domingo, 19 de fevereiro de 2023

Insensibilidade?

         Em vídeo que circula nas redes sociais, uma mensagem anuncia que 250 mil vidas teriam sido salvas, no Brasil, caso tivesse havido o uso regular do medicamento conhecido por Ivermectina, segundo estudo realizado pela Universidade de Oxford, que prova a eficácia dele contra a Covid-19.

No mesmo vídeo, a mensagem lamenta que a finalidade da imprensa e da oposição ao governo era derrubar o presidente do país, como se ele tivesse a favor do uso do aludido remédio, quando não há notícia sequer sobre a existência dele, na época da pandemia do coronavírus.   

Salvo engano, não foi a ivermectina defendida pelo então presidente negacionista contra o coronavírus, mas sim a hidrocloroquina, mesmo diante da polêmica sobre a ineficácia desse remédio.

Na verdade, a tragédia do coronavírus não poderia ter acontecida em pior momento do Brasil, quando ele era governado por pessoa extremamente insensível aos princípios humanitários e absolutamente ignorante sobre as questões relacionadas com a saúde pública e o sanitarismo, conforme mostra a alarmante quantidade de vítimas letais, no total de quase 700 mil mortes.

Em razão disso, o então presidente do país foi cognominado de negacionista e até mesmo chamado de genocida, por muitas pessoas, por conta das suas reiteradas atitudes negando a existência da doença, na tentativa de minimizar a sua gravidade sobre a população, em que pese a inadmissível quantidade de mortes, em números alarmantes, ante a dificuldade para o controle da incidência do vírus, que só contribuía para aumentar o temor da sociedade, que se apavorava diante da inexistência de medicamentos eficazes contra os avanços do coronavírus.

No auge da pandemia, o então presidente do país, em demonstração de absurda insensatez, chegou a chamar o povo de maricas e medrosos, por ter ficado em caso, se protegendo do vírus, cujo comportamento foi caracterizado como impróprio para o presidente da República, que, ao contrário, por força do dever funcional ele deveria pregar tolerância e compreensão, no sentido melhor se relacionar com a população sobre os problemas relacionados com a gravidade da doença.

O ex-presidente brasileiro ainda teve a insensibilidade quando decidiu nomear general especialista em estratégia de suprimentos dos quartéis do Exército, sem nenhum conhecimento de medicina, saúde pública ou sanitarismo, para comandar logo o principal órgão que tinha a incumbência legal para a administração das políticas referentes à saúde pública dos brasileiros, dando a entender a pouco relevância da gravidade da doença, que poderia ser gerenciada por qualquer pessoa, desde que fosse atenciosa às suas ordens, como assim procedeu o então ministro da Saúde, conforme mostram os fatos.

Tal desarmonia administrativa ocorreu exatamente em momento que a pandemia do coronavírus se encontrava no auge de maior incidência, que somente exigia extremos cuidados em forma de gestão competente e eficiente, sob o comando de pessoa com reconhecida experiência naquelas áreas especializadas.

Na verdade, esse fato denotou verdadeiro ato de insensatez e irresponsabilidade, ante a demonstração da menor preocupação com a saúde dos brasileiros, porque, do contrário, ele teria nomeado o melhor especialista, com conhecimentos compatíveis com a gravidade da pandemia, que exigia medidas revolucionárias contra a calamidade de saúde pública, conquanto nada, absolutamente nada de excepcional foi feito senão o mínimo necessário para o combate à pandemia, cujo resultado não poderia ter sido o pior possível, à vista de tantas mortes, que poderiam ter sido evitadas caso melhores cuidados tivesses sido adotados.

O que se dizer da imunização dos brasileiros, que somente começou quase um mês depois que muitos países já tinham iniciado, tudo por causa do indevido envolvimento do então presidente do país nas negociações referentes às compras das vacinas, cujo imbróglio, causador de enorme demora, pode ter contribuído para milhares de mortes, em razão do atraso por conta da incompetência do governo, que ficou preocupado com questões burocráticas, em detrimento da saúde dos brasileiros?

Enfim, a participação do próprio presidente do país nos assuntos relacionados com o coronavírus não poderia ter sido o pior desastre protagonizado por quem deveria ter se distanciado dele o máximo possível, por ele nada entender das questões relacionadas com a saúde pública nem sanitarismo, que precisariam ser cuidadas exclusivamente por especialistas na área, com conhecimentos de causa sobre as questões sensíveis da pandemia do coronavírus.

Acredita-se que se o combate à pandemia do coronavírus tivesse sido realizado em estrita observância aos princípios da competência, da racionalidade, do bom senso, da sensibilidade e da sensatez, certamente que não teria havido quantidade tão elástica de mortes, além de ter se evitada a terrível ideia de estadista extremamente insensível às causas humanitárias, como assim restou sendo compreendido o comportamento funcional demonstrado por ele, que estava sempre preocupado em ser o centro das atenções e dos holofotes da mídia.

É evidente que toda desgraça resultante da pandemia do coronavírus não tem como não ser atribuída a quem era o presidente da República, que teve o cuidado de chamar para si a responsabilidade para decidir sobre todos os assuntos estranhos aos seus conhecimentos, que poderiam ter sido desempenhados e resolvidos com absoluto sucesso caso tivesse havido o emprego dos princípios da racionalidade e do bom senso no combate ao gravíssimo mal do século.

O resumo da ópera é que a falta de coordenação, sistematização e orientação centralizada, com a participação conjunta da união, dos estados e municípios, contribuiu de forma decisiva para o desastre que foi o chamado combate da pandemia do coronavírus, quando reinava o desentendimento sobre as medidas a serem seguidas e todos agiam por conta e risco próprios, cujo resultado foi o pior possível, à vista do saldo alarmante de óbitos, que é a prova inconteste da incompetência e da irresponsabilidade.   

Infelizmente, diante da condução ineficiente, ineficaz e irresponsável no combate à gravíssima doença que superou as iniciativas de combate do governo, fica a certeza de que a população pagou preço muito caro pelas insensibilidade, incompetência e irresponsabilidade de quem não só demonstrou incompetência e despreparo para cuidar da saúde dos brasileiros.

          Brasília, em 19 de fevereiro de 2023

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Importante publicidade

Vem circulando nas redes sociais campanha de cunho preventivo de segurança no trânsito, em que mostra o rapaz que discute com a companheira e pega a chave do veículo e tenta se afastar dali, depois de tomar várias doses de bebida alcóolica, pensando em se evadir do local, mas a moça, mais do que imediatamente, canta música amorosa para tocar o coração dele, tendo conseguido que ele decidisse ficar no local, para a alegria entusiástica dos presentes.

Trata-se de campanha educativa de trânsito que merece aplausos, uma vez que ela realmente é convincente, tanto em forma de alcance psicológico como por sua inteligência publicitária, que tem por objetivo servir de alerta especial para as pessoas que bebem e dirigem, sem se preocupar com a própria vida nem muito menos com a do seu semelhante.

É muito importante se atentar para o fato de que a nossa prioridade é viver com paz, felicidade e segurança, tendo em mente também a responsabilidade cívica, para que possam ter sentido as comemorações que devem fazer parte da vida, mas apenas como atividade completar.

Como a integridade da vida também é dever do Estado, que inclusive normalidade arca com elevadíssimas despesas por conta de acidentes causados no trânsito, em decorrência do uso excessivo de bebidas alcóolicas, seria interessante que houvesse campanhas similares a essa, em âmbito nacional, não somente no Carnaval, mas de forma sistemática e permanente, como maneira de valorização da vida.

Aliás, importa frisar que percentual das multas de trânsito devem se destinar exatamente para campanhas educativas de segurança no trânsito, com destaque para o uso de veículos por motoristas embriagados, como forma de prevenção da vida.

Não obstante, nem sempre isso é observado, por importante parcela de culpa nossa, que nunca exigimos que as normas legais sejam rigorosamente cumpridas, fato esse que, infelizmente, se reveste em detrimento da própria sociedade, que poderia se empenhar no sentido da minimização dos acidentes no trânsito, por meio de importantes campanhas educativas como essa.

Convém que o nosso dever cívico seja despertado, para o nosso próprio bem, no sentido de se cobrar das autoridades públicas o devido e rigoroso cumprimento da legislação em toda a sua plenitude, inclusive no que diz respeito, em especial, às normas de trânsito, como a de não beber, antes de dirigir.

          Brasília, em 18 de fevereiro de 2023 

Quem tem culpa?

             Em live que circula nas redes sociais, um advogado afirma que os militares poderão ser prejudicados com a aprovação de Proposta de Emenda à Constituição, que pretende retirar prerrogativas deles, por conta do que deixaram de fazer.

O causídico disse que “Era certo que isso ia acontecer, eles sabiam com quem  estavam lidando. Eles entenderam todas as preocupações dos patriotas, tudo que os patriotas queriam era transparência. Nós respeitamos a instituição, mas eles decidiram não agir, deixar a coisa correr solta, culminando nos atos de 8 de janeiro. Houve uma promessa de que as pessoas não seriam presas. O general Arruda esqueceu que não se faz acordo com comunista, quem pagou o pato foi a população. As Forças Armadas pecaram por omissão”.

O importante comentário produzido em vídeo afirma que as Forças Armadas vão pagar por omissão, dando a entender que elas deixaram de agendar ou atender aos pedidos de socorro da sociedade sobre a necessidade de medidas que levassem à transparência das urnas eletrônicas, evidentemente somente viabilizáveis por meio da intervenção militar, que, infelizmente, não aconteceu, cuja omissão vem sendo creditada à culpa das Forças Armadas, conforme a mensagem transcrita acima.

Sim, é verdade que essa importante medida foi negada aos brasileiros honrados e esperançosos de moralização do Brasil, só que há especial detalhe que tal providência não existiu por ação ou omissão das Forças Armadas, exatamente por falta de competência constitucional delas para a efetivação da intervenção desejada.

Nesse caso, há gritante erro de interpretação jurídica, quando a intervenção militar é competência exclusiva dos poderes da República, mais especialmente, no caso aventado, do então presidente da República, que poderia ter assinado o ato respectivo, determinando as medidas necessárias para serem executaras pelos militares.

Ou seja, somente se caracterizaria omissão das Forças Armadas se o presidente da República tivesse decretado a intervenção e os militares deixassem de implementar as providências indicadas no respectivo ato.

Isso, infelizmente, não aconteceu precisamente por clara omissão do presidente da República, que antes e sempre dizia, com os pulmões cheios: “O Brasil acima de que tudo…”, mas ele não teve a mínima dignidade para honrar a própria palavra, no momento crucial em que o Brasil mais precisava daquele ato heroico, para o fim da salvação nacional.

À toda evidência, no pretendido ato de intervenção, havia enorme  possibilidade de se passar o Brasil a limpo, com a moralização administrativa por meio do saneamento de muitas questões suspeitas, em especial com relação ao abuso de autoridade e às práticas de irregularidades, notadamente no que se refere às últimas eleições.

A ansiada transparência executada pelos militares estaria respaldada no disposto dos artigos 37, que obriga a publicidade dos atos da administração pública, que havia sido negada pela Justiça eleitoral, ao deixar de conceder acesso ao código-fonte das urnas eletrônicas às Forças Armadas, e 142, ambos da Constituição, em que este assegura a garantia da lei, por ação saneadora dos militares.

Como se vê, a intervenção militar poderia ter sido decretada, na forma da  Constituição, pelo presidente da República, com o devido amparo jurídico e sem necessidade de prestar contas aos demais poderes da República nem às Forças Armadas, que precisariam apenas executar as ordens emanadas do seu comandante-em-chefe.

Diante do exposto, é preciso ficar claro que não houve omissão alguma das Forças Armadas, uma vez que sequer existiu determinação alguma para a execução de qualquer ato, mas houve gravíssima omissão do presidente da República, que foi absolutamente insensível aos veementes apelos de socorro vindos dos brasileiros honrados.

É importante se notar que o então presidente do país deixou de atender, em especial, aos anseios dos eleitores dele, que tinham forte esperança de que ele seria sensível a tão relevante questão considerada de vida ou morte para o Brasil, mas, lamentavelmente, ele decidiu aderir à causa da morte, como que optando pela pior omissão em termos de verdadeiro declínio da sua carreira política.

À toda evidência, o então presidente do país tinha nas mãos os meios necessários, estribados constitucionalmente, para agir e salvar a nação dos mais trágicos infortúnios, como o de entregá-la, sem a mínima resistência, à recriminável esquerda, que se apodera do poder, mesmo diante da sua índole de desonestidade na administração pública, à vista dos resultados das investigações levadas a efeito pela Operação Lava-Jato.

A verdade é que nunca, na história brasileira, o presidente da República havia demonstrado tamanho desprezo às causas do Brasil e dos brasileiros, quando permitiu a entrega do poder à esquerda, sem qualquer reação ou sentimento de amor à pátria, a despeito de várias denúncias sobre possíveis irregularidades no último processo eleitoral, cujos atos deveriam ter sido investigados no âmbito do dever institucional inerente ao cargo presidencial de zelar pelas integridade e legalidade da coisa pública.

Não obstante, o então mandatário brasileiro detinha em mãos poderosos  instrumentos legais e jurídicos para a realização das devidas investigações, que poderiam levar às necessárias averiguações sobre a regularidade da questionada votação, além de outras medidas saneadoras sobre a sujeira que vem predominando no seio da República.

À toda evidência, o último presidente da República passa para a história brasileira como o grande e eterno vilão, exatamente por ter sido extremamente insensível às causas essenciais inerentes aos interesses do Brasil e dos brasileiros, quando ele poderia ter decidido mudar a história da República, com o ato heroico da intervenção militar, que tinha o amparo constitucional.

Ante o exposto, convém ficar bastante claro que, nesse imbróglio da omissão quanto à falta da intervenção militar, as Forças Armadas podem até ter alguma parcela de culpa, mas não se pode condená-las exatamente por isso, uma vez que a decretação do ato pertinente dependia da decisão do então presidente da República, que não teve sensibilidade suficiente para compreender a grandeza da medida que poderia ter sido a salvação nacional, devendo ser considerado, por isso, o grande vilão por deplorável omissão causadora de abissal tragédia contra os interesses do Brasil e dos brasileiros.   

 

          Brasília, em 18 de fevereiro de 2023

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Como vontade?

         Em crônica em que analisei a omissão do presidente da República, de ter deixado de decretar a intervenção militar, um amigo de grupo se manifestou em contrariedade ao meu texto, dizendo o seguinte: “Adalmir, vontade ele teve, porém os oficiais. generais, traíram ele. Só o Comandante da Marinha estava com ele. Até o Mourão traiu ele. Sozinho, ele não pôde fazer nada.”.

Em resposta, eu disse que, diante dos interesses da pátria, pouco importava quem o tivessem traído ou sido contra o então presidente da República, porque ele era o poder máximo da nação, com base na Constituição, e poderia mandar todos os subordinados, menos o vice-presidente, com licença da palavra, para o inferno, com apenas uma canetada e ninguém poderia fazer absolutamente nada contra ele, nem mesmo o Congresso Nacional nem o Supremo Tribunal Federal.

Será que é difícil se entender isso, gente?

Que democracia é essa que o presidente da República se considera no direito fraquejar e se acovardar diante de seus subordinados e as pessoas ainda se dignarem a entender que isso é normal, quando tudo isso representa clara inversão dos valores hierárquicos e republicanos, absolutamente inadmissível em país sérios e evoluído, em termos políticos e democráticos?

O que aconteceu no Brasil, sob a versão de que o presidente da nação teria se curvado à imposição de oficiais generais subordinados à autoridade constitucional dele, jamais aconteceria nas piores republiquetas, onde sequer há respeito às normas legais e constitucionais, quando todos estariam presos e sem patentes, ante o grave e injustificável crime de insubordinação.

 Que povo é esse que aceita passivamente uma desgraça como essa imposta pelo nefasto sistema que tomou o poder, na marra, por meios irregulares e inconstitucionais, e ainda se conforma com gritante omissão do mandatário, que poderia, ao menos, tentar aclarar, por meio da intervenção militar, a nebulosidade que pesa sabre as questões suspeitas de irregularidades na operacionalização das urnas eletrônicas, cujos resultados proclamados das últimas eleições podem nem refletirem a verdade das urnas? 

Então, que magia absurda existe nesse ex-presidente que foi incapaz de enxergar o óbvio, no sentido que a nação estaria indo literalmente para o abismo caso não fosse decretada a intervenção militar, como de fato e de direito foi, mas mesmo assim nada foi feito para se evitar tamanha tragédia contra o Brasil, os brasileiros e a ele próprio, que fugiu, às pressas, antes do término do mandato dele, para outro país, onde ainda se encontra, com medo de ser preso?

Diante de gente que acha normal a deplorável inação presidencial, em que pesem as circunstâncias, que eram absolutamente contornáveis, penso que vivo em outro planeta, por ter enorme dificuldade para aceitar como normal que uma nação seja entregue ao demônio que todas as suas falanges do mal, quando a sua salvação estava na mão de pessoa que não teve discernimento para perceber sobre a possibilidade de se evitar a definitiva ruína de um povo?

Diante das gravíssimas questões político-administrativas que predominavam no Brasil, não havia qualquer alternativa senão a adoção de intervenção militar, destinada ao saneamento, em especial, das dúvidas quanto às suspeitas de irregularidades na operacionalização das urnas eletrônicas, que ainda exigem esclarecimentos quanto à regularidade do resultado da votação.

Enfim, no momento crucial de uma nação, com seríssimas influências e reflexos sobre os interesses do povo, não se pode falar que alguém teve vontade, quando prevaleceram a covardia, o medo e principalmente a insensatez quanto às consequências terríveis, por conta  da falta de atitude presidencial, em nome de situação extremamente justa e necessária para os destinos do Brasil.

É preciso sim que as pessoas sejam lembradas também pelas desgraças que elas foram capazes de produzir, porque seus infortúnios precisam servir de lição para que tamanha tragédia semelhante jamais volte a ocorrer contra o Brasil.

          Brasília, em 17 de fevereiro de 2023

Lição definitiva?

           Recebi de um amigo de grupo a seguinte indagação: “Você que é um cara que eu o admiro pelos seus talentos e idoneidade, está por dentro dos fatos do cotidiano e da nossa podre política, gostaria que emitisse sua opinião sobre o que leva um grupo de generais traírem um povo e um país aflito por justiça, de dar um basta nessa mazela criada pelos ‘poderes’ da República. Que deve ter havido de fato essa desonra ao exército de Caxias? Propina, ameaça, corrupção? O que você atribui tamanha insensatez diante de um presidente que fez o máximo para colocar o Brasil nos eixos em todos os setores, deixando para dar o golpe fatal do ‘não vou trocar vinte dias de glória por vinte anos de incômodo’ no último dia da decisão que consertaria o Brasil dessa bagunça generalizada? Por favor, esclareça um pouco as minhas ideias, pois ainda estou incrédulo, perdido e com esperança somente em Deus que um dia essa situação possa se reverter. Qual a moral que sobrou para o exército a partir de agora?  Obrigado por sua resposta opinião.”. 

Em resposta à respeitável indagação, eu disse ao amigo que tinha ficado bastante honrado pela sincera avaliação acerca da minha capacidade de discernimento sobre os fatos da vida,  especialmente de natureza política.

Para ser claro, objetivo, curto e grosso, a minha opinião, como tentativa de resposta à sua angustiante indagação, comporta única palavra: incompetência, porque nem precisa dizer mais nada para o bom entendedor, que logo entende o suficiente, nas circunstâncias dos acontecimentos.

Não obstante, convenhamos que o contexto político-administrativo se configurava extremamente perturbado, com destaque para as suspeitas sobre a operacionalização das últimas eleições, a despeito de irregularidades detetadas nas urnas eletrônicas, sob a suspeita de possível manipulação de resultados prejudiciais, em especial, ao candidato à reeleição.

A intervenção militar poderia ter contribuído para o saneamento de anormalidades, com a simples checagem ou recontagem dos votos, passível com acesso ao código-fonte, que foi negado às Forças Armadas e ao partido do candidato à reeleição pela Justiça eleitoral.

Isso configura afronta ao princípio constitucional da publicidade, também conhecido por princípio da transparência, que tem sede no artigo 37 da Lei Maior do país, que estabelece: “A administração pública (…) obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade (…)”.

A combinação dessa norma com o disposto no artigo 142 da Constituição, dava respaldo ao presidente da República para decretar intervenção militar, independentemente da vontade de ninguém, nem do Congresso Nacional, nem do poder Judiciário e muito menos das Forças Armadas e, de resto, nem mesmo de oficiais generais. 

 Convém transcrever o citado artigo 142, para se ter absoluta certeza sobre a incompetência caracterizada com a omissão da principal autoridade brasileira, quando esse dispositivo diz que “As Forças Armadas, (…), sob a autoridade suprema do presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”.

Importa se esclarecer que a expressão “por iniciativa” significa dizer o mesmo por decretação de qualquer poder da República, em que as Forças Armadas são convocadas para a execução de determinada missão especial, de forma que, imediatamente, todos os poderes ficam suspensos, prevalecendo apenas a autoridade do poder interventor, até que a incumbência recebida seja concluída, quando então tudo vota à normalidade.

Ou seja, não restava a menor dúvida de que os pressupostos para a implantação da intervenção militar estavam configurados em forma de acomodação nos textos constitucionais, faltando apenas competência por parte da principal autoridade da República, que se “borrou” de medo de ser preso por subordinados dele, em declarada demonstração de covardia.

O presidente do país poderia ter exonerado os oficiais generais rebelados e até, conforme o caso, determinar a prisão deles, à vista da caracterização do crime de insubordinação, ficando livre para a decretação da imediata a intervenção militar, para as providências necessárias à limpeza da esculhambação que vem predominando no país.

É preciso ficar claro que não se trata de traição de oficiais generais (brigadeiro e generais), que até poderiam se rebelarem, porque era opção deles, como assim prevaleceu, mas a intervenção militar não aconteceu por exclusiva e inexplicável frouxidão da autoridade suprema.

Caso o ex-presidente do Brasil fosse minimamente corajoso, a história do Brasil seria, hoje, contada diferentemente, com muitos oficiais generais na prisão, tendo a importante companhia de políticos, magistrados, comunistas, corruptos etc., com o Brasil absolutamente livre, no momento, do caos que grassa nas suas entranhas.

Infelizmente, graças à incompetência e à demonstração de medo de quem levou todo tempo dizendo “O Brasil acima de tudo…”, mas ele foi mui irresponsável e inconsequente, que vai passar para a história da República como o culpado-mor, por ter sido responsável direto pela maior tragédia causada ao Brasil e aos brasileiros, em razão da extrema omissão dele, cuja inação permitiu a entrega da nação à esquerda, sem nenhuma resistência, a despeito das suspeitas de irregularidades na operacionalização das urnas eletrônicas, que exigiam os devidos esclarecimentos, caso o Brasil fosse um país sério e evoluído, em termos políticos e democráticos.

Não é verdade que o último ex-presidente do país tenha feito o máximo para colocar o Brasil nos eixos, em todos os setores, porque, pelo contrário, se isso fosse como imaginado por muitos, ele não teria perdido a eleição logo para um dos principais criminosos políticos da face da Terra, assim evidenciado pelos atos irregulares que são atribuídos à autoria dele, que não conseguiu provar a própria inocência.  

A verdade é que o ex-presidente demonstrou muita incompetência como estadista, não tendo capacidade para contornar o altíssimo índice de rejeição dos brasileiros, além de ter sido envolvido e derrotado pelo sistema, que foi o tempo todo superior a ele, tanto isso é verdade que, agora, quem manda no Brasil é o próprio sistema, sob a tutela da esquerda.

Os fatos mostram que não precisa provar a expressiva incompetência de gestão, conquanto o ex-presidente tenha se mantido no auge do índice da rejeição, superando até mesmo o seu principal opositor, que era e é o símbolo da desonestidade, tendo sido condenado à prisão por crime de improbidade administrativa, exatamente por não ter conseguido contestar os fatos delituosos denunciados na Justiça.

O pior deste país foi ter o presidente com traços de incompetência, negacionismo e insensibilidade, em que pese ele ser idolatrado por seus apoiadores, que ainda o acham que ele foi injustiçado e traído por generais, quando ele foi derrotado e atropelado pela inexperiência inata.

Na qualidade de presidente da República, como comandante-em-chefe das Forças Armadas, ele poderia simplesmente ter ignorado as negativas e as ameaças dos generais, porque ele tinha a caneta para exonerá-los e puni-los, pela caracterização do crime de insubordinação.   

Nada poderia ter sido mais deplorável do que a injustificável reticência da principal autoridade da República, porque, do contrário, ele passaria para a história brasileira como verdadeiro herói nacional, se tivesse agido conforme exigiam as circunstâncias, diante da desordem comandada pelo sistema que prometeu e tomou o poder.

Diante dos lamentáveis acontecimentos, só resta esquecer o ex-presidente que dizia que amava o Brasil, mas decidiu o abandonar quando mais se precisava do socorro dele, cuja omissão causou enorme prejuízos ao Brasil e aos brasileiros.

Imediatamente ao meu comentário acima, o amigo veio agradecê-lo, dizendo a seguinte mensagem: “Valeu Patinho, vi através de suas palavras o outro lado da solução que poderia ter acontecido. O fato de terem soltado o ‘nine’ da cadeia, era para o chefe maior da nação ter tomado uma atitude enérgica, dentro da lei, e ter dado um basta definitivo no rasgar da carta magna. Não depender de outros órgãos para alinhamento. Realmente ele esteve com a faca e o queijo nas mãos. Por incompetência, concordo com você, deixou o Brasil nessa situação caótica, que provavelmente vai perdurar por muito tempo. Infelizmente!        

Em resposta, eu disse que tinha certeza absoluta de que o então presidente do país decretaria a intervenção militar, porque, nas circunstâncias, de maior gravidade política, eu não enxergava outra alternativa, diante do que estava acontecendo exatamente do pior possível no Brasil, em termos político-administrativos.

Como é que o presidente do país, tendo a faca e o queijo nas mãos, para salvar o Brasil da tragédia, decide abdicar do seu poder, de forma inexplicável, e deixa de decretar ato que poderia torná-lo herói nacional?

Só pode haver a prevalência de tremendas incompetência e irresponsabilidade, em permitir, sem resistência, que a turma que ele tanto dizia que abominava se apoderasse da nação, com o terrível histórico de maldades praticadas contra os brasileiros, conforme o currículo criminoso de seus integrantes.

A única explicação para tamanha demência só pode ser vislumbrada diante da total perda das faculdades inerentes à sensatez, em que a pessoa aparenta normalidade, mas se encontra dominada por sentimentos estranhos, como o do medo e da plena incapacidade para agir com racionalidade, exatamente como assim demonstrou o último ex-presidente brasileiro, que se isolou, em obsequioso silêncio, tendo perdido completamente o senso de responsabilidade, bem como de noção sobre a realidade ao seu redor, tanto isso pode ser verdade que ele se refugiou nos Estados Unidos, com medo de ser preso por generais subordinados dele.

O fim do governo dele foi o mais melancólico da história do Brasil, justamente em razão do total desajuste administrativo da principal autoridade da República, que teve o desplante de desprezar os próprios apoiadores, que sequer mereceram qualquer palavra de conforto por tanto tempo exposto às portas dos quartéis do Exército, que também não mereceram nenhuma justificativa por parte dele, quanto ao fim desastroso sobre a omissão inerente à decretação da intervenção militar.

São muitos os fatos que conspiram contra quem não se cansava em falar em amor, família, pátria e Deus, mas concluiu seu governo dando as costas para o Brasil e os brasileiros, indo para os Estados Unidos da América, onde permanece até agora, quando ele deveria jamais ter saído do Brasil.

Enfim, a omissão referente à falta da intervenção militar, que era de fundamental importância para o saneamento de questões político-administrativas, deixa importante e definitiva lição aos brasileiros, em especial de que não se pode jamais confiar em homens públicos, diante da confirmação de que eles estão preocupados somente com seus projetos políticos.   

          Brasília, em 17 de fevereiro de 2023

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Prisões arbitrárias?

             Uma das maiores barbaridades cometidas pela Justiça brasileira tem sido a prisão de centenas de brasileiros suspeitos da prática de terrorismo, sem que, na maioria das prisões tenha qualquer prova da participação deles nos atos criminosos.   

Até que se possa ser considerado normal e tolerável a prisão de pessoas que estivessem na cena dos atos de vandalismo, mesmo que elas não tenham participado efetivamente deles, o que poderia identificá-los apenas nessas condições, sendo soltas logo em seguida, depois de imediata identificação, para os fins das devidas averiguações e levantamentos de provas contra elas, no máximo, como se faz nos países evoluídos e civilizados, em termos politicamente democráticos.

Agora, é absolutamente inconcebível que, passado mais de mês, ainda têm pessoas presas, entre jovens, mulheres e idosos, sem nada que justifique tamanha estupidez contra a dignidade humana, uma vez que não há prova alguma contra ninguém, salvo meras suspeitas de participação, o que não é suficientemente plausível para a manutenção de prisão nitidamente desnecessária, ante a falta de suporte jurídico, a exemplo da materialidade da autoria de qualquer ato delituoso.  

Constitui gravíssima insensatez e irracionalidade a prisão de pessoas, constantes de centenas, tão somente, pasmem, aguardando a individualização sobre condutas criminais.

Essa forma de tratamento é absolutamente inaceitável e inadmissível em país onde prevalece o Estado Democrático de Direito, quando a constituição assegura a garantia dos direitos humanos, sob o império do respeito à dignidade dos valores humanitários.

O mais absurdo de tudo isso é que há um processo coletivo, sob segredo de Justiça, e há escassez de informação para advogados e familiares, prevalecendo o desrespeito aos direitos humanos, em nome da precariedade da Justiça capenga e desinstrumentalizada, o que somente denuncia a confirmação da esculhambação quanto ao cumprimento da sua missão institucional.

Os fatos mostram que não estão sendo respeitados os direitos humanos nem o devido processo legal pela Justiça brasileira, que precisaria ser apenas justa, em que os verdadeiros culpados, com base nas provas materiais, sejam devidamente responsabilizados e os inocentes, sem qualquer comprovação de participação em atos de destruição, sejam soltos e, na pior das hipóteses fiquem à disposição da Justiça, em caso do aparecimento de provas contra eles, poque é exatamente como procedem os países que respeitam os direitos humanos e a dignidade das pessoas honradas e dignas.

Na verdade, o tratamento desumano dado a esses brasileiros seria compatível apenas nas piores republiquetas, onde prevalece o regime ditatorial, e é comum o descumprimento dos direito humanos e das liberdades individuais e democráticas.

Caso o Brasil tivesse Parlamento que compreendesse, em primeiro lugar, a necessidade da primacial garantia dos direitos humanos e, depois, a imperiosidade do respeito à norma constitucional, instalaria Comissão Parlamentar de Inquérito, destinada à apuração dos atos pertinentes ao abuso de autoridade e à extrapolação da competência institucional, de modo que fossem possíveis o esclarecimento sobre as violências ocorridas no dia 8 de janeiro e a verdade acerca dos fatos, além da identificação pelos abusos cometidos pelas prisões arbitrárias e desumanas.

Convém que os brasileiros se conscientizem de que país nenhum progride sob o império do desrespeito aos direitos humanos e ao desprezo aos princípios constitucionais, a despeito desses atos absurdos materializadas por meio de prisões desumanas, arbitrárias e desnecessárias.

          Brasília, em 15 de fevereiro de 2023

Preços exorbitantes

            Em vídeo que circula na internet, uma pessoa relata, perplexa, a exorbitância de preços cobrados em uma praia do Nordeste, variando entre R$ 150,00 a R$ 280,00, sobre pratos de peixes e iguarias do mar.    

A questão fundamental nem é, basicamente, os preços exagerados, que até nem pode ser razoável para as pessoas normais, mas é possível que o absurdo para alguns não seja para outras pessoas, em especial aquelas abastadas.

Não adianta ficar estranhando pelo simples prazer de criticar, porque isso é próprio do brasileiro, que gosta de descer o malho em tudo, mesmo sabendo que não adianta se incomodar com nada, nem com os preços exagerados.

O certo mesmo é apenas não concordar em pagar os preços exorbitantes, evidentemente sem necessidade de tecer críticas, uma vez que isso é problema do empresário e de quem aceitar pagar por produtos com preços totalmente fora da realidade, mas, é daí?

A verdade é que os preços existem e são praticados normalmente, tanto é que eles são expostos nos menus sem qualquer restrição, porque não existe mesmo, e há quem concorde com eles, porque, do contrário, o empresário não se mantinha estabelecido em funcionamento normal, ou seja, ele já tinha fechado o negócio dele.

O que acontece, na verdade, é que o comércio dele poderia ser muito mais rentável, com mais clientes, caso os preços não fossem tão elevados, mas o empresário certamente se satisfaz com a rotatividade da freguesia bem menor, mesmo com os preços nas alturas.

Essa situação incomum aparenta ser mentalidade bastante distorcida do brasileiro, que está muito mais interessado no lucro fácil, com menor esforço, que é diferente de mais trabalho, que poderia render o mesmo lucro, caso os preços fossem menores.

Deve ser exatamente assim que o empresário pensa, com o preço nas nuvens em condições de se manter tocando o negócio, evidentemente com menores custos.

O certo é o brasileiro não tem nada de besta, não, porque ele só quer levar vantagem em tudo, principalmente se tiver quem pague pelos preços escandalosos cobrados por seus produtos, mesmo porque não existe qualquer restrição no mercado de bens e serviços.

Não há a menor dúvida de que não passam de perda de tempo as críticas aos preços exagerados, mesmo que elas sejam justas, mas eles vão continuar exatamente como vêm sendo cobrados.   

          Brasília, em 16 de fevereiro de 2023