segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Ameaça sobre o quê?


A prestigiada revista britânica The Economist traz na capa da sua última edição o candidato à Presidência da República pelo PSL, escrito em português "Bolsonaro presidente",  e diz que ele é uma ameaça, não só para o país, mas para toda a América Latina.
O editorial foi publicado com o título "Jair Bolsonaro, a última ameaça da América Latina", a indicar que a revista analisa o momento atual do Brasil, tendo afirmado que "a economia é um desastre, as finanças públicas estão sob pressão e a política está completamente podre".
A publicação compara o brasileiro ao presidente norte-americano e afirma que, "se a vitória for para Bolsonaro, um populista de direita, o Brasil corre o risco de tornar tudo pior".
A reportagem diz que "Bolsonaro, cujo nome do meio é Messias, promete a salvação; na verdade, ele é uma ameaça para o Brasil e para a América Latina".
Aliás, não é de agora que aludida revista vem acompanhando as crises econômica, social e política brasileiras, quando se manifestava frequentemente no último governo petista, cujos fatores são apontados por ela para o crescimento nas pesquisas do presidenciável carioca.
O citado editorial afirma que "Os populistas recorrem a queixas semelhantes. Economia fracassada é uma delas -- e no Brasil a falha foi catastrófica. Na pior recessão de sua história, o PIB encolheu 10% entre 2014 e 2016 e ainda não se recuperou. A taxa de desemprego é de 12%".
A revista foi mais além, tendo dito, sem o menor pudor e de forma grosseira e deselegante para o seu nível, que, como líder nas pesquisas, o ultradireitista é "xerife sem noção".
É evidente que as notícias sobre a reportagem publicada com chamada de capa da mundialmente famosa revista The Economist são publicadas, na imprensa brasileira, em resumo do seu conteúdo, em que sobressaem apenas alguns tópicos, sem maiores detalhes sobre a essência dos fatos, dizendo que o presidenciável é ameaça para o Brasil e a América Latina, mas isso representa o extremo da irresponsabilidade, por não se esclarecer exatamente quais são as formas pelas quais as ditas ameaças vão se materializar contra especificamente o quê, deixando as dúvidas no ar, para quem quiser interpretar e isso é imperdoável para revista de renome, que tem a obrigação de primar pela objetividade e clareza das suas matérias.
Não se sabe se os detalhamentos dessa “ameaça” constam da matéria publicada diretamente pela revista, no caso, explicando cada motivação e a fundamentando para assegurar de que jeito vai se processar tal ameaça, elencando com o devido cuidado a inevitabilidade dela, em termos de responsabilidade de imprensa séria.
Constituem brutal e monstruosa leviandade críticas e acusações dessa magnitude, absolutamente desacompanhadas dos devidos fundamentos, pelos menos, na forma do noticiário publicado na mídia brasileira, que apenas faz menção ao fato de que o candidato ultradireitista é simplesmente uma ameaça, como se isso desse a certeza que os demais candidatos estão longe de ser ameaça sequer ao Brasil, quando se sabe perfeitamente que existem outros candidatos potencialmente capazes de ameaçar os interesses dos brasileiros, principalmente quanto à incompetência e outras faltas de cuidados e zelos para com a coisa pública, o patrimônio dos brasileiros, cuja colocação à prova já deixou seus rastros na experiência desastrosa de governos recentes, que conseguiram destroçar o patrimônio da principal empresa petrolífera brasileira, mas, mesmo assim, tem candidato da mesma agremiação que ainda pretende retornar ao poder.
O que se percebe, diante da notoriedade, é que a revista britânica foi muito infeliz em escolher somente um candidato para acusá-lo sem ter prova nem fundamento para tanto, quando ela teria o dever de bem informar, sem qualquer questionamento, de demonstrar análise e avaliação completas e amplas sobre o histórico político de todos os candidatos, em se tratando de processo eleitoral com ampla repercussão no mundo, além da indiscutível participação de outros candidatos de ideologias centrista e esquerdista, fato este que evidencia clara discriminação para com o candidato focado por ela, que é o líder das intenções de voto.
É até possível se imaginar que a candidatura do presidenciável fluminense possa inclinar-se para governo mais aproximado da linha militarizada e isso tem algo que pode suscitar dúvidas e incertezas, diante da falta de definição detalhada quanto à execução dos planos estratégicos de seu governo, mas já se sabe, de antemão, que a sua centralidade de ação será mesmo o ferrenho, intenso e corajoso combate à bandidagem que tomou conta do Brasil e isso, por certo, tem o condão de contrariar a linha político-ideológica de muitos homens públicos que preferem a banalização da criminalidade e da impunidade, como forma de se manterem sólidos no poder.
Por seu turno, na outra extremidade, muitos brasileiros já acostumados com as “benesses” e as denominadas pseudoconquistas sociais vislumbram o eventual retorno do principal partido de esquerda ao poder, que pode ter o infeliz e inexorável destino a transformação do Brasil em uma destroçada Venezuela, por se tratar de agremiação declaradamente apoiadora das ditaduras de Cuba e desse país, em cuja ideologia se assenta a defesa do controle social da mídia e do emprego da violência, principalmente no campo, por movimentos sociais e principalmente da intransigência à regular aplicação do ordenamento jurídico, a exemplo do recente impeachment e da prisão do seu líder maior, que são chamados de “golpe”, quando, em ambos os casos, o império da constitucionalidade esteve presente, segundo a chancela do Supremo Tribunal Federal, que tem se manifestado rigorosamente pela legitimidade dos procedimentos até então adotados, o que afasta qualquer suspeita de golpe, que tem como fonte justamente o desprezo à Constituição e às leis do país.
Os exemplos acima são pequenos detalhes como a revista teria sido de maneira parcial e injusta na sua análise de apenas tratar a situação de um candidato, quando os eleitores, em termos de espírito democrático, que a revista britânica sabe muito bem o que seja isso, não se satisfazem somente com as pauladas dadas com imperdoável violência apenas no lombo do candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto, dando a impressão de que se trata de matéria questionável, sob vários aspectos ínsitos dos princípios civilizatórios e democráticos.
A depender do anglo de quem precisa avaliar o momento político-histórico brasileiro, pode facilmente tirar as suas conclusões quanto aos possíveis riscos que o país terá que enfrentar nessa tão disputada campanha eleitoral, em que é possível que o candidato ultradireitista possa ser ameaça ao Brasil, à América Latina e ao mundo, mas não deixa de haver monstruosa injustiça contra ele e os brasileiros que os demais candidatos não tenham sido igualmente avaliados pela prestigiada revista, com aplicação dos mesmos critérios e pesos usados.
É preciso que a verdade e a mentira sobre um candidato sejam ditas igualmente com relação aos outros presidenciáveis, porque certamente eles também podem ter potenciais predicativos de ameaças maléficas como comandantes dos brasileiros, que estão igualmente correndo sérios riscos, certamente por diferente terrível maneira de governabilidade, caso em que a revista também tem a sua parcela de culpa por sua imperdoável omissão quanto a estes, em clara demonstração de injustiça e parcialidade, cuja atitude não condiz com a sua competente linha editorial.
Convém que também sejam mostrados os defeitos e as qualidades de cada um dos demais presidenciáveis, incluindo e especificando, se for o caso, o grau de ameaça aos princípios democrático e republicano, com as respectivas avaliações, de forma responsável e justa, sobre os predicativos e as falhas inerentes eles, todos passando pelo mesmo crivo de avaliação imparcial e criteriosa, porque, do contrário, poder-se-ia se inferir que a matéria em apreço tem cunho tendencioso e antidemocrático, exatamente por não refletir a real situação político-eleitoral brasileira da atualidade, diante da sua importância para a definição do voto consciente dos brasileiros. Acorda, Brasil!
Brasília, em 24 de setembro de 2018

domingo, 23 de setembro de 2018

À busca do estadista?


Em campanha eleitoral na cidade de Goiânia, capital de Goiás, o candidato do PDT fez discurso, frise-se, tendo como principal objetivo o combate ao “militarismo”, ao “radicalismo” e à “cultura do ódio”.
Não obstante, na conclusão do seu pronunciamento, o mencionado candidato atacou, de forma extraordinariamente violenta e insensata, o candidato que se encontra hospitalizado e é o líder das intenções de voto, segundo as pesquisas pertinentes, com xingamento duríssimo, que não condiz com os comezinhos princípios de civilidade e racionalidade.
Segundo o jornal O Globo, a ofensa do presidenciável pedetista ocorreu depois que um suposto apoiador do presidenciável carioca ter subido em um carro de som ao lado do carro do pedetista, que, incontinenti, chamou o ex-capitão de “nazista filho da p...”.
O presidenciável pedetista teria afirmado “O que é isso aí? Uma camiseta? Me dá aqui. Olha o que é a cultura de ódio. Um bobinho, que não tem culpa de nada, acabou de criar uma confusão trazendo uma camisa do adversário aqui dentro. Por quê? Porque, por ele, fanático como é, que nem o doido que enfiou a faca nele, acha que política deve resolvida assim. Paciência com ele. Tenham paciência com ele. Ele não é culpado de nada. Ele é só vítima desse nazista filho da p...!”.
A referida camiseta tinha desenhado o número 17, que vai figurar na urna, representando o presidenciável fluminense.
Em termos de violência, parece que já está bastante evidenciado quem tem sido vítima da efetiva violência, inclusive com a maior delas, que foi a agressão contra a sua vida, e agora com essa fragorosa atitude absolutamente despropositada e insensata do pedetista, a mostrar que as recrimináveis violências e agressões têm servido apenas como estopim para a implosão do radicalismo” e da “cultura do ódio”, que, de forma incoerente era combatida, evidentemente apenas da língua para fora, pelo autor de indesculpável violência verbal.
Em princípio, nos países sérios e civilizados, em termos políticos e democráticos, quem se propõe a ser presidente da República, para representar uma nação, um povo, além de mostrar possuir dignidade próprio de autêntico homem público de bem, honrado, educado, preparado como gestor público, precisa se preocupar com a apresentação, da melhor maneira possível, com a devida coerência com os conceitos de factibilidade econômico-financeira, de planos detalhados de governo, com embargo do sentimento degenerativo da tentativa de denegrir a imagem de adversários ao cargo, principalmente por motivo estritamente de competição eleitoral, porque isso apenas evidencia a sua personalidade de nível indiscutivelmente incompatível com a relevância da República.
Nos países com o mínimo de seriedade e civilidade, os candidatos se esmeram em se apresentar aos eleitores com a compostura digna e honrada à altura da relevância do cargo para o qual pretendem se eleger, além de mostrar ao mundo que têm absoluta consciência do que seja respeito aos seus adversários, que estão disputando em iguais condições o mesmo cargo.
É absolutamente inadmissível que qualquer candidato, por pior que seja a motivação, possa denigrir a imagem pública de seu concorrente, porque isso somente depõe negativamente por parte de quem desfere tamanha ofensa moral, diante da demonstração de que a sua formação pessoal, humanitária e de cidadania ainda não conseguiu alcançar o mínimo de civilidade necessária para ser representante de uma nação das grandezas econômica, política e social como a do Brasil, cujo povo já foi bastante vilipendiado e maltratado por governos assolados por mentiras, incompetências, precariedades, corrupção, entre tantas depredações político-administrativas que não condizem com a modernidade e os avanços da ciência e da tecnologia.
À toda evidência, os brasileiros já bem merecem ser comandados por estadista que, além de preparo para a gestão de recursos públicos, tenha as melhores condições de honradez, equilíbrio, sensibilidade, sensatez e principalmente compreensão do que seja o exercício do nobilitante cargo de presidente da República.
 Não se pode desconhecer que a primordial função do presidente do país é de dirigir os interesses dos brasileiros e não do pessoal integrante da sua facção que concorda com despropositados, desumanos e deselegantes xingamentos, absolutamente gratuitos e agressivos, nas circunstâncias, certamente feitos para agradá-la em troca de alguns votos, que poderiam ser muito mais expressivos se, ao contrário, a sua conduta como homem público fosse apenas de compreensão e respeito ao ser humano, diante do momento político, como forma de mostrar equilíbrio psicológico e controle da situação, em ambiente de serenidade como recomendável pela cartilha dos políticos dignos e honrados, para que eles, em reciprocidade, possam merecer o devido respeito como cidadão.
É evidente que a atitude de desprezo e agressão de candidato contra seu adversário político, na forma irracional e inconveniente como protagonizada pelo presidenciável pedetista, somente tem o condão de atrair alguns votos daqueles que apenas pensam igualmente como ele, mas, em compensação, muitos de seus eleitores e de outros indecisos, com a mínima conscientização sobre o conceito do autêntico estadista, que precisa prezar os princípios de urbanidade, civilidade e humanidade, como forma de natural liderança político-social, certamente que vão se distanciar de candidato que vem se consolidando como pessoa genuinamente coerente com o seu pensamento troglodita de agressividade, desrespeito ao seu semelhante e sentimento inconsequente quanto aos seus atos alienantes e abomináveis, como se isso fosse comportamento absolutamente natural e normal da civilização.
Convém que as pessoas percebam que a humanidade já ultrapassou, há séculos, a ignorância da idade paleolítica de incompreensão e de disputas territoriais, exclusivamente pela defesa da sobrevivência, estando agora na era das conquistas e da evolução a serviço e em benefício dos povos modernos e igualmente avançados, que precisam primar pelos sentimentos de compreensão, harmonia e amor, inclusive nas disputas político-eleitorais, em que todos precisam se conscientizar sobre a necessidade do respeito mútuo, como cristalina demonstração de que a evolução dos homens tem enorme importância para que as relações sociais sejam aperfeiçoadas e consolidadas, repita-se, também no seio dos políticos tupiniquins. Acorda, Brasil!
Brasília, em 23 de setembro de 2018

sábado, 22 de setembro de 2018

Carta à nação


A campanha do presidenciável do PSL anunciou que teria concluído documento, em forma de carta à nação, com os necessários esclarecimentos sobre o que são verdadeiro e falso sobre os fatos que estão sendo atribuídos ao candidato, que ainda se encontra hospitalizado.
          A aludida carta teria sido escrita por um general integrante da campanha do pesselista, cujo conteúdo é defendido por outros expoentes da campanha eleitoral.
Ao que tudo indica, a carta pretende não somente defender a pacificação do país, que se encontra engalfinhado em clima de confronto entre irmãos brasileiros, mas, em especial, acenar de maneira positiva para o mercado em geral, dando especial ênfase à necessidade da realização de imperioso ajuste fiscal.
Considerando o afastamento do titular da campanha eleitoral, pelas circunstâncias do acidente que ele foi acometido, é de suma importância a estratégia de se tentar ampliar votos no seio de segmentos onde o presidenciável ainda tem forte rejeição, como o eleitorado feminino e a região Nordeste, além da mobilização para se conseguir os votos dos eleitores que ainda estão indecisos.
Os integrantes da campanha estão na expectativa de que, com a recuperação do candidato, ele volte a produzir novos vídeos direcionados para esse público que ainda tem resistência ao candidato.
Nos últimos dias, a campanha do pessetista tem procurado evitar a incidência de erros e declarações polêmicas por parte da cúpula dos apoiadores, citando como exemplo a manifestação do economista principal, que teria falado sobre a recriação da CPMF, de terrível lembrança, cuja ideia despropositada foi prontamente rechaçada pelo candidato, com a afirmação que isso não é verdadeiro.
Diante de tantos palpites, sugestões e declarações nem sempre verdadeiros sobre o pensamento político do candidato presidencial pelo PSL, essa ideia da expedição de carta aos brasileiros, do próprio punho do titular da chapa, tem extraordinária relevância política e democrática, em termos de informação, porque ela passa a ser a cartilha em que vai ficar materializada a síntese do projeto de governo do líder das pesquisas de intenção de voto, que poderá se firmar ainda mais diante do conteúdo desse documento, que precisa transmitir ao povo o âmago do que realmente ele pensa em realizar no seu governo, além de afirmar, de forma categórica e definitiva, tudo aquilo que ele não pretende implementar na sua gestão, porque é exatamente assim como se procedem os homens públicos de índole democrática.
A carta precisa ser tão bem escrita quanto verdadeira, deixando muito claro para os brasileiros quais são os propósitos do candidato e seus principais planos estratégicos de governo, além de ainda esclarecer a sua real posição sobre a infinidade de acusações certamente de cunho maléfico, no sentido de que ele seria capaz de protagonizar na sua gestão, principalmente aquelas malignas acusações contrárias aos direitos humanos, que estão sendo marteladas na mídia, evidentemente com a finalidade de massacrar o sentimento de seus eleitores.
Em se tratando de documento à nação, seus termos precisam ser bastante claros, objetivos, diretos e incontestáveis, de modo a contribuir para a dissipação de toda espécie de movimentos que tentam desestabilizar a candidatura do ex-militar, com ilações absurdas e inverossímeis, que precisam ser imediatamente cortadas pela raiz, para que seus disseminadores sejam completamente desarmados, de vez que passem a prevalecer somente a verdade, com base exclusivamente nas palavras de quem precisa mostrar firmeza e solidez nos seus propósitos políticos.
Não há a menor dúvida de que o momento é absolutamente propício para a expedição de documento que tenha por objetivo deixar muito cristalina o que na cabeça de candidatado que tem sido alvo das piores manifestações com sentimentos maldosos, porque é certo que a oposição vem se estruturando justamente para lançar os piores ataques baixos e cruéis, em harmonia com seus planos maquiavélicos de destruição de candidaturas que estão se consolidando na liderança da campanha eleitoral, já se aproximando do seu término, no primeiro turno.
É preciso que o presidencial carioca lance à terra, ao mar e aos ares a sua rede de proteção da sua campanha eleitoral contra as garras perversas dos  contumazes destruidores de candidaturas, de modo que possa prevalecer somente a verdade que os brasileiros anseiam em saber há tempos, para ouvi-la e senti-la, considerando, em especial, a indústria de mentiras disseminadas, na última eleição presidencial,  por parte da candidata à reeleição, que tanto mentiu e não foi desmascarada a tempo para se evitar a vitória e o estrago, depois de feito, não tinha mais como ser saneado.
Não obstante, os prejuízos decorrentes dessa campanha chamuscada pelas monstruosas mentiras foram colocados nos ombros dos brasileiros, que tiveram que assumir o seu ônus, consistente no rombo das contas públicas e demais consequências desastrosas materializadas na trágica condução da economia, cujos indicadores foram capazes de conduzir o Brasil ao verdadeiro abismo.
Os brasileiros honrados e ansiosos por honestidade e sinceridade por parte de homens públicos sensíveis à prevalência de sentimentos dignos e verdadeiros na política, torcem para que a anunciada carta à nação traga no seu bojo os necessários e valiosos esclarecimentos e informações, por parte de quem pretende ser autêntico estadista, a ponto de mostrar a verdade sobre seus planos de governo  e de elucidar as dúvidas que permeiam a mente dos eleitores, que precisam se conscientizar de que o seu autor tem realmente as imprescindíveis condições de comandar o Brasil e transformá-lo em nação respeitada, moralizada e, sobretudo, administrada sob os saudáveis princípios da competência, eficiência e economicidade, em atendimento aos conceitos da democracia moderna e de República autêntica, quanto à independência e autonomia de seus poderes constituídos. Acorda, Brasil!
Brasília, em 22 de setembro de 2018

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Influência ilegítima do presídio

O candidato do PT à Presidência da República afirmou, em entrevista ao Jornal da Globo, que o seu crescimento recente nas pesquisas eleitorais não ocorreu só por causa do apoio do político preso.
Ele entende que, se "Fosse só isso, haveria transferência para todo lugar onde ele apoia – e não funciona automaticamente", embora ele reconheça que "obviamente o presidente Lula é quem mais encarna esse projeto". 
Trata-se de afirmação para lá de incoerente e desproposita, em termos políticos, levando-se em conta que as pesquisas realizadas anteriormente, quando o titular da chapa petista era ainda o todo-poderoso, o atual candidato, quando colocado na agenda da pesquisa, o muito que ele conseguia eram míseros 4%, diferentemente dos possíveis 16% referentes ao resultado de agora, o que significa que ele apenas tenta relativizar, de forma claramente desprezível, a participação do político mais importante do seu partido, não assumindo situação verdadeira que não tem como ser dissimulada, porque os fatos falam por si sós.
Esse fato não condiz com o que realmente vem acontecendo, haja vista que a imprensa já vinculou a transferência de votos à futura ingerência que o político preso certamente teria em eventual governo petista, dando a entender que o candidato seria apenas mero fantoche, pessoa mandada para cumprir ordens superiores, não tendo a menor personalidade como homem público, o que se confirmaria apenas os 4% de preferência do eleitor e que o restante pertence mesmo ao homem forte do partido.
Essa candidatura inventada pelo patrono do PT sinaliza para a indiscutível ideia de que tudo não passa da implementação de estratégico e maquiavélico projeto arquitetado pelo líder-mor, como forma de mostrar ao mundo o seu poder e a sua influência políticos.
Além do mais, esse projeto, que é basicamente concentrado na influência do principal político do PT, não passa de demonstração de que o partido pensa tão somente em plena e absoluta dominação das classes política e social, evidentemente na reconquista do poder e na perenidade nele, diante do malogro materializado com o impeachment da afilhada dele, que foi capaz de demonstrar extrema potencialidade de incompetência e ineficiência na administração do país, à vista, em especial, da condução desastrada e fracassada da economia, que apenas patinava, em enorme recessão.
Trata-se, na verdade, de quadro dantesco e surreal, em que um presidiário consegue manobrar de dentro da cadeia, de forma absolutamente patética, o processo político de seu partido, em evidente estado de desmoralização e decadência que isso deveria representar para o mundo civilizado e sério, em se tratando de atividades políticas que exigem o máximo de observância aos princípios da ética, moralidade, legalidade, honorabilidade, entre outros que não condizem com a representatividade de pessoa encarcerada, que tem enorme dificuldade para compreender o que sejam princípios ético e moral na política.
Por seu turno, o real sentido da segregação prisional funciona, na forma da lei, exatamente como isolamento do convívio social, ou seja, o mundo do presidiário se restringe ao que acontece exclusivamente na sua sela, que é precisamente para não acontecer absolutamente nada, em condições isonômicas com os demais presos, que não têm qualquer regalia, repita-se, de acordo com a legislação que rege o sistema prisional, que fala em cumprimento de pena e isso significa a perda dos direitos de cidadania, tanto nas cercanias do Brasil como do resto do mundo.
O político se encontra nessa lamentável situação justamente por ter praticado atos criminosos, assim entendido com a devida chancela do Poder Judiciário, que, por unanimidade de entendimentos jurisdicionais, deixou de reconhecer como juridicamente válidas as suas contraprovas sobre os fatos denunciados, na forma legal, tendo decidido pela aprovação de sentenças condenatórias, com a sanção de prisão pelo período de doze anos e um mês, pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Não importando, ao caso, que se trate de cidadão que demonstrava ser amante dos pobres, por ter entendido priorizar, na sua gestão, políticas voltadas para as famílias carentes de ajuda do Estado, entendido assim com o emprego de recursos dos contribuintes e não dele ou do seu partido, cujas medidas foram transformadas, de forma visível, em projeto eleitoreiro em potencial, conforme foi materializado na última eleição presidencial, onde foi constatado que municípios pobres, que são a maioria do Nordeste, deram quase 90% do total dos votos à candidata do partido do governo, sob a garantia da continuidade do Bolsa Família.
Pois bem, o que, na verdade, foi julgado precisamente pelo Poder Judiciário ato de corrupção perpetrado pelo mesmo homem que foi capaz de priorizar aquelas políticas sociais, em concomitância, segundo o veredicto da Justiça, com o recebimento de propina por ele, cujas acusações ele não conseguiu demover pelas vias legais oferecidas no curso constitucional e legal da ação condenatória, tanto é verdade que ele se encontra preso, em cumprimento de pena.
Os brasileiros precisam se conscientizar de que, sendo atos absolutamente distintos e diferentes quanto aos seus resultados, cada qual naturalmente com as suas motivações, é até possível se lamentar que político com as qualidades dele, vistas assim sob o prisma da parte beneficiada das ações sociais, porque, para os demais brasileiros, ele não fez nada de extraordinário, dissonante do que faria qualquer governante cônscio da sua responsabilidade pública, nas circunstâncias, na mesma situação dele, que era tão somente executar as políticas sociais de incumbência do Estado, tenha que passar por situação tão deprimente para o ser humano.
Não obstante, esse fato, por si só, por mais magnânimo que possa ser assim considerado, não tem o condão de isentá-lo de responsabilidade por seus atos na vida pública e muito menos de responder por eles, na Justiça, quanto mais na parte que não corresponda exatamente com os consagrados princípios da legalidade, moralidade, dignidade, lisura, entre outros que precisam ser observados, com o devido rigor, no exercício de cargo público eletivo.    
A verdade é que, no mundo moderno, com o mínimo de seriedade e civilidade políticas e democráticas, o povo compreenderia de pronto o real sentido da prisão imposta ao homem público, no sentido de que o fato em si demostra, de forma inexorável, que a sentença condenatória equivale dizer que o apenado perde seus direitos políticos e nem por compaixão ele teria condições para participar de quaisquer atividades de natureza política, diante da incompatibilidade de o fora da lei poder influenciar no processo político da maior importância para os interesses da nação, fato esse que põe por terra a tentativa de projeto que tenha a sua orientação ou a sua vontade política, diante de emanação de elementos completamente alienado, por força da lei, do processo político-eleitoral.
Embora venha sendo tratado como mero adágio popular, a verdade é que o povo tem o governo que merece e parece que seja o caso em comento, que teima a confirmar esse sentimento, quando o povo, mesmo sabendo que o político não se encontra apto politicamente, ainda demonstra apoio aos seus projetos políticos, que apenas têm como pano de fundo a pretensão de reconquistar o poder e potencializar as políticas meramente populistas, sem a menor preocupação com planos de governo que possam viabilizar o crescimento econômico do país, conforme o modelo de governabilidade exposto por seu partido.
Por mais que se queira encontrar justificativa para atitude de apoio a político preso, somente se vislumbra alternativa possível para tanto sob o prisma da compreensão e do sentimento humanitários e jamais acerca do sentido da prisão em si, que até ela pode ser considerada injusta, por algumas pessoas, à vista da grandeza e da relevância políticas da pessoa envolvida, mas isso não esteve em julgamento pela Justiça nem faria sentido, conquanto a sua prisão é decorrente de prática de atos contrários à administração pública.
O certo é que o esforço do político preso não foi suficientemente capaz para provar a sua inculpabilidade quanto aos fatos denunciados à Justiça, o que vale dizer que o cumprimento da pena condiz exatamente que ele precisa se enquadrar aos ditames legais, no sentido da normal “quarentena” política e da preparação dos imprescindíveis elementos recursais, nas instâncias judiciais, legalmente adequadas para se contestarem os procedimentos adotados no caso, na busca da sua inocência.
Enquanto isso, os brasileiros precisam refletir sobre a necessidade de valorização dos interesses nacionais, mostrando, por meio de ações efetivas, que é importante se empenhar no apoio aos mecanismos de combate às práticas de corrupção e à daninha impunidade, com a negação de apoio a quem se encontra condenado e preso, porque agindo assim os políticos inescrupulosos e aproveitadores possam perceber o expressivo repúdio a quem deixa de seguir a conduta retilínea ditada pela imaculada cartilha dos bons e honestos homens públicos.    
É preciso se ressaltar que essa forma de política, de estrita harmonia com a linha populista, em que o povo, por meio desse sentimento, sem os menores pudores ético e moral, formaliza apoio a homem público excluído momentaneamente do processo político, por força de legislação de regência, apenas pelo sentimento de reconhecimento, gratidão ou recompensa, independentemente da prática política, somente encontra paralelo no Brasil, o que é bastante lamentável que isso ainda possa ocorrer na atualidade, quando a humanidade vem se esforçando ao máximo para alcançar níveis de moralidade e dignidade compatíveis com os princípios de decência e civilidade, porque é exatamente assim como devem proceder os cidadãos de bem e honrados. Acorda, Brasil!
           Brasília, em 21 de setembro de 2018

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Insensibilidade política


O candidato do PDT à Presidência da República disse que o presidenciável do PT "não conhece o Brasil", tendo aproveitado para questionar se ele "vai dar conta de proteger o Brasil do avanço do nazismo", em referência ao candidato ao Palácio do Planalto pelo PSL.
O candidato pedetista teceu duras críticas ao presidenciável petista, ao dizer que "Será que o camarada que acabou de perder a reeleição em São Paulo vai dar conta de proteger o Brasil do avanço do nazismo, do fascismo, do extremismo militarista? Esse é o problema. É um projeto de militarismo, de extremismo, de violência, de segregação dos negros, de segregação dos índios, de segregação e hostilidade das mulheres, de violência contra a população LGBTI".            
O pedetista acrescentou o seguinte: "Eu sustento que Haddad não conhece o Brasil, sem desmerecê-lo como pessoa, e acredito que o Brasil não aguenta mais inexperiência. Não é por causa dele, é porque o Brasil está completamente ameaçado de um salto no escuro nazifascista. As palavras do Mourão, vice do Bolsonaro, não permite ninguém mais ser ingênuo (sic).", em referência ao que disse o general da reserva, assim: “herança da indolência e da malandragem oriunda dos índios e dos africanos foi um mal-entendido.”.
O presidenciável petista rebateu, incontinente, as críticas do pedetista, afirmando que "Ciro é meu amigo. Nós pertencemos ao mesmo campo, mas, às vezes, nós temos conceitos diferentes. Força pra mim de um presidente se dá por duas questões. A primeira é firmeza e a segunda é autocontrole. Você tem que ter essas duas qualidades pra presidir o país. Firmeza de propósitos, mas muito autocontrole, pra evitar provocação. Então eu sou uma pessoa firme e controlada, porque sei dos desafios que tão pela frente, mas também representou um projeto que expressa os anseios da grande maioria da população, que é voltar, o Brasil voltar a ser feliz de novo.".
Por perceber que seus planos aos Palácio do Planalto estão indo para o espaço sideral, com o crescimento da candidatura do petista, o presidenciável pedetista esboça pensamentos alucinógenos, na tentativa de mostrar que o seu jeito estabanado de candidato “maluquinho” e inconsequente, que se acha o único sábio e equilibrado na política tupiniquim, com capacidade para consertar o mundo, dando a entender que o restante dos candidatos são deficientes, incompetentes e até prejudiciais aos interesses nacionais, por não saberem defende-los das investidas da facção nazifascista.
Não fosse a sua falta de firmeza e personalidade política, por visíveis interesse e conveniência político-eleitoreiros, especialmente demonstrada com relação às suas pretensões frustradas de se aliar ao PT, que simplesmente o exortou de suas proximidades pelo Morubixaba da agremiação, que bateu com a porta na cara dele, fazendo com que o pedetista deixasse de conquistar muitos votos da legenda, o presidenciável pedetista até que poderia ter o mínimo de credibilidade junto aos brasileiros, mas os eleitores sabem muito bem que as suas provocações não passam de manifestação de desespero sem causa, diante da repentina perda da segunda posição na preferência dos eleitores, porque isso pode tirar dele as chances da disputa do segundo turno, que ele já achava que estava consolidada.
Não tem o menor cabimento que ele afirme que o petista não "vai dar conta de proteger o Brasil do avanço do nazismo", em referência à candidatura do deputado federal carioca pelo PSL, eis que essa acusação pode ser tão leviana quanto à de se afirmar que a disputa estaria agora polarizada entre o nazismo e o socialismo/comunismo, representado pelo candidato ocupante do segundo colocado, tem como bandeira de campanha a ideologia socialista, cujo governo, de triste e lamentável lembrança, foi extremamente desastroso para os brasileiros, à vista de ter conseguido conduzir o Brasil, com as suas grandezas econômicas e sociais, para onde jamais deveria ter ido, de absoluta penúria administrativa.
A verdade é que o partido dele e o PT têm como princípio exatamente o regime socialista, que já demonstrou, no passado recente, no Brasil, inclusive respaldo pelo clássico e decepcionante exemplo da Venezuela, que não seria nada interessante para os interesses dos brasileiros a sua volta, à vista da desastrosa gestão que foi afastada da Presidência da República sob o rastro da degeneração e do caos impregnados, em especial, na economia.
Com a gestão petista, o Brasil chegou à terrível recessão econômica e ainda sobrelevando os alarmantes indicadores, marcados que foram pelos piores resultados possíveis, quando a inflação beirava aos dois dígitos (hoje está em torno de 3,5% a.a.), as taxas de juros se aproximavam de 15% a.a. (hoje está em 6,5% a.a.), o desemprego extrapolou os 12 milhões de pessoas (que aumentou, porque a melhora da economia não foi capaz de recuperar de imediato o emprego), não havia recursos para investimentos em obras, devido à brusca queda da arrecadação, entre muitas mazelas que não seriam recomendáveis que governo com a marca do socialismo voltasse tão cedo a comandar o Brasil, diante da indiscutível demonstração de incompetência, deficiência e principalmente da irresponsabilidade fiscal, quando os rombos nas contas públicas deixaram marcas de difícil recuperação, em curto e médio prazos.
À toda evidência, sob a avaliação fria, sincera e honesta, em termos de bom senso e razoabilidade, não passa de pensamento pueril e insignificante alguém, na indiscutível tentativa de destruir exatamente os dois candidatos que estão na sua dianteira à disputa presidencial, acusá-los de possuidores de predicativos os mais absurdos e depreciativos possíveis, justamente com a finalidade de afastamento deles de seus eleitores, pelos motivos evidentemente de descrédito moral, em ambos os casos, não sabendo o acusador de que essa maneira irresponsável e desonesta de crítica, sem prova de absolutamente nada, não passa de candidato que já se considera derrotado, diante do reconhecimento de que seus frágeis argumentos foram incapazes para a construção de candidatura confiável e verdadeira, não merecendo o apoio dos eleitores.
Não há a menor dúvida de que as críticas infundadas, injustas e irresponsáveis do pedetista são absolutamente justificáveis sob o prisma de quem já se julga derrotado, na certeza de que não tem mais condições da disputa com base em elementos limpos e autênticos, próprios dos contendores cônscios sobre o respeito aos saudáveis princípios republicano e democrático, como fazem os homens públicos das nações sérias e civilizadas, que são incapazes de maltratar seus adversários por meio de sentimentos e ardis visivelmente indevidos e indignos, como esses utilizados pelo desesperado presidenciável pedetista.
Os brasileiros precisam aproveitar o processo eleitoral em curso para melhor avaliação sobre os candidatos que demonstram, pelo menos, o mínimo de equilíbrio e capacidade administrativa dos negócios de interesse do povo, de modo que o seu perfil de estadista possa ter entrosamento entre os seus objetivos políticos e as gigantescas responsabilidades próprias de nação continental como o Brasil, que não pode ficar à mercê de homem público cujo comportamento oscila nas ondas dos interesses e das conveniências claramente pessoais, em detrimento dos sentimentos de brasilidade e patriotismo. Acorda, Brasil!
Brasília, em 20 de setembro de 2018

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Valorização do sentimento de brasilidade



O candidato à Presidência da República pelo PT afirmou, em entrevista a uma televisão, que o principal político petista é seu "interlocutor permanente" e que ele será ouvido em eventual governo seu, tendo ponderado ainda, em resposta de jornalista, que quem assina leis e decretos é o presidente da República.
O presidenciável petista disse que "Isso é a lei quem manda, o presidente da República é que assina a lei. Jamais dispensaria a experiência do presidente Lula".
Em resposta sobre se daria indulto ao político preso, ele afirmou que o petista, condenado e preso em Curitiba (PR), não troca sua "dignidade" por "liberdade".
Por último, o candidato ressaltou que espera que o político seja absolvido e que o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas deverá julgar o mérito de seu processo, no primeiro semestre do próximo ano.
Impende se ressaltar que o político preso ainda responde a outros cinco processos, sendo que é possível que ele seja também condenado na ação de que trata o clamoroso caso do sítio de Atibaia, onde estão guardados os objetos referentes à materialização dos crimes cuja autoria é atribuída a ele, como quantidade enorme de pertences dele e da sua família, em que pese o imóvel não ter sido registrado em nome dele, mas a Justiça julga, como aconteceu com o tríplex, a ocultação de bens e não é a propriedade deles.
Além dos referidos processos, o mais espantoso e temeroso dos casos diz respeito às denúncias feitas por seu então mais fiel escudeiro, o ex-ministro da Fazenda, que fez delação premiada e já adiantou que tem lenha para queimar fogueira por muito tempo, à vista da sua afirmação de que teria guardado os documentos pertinentes aos atos irregulares que tem conhecimento, os quais vão servir para incriminar profundamente tanto ele como o ex-presidente.
Por seu turno, o presidenciável não soube explicar exatamente que tipo de “dignidade” ele se refere, considerando que a forma mais pura que se pode existir desse conceito é simplesmente quem tenha sido denunciado na Justiça, pela prática de atos irregulares contra a administração pública, conseguir provar a sua inculpabilidade perante as instâncias competentes, quais sejam, as primeira e segunda, onde o réu pôde usufruir o direito constituição e legal da ampla defesa e do contraditório, que, como visto, ele não logrou o menor êxito, tanto é verdade que ele foi condenado à prisão e se encarcerado.
Agora, extreme de dúvidas, o benefício do indulto indubitavelmente caracteriza, em termos jurídicos, a pior forma de liberdade concedia a alguém, não somente por ficar demonstrada a materialização do “jeitinho brasileiro”, mas, em especial, porque fica patenteada, em definitivo, a impossibilidade de comprovação da inocência, que, no caso do político, ele ficaria extremamente desmoralizado, em confirmação do que já está, notadamente porque o indulto somente tem o condão de pôr o criminoso em liberdade, mas a pena permanece em plena validade, o que significa dizer que ele não pode ser considerado réu primário e isso o deixa bastante exposto, por causa dos julgamentos referentes às cinco ações que ainda serão julgadas, pela suspeita da prática de outros crimes da maior gravidade contra a administração pública.
Ninguém se engane que, conforme já declarou o ex-ministro todo-poderoso da Fazenda do governo do político preso, o PT é uma “seita” e o seu principal líder é tido como seu verdadeiro “deus”, que casa e descasa dentro da agremiação, e seus seguidores comungam na mesma cartilha aprovada por ele, principalmente o candidato pelo partido à Presidência da República, que mantém como um dos principais slogans de propaganda eleitoral o pensamento central de que "Haddad é Lula", para deixar muito claro que a personalidade dele simplesmente se confunde com a do petista-mor, em clara demonstração de indissociável simbiose de que nada pode ser feito sem que não tenha o consentimento do patrono maior da “seita”.
A propósito, o presidenciável do PDT afirmou, recentemente, que o político preso se distanciou da realidade dos fatos porque ele se encontra cercado de "puxa-sacos", evidentemente querendo dizer que estes vivem em função do que pensa o comandante-em-chefe, absolutamente em forma do que se pode denominar de teleguia político ou o famoso guru político.
É evidente que essa forma de organização político-partidária tem o sentido protetoral dos interesses estritamente da cúpula partidária, conforme se pode defluir das declarações do presidenciável, que afirmou que, caso seja eleito, seguirá beijando às mãos do político místico, naturalmente permitindo-se a compreensão de que toda essa forma de atividade política da idolatria conspira em detrimento dos interesses públicos e do Brasil.
Por seu turno, esse julgamento de mérito do processo em tramitação no aludido comitê não surtirá qualquer efeito jurídico, pelo menos no âmbito do Brasil, porque o Tribunal Superior Eleitoral já disse que ele não passa de órgão administrativo, sem o menor poder jurisdicional, mesmo porque o Brasil não deixou de cumprir nenhum direito humano, com relação ao político preso, que motivasse o referido processo, principalmente porque a menção feita sobre a necessidade de se respeitar os direitos do petista dizia respeito à pseudo candidatura dele.
Em termos jurídicos, a citada candidatura jamais existiu, em razão de que, desde a confirmação da sentença condenatória à prisão, ou seja, a contar de 24/01/2018, ele foi considerado, nos termos claríssimos da Lei da Ficha Limpa, inelegível, o que vale dizer que o político tinha perdido, a partir de então, os direitos políticos, com a declaração explícita da inelegibilidade e nem podia tentar se candidatar, mas o fez em afrontas à legislação de regência, por estar sem condições legais e morais para exercer cargo público eletivo, ou seja, com base na condenação, o político se tornou, na linguagem popular, “ficha-suja”, fato esse que é incompatível com o exercício de cargo público eletivo, não somente no Brasil como nas demais nações com o mínimo de seriedade e civilidade, tendo em vista que o cidadão preso perde automaticamente os direitos inerentes à cidadania, enquanto estiver sob a condição de encarcerado.
Segundo foi publicado na mídia, o presidenciável petista teria aceitado a estapafúrdia ideia de governar o país sob a forma de procuração passada pelo ex-presidente, dando a entender que o titular do cargo seria, na verdade, uma espécie de sombra do presidiário, que não se conforma de ter ficado à margem do processo eleitoral, embora só dependesse dele de ter participado normalmente da disputa presidencial, porque bastava tão somente que o ex-presidente tivesse tido condições de ter provado, na Justiça, a sua decantada inocência, que poderia ter sido algo mais fácil e tranquilo do mundo, para quem dispunha de mais de vinte bons especialistas sobre as matérias do Direito e ainda com vantagem de ter certeza absoluta de não ter cometido crime algum, embora o crivo dos julgadores não tenha entendido bem assim, posto que as condenações tiveram o cruel peso da unanimidade e o processo e as sentenças continuam integrais e irretocáveis, confirmando a culpabilidade do político.
Trata-se da inauguração na história da República de candidato reconhecer, sem o menor pudor e de forma oficial, a esdrúxula e desconfortável maneira de alguém disputar a Presidência da nação para servir, com exclusividade, a um famoso presidiário, quando o correto seria para atender apenas aos anseios do povo, fato que demonstra e confirma a plena degradação política, cuja degenerescência conta, infelizmente, com o beneplácito de parcela expressiva da população, que demonstra visível insensatez.
Não há a menor dúvida de que muitos brasileiros não conseguem enxergar ou até enxergam algo estranho e da maior gravidade, como atividade política fora do padrão da normalidade, por haver nisso gigantesca distorção do que seja a prática de política séria, civilizada e principalmente responsável, em termos de cidadania e patriotismo, mas mesmo assim eles preferem ignorar e fecham os olhos para a realidade nua e crua dos fatos, porque a negação ou defesa de tudo que não condiz com a verdade e o racional conduz à ilação de que os outros é que estão errados, evidenciando claras irresponsabilidades cívica e patriótica.
O sentimento que se pode abstrair dessa maneira excêntrica e excrescente da prática política é o de que há indiscutível tentativa de inauguração de sistema próprio e diferenciado de atividade política, em que a sua centralidade tem um mentor e ao qual é preciso toda honra e toda glória, embora tudo se processe em um contexto envolvendo o país continental chamado Brasil, que tem seus interesses visivelmente prejudicados em nome de causas particulares, pessoais ou partidária, conforme a ilação que se pode tirar de todo esse arcabouço de manobras para a satisfação de ilustre estrategista presidiário, conforme mostram os fatos recentes, na forma das declarações dos principais protagonistas.
Convém, enquanto há tempo, ser chamada a atenção dos brasileiros, não importando as suas ideologias políticas, sobre a premente necessidade da  conscientização acerca da valorização do sentimento de brasilidade, do exercício da cidadania e das responsabilidades cívica e patriótica, quanto à preservação dos princípios republicano e democrático, notadamente no que diz respeito à integridade e à unicidade do sistema político em benefício dos interesses do Brasil e do seu povo, não permitindo que a anarquia nem a fragmentação de princípios legitimados pela democracia possam contribuir para a satisfação de planos adversos à normalidade republicana. Acorda, Brasil!
Brasília, em  de setembro de 2018

terça-feira, 18 de setembro de 2018

O banquete da indiferença


Os venezuelanos ficaram chocados e indignados com a imagem de seu ditador se empanturrando de carnes nobres e suculentas, servidas em Istambul, Turquia, pelo famoso chef proprietário de uma rede dos melhores restaurantes do mundo.
A notícia, reforçada por imagens em vídeos, causou mal-estar no país socialista, diante do contraste que vive a sua população, mergulhada em gravíssima crise econômica, em que predomina a acentuada falta de alimentos, medicamentos e demais produtos essenciais.
O tirano venezuelano, na tentativa de minimizar a sua estupidez diante do mundo, declarou que “Isso é só uma vez na vida. Compartilho (uma refeição) em um restaurante famoso. Envio aqui uma saudação para Nusrest Gokçe, que me atendeu pessoalmente, conversamos e desfrutamos com ele (...), que ama a Venezuela.”.
Antes do comentário do ditador, o dono do restaurante havia agradecido a visita dele, em cuja ocasião publicou  as gravações em rede social, mostrando-o se empanzinando de carnes fartas e da melhor qualidade e fumando charuto cubano, mas logo em seguida, depois do recebimento de enxurrada de críticas, os vídeos foram apagados.
Um vídeo, filmado no restaurante, deixa claro que o ditador fuma um charuto cubano tirado de uma caixa com seu nome, gravado em uma placa dourada. No mesmo vídeo, ele recebe, de presente, uma camiseta com uma caricatura do chef turco.
Os pratos individuais, no restaurante visitado pela família ditatorial venezuelana, variam entre US$ 70 a US$ 250, segundo a imprensa especializada e essa bagatela representa entre dois a oito meses de salário mínimo na Venezuela, de acordo com a cotação do dólar oficial daquele país.
Um especialista venezuelano em meios digitais criticou severamente a conduta do ditador, dizendo que “Chavismo é pedir dinheiro emprestado para a China porque não tem recurso para pagar as dívidas e depois ir a restaurantes de luxo.”.
Um dissidente chavista, se referindo à gravíssima crise que atinge a Venezuela, disse: “Comendo carne e fumando charuto (...) com os dólares que são negados para comprar medicamentos e alimentos, PRESIDENTE TRABALHADOR”.
Um empreendedor venezuelano criticou o ditador, nestes termos: “Com o que Maduro gastou no restaurante de Salt Bae possivelmente poderia comprar materiais escolares para mais de 50 crianças, para o próximo ano escolar. É o cúmulo do cinismo.”.
Em outra reação negativa aos vídeos em apreço, um venezuelano mandou mensagem ao dono do restaurante, assim: “Nicolás Maduro é um assassino, ditador, corrupto e ladrão responsável, junto com Chávez, pela pior desgraça que já viveu a Venezuela em toda sua história, com as pessoas morrendo de fome, onde não tem comida e remédios, mas ele come como um rei em seu restaurante.”.
Um líder da oposição ao governo disse que “Enquanto os venezuelanos sofrem e morrem de fome, Nicolás Maduro e Cilia aproveitam um dos mais caros restaurantes do mundo, tudo com dinheiro roubado do povo.”.
Um senador norte-americano afirmou que “(...), mas o cara que está tão orgulhoso de receber não é o presidente da Venezuela. É, na verdade, o ditador com excesso de peso de uma nação em que 30% da população só come uma vez ao dia e na qual as crianças sofrem de desnutrição.”.  
A crise na Venezuela é tão espantosa que há estimativa pelo Fundo Monetário Internacional – FMI, pasmem, de 1.000.000%, para este ano, cuja hiperinflação colocou 87% da população na pobreza, segundo estudo elaborado pelas principais universidades do país, o que demonstra a perplexidade do mundo ao constatar que o socialista-mor está pouco se lixando que o povo se exploda, porque o erário de seu país ainda pode custear invejável banquete turco.
Diante do caos, em termos da gestão econômica, o ditador garante ser vítima de “guerra econômica” protagonizada por empresários da direita, ainda tendo o disparate de dizer que a inflação é de aproximadamente 20%, embora os dados oficiais não são divulgados há anos, justamente para não denunciarem o desastre na condução da economia.
O aludido estudo das universidades também estimou que 60% da população perderam, em média, 11 quilos de seu peso, em razão da dieta paupérrima em nutrientes, sob a base de excesso de farinha e falta de proteína, por força da obrigação decorrente da escassez de alimentos, por não restar alternativa de melhor alimentação nutricional.
Em meio à perversa e devastadora crise econômica, agravada pelas enormes dificuldades de desabastecimentos, o governo foi obrigado a aumentar o salário mínimo, no percentual de 3.400%, que antes disso só era suficiente para comprar, pasmem, um quilo de carne, assim mesmo: o valor do mês de trabalho duro só equivalia ao mero valor de um quilo de carne.
O ditador venezuelano acaba de mostrar ao mundo, com minuciosos detalhes, ser autêntico socialista no manejo do dinheiro público, tudo aquilo que se fala muito em tese, mas ele fez questão de tirar as dúvidas dos incrédulos sobre a realidade dura e cruel socialista/comunista.
Ou seja, para o ditador, pouco importam as dificuldades impingidas ao povo, compreendido aí toda população não que não pertence à casta dominante, porque esta, como visto, vive em outro mundo protegido e expurgado da penosa igualdade social, que se comprime na miséria, nos maus-tratos, na forme, no sofrimento e na morte, diante da realidade impactante e desumana imposta pelo regime socialista.
A verdade é que, enquanto o tirano daquele país se empanturra do bom e do melhor, em termos de comida, o povo está literalmente morrendo de fome, mas há pessoas que, não suportando as agruras do martírio e da desumanidade, procuram fugir para outros países, na esperança de se livrarem do massacrante e insuportável sofrimento.
Eis aí o retrato fiel e emoldurado da horrível ditadura imposta pelo regime socialista venezuelano, que a insensata esquerda tupiniquim esconde bravamente dos bestas e ingênuos brasileiros, que, na expressiva maioria não sabem nada do que é viver em um dos pouquíssimos e raríssimos países dominados pelos trogloditas socialistas, que prometem para o povão as maravilhas e as benesses proporcionadas pela tão sonhada igualdade social, que não passa de verdadeira arapuca, de vergonhoso engodo, para seduzir as pessoas desinformadas sobre as reais e horrendas consequências da adoção do regime socialista/comunista.
Os partidos como o PT, Psol, PCdoB, PSB, PDT e muitos outros de ideologia socialista patenteada nos seus estatutos têm o dever legal e moral, como compromisso institucional, de difundir a verdade sobre as suas reais finalidades políticas de informar aos brasileiros o exato sentido do que realmente as suas lideranças defendem para os brasileiros, inclusive no que poderá acontecer, no caso da implantação do socialismo no Brasil, tendo a dignidade de mostrar, ao vivo, como o povo é tratado ou destratado na Venezuela, de forma cruel, desumano e absolutamente insuportável, ao meio da desgraça, da tragédia, do infortúnio e do inferno que tem sido a sua vida, não encontrando senão duas horrendas alternativas: ficar no país, para morrer de fome, ou fugir para outro país, para minorar o terrível sofrimento.
Convém que os brasileiros sejam alertados, a tempo, sobre a realidade que, por motivos óbvios, todos os homens públicos a omitem dos eleitores, quando, pelo menos, os candidatos cônscios da sua responsabilidade cívica e patriótica, que tenham o mínimo amor ao seu semelhante, não importando as suas ideologias, têm obrigação de esclarecer à população o que significa o regime socialista e quais são as consequências inevitáveis da sua implantação no Brasil, mostrando, com os mínimos detalhes, como a Venezuela foi conduzida para as profundezas do irrecuperável abismo, com hiperinflação de 1.000.000% a.a. (a inflação do Brasil está em torno de 3,5% a.a.), profunda recessão econômica, 87% da população na pobreza, desabastecimento generalizado, morte anunciada, doenças incontroláveis, êxodo em marcha,  privação dos direitos humanos e dos princípios democráticos, entre tantas e inumeráveis mazelas que a sua situação já foi caracterizada como crise humanitária, enquanto a tendência é de intensificação desse quando horroroso, com o império e a continuidade do famigerado regime socialista. Acorda, Brasil!
Brasília, em 19 de setembro de 2018