quinta-feira, 21 de abril de 2016

São todos filhos de Deus


O papa apresentou aos fiéis documento intitulado “A Alegria do Amor”, onde ele pede aos sacerdotes do mundo que tenham mais compreensão com relação às famílias não tradicionais e aceitem os gays, as lésbicas, os divorciados católicos e outras pessoas que vivem em situações que a igreja considera "irregulares".
O extenso texto contém 256 páginas e oferece conclusões de dois sínodos (assembleias de párocos) sobre a família e objetiva, à luz da igreja, mudança na sua doutrina, por tentar reconhecer as diversas razões pelas quais os casais, segundo o contexto social e cultural, decidem conviver.
O pontífice disse que “Desejo, antes de mais nada, reafirmar que cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito".
O papa afirmou que a igreja não deve continuar a fazer julgamentos e “atirar pedras” contra aqueles que não conseguem viver de acordo com ideais de casamento e vida familiar segundo o Evangelho, embora o documento rejeita "os projetos de equiparação das uniões entre pessoas homossexuais com o matrimônio".
Em outro trecho, o papa disse que “Desejo, antes de mais nada, reafirmar que cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito, procurando evitar qualquer sinal de discriminação injusta e, particularmente, toda a forma de agressão e violência”.
O documento do papa demonstra o quanto a igreja ainda é preconceituosa, por reconhecer que existe no seu seio explícita e potencial discriminação à parcela de pessoas, para quem ele pede compreensão, como se elas fossem párias, privadas dos direitos sociais e religiosos, excluídas da sociedade somente porque defendem seus sentimentos, suas vocações, seus desejos e suas orientações pessoais, quando os princípios da igreja deveriam repudiar essa forma antagônica e de incompreensão, justamente porque o sentimento de acolhimento não combina com a imposição de qualquer forma de doutrinamento senão de viver com dignidade, sem preconceitos ou discriminação.
O líder da Igreja Católico, ao pedir que se valorizem as "uniões de fato" e reconheça os "sinais de amor" entre estes casais e que sejam "acolhidos e acompanhados com paciência e delicadeza", denuncia a resistência de sacerdotes às pessoas por ele indicadas.
Não à toa que o pontífice insiste em defender que a consciência individual deva ser o princípio capaz de orientar os católicos para a negociação das complexidades do casamento, da vida família e do sexo.
Enfim, o papa deixou claro que "Estas situações exigem um atento discernimento e um acompanhamento com grande respeito, evitando qualquer linguagem e atitude que faça com que se sintam discriminados, promovendo sua participação na vida da comunidade".
A princípio, constitui verdadeira heresia por parte do sumo pontífice, quando apela para que os sacerdotes do mundo aceitem os gays e as lésbicas, os divorciados católicos e outras pessoas que vivem em situações que a igreja considera "irregulares", como se ele e os demais membros da Igreja Católica tivessem o dom supremo de julgar as pessoas, ainda não tivessem nenhuma mácula e fossem os donos da verdade, na face da terra.
A lição do papa deixa muito claro o distanciamento da Igreja Católica dos verdadeiros filhos de Deus, que não podem ser classificados por classes sociais nem estigmatizados pelo simples fato de ter opção sentimental, psicológica ou comportamental, porque o próprio Deus não preconizou tamanha brutalidade, irracionalidade, em termos condicionantes das pessoas por meio das suas convicções de vida, à luz dos ensinamentos bíblicos, segundo os quais o homem tem a capacidade do livre arbítrio, que o faz dono e senhor de seus sentimentos, como forma capaz de satisfazer suas necessidades sobre a construção do amor e da felicidade.
O que deve prevalecer é realmente a vontade de Deus, que é incutida no sentimento das pessoas, que têm o direito de viver segundo às suas convicções pessoais que proporcionam satisfação. Essa questão de tolerância é coisa ultrapassada, porque ninguém deve ficar sujeito ao que outros pensam sobre aquilo que não lhe diz respeito.
Os ensinamentos bíblicos dizem que o ser humano vive para o amor e a felicidade e é isso que importa, sem essa de tolerância por ser o que for, porque todas as criaturas são filhas do mesmo Deus e devem merecer tratamento recíproco de igualdade, respeito e dignidade humanos.
A Igreja Católica tem a sublime missão de enxergar as pessoas apenas como ser humano que tem sentimentos e deve viver segundo a sua conscientização sobre de efetivos desejos que tragam harmonia, amor, paz e felicidade para elas, independentemente do que pensa, sem o direito de julgar, quem deve apenas cuidar e realizar seu trabalho de evangelização, que tem como princípio primordial a união e a pacificação em torno do atingimento do bem comum, como forma da disseminação da caridade, da fé e dos ensinamentos oriundos do mestre Jesus Cristo. Acorda, Vaticano!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 21 de abril de 2016

quarta-feira, 20 de abril de 2016

O encontro em Natal


Neste dia 16 da graça de Deus, entre céu de “Brigadeiro” e nuvens lacrimejantes de água abundante, reuniram-se, em Natal/RN, os invejáveis e maravilhosos “velhinhos“ da entusiástica Turma 162 da Escola de Especialistas da Aeronáutica, com o especial propósito de consolidar cada vez mais a bonita união e a camaradagem que se fortalecem entre eles, ano após ano.
Como sempre, o evento é cercado de enormes expectativas e ansiedades quanto ao comparecimento de notáveis amigos que deixaram bem para traz rica e importante história de amizade, camaradagem e até segredos, evidentemente impossíveis de revelação, que datam dos áureos tempos de aprendizagem na tão amada, inesquecível e uma das mais respeitadas e importantes unidades de ensino militar, cognominada carinhosamente e com merecida justiça de Universidade Federal de Pedregulho, ante a sua simbologia como aquela que foi capaz de formar estes devotadas, bravos e honrados homens que aqui, nesta festiva solenidade comemorativa do 43º ano de nosso ingresso no portão principal daquele educandário, apresentam-se com entusiasmo, euforia e extrema disposição para o desfrute de mais um momento de revitalização das energias e memórias que remontam aos idos dos anos de 1973 e 1974.
São marcantes os momentos de mútua apresentação e cumprimentos entre os amigos de longa jornada, iniciada ainda no alvorecer das atividades na EEAer, constituindo, sem sombra de dúvida, a parte nobre do reencontro, onde chega a ser inexplicável e inenarrável a incontida explosão de alegria, emoção e satisfação, notadamente quando os protagonistas não se viam há mais de quarenta anos, quando, em muitos casos, as lágrimas fluem abundantemente, em demonstração da incontrolável emoção, como prova do puro sentimento de sublime satisfação pelo tão ansiado novo encontro, que serve como marco inicial para o desenrolar de longas e intermináveis conversas, que somente se interrompem com a despedida, para ter continuidade possivelmente no próximo encontro.
Impende também ser destacado o ingente esforço, em especial, dos abnegados irmãos Américo, D’Ávila, Hertz, Pontes e aqueloutros, inclusive do Cel Kenzo (salvo engano), que nos brindaram com recepção excelente e de elevado nível, certamente compatível com a importância dos participantes.
Por certo, é absolutamente impossível que exista outro local tão absurdamente maravilhoso como aquele onde foi realizado o principal evento do encontro, exatamente à baixa de estonteante paisagem emoldurada pela mãe natureza, onde a tela é composta por belíssimo mar, que simplesmente escandaliza por suas incomparáveis formosuras naturais, de encantamento que ajuda a se compreender que ainda existem paraísos terrestres.   
Em harmonia com o elevado nível da comemoração em apreço, que objetiva propiciar, em especial, confraternização entre companheiros de árdua jornada, houve farta distribuição de bebidas, petiscos, oferecidos antes do maravilhoso e especial almoço, que seguiu rigorosamente o cardápio próprio da sempre querida “terrinha”, sendo o prato principal composto por arroz integral com leite, feijão verde com queijo coalho, carne de sol assada e camarão ao molho, ou seja, comida para matar de inveja – se ainda tivesse vivo – o melhor e mais famoso “comelão” da história das terras tupiniquins, o célebre monarca Dom João VI, que, segundo dizem, se empanturrava da boa e farta mesa da Corte, enquanto, tal como ainda acontece nos tempos atuais, a pobreza morria de forme.
À toda evidência, o encontro em Natal passa para a história como aquele em que os eventos e os contatos com os companheiros de bancos escolares na EEAer, com destaque para aqueles que deram a honra do seu comparecimento de surpresa, obviamente para torná-los ainda mais interessantes, justificando, de forma extremamente satisfatória e convincente, a sua realização, inclusive diante do sacrifício e do esforço, tanto de seus devotados responsáveis pela programação e execução das penosas atribuições inerentes à organização, como dos próprios participantes, que se deslocaram de locais muitas vezes extremos do país, para prestigiar com a sua presença o tradicional encontro, que já se transformou em programa absolutamente obrigatório e imperdível, pela magnífica possibilidade de reflexão sobre a nossa nobre história de vida, desde a fase inicial, que teve significativa importância em nossas vidas, até os dias atuais, com a certeza de que Deus propiciou para os irmãos da Turma 162 os melhores caminhos, que são, com toda justiça, comemorados com enorme satisfação, neste momento.
Não poderia, jamais, deixar de registrar o ingente esforço de nossos brilhantes músicos, na liderança do maestro Alvimar, com a indispensável participação dos musicistas Andrade e Ferrugem, este inusitado baterista de um instrumento só, que deram show de apresentação, brindando-nos com lindas canções nacionais e internacionais centradas na época dos memoráveis tempos da saudosa Escola de Especialistas.   
Como justo preito de reconhecimento, convém que sejam ressaltadas as belezas que maravilhosamente são disponibilizadas às pessoas pela natureza da capital potiguar, representadas por deslumbrantes praias, dunas e demais componentes harmoniosos da natureza, em cuja ocasião elas compuseram lindos quadros para o nosso deleite, as quais ficam registradas em nossas memórias como verdadeiro presente do Criador.
Diante do proveitoso convívio com os companheiros, da eficiência da organização do evento e especialmente da oportunidade do estreitamento dos contatos com diletos amigos, o registro sobre o evento se impõe como forma de materializar em palavras a plena satisfação dos participantes, em reconhecimento e agradecimento, que se traduzem em verdadeiro estímulo para que os próximos encontros sejam realizados com o mesmo ou maior brilhantismo como houve aqui em Natal.
Com a reafirmação dos agradecimentos de quem valoriza e incentiva a realização dos encontros dessa magnitude, que possibilitam a importante aproximação física dos amáveis “velhinhos” (e de seus familiares) da Turma 162 da Escola de Especialistas da Aeronáutica, o momento é de muito júbilo pelo reconhecimento da sua efetivação, diante da sua suma importância como forma de melhor representar o apreço e o carinho, por meio da confraternização, de amigos que se prezam, quanto mais o tempo passa.  
Com meus eternos agradecimentos e até breve...
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 16 de abril de 2016

quarta-feira, 13 de abril de 2016

A caótica situação


O influente e maior jornal norte-americano New York Times dá principal destaque na sua capa, em reportagem de página inteira sobre a caótica situação por que passa o Brasil, com a afirmação de o país caiu em uma ampla "teia de corrupção", que alimentou as crises política e econômica.
Na capa, constam as fotos da presidente brasileira, do ex-presidente da República petista, do juiz que comanda a Operação Lava-Jato e do senador ex-líder do governo, como figuras que ilustram quase a metade da capa do jornal.
A extensa e circunstanciada reportagem aborda com detalhe a prisão do ex-líder do governo, fazendo alusão à trama que muito se assemelha aos filmes da famosa Hollywood, com a narrativa do episódio muito arquitetado para a efetivação da fuga de ex-diretor da Petrobrás, que não poderia revelar os meandros das falcatruas e dos esquemas de ladroagem montados dentro da estatal.
O jornal diz que o depoimento do senador que implicou o ex-presidente e a presidente, tendo dado início ao agravamento da crise política no Brasil.
A reportagem descreve que as investigações da Operação Lava-Jato contribuíram para a prisão de mais de 40 importantes políticos, empresários e executivos, tendo ressaltada a existência de lista de envolvidos no escândalo.
O Times disse que "Estudiosos dizem que o escândalo de corrupção está entre os de maior alcance nos países em desenvolvimento".
A reportagem ressalta que o agravamento das crises que grassam no país contribui para piorar a situação política no momento muito difícil do Brasil, que tende a se complicar ainda mais à vista da proximidade da Olimpíada, do agravamento da epidemia do vírus zika, da forte recessão econômica e do aumento do desemprego.
O jornal disse que o ex-líder do governo teria afirmado, por ocasião da sua delação, que "Estou fazendo minha parte para ajudar a República".
O Times frisa que a delação do senador piorou em muito a situação política da presidente do país, que passou a ficar desconfortável, embora depois do depoimento em apreço houve verdadeira escalada da crise. Em entrevista, o senador teria comentado que "Eu estraguei tudo, então descobri que precisava de uma chance de fazer as coisas certas de novo".
A reportagem põe em destaque a importância do papel do juiz federal de Curitiba, pelas destemidas e corajosas decisões de ordenar a prisão de pessoas poderosas envolvidas com a corrupção e ainda de ter contribuído para estimular as delações premiadas, que resultaram nas investigações positivas de muitos casos objeto da Operação Lava-Jato, tendo chegado até ao todo-poderoso do partido do governo.
A reportagem também descreve o imbróglio que envolve a nomeação do ex-presidente para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, seguida pela bombástica divulgação autorizada pelo juiz da Lava-Jato de áudios de conversas telefônicas comprometedoras.
Não há a menor dúvida de que é bastante crítica a situação político-administrativa do Brasil, que teve o infortúnio de ser comando por pessoa cujos atos se tornaram completamente incompatíveis com os princípios da competência e eficiência, conforme mostram os resultados da sua gestão, que foram progressivamente passando por processo degenerativo, a ponto de se poder concluir que o país se encontra paralisado pelo poder maléfico da recessão, que contribuiu para contaminar os processos produtivos, o emprego, o salário dos trabalhadores, a arrecadação, enfim, os mecanismos capazes de estimular a volta do crescimento e da prosperidade, diante da falta de credibilidade que tomou conta do país e do exterior.
A verdade é que a presidenta teve enorme insucesso no primeiro mandato e não conseguir encontrar o caminho que pudesse contornar as graves crises advindas do passado, uma vez que os ajustes fiscal e econômico não surtiram os efeitos esperados para a solução dos problemas estruturais e conjunturais, que exigiam medidas eficientes e eficazes que jamais aconteceram, justamente pelas incapacidade e falta de vontade e condições políticas para a realização de reformas com vistas ao aperfeiçoamento e à modernização das políticas obsoletas e ultrapassadas que ainda persistem atravancando as indispensáveis mudanças na administração do país.
          É óbvio que os esquemas de corrupção na Petrobras contribuíram para potencializar as crises existente no país, mas eles, segundo as investigações e os delatores, tiveram significativa participação do Palácio do Planalto, de onde originaram as medidas com vistas ao aparelhamento da estatal, por meio de diretores indicados por partidos políticos, a exemplo do PT, PMDB e PP, que cuidaram de desviar dinheiro por intermédio de contratos superfaturados.
O mar de lama que foi transformada a República brasileira, cujo quadro lamentável vem sendo mostrado com muita fidelidade pela imprensa internacional, depõe de forma bastante negativa contra a imagem do Brasil, que cada vez mais perde credibilidade e oportunidade de negócios mundo afora, refletindo de maneira muito prejudicial para os interesses dos brasileiros.
Tudo isso demonstra que o país realmente chega ao fundo do poço, se é que ainda existe poço nas terras tupiniquins, com capacidade para suportar tanta sujeira e bastante falta de competência para se evitar que a situação tivesse passado por terrível degeneração, em tão pouco tempo.
O Brasil não merece passar por situação tão degradante como a atual, em que as crises ética, social, política, econômica, administrativa etc. atingiram seu grau máximo e o mais grave é que não se vislumbra, mesmo que minimamente, qualquer iniciativa por parte do governo em contraposição ao desastre da administração do país, salvo as desesperadas e espúrias negociatas de cargos públicos, com a finalidade de livrar a pele da presidente do impeachment.
É evidente que, se efetivado o afastamento da presidente, a medida poderia funcionar como importante tentativa passível de mudança do status quo, que tem sido de extremo malefício para os interesses nacionais, uma vez que a continuidade do governo não garante, em curto ou médio prazos, a retomada da credibilidade quanto à sua gestão, que já se tornou símbolo de estrondoso fracasso e de seguidos insucessos, à vista, em especial, dos péssimos resultados das políticas econômicas e dos exacerbados conchavos para assegurar a perpetuidade do poder e da absoluta dominação da classe política, em torno desse processo contrário à salutar alternância de poder, que tem sido prática visivelmente na contramão da história dos países sérios e democraticamente desenvolvidos. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 13 de abril de 2016

A exigência da serenidade


Segundo reportagem publicada pela revista IstoE, o Palácio do Planalto foi tomado por forte tensão e completa desorganização depois que a presidente do país foi acometida por constantes crises de explosões nervosas, em visível descompasso com a realidade do momento político do país.
A revista diz que, a par das gravíssimas crises moral, política e econômica, a presidente não demonstra possuir condições emocionais para conduzir o governo, à vista da intensificação da descompostura presidencial, que está cada mais deixando os assessores palacianos igualmente aturdidos e alvoroçados, mesmo aqueles já acostumados com tal atitude, que tem sido cada vez mais imprevisível às vésperas da votação do impeachment pelo Congresso Nacional.
Observadores relatam que a petista “está irascível, fora de si e mais agressiva do que nunca. (...) Na última semana, a presidente mandou eliminar jornais e revistas do seu gabinete. Agora, contenta-se com o clipping resumido por um de seus subordinados. Mesmo assim, dispara palavrões aos borbotões a cada nova e frequente má notícia recebida. Por isso, os mais próximos da presidente têm evitado tecer comentários sobre a evolução do processo de impeachment. Nem com Lula as conversas têm sido amenas. Num de seus acessos recentes, Dilma reclamou dos que classificou de ‘traidores’ e prometeu ‘vingança’. Numa conversa com um assessor, na semana passada, a presidente investiu pesado contra o juiz Sérgio Moro, da Lava Jato. ‘Quem esse menino pensa que é? Um dia ele ainda vai pagar pelo que vem fazendo’”.
A informação sobre a “delação definitiva” por executivos da empreiteira Odebrecht, segundo relato de testemunha, deixou a presidente tão nervosa que ela foi capaz de avariar móvel de seu gabinete, com o sonoro embalo de muitos xingamentos.
A reportagem menciona que, na tentativa de controlar as crises, tem havido constância na prescrição de remédios controlados para a presidente, os quais estão sendo ministrados desde a abertura do processo de impeachment contra ela e um dos medicamentos tem aplicação contra a esquizofrenia, embora o seu efeito seja calmante, mas observadores entendem que os medicamentos nem sempre apresentam eficácia, à vista das reiteradas agressões de inconformismos.
A revista relata episódio em que a presidente, depois de forte turbulência que desestabilizou a aeronave, teria invadido a cabine do piloto aos berros, dizendo para o comandante: “Você está maluco? Vai se f...! É a presidente que está aqui. O que está acontecendo?”.
Na verdade, o principal objetivo da presidente é continuar, mesmo em meio às loucuras e aos desertos que tem sido a sua gestão, no comando da nação, a todo e qualquer custo e, se logrando êxito no seu intento, ter condições de revidar com punição, ao seu modo de agressividade, aqueles que tenham sido considerados por ela seus ferozes inimigos e opositores, com destaque para os congressistas.
          Na atualidade, a mais importante tática que demonstra potencial desespero do governo tem a face do oferecimento de cargos em ministérios e empresas estatais e da liberação de emendas, na tentativa de angariar apoio à sua dificílima causa, não se preocupando com os limites já ultrapassados das contas públicas e muito menos com os rigores da fiscalização pelos órgãos de controle, a exemplo do Tribunal de Contas da União.
No auge do desespero, não obstante as reiteradas e destruidoras mentiras disseminadas na campanha eleitoral, a presidente teve a insensibilidade de dizer, diante de inflamada plateia preparada para ouvi-la, que estava percebendo focos de verdadeiro “nazismo” no país, quando os discursos tipicamente nazistas foram iniciados pelo todo-poderoso, com a incitação do “nós contra eles”, tendo o ministro da Secretaria de Comunicação Social vaticinado: “Nós vamos baixar o tom ou esperar o primeiro cadáver?”, sendo que as provocações do presidente do PT e de um coordenador do MTST são autoexplicativas quanto à forma truculenta de não aceitação da realidade dos fatos, quando disseram, respectivamente, “Queremos a paz, mas não tememos a guerra.” e “Não haverá um dia de paz do Brasil”, em clara e induvidosa forma de adoração às ideologias nazistas de ser, que foram integradas ideário do partido.
Os fatos mostram, à luz dos frequentes e inusitados encontros e reuniões acalorados, organizados estrategicamente em recintos nobres do Palácio do Planalto, com movimentos sociais, classes profissionais, artistas, intelectuais e pessoas assemelhadas, que a presidente do país pode ter sucumbido ao teste do bom senso, da moderação e da civilidade, vez que são normais, por parte dela, surtos de agressividade, seguidos de destemperos, em clara insinuação que levam à negação da realidade, dando a entender que ela se encontra desnorteada e completamente fora da normalidade de equilíbrio, a denotar a sua plena incapacidade para comandar o país com a importância do Brasil, que exige serenidade, ponderação e maturidade políticas, como forma de contribuir para o aperfeiçoamento da democracia. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
          Brasília, em 13 de abril de 2016

Menosprezo à dignidade


A presidente da República, em claro gesto de desespero, resolveu subir o tom no discurso, no Palácio do Planalto, para artistas e intelectuais contra o impeachment, tendo comparado o clima de intolerância vivido no Brasil atualmente ao nazismo.
Na ocasião, a petista fez crítica à médica gaúcha que deixou de ser pediatra de uma criança porque a mãe dela é petista e afirmou que as pessoas não devem ser marcadas pelo que pensam, porque os brasileiros nunca tiveram "esse lado fascista".
Ela afirmou que “Outro dia, uma pessoa me disse que isso parece muito com o nazismo. Primeiro você bota uma estrela no peito e diz: é judeu. Depois você bota no campo de concentração. Essa intolerância não pode ocorrer.”.
Nesse ato, que tem sido denominado pela "defesa da democracia e da legalidade", o governo pretende consolidar a bandeira de que o impeachment é golpe e angariar mais seguidores em torno dessa linha.
Com esse propósito, a presidente disse que “Não se negocia aspectos da democracia. Nós sabemos que ela é um valor para todos nós aqui, que ela é fundamental para preservar, garantir e defender esse país, para fazê-lo um país de todos os brasileiros. Essa unidade que nós aqui construímos em torno do ‘não vai ter golpe’ vai ser uma das pedras fundamentais da retomada do crescimento e da reconstrução de uma sociedade melhor.”.
Em clara demonstração de desespero, a presidente tenta fazer o que a esquerda faz de melhor, que é se fazer de vítima para mostrar que o problema não é da sua alçada nem da sua responsabilidade, preferindo imputá-lo às "perseguições" e às "forças ocultas".
Veja-se que o PT foi um dos líderes do processo do impeachment do presidente alagoano, por considerá-lo constitucional, mas agora ele entende que processo idêntico é "golpe" aplicado ao governo de seu partido, ignorando plenamente que a inobservância às normas de administração orçamentária e financeira constitui crime de responsabilidade fiscal, como tal capitulado na legislação pertinente.
No caso da participação das pessoas ditas artistas e intelectuais, estranha-se que elas não tenham o indispensável discernimento sobre a percepção dos fiascos que tem sido a gestão do governo petista, as quais deveriam ter inteligência suficiente para distinguir a administração benéfica ao interesse público das políticas desastradas e prejudiciais ao bem comum, que têm sido corroboradas pela deliberação da presidente de ignorar a importância das normas constitucionais e legais, em especial as Leis de Responsabilidade Fiscal e de Diretrizes Orçamentárias.
A presidente se mostra absolutamente incapaz de entender a realidade dos fatos, que mostra que o seu governo se encontra no olho do furacão, por ter sido responsável pela condução do país nas piores crises da história política contemporânea, a par de contribuir para a impopularidade e a falta de credibilidade sobre todos os aspectos da administração do país.
É inacreditável e até chocante como artistas, intelectuais e outras pessoas consideradas estudadas e esclarecidas menosprezem a dignidade e a moralidade para acreditar e afiançar o governo que foi capaz de mentir grosseira e abundantemente na campanha para a sua reeleição e também de descumprir normas de administração financeira e orçamentária, contrárias aos princípios da ética, moral, legalidade e dignidade, que contribuem para degenerar os conceitos da nobreza que devem imperar nas instituições públicas.
Os fatos mostram que mentiras, mais mentiras, enganação, deturpação da verdade para os fanáticos, ingênuos, desinformados, ignorantes da vida real e da política e idealizadores de utopia são disseminadas por integrantes do PT, com a finalidade da dominação absoluta e da perenidade no poder, ou seja, o PT tem sido o partido que mais tem procurado distorcer a verdade e propalado a discórdia e a intransigência entre a sociedade, que também foi o governo que praticou a compra de votos com o dinheiro público e distribuiu, em nome da distribuição de rendas, "migalhas" aos mais humildes, pobres e mal informados, como forma de potencializar os escrachados populismo e caudilhismo, todos com o peso do degradante peso do viés eleitoreiro.
Impende se ressaltar que a presidente do país não se cansa de propagar que foi eleita pelo voto, observado o princípio democrático, como argumento para defender seu governo, mas não se pode olvidar que o responsável pelo maior extermínio humanitário também ascendeu ao poder por meio do sufrágio universal e nem por isso ele foi capaz de se livrar de ter sido um dos piores governantes do universo, que, infelizmente, foi também um dos maiores líderes que utilizou artistas, intelectuais e outras classes profissionais importantes como meio de propaganda para ampliação e aperfeiçoamento da poderosa máquina de propaganda do Estado, conquanto os artistas, concertistas, maestros que se recusaram a cooperar com o governo foram executados ou mortos nos campos de concentração. 
Os governos fracos e incompetentes somente conseguem se manter em pé por força de enormes e injustificáveis propaganda e publicidade, evidentemente financiadas com recursos públicos, que demonstram claras demagogia e hipocrisia, porque os fatos defendidos por eles não correspondem à realidade socioeconômica, a exemplo do que ocorre no país tupiniquim, onde artistas e intelectuais e outros ingênuos ainda acreditam em governo totalmente inepto e de comprovada ineficiência.
A história mostra que os maiores destruidores e assassinos da humanidade semearam o caos em seus países, conduziram as nações à anarquia generalizada, à falência econômica, à criminalidade endêmica, às doenças de toda ordem, aos roubos, aos desvios, às corrupções, para que pudessem se perpetuarem no poder, inclusive impondo a escravização de milhões de pessoas, enquanto os líderes vivem na opulência e no luxo incompatíveis com a realidade de penúria de seus países.
          Não é normal que haja discriminação e demonstração de intolerância, mas é extremo absurdo e nítida afronta às vítimas do nazismo a comparação daqueles que são contrários à corrupção, à incompetência, à destruição, aos traidores da pátria ao nazismo, como se a degeneração das instituições públicas brasileiras pudesse ser considerada apenas normal.
Os fatos mostram que a desastrada gestão da presidente deu causa à situação de extremo desconforto da sociedade, que se manifesta com a finalidade de despertar a sensibilidade e o bom senso das autoridades, que resistem à percepção de que a possível minimização das crises somente será plausível com o afastamento do governo, que já demonstrou plena incapacidade para encontrar o melhor caminho à resolução do grave impasse imposto pela falta de habilidade da presidente, que atira farpas ao vento, na vã tentativa de se eximir da culpa e da responsabilidade pela destruição do país. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 13 de abril de 2016

terça-feira, 12 de abril de 2016

A premiação à dignidade


A revista “Fortune”, uma publicação das mais prestigiadas dos Estados Unidos da América, apontou o juiz que comanda a Operação Lava-Jato, responsável pelas investigações sobre o escândalo do petrolão e das ações penais decorrentes, na primeira instância, como o 13º líder mais influente para transformar o mundo.
De acordo com a edição online da revista, existem 50 homens e mulheres que “estão inspirando outros a fazer o mesmo”, seja nos negócios, no governo, na filantropia ou na arte.
Sobre o perfil do juiz de Curitiba, a revista afirma que o magistrado é o principal protagonista de imitação em vida real brasileira de “Os Intocáveis”, em referência ao filme e ao livro que narram a perseguição ao gângster Al Capone (1899-1947), por ele acusar, enquadrar e condenar poderosos do esquema de corrupção que desviou bilhões de reais da Petrobras para os bolsos de políticos e ex-funcionários da estatal.
Na visão da “Fortune”, a presidente brasileira corre o risco de sofrer o impeachment e a reputação do ex-presidente da República petista está em farrapos, em decorrência das investigações em curso, sob o comando do mencionado juiz, que tem sido implacável contra os atos de corrupção.
Segundo a revista, a coexistência com a corrupção -- endêmica na América Latina -- pode se tornar hábito do passado, à vista do majestoso trabalho empreendido sob a liderança e o comando do competente e diligente magistrado.
A revista elenca nomes da maior respeitabilidade, em especial por conter importantes lideranças mundiais, entre elas citem-se a competente chanceler alemã, o carismático papa e famoso cantor que defende direitos humanos, mundo afora.
Não há a menor dúvida de que o mencionado juiz federal é realmente destaque maravilhoso pelo seu magistral trabalho à frente da Lava-Jato, que tem sido visivelmente fora da curva, em relação às atividades do Poder Judiciário, sendo agora objeto de justo e merecido reconhecimento internacional, pela importância dos resultados obtidos com as investigações abrangentes e aprofundadas, que estão sendo executadas por competentes equipes da Polícia Federal, Ministério Público Federal e a Justiça Federal.
 Não há dúvida de que a principal conquista da operação em apreço diz respeito ao fechamento ao cerco sobre a quadrilha que atuava no âmbito da gestão pública, totalmente livre e impune, em que pese o governo ainda ter a petulância de se gabar de ser o mais honesto de todos os tempos, quando os fatos investigados mostram a devassidão endêmica e sistêmica desvendada pelo bravo e destemido juiz ora laureado com prêmio internacional da mais expressiva valoração para um servidor público verdadeiramente de escol.
O trabalho do juiz da Lava-Jato é indiscutivelmente digno de reconhecimento e louvores por seu magnífico desempenho, servindo de esplendoroso exemplo não somente para seus pares, mas também para a legião de brasileiros tão desacreditada no trabalho nem sempre produtivo e eficiente da Justiça brasileira, que, por muito tempo, mereceu, com a devida justiça, críticas pesadas e apropriadas diante da morosidade, lerdeza e fadiga no julgamento das demandas que só acumulavam e prejudicavam a sociedade, que é, enfim, responsável pelo seu funcionamento.
É evidente que o aludido juiz não tem condições de salvar a pátria das enormes mazelas que grassam no país e tomaram conta das instituições públicas, permitindo que a administração pública seja desacreditada e malhada diante das precariedades dos serviços públicos prestado à sociedade, mas a sua demonstração do profícuo amor à causa da Justiça contribui sobremaneira para estimular o interesse, engajamento e enfrentamento dos gravíssimos problemas que têm um dos motivos de atraso do desenvolvimento socioeconômico.
O juiz de Curitiba demonstrou que tem força de caráter, coragem, inteligência e disposição para adotar importantes decisões com muitíssimo acerto e efetividade, a ponto de desagradar os poderosos empresários, políticos, advogados caríssimos, que não conseguem entender os reiterados insucessos de suas investidas e demandas, o que demonstra a correção das medidas judiciais adotadas pelo magistrado, que, sabiamente, emprega as melhores estratégias para a solução dos casos bastantes intrincados e complexos.
É pena que o juiz que comanda a operação limpeza e purificação da Petrobras faça esse esplendoroso trabalho no país como o Brasil, onde milhares de fanáticos e desinformados só têm condições para aplaudir e reconhecer as falsas lideranças que têm sido responsáveis pela degeneração das instituições públicas, pelo caos e pela destruição dos princípios da ética, moral e da dignidade na administração do país, dando a exata dimensão da pobreza cultural e moral de expressiva parcela dos brasileiros, que ainda se encontra no umbral da decadência moral e ainda está distante de perceber que esse atraso é prejudicial ao interesse nacional. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
          Brasília, em 12 de abril de 2016

Vazamentos oportunistas e seletivos?


Interlocutores do Palácio do Planalto vislumbram cenário político nebuloso nos próximos dias, diante de novas revelações oriundas da Operação Lava-Jato, que teria interesse em preparar ofensiva para atingir a presidente do país, exatamente na proximidade da votação do impeachment contra ela, que deverá ocorrer até o dia 17, no plenário da Câmara dos Deputados.
O Planalto teme que o juiz de Curitiba, além de promover vazamentos seletivos relacionados a delações premiadas, deflagre nova fase de investigações e decrete a prisão de ex-ministros da Casa Civil, que teriam sido denunciados, em delação premiada, pela empreiteira Andrade Gutierrez, que acaba de vir à tona, por terem contribuído para a estruturação de esquema de propina na obra da usina da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
Os empresários apontaram pagamentos da ordem de R$ 150 milhões em forma de propina, que correspondem a acerto de 1% sobre contratos, cujo dinheiro teria como destino acertado o PT, o PMDB e agentes públicos ligados aos dois partidos. Um dos ministros foi o coordenador da campanha da candidata do PT em 2010, enquanto a outra ministra era o braço direito da presidente petista, tendo assumido a Casa Civil quando a mandatária deixou o ministério para se candidatar à Presidência, pela primeira vez.
Os empresários da citada empreiteira também ressaltaram que o dinheiro doado legalmente às campanhas da petista, em 2010 e 2014, se originaram de contratos superfaturados, que foram celebrados com empresas estatais, inclusive a Petrobras.
Embora o governo tivesse rebatido as acusações, integrantes do Palácio do Planalto não negam que o conteúdo da delação em apreço reverteu o clima favorável à presidente na Câmara dos Deputados, que poderia garantir, na contagem palaciana, pelo menos 200 votos contra o impeachment, que foram reduzidos, num passe de mágica, ao número de 180.
O governo pretende criar uma espécie de “vacina” para imunizar e proteger a petista contra novas revelações, que nem precisa considerá-las negativas, porque todas são contrárias aos interesses do governo, que tem sido envolvido em quase todos os casos apurados pela Operação Lava-Jato.
Na verdade, a ideia do governo será tentar a criação de mecanismo de proteção da presidente contra novas revelações negativas que envolvam o seu nome, com a estratégia pronta de se agir rápido e não deixar nenhuma suspeita que surgir sem resposta à altura.
O duro discurso proferido pela presidente contra o que ela chamou de “vazamentos oportunistas e seletivos” envolvendo o governo é mostra de como o Palácio do Planalto vai agir, não deixando que nenhum fato possa servir de situação para se criar "um ambiente propício ao golpe", como a tropa de choque costuma chamar.
A presidente também determinou que o Ministério da Justiça promova medidas com vistas à apuração e a adoção de medidas cabíveis contra quem vazar informações pertinentes aos depoimentos da Operação Lava-Jato, sem embargo de medidas no sentido de se apelar ao Ministério Público Federal e ao Poder Judiciário que impeçam que investigações sigilosas possam ser repassadas à imprensa, no momento que antecede a votação do impeachment, na Câmara.
Não há a menor dúvida de que, se o Brasil fosse um país com o mínimo de seriedade, não precisaria mais, o mínimo que seja, de novas informações para massacrar e triturar a pó o governo e o grupo que se encontra no poder, sem terem a mínima credibilidade para o exercício de cargos que deveriam ser ocupados por pessoas dignas e nobres, à vista da quantidade astronômica de fatos pútridos e nauseabundos que já foram investigados e divulgados, que são mais do que suficientes e capazes de mandar todos para o espaço sideral, somente com a passagem de ida.
Com absoluta certeza, não há mais qualquer necessidade de que novos fatos sejam revelados, porque os casos já do conhecimento da sociedade sobre a podridão dos atos envolvendo o governo já ultrapassaram todos os recipientes suportáveis de corrupções e irregularidades, que são também mais do que suficientes para que os congressistas dignos e honrados, defensores da verdadeira causa pública, com decência e honestidade, formem juízo de valor sobre os astronômicos malefícios que esse governo vem causando à coisa pública, ao patrimônio da nação e aos brasileiros, além de desmoralizar por completo os saudáveis princípios da dignidade e da nobreza da administração pública.
Nunca o Brasil foi tão ultrajado com tanta violência como tem sido por esse governo impopular e desacreditado, que ainda tem a petulância de tentar se fazer de vítima, por considerar inconstitucionais os vazamentos sobre informações sujas, indignas e inadmissíveis em governos responsáveis e cumpridor de seus deveres constitucionais e legais, que deveriam, ao contrário, aplaudir quaisquer revelações sobre fatos incompatíveis com a verdadeira dignidade da administração do país como o Brasil, que tem a sua presidente sendo eleita, como foi agora, com expressiva votação, a nível mundial, como a pessoa mais desprezível e incompetente do planeta.
As pessoas que se colocam a favor desse governo, de sã consciência, não podem estar agindo em benefício do Brasil, porque os fatos mostram, com a maior robusteza, o tanto de casos irregulares prejudiciais aos interesses dos brasileiros, todos com origem no Palácio do Planalto, que foi de onde partiram as nomeações para o destruidor aparelhamento da principal empresa brasileira.
É indiscutível que a Petrobras teve seus cofres assaltados por quadrilha integrada por pessoas do PT, PMDB e PP, conforme mostram os fatos investigados e o pior de tudo é que o governo nada fez para impedir esse verdadeiro massacre com o patrimônio daquela estatal, mas a presidente do país mostra temor de que sejam reveladas possíveis informações bombásticas, quando os petardos já do conhecimento da sociedade são mais do que capazes e suficientes para destronar do poder a pior "plêiade" de homens públicos que ainda se bajulam como sendo os mais honestos da face da terra, quando os fatos denunciados permanecem sem as devidas e necessárias explicações e justificativas.
Esse governo é tão insensato e impudente que se preocupa ao extremo com a mera possibilidade de haver revelação de fatos irregulares, quando deveria se tocar, à vista dos princípios da ética, moralidade, legalidade, probidade e dignidade, que são da maior gravidade e indignidade os fatos em si, que precisam sim ser revelados, apurados e indicados os envolvidos, não importando quem eles sejam nem quais suas ligações com o governo, porque a sociedade exige que haja moralização do país, ressarcimento dos prejuízos causados ao erário e punição dos verdadeiros culpados, como forma de se contribuir como lição pedagógica e disciplinar, com vistas a se evitar fatos semelhantes no futuro. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
          Brasília, em 12 de abril de 2016