segunda-feira, 23 de março de 2020

A verdade dos fatos

O presidente da República, vez por outra, declara não temer os efeitos do temível coronavírus, dando a entender forma claríssima de consciência pessoal sobre a desvalorização da importância do novo câncer mundial, que vem causando verdadeiro estrago por onde tem passado, a exemplo de muitíssimas e inevitáveis mortes.
Em conferência de imprensa, o presidente do Brasil voltou a ser bastante enfático e polêmico, tendo afirmado, segundo a mídia, que "Depois da facada (que sofreu em 2018, durante a campanha eleitoral), não vai ser uma gripezinha que me vai derrubar.". 
Por sua vez, o ministro brasileiro da Saúde revelou, de acordo com o último balanço disponibilizado, que, no Brasil, já morreram mais de vinte pessoas e as estatísticas revelam mais de mil casos em acompanhamento de suspeitas de infecção por conta do coronavírus. 
Na verdade, o ministro da Saúde tem sido destaque de dedicação e demonstração no trato dos assuntos relacionados com a evolução dos casos registrados de contágios com o coronavírus.
O ministro revelou que, em abril vindouro, o sistema de saúde brasileiro deve entrar em colapso, embora a verdade é que esse estado de precariedade de atendimento à população já vem sendo a permanente regularidade há bastante tempo, diante da continuada insatisfação manifestada por parte de quem depende da prestação dos serviços públicos da saúde, que são de péssimas qualidades.
A propósito, o governo até que precisa, sem perda de tempo, aproveitar esse solavanco dado, muito oportunamente  (como força de expressão) pela visita do indigesto coronavírus, para pensar e agir no sentido de completa reformulação sobre o sistema de saúde pública brasileiro, de modo que ele possa ser modernizado com a real condição de passar a satisfazer plenamente à sua finalidade de cuidar e zelar da saúde dos brasileiros, em que o Sistema Único de Saúde seja reestudado e reformulado à luz dos princípios operacionais de competência, eficiência e efetividade, exatamente como nos moldes do figurino em prática nos países sérios e evoluídos, em termos de preocupação com o bem-estar da população.  
As notícias mais atualizadas sobre a tragédia causada pelo novo coronavírus dão conta de que, pelo menos, mais de 11.500 pessoas, em todo mundo, já perderam a vida, após a sua identificação, em dezembro recente, de acordo com o último balanço da agência noticiosa France-Presse, o que deve ser motivo de muita preocupação não somente por parte da população em geral, mas em especial para os governantes do planeta, que têm a responsabilidade de adotar as políticas públicas voltadas para a garantia da integral proteção da vida humana, notadamente no caso de pandemia, por se tratar de situação que normalmente não tem sido possível o devido controle sobre a incidência dos casos de infecções e doenças graves.
Ainda bem que as notórias afirmações do presidente do país, no sentido de ser refratário à aceitação da ideia de temor ao coronavirus, sejam completamente antagônicas às atitudes e medidas que estão sendo adotadas por seu governo, em termos de políticas públicas da incumbência das autoridades de saúde e saneamento públicos, que estão sendo, até o momento, em absoluta sintonia com as reais necessidades inerentes ao enfrentamento e ao embate ao poderoso e letal vírus, inclusive no que diz respeito à disponibilização de recursos públicos, quando já foram aprovadas medidas legislativas liberando os gastos do limite imposto ao superávit financeiro, quando o governo não pode ultrapassar os valores estabelecidos nos orçamentos públicos, sob pena da incidência do crime de responsabilidade.
          Ou seja, menos mal que o presidente do país tenha entendimento pessoal sobre determinado assunto, mesmo que seja da maior relevância possível, isso pouco importa quando as políticas públicas do seu governo estejam exata e precisamente em harmonia com a plena satisfação do interesse público, como no caso da pandemia causada pelo famigerado coronavírus, em que a sua equipe de governo vem trabalhando, com zelo, cuidado e competência, para se minimizarem, ao máximo, os estragos que a passagem desse abominável vírus pelo Brasil possa causar à população, a despeito de que não passa de leviandade autoridade pública não ter a consciência sobre o real poder de agente extremamente perigoso e perverso contra a humanidade.
          Em situação de guerra declarada contra ferrenho e brutal inimigo, o que importa senão o que vem fazendo o governo, quando o responsável direto pela saúde pública vem liderando as ações pertinentes ao combate ao coronavírus, mediante as devidas orientação e conscientização sobre as medidas essenciais a serem adotadas pela população, de modo que não é a voz de quem precisa se proteger no mesmo nível do povo que deve ser ouvida, principalmente porque a sociedade sabe perfeitamente o que é melhor para se proteger contra seu desagradável opositor.  
Por sua vez, é muito importante que os brasileiros se mantenham com a plena consciência, para o seu bem, sobre os reais perigos que o temível coronavírus possa causar à vida humana, independentemente da opinião pessoal de quem pensa diferentemente, respeitando o sentimento individual, à luz dos princípios democráticos, em que pese isso não possa refletir exatamente à verdade.
Nesse caso do coronavírus, diante das robustas evidências vindas, em especial da China e da Itália, onde as estatísticas são assombrosas e chocantes, qualquer opinião diferentemente da cruel realidade precisa apenas ser imediata e definitivamente descartada, em benefício do fortalecimento das medidas necessárias ao enfrentamento desse gigantesco e invisível inimigo do ser humano, que sonha em voltar a viver em plena tranquilidade, na certeza de que foi possível a superação desse monstruoso pesadelo, graças à união e ao esforço dos bravos brasileiros, que acreditaram no seu potencial de fé, que é capaz de derrotar seus piores inimigos.      
Enfim, espera-se que não seja preciso nenhuma forma de exemplo para que o presidente da República tenha que mudar de ideia, o mais rapidamente possível, sobre os efeitos inconvenientes e maléficos do coronavírus, porque a pior situação enfrentada pelo homem público de verdade é ter que precisar dar a mão à palmatória.
          Brasília, em 22 de março de 2020

sábado, 21 de março de 2020

Corrida contra o tempo



 A imagem estampada em uma via pública de Uiraúna, Paraíba, onde se enxerga enorme depósito de água e muitas pessoas juntas dele, em disciplinada fila, com suas vasilhas postas na ordem de chegada, à espera da sua vez para pegar o valioso líquido, imediatamente vem à mente o que poderá ser dessas pessoas, no caso da obrigatoriedade de se manter dentro de casa, para se evitar a infecção com o temível coronavírus?
Por conta da omissão, da incompetência e, sobretudo, da irresponsabilidade na gestão da coisa pública, o poder público daquela cidade impingiu à população um dos maiores castigos, por meio da paralisação do fornecimento de água encanada, em que pesem as boas chuvas que vêm caindo no Sertão, sendo insuficientes para a recomposição do reservatório pertinente ao reabastecimento de água à população.
Para aumentar o martírio do povo daquela cidade, eis que, simultaneamente, surge outra desgraça de imensurável dimensão, em termos de saúde pública, com o perfil de um vírus que amedronta, assombra e ameaça exterminar gerações e que vem vindo com toda força contra as pessoas indefesas.
No caso, um dos antídotos mais eficazes, seguros e aconselháveis pela saúde pública contra o coronavírus é precisamente ficar em quarentena em casa, não saindo de maneira alguma, exatamente para não se manter contato com as pessoas e, por via de consequência, com o poderoso coronavírus.
Ora, a falta de água nas torneiras obriga que ela seja disponibilizada nas vias públicas, onde quem dela precisar terá, necessariamente, que sair de casa e, inevitavelmente se relacionar com pessoas, eis que as filas são formadas permanentemente, obrigando que o contato seja inevitável.
Vejam a que ponto o poder público foi capaz de contribuir para a colocação do povo em situação extremamente antagônica e acima de tudo delicada, onde, de um lado, há determinação oficial para que a população seja proibida de sair de casa, para se evitar contato com pessoas que possam ser portadoras do coronavírus, mas, de outro, se cumpri-la, o castigo poderá ser bem severo, porque ninguém consegue sobreviver sem água e somente a tem, na cidade de Uiraúna, quem for buscá-la fora de casa, ou seja, nas vias públicas, onde foram distribuídos depósitos do precioso líquido, correndo o perigoso risco do contágio, com possível implicação de se contrair doença terrível.
A população de Uiraúna precisa atribuir integral responsabilidade ao poder público da cidade, em caso de infecção de alguma pessoa com o coronavírus, exatamente em razão de o seu contágio poder ter por meio de contato com pessoa portadora do vírus, que esteve concomitantemente pegando água no mesmo depósito.
Como corolário, tem-se que a pessoa contaminada não teria sido atingida pelo vírus se ela se mantivesse em casa, dando exato cumprimento à proibição oficial.
Diante dessa situação de extrema dramaticidade para a população de Uiraúna, urge que as autoridades máximas dessa cidade se conscientizem sobre a gravidade do problema enfrentada pelos uiraunenses e tenham sublime sensibilidade para correr, em incontrolável disparada, com a maior velocidade possível, superando todos os obstáculos, para se conseguir, nos ministérios competentes, em Brasília, no governo federal, os recursos necessários à urgente colocação de água potável, por meio do devido encanamento, nas casas das pessoas, permitindo que elas se mantenham dentro delas, com o indispensável conforto, em conformidade com a determinação oficial, evitando qualquer mal devastador, no caso do contágio com o poderoso coronavírus, que poderia se traduzir, que Deus não permita, em algo indesejável.
Brasília, em 21 de março de 2020

sexta-feira, 20 de março de 2020

A difícil missão dos brasileiros?


Não há a menor dúvida de que, quanto mais informação sobre o famigerado coronavírus, será de muita valia para a população, que precisa se inteirar tanto sobre os sintomas, a forma de transmissão e precauções a serem adotadas como a sua responsabilidade primária dos cuidados para se evitar o contágio com o vírus.
É justamente com esse propósito que elaboro mais uma crônica, trazendo alguns detalhes sobre esse poderoso e assustador vírus, mais do que temido pelo governo como pela população, com absoluta e razoável razão, diante da sua ação devastadora contra o ser humano, à vista das notícias vindas além-mar.
Pois bem, os especialistas explicam que, nos casos de consequência mais grave, o coronavírus precisa percorrer longo caminho até alcançar o pulmão, onde começa a causar os piores estragos à saúde desse órgão, debilitando-o por completo.
Segundo os especialistas, o coronavírus atua da mesma forma que outros vírus respiratórios, como o da gripe, por exemplo, com a diferença de que os seus efeitos podem ser muito violentos, em razão da inexistência de medicação capaz de anulá-lo.
A entrada do coronavírus no corpo humano se dá pelas vias aéreas superiores, como nariz e garganta, por exemplo, sendo comum o paciente manifestar sintomas nesses lugares, na forma de coriza e dor de garganta, sintomas estes que aparecem na maior parte dos casos e termina por aí, sem maiores consequências.
O avanço do coronavírus acontece para valer em quantidade bem reduzida, passando a complicar a situação, porquanto ele consegue avançar e as vias aéreas inferiores, como a traqueia, os brônquios, onde ele pode causar inflamação, e os alvéolos, que são pequenas estruturas que compõem o pulmão e funcionam levando o oxigênio à corrente sanguínea.
Um pneumologista esclareceu que “Nos casos graves, que são mais raros, ele causa insuficiência respiratória, por conta do comprometimento dos alvéolos. O vírus age fazendo com que se acumule líquido nos alvéolos, no lugar de ar, e causando insuficiência respiratória.”.
O médico também informou que "A situação pode variar de quadros mais leves, em que uma pequena parte do pulmão é afetada, até casos mais graves, quando uma grande parte dos dois pulmões fica comprometida".
O mesmo especialista disse que o tratamento médico é ministrado em conformidade com a gravidade do paciente, podendo, conforme o caso, exigir a aplicação de cateter ou até ventilação mecânica, em casos mais graves.
O médico também esclareceu que, “Apesar de a Covid-19 nem sempre atingir os pulmões, alguns pacientes recuperados tiveram danos na função pulmonar, de acordo com os médicos do Hospital Princess Margaret, de Hong Kong.“, com redução de 20% a 30% na capacidade respiratória de pacientes que se recuperaram do novo coronavírus.
De acordo com a experiência médica, as formas de transmissão do coronavírus são pelo ar, por contato e superfície não higienizada.
O contágio pelo ar é feito mediante gotículas de saliva com o vírus, que sai no espirro, na tosse, no catarro, e na fala.
As gotículas com o vírus entram em contato com mucosas, como boca, olhos e nariz, ocorrendo a infecção.
A transmissão por contato se dá pelo beijo, pela troca direta de saliva com o vírus; pelo aperto e mão, onde o vírus na pele entra em contato com olho, nariz ou boca.
O contágio pelo abraço se dá por gotículas da fala, que entra em contato com a mucosa, como a boca, o nariz ou o olho.
Já o contágio com superfície não higienizada é assimilado pelas mãos, que é passada em local contaminado e o vírus é conduzida para a mucosa, como a boca, o nariz ou os olhos.
A infecção também pode ser contraída pela ingestão de carnes de animais silvestres, ainda não identificados.
Os sintomas do coronavírus são bastante variados, mas os mais comuns já conhecidos são a tosse (seca ou com secreção) e febre acima de 37*.
Também há outros possíveis sintomas, como dores no corpo, congestionamento nasal, inflamação da garganta e diarreia.
Em linhas gerais, eis as principais e marcantes características do assombroso coronavírus, cujo rastro por onde tem andado já conseguiu demonstrar poder devassador do ser humano, que não resistido a sua violência de letalidade.
Tem absoluta razão o governo brasileiro em procurar se cercar de todos os cuidados possíveis e imagináveis, na tentativa de controlar a virulência dessa perversa e impiedosa chaga do século, que já conseguiu causar muitas mortes e contagiar centenas de brasileiros, em muito pouco tempo, conforme mostra o noticiário, atualizado a todo instante.
Em síntese, trata-se de situação bastante complexa e de difícil condução, em razão das enormes dificuldades do controle por meio de políticas públicas tradicionais, sob a ingerência governamental, que tem procurado, a bem da verdade, adotar os mecanismos que estão  sob o seu alcance, em forma de disciplinamento sobre as atividades inerentes ao combate ao coronavírus, mas, por mais que seus esforços sejam feitos nesse sentido muito dificilmente o governo sozinho será capaz de evitar o pior, a exemplo do que tem acontecido nos países com muitos casos, como a Itália, onde a situação já evidencia verdadeira calamidade humanitária.
É preciso que os brasileiros se conscientizem sobre a real gravidade da questão envolvendo o coronavírus, para o fim de compreender que o efetivo combate a essa peste depende da integral mobilização da sociedade, que precisa se solidarizar ao máximo às políticas públicas adotadas pelo governo, aderindo, com a maior fidelidade possível, às orientações e aos aconselhamentos que forem necessários para se minimizarem ao extremo os efeitos maléficos dessa inevitável pandemia, inclusive aceitando espontaneamente as quarentenas compulsórias, certamente em benefício de todos os brasileiros.
Brasília, em 20 de março de 2020

quinta-feira, 19 de março de 2020

Um pouco sobre o coronavírus


O Coronavírus (COVID-19) é uma família de vírus que causam infecções respiratórias, cujo novo agente, surgido mais recentemente, foi descoberto em  31/12/2019, após casos registrados na China.
Os primeiros coronavírus humanos foram isolados, pela primeira vez, em 1937, mas somente em 1965 é que o vírus foi descrito e ganhou esse nome, diante de o seu perfil, na microscopia, ter a aparência de coroa.
O seu período de incubação, tempo que leva para os primeiros sintomas aparecerem desde a infecção por coronavírus, que pode levar de 2 a 14 dias.
A transmissão do coronavírus ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas, mas é possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas.
A maioria dos coronavírus geralmente infecta apenas uma espécie animal ou pelo menos um pequeno número de espécies proximamente relacionadas, mas o reservatório animal para o coronavírus ainda é desconhecido. 
Os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, em forma de resfriado, que podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.
Os principais sintomas conhecidos, até o momento, são: febre, tosse e, em especial, enorme dificuldade para respirar.
Ou seja, o coronavírus primeiro infecta a garganta, com dor por 3 ou 4 dias, e depois ele se mistura com líquido nasal, que entra na traqueia e no pulmão, causando pneumonia, em 5 a 6 dias.
Já no estado pneumônico, os principais sintomas são febre alta e enorme dificuldade de respiração, dando a ideia de afogamento, diante da falta de ar nos pulmões
As formas de transmissão do coronavírus ainda estão em estudos, mas já foi constatada a disseminação de pessoa para pessoa, normalmente feita por meio da contaminação por gotículas respiratórias ou contato direto.
O contato próximo, por um metro, com pessoa com sintomas respiratórios já é indicativo de risco de haver contaminação pelo coronavírus. 
A transmissão do coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, por meio de gotículas de saliva; espirro; tosse;  catarro; contato pessoal próximo; como toque ou aperto de mão; contato com objetos ou superfícies contaminados, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos, daí o extremo cuidado que precisa ser dado às mãos, que, vez por outra, têm que ser higienizadas, quer com água e sabão ou álcool.
          O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para se minimizar o risco geral de contração ou transmissão de infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus, por meio de: a) lavagem das mãos, com frequência, sob uso de água e sabão/sabonete, por, pelo menos, 20 segundos, podendo se usar desinfetante, na falta de sabão; b)  se evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas; c) se evitar contato próximo com pessoas doentes; c) não ficar em casa quando não estiver passando bem de saúde; d) ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com lenço de papel e jogá-lo no lixo; e) limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência; f) uso de máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção por profissionais de saúde.
Ainda não existe tratamento específico para as infecções causadas por coronavírus humano, cujos suspeitos de estarem com os primeiros sintomas devem procurar ajuda médica imediatamente, para os exames de confirmação de diagnóstico e início do adequado tratamento, quando for o caso.
Para quem se interessar saber sobre a sua saúde, especialistas chineses forneceram espécie de autoavaliação pulmonar simples, que pode ser feita toda manhã, qual seja, respirando a fundo e prendendo a respiração, por, pelo menos, de 10 de 15 segundos.
Se a pessoa conseguir realizar o teste normalmente, sem tossir, sem sentir desconforto, rigidez ou aperto, isso pode indicar que está tudo bem, em princípio, mas não há qualquer garantia sobre a certeza da imunidade ao vírus.
Com importante contribuição, médicos japoneses que tratam do coronavírus aconselham que a boca fique sempre úmida, evidentemente nunca seca, mediante a hidratação constante, de 15 ou 30 minutos, possibilitando que, caso o vírus entre na boca, a água potável ou outro líquido o levará para o estômago, onde ele poderá ser morto pelo ácido estomacal.
Caso contrário, com a boca seca, há maior facilidade de o vírus ir para a traqueia e entrar nos pulmões, aumentando os riscos, de forma significativa, da contração da doença.
É aconselhável que somente a pessoa procure o serviço de saúde em caso de enorme dificuldade para respiração, uma vez que, do contrário, a aproximação de local com concentração de pessoas pode contribuir para a transmissão do vírus.
O governo trabalha com a ideia de se evitar, por todos os meios, aglomerações de pessoas para reduzir o ritmo de contágio, já tendo proibido espetáculos em praças esportivas, clubes e em outros locais com a presença de muitas pessoas.
Diante do que se tem notícia sobre a incidência do coronavírus, convém se atentar para a notória precariedade do sistema de saúde pública brasileiro, que tem quantidade limitadíssima de leitos, em todo o país, fato este que evidencia gritante deficiência quanto à internação de doentes e isso poderá ser fator preocupante, no momento de pique, se houver, como aconteceu em outros países.
A verdade é que não será possível se evitar grande quantidade de infectados, mas é possível retardar o processo, de modo que, se a doença se espalhar mais pausadamente, a quantidade de pacientes com necessidade de tratamento a cada instante é menor, o que vale dizer que, se há menos pacientes em cada momento, aumentam significativamente as chances de todos puderem ser atendidos com a necessária atenção médica.
Os brasileiros precisam se conscientizar de que a ameaça do coronavírus é realidade de indiscutível perigo para a humanidade, por se tratar de doença que precisa ser evitada por todos os meios recomendados pelas autoridades de saúde pública, principalmente diante da forma especial de tratamento individual, que exige intubação do doente, por período longo, diante da extrema insuficiência pulmonar, que não pode ser tratada por meio de medicação específica, haja vista a inexistência de remédios com indicação de eficácia contra os sintomas da doença.
É evidente que são preocupantes os avanços, em nível mundial, do coronarírus, ante a sua real letalidade na faixa de idade integrada por pessoas idosas e/ou em tratamento de alguma doença, mas isso nada pode ser motivo de ‘histeria” ou outras formas exageradas de reação, a ponto de se fazer estoque de alimentos e produtos de primeira necessidade ou até mesmo de manifestação em contestação à gravidade da situação, que exige muita sabedoria para compreender os desígnios de Deus.
É preciso que a população acompanhe, com calma e tranquilidade, os acontecimentos sobre a evolução do coronavírus, no Brasil, porque ele apenas vem chegando de mansinho, sisudo, mas com poder demolidor, a exemplo do que foi capaz de destruição por onde já esteve, deixando desesperador rastro de enorme angústia.
À toda evidência, as autoridades públicas brasileiras estão acompanhando pari passu a evolução do coronarírus, no resto do mundo, e procurando, da melhor maneira possível, adotar as medidas recomendáveis para proteger os brasileiros contra possível catástrofe, principalmente sabendo-se que a contaminação de pessoas, em nível exagerado e fora do controle, certamente será uma das piores tragédias da história do Brasil, porque o país não tem as mínimas condições para atender os doentes, com a devida eficiência, levando-se em consideração que, na atualidade, sem qualquer anormalidade, o governo não dispõe de leitos e muito menos de UTIs necessários para a internação dos doentes em situação de normalidade, sem se levar em conta o pique de internação exigida por causa da situação de emergência.
Vejo com muitíssima preocupação se o quadro do coronavírus evoluir, de maneira assustadora como ocorreu, que Deus nos livre, na Itália, onde o sistema de saúde pública existe e nem se compara com o brasileiro, que praticamente nem há, onde aconteceram muitas e sucessivas mortes, justamente diante da dificuldade de tratamento em condições especiais das pessoas, que exige cuidado diferenciado e isso é notório que não existe em terras tupiniquins, onde o atendimento à saúde pública é lastimável e desolador.
Os brasileiros precisam ter esperança de que não faltem recursos com relação a pessoal e material, em condições suficientes para o tratamento adequado e promissor dos doentes com sintomas do coronavírus, diante das preocupantes notícias vindas do exterior, onde os resultados, em geral, demonstram quadro de muita desolação e tristeza e de muito pouca animação quanto aos auspiciosos sucessos para algumas pessoas, que também precisam ter vida digna, merecendo tratamento de qualidade.
Brasília, em 19 de março de 2020

quarta-feira, 18 de março de 2020

O povo não merece


Uma fotografia descreve com muita propriedade o cenário deplorável da cidade de Uiraúna, Paraíba, onde aparece um carro-pipa estacionado e logo atrás dele se forma enorme fila de pessoas, com baldes, latas e outros depósitos, à espera de serem atendidas na sua vez.
Não vou estranhar se alguém achar que seja hipocrisia da minha parte de ter deixado cair lágrimas em me deparar com situação chocante, degradante e extremamente inadmissível, na atualidade, em que uma cidade inteira seja obrigada a se submeter ao sacrifício que seria absolutamente evitável, bastando que o poder público, por meio de seus agentes, tivesse tido os devidos cuidado e zelo pelo interesse da população.
Era preciso que houvesse o devido monitoramento sobre a real situação de deficiência quanto ao depósito da água, cuja evolução seria o indicativo para a urgente adoção das medidas aconselháveis ao problema, que jamais foram adotadas, na medida das necessidades saneadoras do problema.
À toda evidência, até que, nas circunstâncias, não se pode alegar falta de recursos financeiros, porque eles foram liberados pela União, mas parte deles deixou de ter a aplicação na finalidade prevista, que era a construção de adutora, ainda que em forma de medida paliativa.
Mais precisamente, a adutora é o conjunto de encanamentos, peças especiais e obras de arte destinados ao transporte da água do sistema do Arroz para a Barragem de Capivara, onde se processaria o tratamento da água bombeada.     
Chego a imaginar o tamanho do martírio para as pessoas em geral, que precisam se organizar em fila constante e permanente, sob sol inclemente, para depois transportar o pesado volume para casa, possivelmente por repetida vez, porque um só balde é insuficiente para atender às necessidades do dia a dia, inclusive para lavar roupas, que sempre exige quantidade maior de água.
Não há a menor dúvida de que o sacrifício já é insuportável e impiedoso para as pessoas sadias e jovens e o que se dizer no caso das pessoas mais velhas e portadoras de doença, que serão obrigadas igualmente a entrarem na fila, sob as mesmas condições insalubres das demais, para pegarem o precioso líquido, sob pena de ficarem sem ele e passarem privações?
Fico aqui a imaginar o que realmente se passa nos corações e nas mentes dos homens públicos que tiveram sob a sua incumbência, o dever legal, enfim, a obrigação de adotar as necessárias providências para se evitar esse gravíssimo colapso, mas nada fizeram, conforme mostram os fatos, cujas omissão e irresponsabilidade foram suficientes para a configuração desta triste realidade, que consiste no impingimento de severo castigo inclusive aos seus fiéis eleitores, que continuam bem quietos, cordeirinhos, como se nada de grave e anormal tivesse acontecido contra a população.
Espero que o povo de Uiraúna possa aprender bem direitinho essa duríssima lição de extrema crueldade, para o fim de tirar o máximo de proveito dela, não permitindo mais que os políticos espertos e profissionais voltem a enganá-la com a maior tranquilidade e sem a menor obrigatoriedade de se justificar perante a população.
Aliás, a propósito, diante da realidade nua e crua, alguém sabe exatamente quais são as medidas emergenciais que estão sendo tomadas pelas autoridades incumbidas da solução do desastre da água?
Ou apenas a única medida emergencial adotada cinge-se à colocação de carros-pipas nas vias públicas da cidade, porque isso é o mínimo capaz de atender à dignidade do ser humano submetido a terrível processo de humilhação pública, como esse caso mostrado pela fotografia publicada em rede social?
O povo de Uiraúna, por certo, não merece passar por tamanho martírio, sacrificando-se para levar água para casa e ainda sem a certeza de que o líquido é tratado sob absoluta segurança de potabilidade, a despeito das conquistas científicas e tecnológicas, que permitem aos governantes preverem situações de dificuldades, de modo que a crise como a falta de abastecimento da água poderia muito bem ter sido contornada há bastante tempo e a população estaria agora confortavelmente tocando a sua vida, em absoluta normalidade.
Brasília, em 17 de março de 2020

terça-feira, 17 de março de 2020

O Nobel da Paz tupiniquim?


Há o célebre ditado que diz “A César o que é de César” ou “A Deus o que é de Deus”, quando se pretende atribuir a alguém o direito de algo que lhe pertence, por devido mérito.
O Brasil detém no seu currículo o pomposo título de ter conseguido promover, com absoluto sucesso, a Revolução Verde Tropical, tendo dominado a importante liderança mundial no emprego das tecnologias de produção da agricultura e da pecuária tropicais, que tem por mérito, no momento,  a  salvação dos países situados nas regiões equatoriais e tropicais do planeta, que são considerados sempre as mais pobres.
Essa posição de destaque mundial é fruto de maciços investimentos priorizados precisamente na década de 1970, em pleno governo militar, que decidiu eleger o desenvolvimento da ciência, da tecnologia, da inovação e do conhecimento com relação à agricultura do cerrado, considerado pobre de nutrientes nas suas terras vastas.  
O Brasil conseguiu promover essa revolução verde exatamente porque sabia que as terras do cerrado tinham potencial agriculturável, bastando apenas a implementação de estudos e pesquisas apropriados em alto nível, mediante a priorização de políticas públicas e investimentos, de modo que a mentalidade colonial fosse transformada em ação destinada à qualificação para a resolução dos problemas da região, que tinha de tudo, menos a tecnologia para se alcançar o progresso que existe na atualidade, graças aos esforços governamentais.
O governo de então teve a iniciativa de colocar as pessoas certas nos lugares certos e propiciou a elas as imprescindíveis condições de trabalho, visando à conquista de grandes safras.
Já com o sistema de pesquisa agropecuária fortalecido, o governo teve o cuidado de conceder crédito aos agricultores, como forma de estimular a iniciativa privada a ocupar o espaço empreendedor, na forma do agronegócio.
Nesse particular, o Brasil conseguiu avançar de maneira significativa e descobrir que  a produção  de alimentos tem características diferenciadas de região para região, ao contrário do que acontece com a indústria e os serviços, ou seja, a partir de então, foi entendido que a produção de alimentos exigia cuidados especiais e distintos, com vistas à sua otimização.
O governo entendeu que, na agricultura, há facilidade de produção nos países de clima temperado, em terras férteis, onde a neve elimina a maioria das pragas e ainda irriga o solo no degelo, enquanto a agricultura em terras tropicais o solo precisa ser corrigido com muitas tecnologias e tudo passa por experimentação, desde as sementes modificadas, o desenvolvimento de formas de fixação de nitrogênio no solo, o controle biológico de pragas, a adaptação de condições de plantio e colheita, entre outras tecnologias que foram buscadas por meio de muito investimento específico e estudos estritamente originais.
Como se vê, a liderança do Brasil, que fez a Revolução Verde Tropical se tornar realidade de sucesso, representa a superação de desafio enfrentado por profissionais competentes, sérios e comprometidos com a conquista de algo realmente revolucionário na agricultura do cerrado, cujo processo teve começo nos anos de 1970.
A propósito do tema em discussão, o norte-americano que ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1970, por ter dado grande passo para garantir a paz no mundo, disse que é preciso “Produzir alimentos em quantidade, qualidade e preços compatíveis para matar a fome no planeta.”.
O mencionado norte-americano, que não era filósofo, nem líder comunitário ou político, muito menos ativista, mas sim agrônomo, que se especializou em geneticismo e biologia vegetal, tendo lutado para melhorar a produtividade dos cereais.
Ele ganhou o Nobel da Paz por ter feito a chamada Revolução Verde na agricultura de países de clima temperado.
Segundo o Comitê do Nobel, em 1970, “Norman Borlaug mais do que qualquer pessoa da sua idade, ajudou a fornecer pão a um mundo com fome”.
Na atualidade, impressiona se verificar que é precisamente o que o Brasil vem fazendo, ou seja, ajudando a fornecer alimentos para o mundo com fome, graças à tecnologia que ele decidiu desenvolver e vem contribuindo para aumentar, de maneira progressiva, as grandes safras de alimentos.
Exatamente, depois de 46 anos lutando para fazer seu próprio caminho rumo à produção de alimentos, o Brasil aparece como verdadeiro salvador das savanas africanas, por ter conseguido desenvolver o cerrado, em termos agriculturáveis, e mostrar que o Centro-Oeste brasileiro é celeiro de alimentos para seu povo e outros países.
O próprio ganhador do Nobel da Paz, ao visitar a Embrapa, em 1979, disse com bastante sabedoria que “O Brasil dá uma lição ao mundo ao fazer a Revolução Verde Tropical, transformando as terras do cerrado em polo de produção agropecuária. É a conquista de uma tecnologia tropical. É um exemplo para o mundo”.
Isso faz lembrar o velho ditado: “A César o que é de César”, em referência à Revolução Verde Tropical que conseguiu amealhar bastante sucesso, em termos de tecnologia que foi capaz de melhorar, em definitivo, as condições agriculturáveis do cerrado brasileiro.
          A Revolução Verde Tropical foi capitaneada pela Embrapa, nascida, por lei, em 26 de abril de 1973, no governo militar do general Médici, que foi reestruturada, renascida e revigorada em 15 de março de 1974, no governo do general Geisel, quando assumiu o Ministério da Agricultura, o jovem professor e cientista Alysson Paolinelli, então com 38 anos, cuja competência inspirou minha admiração por seu trabalho, a ponto de o meu primogênito ter o primeiro nome dele.
O fantástico feito representado pela Revolução Verde Tropical ganhou dimensão extraordinária, diante do que ela realmente significa para a salvação do mundo da fome, a ponto de existir, no momento, movimento em mobilização, com milhares de assinaturas, tendo por objetivo a concessão do Prêmio Nobel da Paz ao revolucionário brasileiro Alysson Paolinelli, em razão de seus belíssimos empenho e dedicação em prol de causa humanitária da maior importância.
Além de contar com invejável currículo de vida, o professor Alysson Paolinelli merece o principal prêmio de reconhecimento ao trabalho do homem público, em especial porque o seu histórico confirma a sua participação direta na transformação do Brasil em potência mundial do agronegócio, com capacidade de contribuir para o efetivo fornecimento de alimentos para outras nações, além de garantir o suprimento interno de alimentos, fato que ajuda a compreender a importância da concessão da cogitada láurea, tendo por fundamento atos da maior significância, à luz da sua finalidade, em razão do gigantesco trabalho realizado por esse brasileiro, em benefício da humanidade.
É verdade ser da maior relevância que brasileiro, enfim, possa ser agraciado com honraria singular, de prestígio internacional, como o Nobel da Paz, que tem o poder de traduzir o reconhecimento por algo maravilhoso realizado em benefício da humanidade, de modo que o laureado precisa satisfazer requisitos de valor imensurável para corresponder à importância do ato pertinente.
À toda evidência, o brasileiro Alysson Paolinelli ainda não foi agraciado com tão nobre título de Nobel da Paz, mas a grandeza da sua majestosa obra já foi, há muito tempo, reconhecida pelo povo brasileiro, porque ela é atestada por todos os especialistas, à unanimidade, diante da potência agrícola que é o Brasil, na atualidade, obviamente graças à esplendorosa contribuição desse genial estudioso e professor brasileiro.
O Comitê do Prêmio Nobel praticará ato do maior acerto, na sua história, em conceder o Nobel da Paz a quem teve e tem o cuidado e o zelo com as causas que dizem respeito essencialmente à humanidade, na sua luta incessante  pela sobrevivência, cujo trabalho desenvolvido pelo professor Alysson Paolinelli é algo notável e de expressiva magnitude, diante da substancialidade representada pela Revolução Verde Tropical, que tem ajudado a matar a fome do mundo.
Com certeza, a concessão do Nobel da Paz ao professor Alysson Paolinelli, fantástico cidadão brasileiro, tem o condão não somente de se fazer justiça a quem realmente merece, por absoluto mérito, como também serve de potencial estímulo a novos investimentos governamentais na agricultura, com vistas à expansão das áreas destinadas ao plantio de alimentos, cada vez mais carentes no mundo, diante do progressivo aumento da população.
Os brasileiros torcem, com muita esperança, no sentido de que o grandioso e notável trabalho desenvolvido pelo emérito professor Alysson Paolinelli tenha real ressonância no Comitê do Nobel, em Oslo, na Noruega, para o fim de que o seu esforço em benefício da humanidade seja devidamente reconhecido e prestigiado com o Prêmio Nobel da Paz.
Brasília, em 17 de março de 2020

segunda-feira, 16 de março de 2020

Hoje seria aniversário de Cláudio


É interessante que vi, com surpresa, a notícia do aniversário do saudoso irmão Cláudio na data de hoje, quando eu levei a vida inteira parabenizando-o no dia 19 de março, que é realmente a data de nascimento dele, a despeito de o dia 16 ser aquele que, equivocadamente, consta na Certidão de Nascimento dele, que se contentava muito mais com os cumprimentos naquele dia, evidentemente por se comemorar a data referente ao glorioso São José, pai adotivo de Jesus Cristo.
É sempre motivo de muita alegria no coração quando vejo a fotografia do saudoso e querido irmão Cláudio, como constou junto da aludida mensagem, porque logo vem à mente a figura extraordinária de pessoa maravilhosa, com quem Deus me deu o grandioso prazer de conviver muito ao seu lado, usufruindo a sua extensa sabedoria de ser humano autêntico, alegre, feliz, cheio de imaginação e pronto para servir de alguma maneira, a qualquer momento, com o espírito de voluntariedade ímpar.
Cláudio tinha sensibilidade aguçada para captar o sentimento do seu próximo, a quem se prontificava para sempre ajudar no que estivesse ao alcance dele, mesmo que ele não tivesse condições de resolver o caso, no momento, mas ele arranjava um jeito para a sua solução, por mais intrincada que fosse a situação.
Ou seja, enquanto não satisfizesse seu próximo, ele não conseguia sossegar a sua mente sempre em efervescência, ativa e antenada com os fatos da vida, porque era assim a sua índole, de amar e servir.
Era assim que Cláudio gostava de viver, se preocupando intensamente com todos os problemas, inclusive, pasmem, do mundo, dando a gigantesca ideia de que, se pudesse, todos seriam resolvidos por ele, para o bem dele e da humanidade.
Coitado do meu amado irmão Cláudio, que dotado de invulgar inteligência que julgava dominar todos os conhecimentos, porque opinava, como só ele sabia, com maestria, sobre todos os fatos do cotidiano, foi completamente dominado e incapaz de superar a gravíssima crise de saúde que o abateu e o levou para bem longe e nós, muito prematuramente, em direção aos braços do Nosso Pai celestial, a quem certamente deve estar prestando os melhores e excelentes préstimos às obras divinas.
É enorme a lacuna deixado por Cláudio, que levou com ele pessoa realmente extraordinária de sabedoria sobre a vida, espontaneidade e exemplo de desprendimento às coisas materiais, amizade e respeito ao sentimento humano, tendo construído valioso patrimônio de bons exemplos disseminados em benefício do seu semelhante, em sintonia com o Evangelho de Jesus Cristo, que tem como principal mandamento o amor ao próximo, com quem Cláudio sempre se manteve em perfeita harmonia.
Parabenizo o inesquecível e saudoso Cláudio, pela data do seu nascimento, aproveitando para gradecer a Deus pelo privilégio de ter tido a amizade e o carinho dele, além de tê-lo, especialmente, como meu eterno irmão de sangue.
Brasília, em 16 de março de 2020