Enquanto o governo faz o maior marketing com a
implementação do programa Mais Médicos, com a contratação de profissionais da
saúde para atuar no interior do país, a principal cidade do Estado do Maranhão,
de um milhão de habitantes, há poucos dias dependia da sorte ou de milagre para evitar tragédia
na saúde pública, porquanto, de acordo com os médicos e o Conselho Municipal de
Saúde, no caso de acidente com muitas pessoas feridas, o sistema de saúde somente
disporia de duas ambulâncias do Samu em condições de uso. Na verdade, lá existem
17 ambulâncias, mas 15 se encontravam quebradas, sem a mínima condição de uso,
evidenciando completo abandono das autoridades responsáveis pela saúde pública do
Estado. As oficinas conveniadas com a prefeitura alegam que deixaram de consertar
os veículos por falta de pagamento dos serviços prestados anteriormente. O
presidente da associação dos servidores do Samu disse, à época, que a situação era de tristeza, por causar revolta e repugnância, sobretudo porque não faltavam recursos para a
manutenção dos veículos, à vista da confirmação de que o Ministério da Saúde repassa,
todo mês, dinheiro para essa finalidade, mas ninguém sabe o seu destino. A par
de anunciar auditoria para apurar os problemas em São Luís, o Ministério da
Saúde confirmou o repasse de R$ 325 mil por mês para o pagamento da metade das
despesas com o serviço do Samu. A prefeitura tem o dever de participar com a outra
metade dos recursos. Na sede da Samu, eram guardados, por prevenção e para
evitar sumiço, os equipamentos que deveriam estar dentro das ambulâncias. Os
socorristas, diante da falta de condições de trabalho, estavam registrando, em
boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia, o repetido motivo de falta de
condições pela falta de atendimento à população necessitada de socorro, com
vistas a evitar possível acusação de negligência médica, deixando explícito o
descaso das autoridades públicas quanto à sua responsabilidade pela omissão de
socorro médico. Um socorrista afirmou que "A questão ética nos proíbe de recusar fornecer atendimento a quem está
necessitando de atendimento em caráter de urgência, mas nós não temos como
prestar esse atendimento se não tem como se deslocar daqui. Não tem ambulância,
como você vai fazer o atendimento?". Como golpe de misericórdia à
péssima situação de atendimento médico, foi cortado o abastecimento do combustível
às ambulâncias, piorando o completo caos. Uma enfermeira declarou que "Hoje nós estamos atendendo só ocorrências de
trauma, porque não temos combustível suficiente para rodar". Como não
poderia ser diferente, a Secretaria Municipal da cidade garantiu que o serviço
de reparo nas ambulâncias é frequente, tendo afirmado que, na ocasião, seis
ambulâncias estariam em condições de atendimento, fato que contraria as testemunhas
dos médicos e profissionais da saúde, que reafirmaram a existência de apenas
duas ambulâncias em funcionamento, numa cidade de um milhão de habitantes. A situação
de verdadeiro abandono na saúde pública da principal cidade do Estado do
Maranhão é o retrato irretocável da precariedade e do caos que impera no resto
do país, em que o anacronismo do funcionamento do Sistema Único de Saúde,
completamente distanciado da realidade dos mecanismos de eficiência e de
qualidade, dar-se o luxo de repassar recursos para as prefeituras, para a
manutenção desse sistema, porém sem esboçar as mínimas condições de acompanhar e
certificar-se do seu efetivo emprego nos fins colimados, o que evidencia total
desperdício de recursos públicos, pela incompetência do governo que gasta
apenas de forma sistémica e automática, sem exercer qualquer espécie de
controle quanto ao real custo-benefício que se espera da administração pública
responsável pelo bom e regular emprego das verbas públicas. A sociedade tem o
dever de censurar e recriminar os casos de deficiências e omissões existentes no
atendimento à saúde pública do país, como esse aqui relatado, e exigir que as autoridades
públicas se conscientizem sobre a necessidade de efetiva atenção ao importante cumprimento
da competência do Estado, delegada ao Sistema único de Saúde, inclusive quanto
à imperiosa conveniência de fiscalizar o efetivo emprego dos recursos
pertinentes e responsabilizar aqueles que derem causa à falta de atendimento de
socorro à população. Acorda, Brasil!
domingo, 17 de novembro de 2013
sábado, 16 de novembro de 2013
Por mais governabilidade
Enquanto a sociedade
demonstrou, por meio dos retumbantes movimentos de protestos nas ruas, completa
insatisfação com o caos que impera na administração do país, a presidente da
República continua com o seu discurso de prepotência, passando por despercebida
e dando a entender apenas que a terrível crise gerencial do país passa ao longe
do seu governo. Pelo menos é essa a ideia que ela procura passar para a
sociedade, ao declarar seu sentimento sobre os fatos. Ela disse, ipsis
litteris: "Os que foram às ruas
deram mensagem direta ao conjunto da sociedade, sobretudo aos governantes de
todas as instâncias. Essa mensagem é por mais cidadania, melhores escolas,
melhores hospitais, direito a participação. Essa mensagem direta das ruas
mostra a exigência de transporte público de qualidade e a preço justo, essa
mensagem direta das ruas é pelo direito de influir nas decisões de todos os
governos, do Legislativo e do Judiciário, é de repudio à corrupção e de uso
indevido do dinheiro público”. Na verdade, com base nas evidências dos
fatos do dia a dia, a administração pública do país tropeça em dificuldades
ante o enorme descompasso entre a realidade das mazelas da nação e as
realizações do governo, que não consegue mostrar o mínimo de competência para
gerenciar as politicas públicas de forma satisfatória. A inépcia tem sido a
marca indelével de descaso às prioridades das políticas públicas, que se
consolida com a falta de realizações, à míngua de investimentos e de
significativos atrasos das obras já iniciadas, a exemplo da transposição do Rio
São Francisco, que não conseguem deslanchar, sob a alegação oficial da
pendência de procedimentos licitatórios, fato esse a confirmar a exata
incapacidade do governo até mesmo de realizar licitação, medida mais do que
comum e rotineira no serviço público, que jamais poderia ser objeto de
significativos atrasos de obras de expressiva importância para o país, quanto
ao seu benefício para a sociedade, como essa, em especial para a população nordestina,
castigada ao extremo pelas estiagens causadas pelas secas, que deixam perversos
rastros de sofrimento pela falta de tudo, principalmente de água e de alimentos
para as pessoas e os animais. O povo esperava piamente que o Brasil, enfim,
iria se acordar mais forte e consciente sobre a real necessidade de haver, pelo
menos, governabilidade de verdade, depois dos solavancos das manifestações de
protestos, que, como nunca, exigiram melhorias do gerenciamento da
administração pública, com o descortinar das priorizações das políticas públicas,
com destaque para a mudança da gestão dos recursos públicos, mais
especificamente na adoção de medidas drásticas com a contenção de despesas supérfluas,
a começar pela reformulação dos serviços públicos, em particular quanto à necessidade
da redução da monstruosa quantidade de ministérios, completamente dispensáveis
e inúteis, que nada fazem em benefício do interesse público, em contraposição
aos elevadíssimos custos da sua manutenção por parte dos contribuintes. Na
verdade, não houve o despertar de coisa nenhuma por parte do governo e das
autoridades públicas, que permanecem inertes e patinando no marasmo da
inapetência de sempre, com a única preocupação antenada para os projetos da
continuidade do governo e do poder, como se a sociedade tivesse tido pequeno
surto de conscientização sobre a falta de governabilidade da nação e, logo
depois, conseguisse retornar ao estado anterior de debilidade, que aceita com
naturalidade o retrocesso e o subdesenvolvimento dominantes. As manifestações
acenaram, com a maior clareza possível, sobre a urgente necessidade de os
governos, das esferas federal, estadual e municipal, promoverem abrangentes
depurações, cortes e reduções dos ilimitados gastos com viagens, solenidades,
propagandas, publicidades e tantos eventos dispensáveis e contrários aos
interesses da sociedade, com vistas ao efetivo enxugamento dos dispêndios dos
executivos esbanjadores e gastadores, aproveitando para a eliminação da
enormidade de cargos em comissão inúteis e injustificáveis e a relocação dos
recursos pertinentes para a implementação de obras de desenvolvimento,
principalmente de infraestrutura em beneficio da população, que vem sendo
privada das melhorias justamente por falta de recursos públicos, que são pulverizados
em inutilidades não condizentes com a satisfação do interesse público. Urge que
os governantes se conscientizem sobre a necessidade de imprimir competência, eficiência, prioridade e racionalidade à gestão das políticas públicas, objetivando propiciar real contenção e eficácia
às despesas públicas, como forma de melhorar o atendimento das carências da
sociedade, que não suporta continuar com enormes e supérfluos gastos na
administração pública. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 15 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Indignidade é pouco!
O passaporte
diplomático concedido de forma indevida ao filho do então presidente da
República, a três dias do término do seu mandado, foi considerado irregular
pela Justiça Federal do Distrito Federal, que determinou ao Ministério das
Relações Exteriores a sua anulação, sob o argumento de que houve tratamento “antirrepublicano para prestígio pessoal”.
O advogado do filho do ex-presidente informou que o passaporte já havia sido
invalidado, na via administrativa, pelo Itamaraty, mas, por decisão do Tribunal
Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), seu cliente estava autorizado a
permanecer com o documento até a expiração do visto para os Estados Unidos da
América. A decisão no último recurso, proferida pela Justiça Federal do DF, foi
no sentido de que o passaporte fosse devolvido à origem, por se tratar de
documento nulo. Como se sabe, o passaporte diplomático, de cor vermelha, se destina,
nos termos da lei, às autoridades, aos diplomatas ou às pessoas que representem
o "interesse do país" em missão no exterior, conferindo ao portador
privilégios como atendimento preferencial nos postos de imigração e isenção de
visto em alguns países. Embora o filho do ex-presidente não se enquadre nos
critérios para a obtenção desse documento especial, o advogado pretende
recorrer da decisão, sob o argumento de poder usufruir o visto norte-americano.
À toda evidência, não passa de mentalidade equivocada, para não dizer
ridícula, a tentativa de insistir no usufruto das benesses parciais do
passaporte diplomático, quando, ao ser considerado inválido pela Justiça, ele,
legalmente, inexiste, não havendo a menor razoabilidade a alegação absurda de
haver direito ao visto norte-americano até o término da sua validade. No caso,
o pleito não tem a mínima procedência, porque não se pode usufruir algo
inexistente, assim considerado pela Justiça. Por seu turno, é completamente despiciendo
que a Justiça esclareça que o correto é tirar outro passaporte e pleitear o
devido visto, como forma de regularizar a situação de alguém, em conformidade
com a legislação de regência, como fazem as pessoas sensatas e honestas, quando
não se enquadram nas excepcionalidades da lei. O pai exemplar, não importando a
sua relevância como homem público, deve ter a dignidade de agir e atuar em
conformidade com o sentimento de razoabilidade e de justiça, evitando
participar da concessão de privilégios, por serem inadmissíveis e contrários aos
princípios republicanos e democráticos, não por não se ajustarem aos preceitos
de justiça e de probidade administrativa. Todavia, o homem público tem a
obrigação de promover imediatamente e de moto próprio à correção da
irregularidade praticada, sem necessidade de ficar fingindo que não viu nada,
não sabe de nada e não está nem aí para o caso. No caso, não é de bom tom que a
mais alta autoridade do país cometa grave irregularidade e não tenha a
dignidade de sanear prontamente seu erro, preferindo esperar que a Justiça
confirme a irregularidade e mostre que o ato jamais deveria ter sido praticado,
por ter contrariado, na origem, a norma legal. Na realidade, o episódio em
referência revela clara barbaridade contra a norma legal, onde se verifica que o
pai concede ao filho passaporte diplomático que, sabidamente, não se trata de
ato justo, à vista de a sua concessão ter ocorrido no apagar das luzes do
governo do pai e ao arrepio da lei. Como forma de não reconhecer a ilegalidade
do ato, o filho do ex-presidente ainda tenta brigar na Justiça para utilizar o
documento, sabidamente inexistente e ilegal, por ter sido anulado. Num país
sério e democraticamente desenvolvido, a Justiça certamente já teria
determinado, há muito tempo, a devolução do passaporte anulado e até aplicado
punição exemplar aos culpados pela indevida concessão de importante documento
que somente pode ser portado por quem realmente preenche os requisitos
previstos em lei, como é o caso em questão, tendo em conta que o filho do
ex-presidente da República não representa o "interesse do país" em missão no
exterior. Urge que a sociedade perceba, com urgência, o nível da mentalidade
dos homens públicos que administram o país, que não têm o menor escrúpulo de
praticar improbidade administrativa, em nome de interesses pessoais, a exemplo
do caso em comento, ferindo os princípios da administração pública, em especial
a ética, moralidade e legalidade. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 14 de novembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Enfim, modificação no sistema eleitoral?
O grupo de trabalho instituído
pela Câmara dos Deputados, para discutir ideias objetivando a formulação de
Proposta de Emenda à Constituição – PEC, com medidas destinadas à reforma
política, aprovou o voto facultativo como novidade a ser inserido no texto das
matérias a serem deliberadas pelo plenário. Um deputado defensor do fim do voto
obrigatório assegurou que a Constituição Federal não estabelece que o cidadão
tenha a obrigação de votar, mas somente de comparecer por ocasião da realização
do pleito eleitoral. Diante disso, ele afirmou que “Não me parece razoável manter a obrigação de o eleitor participar de um
processo eleitoral. Ele decide se gosta dos candidatos ou não”. A sociedade anseia por que essa importante
iniciativa para o aprimoramento democrático não passe de mero ato demagógico,
como forma de mostrar que o grupo, pelo menos, teve coragem para formular medida
de grande aceitação do povo brasileiro, que não aguenta ser obrigado a fazer o
que a sua consciência não está plenamente de acordo. Essa imposição do voto
obrigatório contraria frontalmente os princípios da democracia moderna, segundo
os quais o cidadão deve ser livre e independente para exercer na plenitude seus
direitos cívicos, como no caso de optar por votar ou deixar de fazê-lo, em consonância
com as sábias práticas usualmente adotadas, há bastante tempo, nos países
desenvolvidos, onde os princípios constitucionais e democráticos são plenamente
exercidos e os governantes são escolhidos, normalmente, pelos critérios do
mérito, da competência, da responsabilidade pública e da eficiência na gestão
dos recursos públicos, com pleno embargo aos repugnáveis conchavos políticos,
às deletérias coalizões partidárias e às esdrúxulas alianças mantidas visando
ao apoio aos projetos políticos, em troca de benesses e do livre tráfico de
influência, próprios do inescrupuloso poder que se mantém à custa de recursos
públicos, a exemplo do que ocorre normalmente nos países subdesenvolvidos. As
salutares práticas políticas já deveriam ter sido implantadas neste país há muito
tempo, como forma de acabar com o vergonhoso e indecente uso da máquina pública
em apoio à implementação de interesses pessoais e partidários, demonstrados
pelos partidos que se esforçam ao máximo e qualquer custo para continuar no
poder, em humilhante desprezo às causas essenciais da nação e da sociedade,
ante a falta de priorização das políticas públicas destinadas ao progresso do
país. A título de exemplo, citem-se as reformas estruturais do Estado, cuja
inexistência está contribuindo, de forma decisiva e efetiva, para que os piores
entraves prejudiquem a competitividade da produção nacional, devido ao
elevadíssimo Custo Brasil, composto em essência pela pesada carga tributária,
pelo arcaico sistema dos encargos previdenciários e trabalhistas e por tantos
gargalos que estão contribuindo para estagnar a possibilidade de desenvolvimento
do país. Compete à sociedade enxergar, com urgência, as dificuldades e precariedades
que imperam no sistema político-eleitoral, com notória implicação na
administração dos negócios do Estado, as quais poderão ser saneadas mediante a
votação de qualidade do povo, que tem o dever de participar intensamente da
vida política, mas de forma responsável e com a consciência de que a sua
atuação cívica tem que ser voltada com a exclusiva noção sobre a necessidade da
satisfação do interesse público, em absoluto desprezo aos seus objetivos
pessoais, em atitude bem diferente do status quo, que não pode mais ser aceita
na atualidade, à luz do alto nível cultural que a sociedade vem experimentando
nos últimos tempos, sempre ávida pela reafirmação, também no sistema político-administrativo,
da modernidade alcançada pela humanidade. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 13 de novembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
À espera do verdadeiro estadista
O ex-presidente da República petista disse a amigos
que tem se preparado diariamente para, se lhe “encherem o saco”, poder voltar a
se candidatar em 2018. O petista fez essa declaração ameaça logo depois de
concluir que o governador de Pernambucano e o senador tucano terão dificuldades
para dominar suas “sombras”, respectivamente a ex-senadora da Rede e o
ex-governador paulista. Ele negou que seja “sombra” da presidente da República,
tendo reafirmado que o seu principal objetivo é reelegê-la. Em sua opinião, o
governador de Pernambuco “se enrolou de
vez” ao aceitar o apoio da ex-senadora, porque ela aparece à sua frente nas
pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. No Estado Democrático de Direito, qualquer brasileiro, observados os
preceitos e as normas constitucionais aplicáveis à espécie, pode ser presidente
da República. Em se tratando do mais importante cargo da administração pública,
em princípio, a sociedade anseia por que ele seja ocupado por pessoa que
preencha os requisitos da mais relevância em qualificação, preparação, capacidade
e experiência para assumir com responsabilidade, transparência e dignidade a
administração dos elevados negócios do país. O ideal é que o perfil do estadista
deva satisfazer à confiança do povo brasileiro, para que a administração do
país esteja sempre sobre os interesses pessoais e partidários. Precipuamente, o
presidente da República precisa evitar as coalizões espúrias, mediante o loteamento
dos órgãos públicos e das empresas estatais entre a base aliada, que permite a fragilidade
e a incompetência do gerenciamento dos negócios do país; eliminar cargos de confiança
no executivo, reduzindo-os em 50%, pelo menos, de modo a estimular que os
Poderes Legislativo e Judiciário sigam idêntica medida, inclusive no âmbito dos
estados e municípios; reduzir, de forma drástica, os injustificáveis
benefícios, mordomias, regalias, privilégios, ajudas, verbas e demais despesas
desnecessárias e contrárias ao interesse público; diminuir a absurda quantidade de ministérios, que já atinge o escandaloso
número de 39, muitos absolutamente inúteis; não aceitar alianças políticas com
os piores homens públicos, acostumados à prática da politicagem contrária aos
interesses públicos; acompanhar, enxergar e saber sobre tudo o que acontece na
administração pública, inclusive dentro do palácio presidencial; punir a corrupção;
reformular e modernizar amplamente a legislação federal, inclusive os códigos
especiais, por estares obsoletos e extemporâneos; ter competência para promover
as reformas estruturais, principalmente nos setores essenciais às atividades
econômicas e produtivas do país, de modo que a produção nacional tenha
condições de competitividade com os importados; nomear pessoas capacitadas e
preparadas para dirigir os órgãos superiores da administração pública,
levando-se em conta exclusivamente a capacidade e o mérito; dar prioridade às
políticas públicas, de modo que os serviços públicos sejam prestados com a qualidade
que o povo merece; administrar com eficiência os recursos do programa Bolsa Família,
providenciando depuração dos falsos beneficiários e aproveitadores, mediante
recadastramento geral dos participantes; gerenciar o Sistema Único de Saúde com
eficiência e competência; enfim, o país precisa, com urgência, de administrador
competente e capacitado para o gerenciamento dos recursos públicos com
austeridade e economicidade e o expurgo, em definitivo, das politicagens de exclusivo
robustecimento de projeto político visando à perenidade no poder. Urge que o
presidente da República se preocupe, na essência, com a solução das questões de
impacto de interesse da sociedade, inclusive com as que afetam com gravidade a
região nordestina, sempre prejudicada com as longas estiagens causadas pelas
secas. Já está comprovado que, ante a sua terrível contribuição ao subdesenvolvimento,
o país não precisa mais de político populista que se vangloria mundo afora e a
todo instante exclusivamente sobre os cuidados com o aperfeiçoamento de programa
assistencialista, apesar de suas notórias deficiências, como se outros governantes
não tivessem sensibilidade administrativa e fossem incapazes de perceber que se
trata de política de competência do Estado que deve ser executada para
atendimento à população carente, não na forma irresponsável como ela se
apresenta, mas sob rigoroso controle de eficiência quanto às famílias que efetivamente
devem fazer jus ao benefício objeto da instituição desse programa tão importante
para as famílias verdadeiramente carentes da assistência do Estado. A atual
experiência de gestão pública mostra que o Estado arrecada montanhas de
dinheiros oriundos de pesados tributos, mas ele tem enorme deficiência na
execução das prioridades das políticas públicas, prejudicadas, sobretudo, pela
falta de capacidade gerencial para controlar e fiscalizar os gastos públicos,
com vistas à comprovação da efetividade das aplicações dos recursos públicos. A
sociedade precisa se conscientizar, com urgência, sobre a necessidade de ser
colocado na Presidência da República somente alguém que preencha o perfil de
homem público devotado e compromissado com as causas eminentemente nacionais,
que demonstre não ter indecoroso apego ao poder, seja abnegado com exclusividade
ao interesse da sociedade, tenha capacidade de renunciar, em definitivo, ao
imoral e indecoroso fisiologismo na política e, finalmente, tenha reais condições
de revolucionar a administração pública com a promoção das reformas estruturais
que o país tanto precisa, mostrando a pujança do estadista ansiado pela nação. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 12 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Extravagância com recursos públicos
O cúmulo do absurdo
acaba de acontecer no governo do Distrito Federal, que decidiu realizar licitação
para a contratação, por até R$ 1,3 milhão, dos serviços de jatinho para atender,
por um ano, as vaidades do governador candango do PT, nas suas viagens nacionais
e internacionais. As exigências são de que a aeronave deve fazer viagens de
Brasília para capitais estaduais sem escalas e viagens internacionais com “o mínimo de escalas possíveis”. Não
faltaram ainda as exigências sofisticadas de sala VIP para acomodação dos
passageiros e serviço de embarque no Aeroporto Internacional JK, além de fartos
serviços de bordo, como refrigerantes, água, sanduíches, sucos, tábuas de
frios, almoços, jantares, sobremesas e pratos de entrada. Segundo o GDF, a
contratação em apreço justifica-se pelo fato de que há “intensa e diversificada” agenda do governador no país e no exterior,
“inclusive em municípios que não são
atendidos pela aviação comercial regular” e que o serviço é “essencial” e que sua interrupção “pode comprometer a continuidade das
atividades da administração pública no DF”. A aeronave deve ser de uso
executivo - tipo jato bimotor e capacidade mínima para o transporte de seis
passageiros além da tripulação -, estar em perfeitas condições de uso, ter
banheiro, ar-condicionado e uma comissária de bordo por trecho. Há necessidade
da disponibilização de equipe para atendimento telefônico 24 horas por dia, para
as solicitações de voos, porque as viagens poderão ser realizadas no horário
que o governador solicitar, inclusive nos finais de semana e feriados. Os órgãos de controle e fiscalização distritais
têm o dever constitucional e legal de fiscalizar não somente essas suspeitas e
injustificáveis viagens do governador, mas também as despesas do seu gabinete,
para verificar se elas têm relação com a administração do Distrito Federal e
quais os reais benefícios que elas resultarão para o povo do Distrito Federal.
Na atualidade, é dever do administrador público justificar, com os mínimos
detalhes, seus atos, em especial suas viagens, que devem se relacionar
exclusivamente aos interesses da sua gestão e do povo candango. Além da
obrigação de justificar suas despesas, o gestor público tem o dever de prestar
contas sobre os gastos nelas realizados, sob pena de cometer irregularidade
insanável. Diante de tamanha excrescência com recursos públicos, espera-se que
o povo do Distrito Federal tenha o mínimo de vergonha na cara e dignidade para
perceber que os oportunistas devem ser simplesmente excluídos da vida pública,
ante a visível demonstração de desmazelo com relação à aplicação dos dinheiros
públicos. Não dá mais para tolerar tanto desperdício de verbas públicas, a
exemplo dessa injustificável contratação de aeronave, absolutamente dispensável
para os moldes do território do Distrito Federal, que não acena para a mínima
necessidade de o governador se afastar, com frequência, do Buriti para
administrar o DF noutra localidade do país, uma vez que a sua jurisdição não
ultrapassa a área que o compreende. Afora isso, qualquer despesa com viagens deve
ser justificada, sob pena de ela ser considerada ilegal, por não dizer respeito
ao interesse do povo do Distrito Federal e pela caracterização de abuso com
dinheiro público. Com base nessa notória e vergonhosa falta de zelo com
recursos dos otários dos contribuintes e noutros episódios da mesma magnitude,
compete ao povo do Distrito Federal estabelecer os paradigmas de severidade,
austeridade e economicidade que os homens públicos devem se pautar como seus
representantes políticos, estabelecendo, antes dos pleitos eleitorais, que eles
não podem perceber senão a remuneração compatível com o que o servidor público é
estipendiado e com a qual deve, necessariamente, custear suas despesas e as da
sua família, na mesma forma como faz qualquer servidor pago pelo Estado. O povo
também tem o dever cívico de exigir a imediata extinção dos privilégios, das
mordomias, regalias e demais vantagens e benefícios, a exemplo da contratação em
apreço, tendo em vista que, em sã consciência e na melhor forma da
racionalidade sobre as finalidades do serviço público, não mais se justificam
despesas extravagantes e fora da realidade da situação de penúria da expressiva
maioria da população brasileira. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 11 de novembro de 2013
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
A face malévola do socialismo
O presidente da
Venezuela decidiu ordenar a "ocupação" militar na cadeia de lojas de
produtos eletrônicos do país, como forma ofensiva contra o que o governo
socialista considera ser manipulação de preços lesando a economia da nação. Ele
justificou seu ato, afirmando: "Eu
ordenei a ocupação imediata desta rede de lojas para oferecer seus produtos a
preços justos. Não deixe nada sobrar no estoque... Vamos vasculhar toda a nação
na próxima semana. Esse roubo ao povo tem de parar". Por sua
determinação, foram presos cinco gerentes das lojas. A justificativa para a
intervenção das lojas, segundo o governo, foi devido à necessidade de combater
a “guerra econômica”, que teria sido
organizada pela oposição e por setor privado, com supostos vínculos com grupos
de extrema-direita dos Estados Unidos da América e da Colômbia. Em consequência
da intervenção do governo, centenas de venezuelanos ocorreram às compras de
eletrodomésticos, que, por determinação oficial, tiveram redução de até 50% nos
preços dos produtos, antes considerados majorados de forma irregular. Os
analistas afirmam que a inflação galopante do país, que já chegou à taxa anual
é de 54%, a maior desde o início do governo Bolivariano, em 1999, acontece em
virtude da má gestão econômica e dos fracassados planos políticos socialistas,
em que pese o governo insistir em atribuir a culpa pela degeneração da economia
aos empresários, que são considerados gananciosos e inescrupulosos. Não há
dúvida de que os atos de intervenção do governo venezuelano são o começo do fim
do livre comércio e das atividades empresariais, que estão agora sob a
vergonhosa lupa do Estado, mediante o controle dos preços em nome da soberania
da nação. Trata-se da indecente imposição do abuso da autoridade e da vexatória
vitória da incompetência de administrar a nação, que emprega a força irracional
para mostrar autoridade. A sensação que se tem é de que a intervenção do Estado
na economia poderá ser extremamente trágica para o país, porque o capital
estrangeiro, em especial, tenderá a se afastar dos negócios na Venezuela,
contribuindo para que esse país fique cada vez mais isolado do resto do mundo
econômico, a exemplo maléfico do seu país coirmão, a ilha comunista que se
encontra atolada na lama do subdesenvolvimento. A Venezuela está condenada a se
tornar, em passos gigantes e rápidos, uma dizimada Cuba, à vista das medidas
ditatoriais que estão sendo adotadas pelo desgoverno, que prende e arrebenta
para justificar a estabilização dos preços, que sobem por influência natural da
inflação. O governo venezuelano comete tremenda loucura em tratar o empresariado
como verdadeiro inimigo da nação, quando ele devia se conscientizar que os
preços sobem em razão da desastrosa e descontrolada política econômica, que
tende a elevar os preços com a conjuminância da incontrolável inflação, que
dificulta a reposição de produtos no mercado com os preços estabilizados. Enquanto
o povo venezuelano é obrigado a substituir o papel higiênico por outros meios,
a inflação anda aos galopes, o comércio raciona produtos de primeira
necessidade e o governo atribui a sua incompetência aos golpistas da oposição -
velha e surrada fórmula dos malandros socialistas -, a cúpula socialista não
sente os efeitos das dificuldades pelas quais o povo é obrigado a enfrentar. Enquanto
a sociedade passa aperto com a economia em frangalho, a Venezuela se orgulha de
ter organizado uma das mais bem equipadas Forças Armadas da América do Sul,
deixando o Brasil na rabeira do preparo militar. Com certeza, tem militante
socialista no Brasil que está tendo volúpia de alegria, para não dizer outra
coisa, ao verificar que a Venezuela vem sendo administrada por meio da
verdadeira competência socialista, mantendo sob seu controle, com mão de ferro,
as comunicações, a imprensa, o comércio, a indústria, os bancos etc., enfim, a
liberdade de expressão e o poder econômico, pelo argumento simplista de existir
no país forte movimento de sabotagem por parte da oposição contra os interesses
nacionais, maquinando contra a “eficiência” do governo, que sequer consegue
controlar a inflação, que já ultrapassa dos 50% ao ano. É de se lamentar que o
bravo povo bolivariano tenha escolhido mais um tirano para representá-lo e de
se augurar que as nações civilizadas e conscientes da sua responsabilidade com
o futuro do seu povo, que tem direito ao usufruto do progresso, da liberdade de
expressão e do pleno respeito aos princípios democráticos, evitem se espelhar
na forma equivocada do socialismo que destrói rapidinho qualquer estrutura de país.
Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 10 de novembro de 2013
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