la.

Nessa injusta e cruel tentativa de se prejudicar pessoa inocente, vem à baila a ideia de se indagar, à luz dos sentimentos de consciência humana, qual a culpa da família se alguém dela praticar assassinato ou qualquer crime grave contra à sociedade?

Toda família ou parte dela vai ser incriminada, para fins de julgamento ou somente o criminoso precisa pagar por seu ato doloso?

Na minha opinião, só o criminoso responde por seus atos, salvo se comprovada a participação de alguém da família como coparticipante do crime, que devem ser julgados pela autoria do ato doloso.

Enfim, essa deplorável tentativa de justiçamento sem causa faz parte das desgraçadas ideologias predominantes, cujos seguidores simplesmente agem sem raciocinar nem se preocupar com as consequências danosas de seus atos, porque importa mesmo para eles é causar maldade e perseguição, em harmonia com a deprimente polarização, que tem latente na mente ingênua da crueldade e da vingança, como formas bestiais da marcação ativa e efetiva de simplesmente existir, mesmo atropelando os comezinhos princípios de civilidade e humanismo.

Apelam-se por que as pessoas se conscientizem, o mais urgentemente possível, sobre a importância da valorização dos princípios da racionalidade, do bom senso e da sensatez, tendo em conta a preservação dos sentimentos de justiça e civilidade.

Brasília, em 18 de janeiro de 2025

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

A saúde da visão infantil

         Têm-se visto grandes avanços na medicina oftalmológica, com o abrangente interesse na busca por tratamentos preventivos, terapêuticos e cirúrgicos visando à melhor proteção da visão humana.

Uma das preocupações nessa na área oftalmológica diz precisamente com a perda de visão acarretada por problemas no cérebro, conhecida como deficiência visual cerebral ou cortical, chamada, em inglês, pela sigla CVI, que é uma das causas comuns de cegueira e de problemas visuais em crianças.

Na opinião dos especialistas, o tratamento dos problemas relacionados com a CVI ainda tem sido muito limitado, devido às dificuldades para a identificação da doença, conforme tem sido o consenso no seio médico.

Diante desse contexto, cientistas do Children's Hospital Los Angeles, nos Estados Unidos da América, conseguiram descobertas importantes na busca do diagnóstico da doença e na melhoria do tratamento desse gravíssimo distúrbio de visão.

Uma pesquisadora do Centro de Visão do supracitado hospital, que é a principal autora do estudo, fez importante detalhamento sobre as pesquisas realizadas nesse assunto específico, que foi publicado na revista Ophthalmology, cuja conclusão sugere que “a CVI deve ser entendida como transtorno do neurodesenvolvimento, diferentemente da perda de visão quase total e permanente associada à cegueira cortical em adultos, geralmente causada por derrames, as crianças com CVI costumam manter alguma capacidade visual, que pode melhorar com o tempo devido à neuroplasticidade.”.

A citada pesquisadora escreveu que “A detecção precoce da CVI é fundamental para permitir intervenção precoce. Estudos sobre crianças com deficiência visual de origem ocular demonstram consistentemente ligação entre a deficiência visual e dificuldades na aprendizagem, desafios nos relacionamentos sociais e piora na qualidade de vida.”.

Um oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília declarou que “O diagnóstico dessa condição é muito complexo, principalmente nos primeiros anos de vida. Por isso, sempre ressaltamos a importância de levar o bebê ao oftalmologista, tanto aos seis meses quanto a um ano, com consultas anuais. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores as chances de tratamento e estimulação visual.”.

Tendo em conta o resumo contextualizado neste texto, pode-se observar que muitas cegueiras em crianças, algumas até definitivas, são estabelecidas por falta de maiores esclarecimentos à população e, principalmente, a falta de visita do bebezinho ao oftalmologista, exatamente diante da cultura generalizada de não se cuidar da visão mito cedo, logo nos primórdios de vida.

Nesse caso específico, torna-se muito importante que haja campanha por parte da saúde pública, das entidades de classe e também por organismos de defesa da visão humana, com vistas aos necessários esclarecimentos médicos à população, em especial das classes mais desassistidas, em termos da saúde primária, mostrando a importância da visitação precoce dos bebês ao oftalmologista, o mais cedo possível, a partir do sexto mês de vida, para possibilitar o diagnóstico e o tratamento de graves doenças da visão, evidentemente com a possibilidade de se evitar a cegueira.

Na verdade, medida nesse sentido tem objetiva primordialmente de se descobrir o mais cedo possível doença gravíssima e cuidar das suas causas, de modo a se evitar graves consequência de visão para a população.  

Enfim, apelam-se por que as mencionadas entidades públicas e privadas se encarreguem também da promoção dos relevantes serviços preventivos da saúde dos olhos das crianças, que são da maior importância para a prevenção e a proteção definitivas da boa visão dos brasileiros.    

            Brasília, em 16 de janeiro de 2025