terça-feira, 30 de julho de 2013

Explícita incompetência administrativa

A presidente da República, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, afirmou que não haverá redução na quantidade de ministérios. Ela foi enfática, ao afirmar que “Não estou cogitando isso. Não acho que reduza custos. As medidas de redução de custeio, nós tomamos todas (sem mencioná-las). E sabe o que acontece? Vão querer cortar os ministérios de Direitos Humanos, Igualdade Racial, Política para as Mulheres. São pastas sem a máquina de outros. Mas são fundamentais. Política de cotas, por exemplo: só fizemos porque tem gente que fica ali, ó, exigindo”. Na entrevista, a presidente garantiu que sabe o nome dos titulares dos 39 ministérios, porque está sempre em contato com eles “o tempo inteirinho”, tendo concluído: “De todos. E todos eles ficam atrás de mim (sic). Eu acho fantástico vocês (jornalistas) acharem que, nesse mundo de mídias, o despacho seja apenas presencial. Os ministros passam o tempo inteirinho me mandando e-mail, telefonando, conversando”. A atitude da presidente de resistir ao enxugamento de uma penca de ministérios inúteis e dispensáveis contraria frontalmente os clamores das ruas, que exigem, além da administração eficiente do país, com a priorização das ações e políticas públicas, a racionalização dos serviços públicos, como forma inteligente de gestão dos recursos do povo, independentemente das ideologias programáticas do escrachado fisiologismo que busca o firme objetivo de perpetuação no poder, em flagrante prejuízo aos interesses da nação. Os brasileiros precisam assimilar muito bem a forma nefasta como o país está sendo administrado, sem a menor preocupação com os princípios ético, moral, racional e econômico. O PT abomina qualquer reforma para aperfeiçoar e modernizar a administração pública, mesmo que isso se torne mais do que necessário e importante para a racionalização, eficiência e economia dos gastos públicos. A falta de iniciativa para melhorar a eficiência do funcionamento da máquina pública é nitidamente prejudicial aos interesses do país, que ressente não somente da reforma administrativa, mas também das demais reformas estruturais, tão indispensáveis neste momento em que as manifestações de protestos contra o desgoverno e a falta de prioridades das políticas públicas exigem medidas sensatas em benefício das causas sociais e nacionais. As funções de pelo menos 25 ministérios podem perfeitamente ser desempenhadas por subsecretarias de ministérios sintonizados com as respectivas áreas, com ganho de qualidade, eficiência e principalmente em economicidade, em decorrência da eliminação de milhares de funções e cargos comissionados absolutamente inúteis e dispensáveis, que existem apenas para a manutenção do indecente “cabideiro” de empregos dos asseclas, despreparados e incompetentes, em atendimento ao recriminável compadrio no serviço público, contribuindo para evidente desperdício de dinheiro dos bestas dos contribuintes. Constituem tremenda ingenuidade e descomunal incompetência quanto à gestão de recursos públicos a presidente dizer que não há redução de gastos, no caso da diminuição de ministérios, à vista da demonstração da falta de conhecimento e de planejamento da gestão dos serviços públicos. A extrema dificuldade para a redução do número de ministérios prende-se ao fato de que, estando eles loteados entre os partidos políticos, em troca de apoio ao governo nos seus interesses no Congresso Nacional e no principal projeto do PT, que é a reeleição da presidente, não há como extingui-los antes da próxima eleição, sob pena da quebra do espúrio compromisso envolvendo órgãos públicos. Por sua vez, em se tratando da permanência no poder, o PT não tomará nenhuma medida que possa contribuir para a contenção dos gastos públicos, que consistiria no caso da diminuição de ministérios, além do que isso implicaria a perda do apoio dos partidos para os quais eles foram loteados e ainda comprometeria as inescrupulosas alianças políticas e o tempo do horário eleitoral. A sociedade tem a obrigação de interpretar as declarações afirmativas da presidente como medidas bastante prejudiciais ao interesse do país e aos princípios da modernidade administrativa, ante a impossibilidade da redução dos gastos públicos, em virtude da elevada manutenção de excessiva quantidade de ministérios ociosos, inoperantes, ineficientes
 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 29 de julho de 2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Acefalia gerencial da nação

Neste fim de semana, a presidente da República concedeu entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, abordando os momentosos assuntos que afetam a administração do país. Segundo um dirigente petista, a presidente teria se portado na “defensiva demais”, tendo desagrado importante ala do partido. A avaliação de alguns partidários é de que a presidente não se empenhou o bastante para mostrar que o governo vem trabalhando com o maior afinco e esforço no sentido de encontrar as melhores respostas aos reclames da “voz das ruas”. Mas as maiores críticas recaíram sobre a declaração dela de que o ex-presidente da República petista não vai voltar ao Palácio do Planalto porque de lá ele nunca saiu. Para alguns petistas, essa afirmação, embora denote algo positivo, abre largo flanco para críticas da oposição, ávida por arranjar motivos para explorar as falhas do governo. Ao dizer que o ex-presidente da República petista nunca saiu do Palácio do Planalto, a mandatária do país jamais foi tão sincera na sua vida. Tanto isso é verdade que qualquer ruído, por menor que seja na administração do país, imediatamente ela pega o avião presidencial e pousa literalmente no “colo” do "todo-poderoso", para detalhar as dificuldades e solicitar socorro, pedindo orientação para solucioná-las. Em seguida, as medidas adotadas têm exatamente a feição dele, com todo maquiavelismo do marketing populista e totalmente adequado aos interesses do partido e, principalmente, tomando as cautelas para serem evitados deslizes que seriam desastrosos para a reeleição e a perenidade no poder, únicos projetos dos sonhos do partido, muito mais importantes do que os interesses do país e da sociedade. Isso fica muito claro quando os petistas demonstram preocupação com o que a oposição possa deduzir sobre a precipitada, porém correta, declaração da presidente de que ela não tem competência para administrar o país sem o respaldo e a orientação do eterno "mestre" e “guru”. Enquanto isso ocorre, o país fica prejudicado com a continuidade do acefalismo na administração pública, comprometendo a eficiência da gestão pública e o desenvolvimento da nação. A sociedade tem o dever cívico de se conscientizar sobre a cristalina falta de competência do governo, não somente para solucionar as questões que, esporadicamente, afetam as estruturas do Palácio do Planalto, mas, especificamente, para executar as políticas públicas, como educação, saúde, segurança pública e demais projetos e atividades da incumbência constitucional do Estado, à vista da insatisfação manifestada pelo povo, nos recentes protestos das ruas. Não à toa que as últimas pesquisas de opinião pública evidenciam a deficiência do gerenciamento do país, apontando acentuada queda na popularidade da presidente e acenando para a urgente necessidade da priorização das políticas públicas para o atendimento das carências da população, ante a visível demonstração da falta de sintonia do governo com as causas sociais, à vista das elevadas arrecadações de tributos, que não correspondem com a gritante desigualdade da execução dos serviços públicos, por pecar pela falta de substância e qualidade. Urge que a sociedade se conscientiza de que o país não pode permanecer acéfalo, sem governo capaz de administrá-lo com competência e eficiência, como forma de recuperar o quanto antes tanto tempo de desperdício de oportunidades e de recursos públicos, que estão contribuindo para o subdesenvolvimento da nação. Acorda, Brasil!
 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 28 de julho de 2013

domingo, 28 de julho de 2013

"Desvotação" para moralizar a administração pública

Conforme pesquisa divulgada pelo Ibope, foram avaliados os desempenhos de 11 governos estaduais, com destaque para o resultado atribuído ao governador do Rio de Janeiro, que teve tão somente a aprovação de 12% e a reprovação de 50% das pessoas pesquisadas. A aludida avaliação é a pior entre os governadores avaliados, demonstrando que o seu desempenho atingiu o nível mais rasteiro que se pode imaginar para o cargo de tamanha relevância, em se tratando que envolve um dos Estados mais importantes da federação. De um modo geral, o desempenho dos homens públicos vem sofrendo verdadeiro desgaste perante a opinião pública, que, de repente, passou a ser mais criteriosa quanto ao desempenho gerencial dos políticos. O certo é que a classe política, de tanto protagonizar maldades com os recursos públicos e a falta do cumprimento das promessas de campanha, caiu no descrédito e, por via de consequência, o desempenho dos políticos merece ser avaliado exatamente na conformidade com seus atos. No caso do governador do Rio, tornaram-se “célebres” seus relacionamentos com empresários, donos de construtoras, especialmente em razão da sua solidariedade no uso de aeronaves de empresas contratadas pelo Estado. Também foram motivo de escândalos seus encontros em Paris com empresários, em animados repastos acompanhados por champanhe francês. Ainda é imputada ao governador fluminense a completa leniência com a criminalidade cancerosa dos narcotraficantes, que dominaram os morros e as favelas cariocas, salvo aquelas da proximidade das localidades onde realizam grandes eventos, enquanto a violência se expande e se intensifica nas demais regiões, nas quais a delinquência toma conta e impõe suas regras de crueldade, em evidente acinte à sociedade e desrespeito às autoridades instituídas, contrariando os princípios constitucionais que estabelecem que o Estado tem o dever de assegurar proteção e segurança à população. Nesse caso, o governador do Rio comete crime de responsabilidade, por deixar de cumprir ditame constitucional, cuja omissão caberia ser denunciada pelo Ministério Público, que também desrespeita mandamento constitucional, por silenciar diante de situação tão grave, materializada pela falta de segurança pública, que afeta com seriedade direitos humanos. Ainda pesa acusação contra o governador carioca de abusiva gastança com mordomias e regalias, a exemplo da utilização de helicópteros, inclusive por familiares e fora do expediente, em verdadeiro tripúdio ao povo fluminense. A verdade é que o resultado das pesquisas revela exatamente os deficientes desempenhos de governadores, com destaque para o conjunto da obra negativa do governador do Rio, que é bastante prejudicial ao interesse público. O Estado Democrático de Direito moderno bem que poderia acomodar mecanismos validando o princípio da “desvotação”, mediante o qual os eleitores seriam convocados para decidir sobre o afastamento ou não do cargo de políticos ineptos, corruptos ou de pouca credibilidade como o governador carioca, como forma de assegurar a moralidade e eficiência na administração pública. A regra democrática vigente estabelece que, com 50% mais um dos votos válidos, alguém se elege para o exercício de cargo público majoritário, significando que a maioria dos eleitores o aprova para exercer cargo público eletivo. Na prática, o desempenho do político deve corresponder em competência e efetividade aos anseios dos eleitores, em confirmação da sua vontade democrática. Diante disso, é justo que a norma democrática preveja que o homem público deva ser reavaliado no curso da sua gestão ou função pública, de modo a permitir que a sociedade possa decidir soberanamente sobre seu afastamento ou não do cargo, sempre que houver a perda da sua confiança, à luz do seu desempenho, por motivos éticos ou de aptidão funcional que comprometam o bom e eficiente funcionamento das suas funções na administração pública. Acorda, Brasil!
 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 12 de julho de 2013

sábado, 27 de julho de 2013

A marca indelével do estelionato eleitoral

Um forte grupo do PT, que pretende se transformar na segunda maior força dentro do partido, se apresentou para a eleição interna com a plataforma de combater a corrupção e punir os atos irregulares, inclusive com relação à própria agremiação. O grupo diz que o PT deve “dar tratamento específico e diferenciado à temática da corrupção”. No entanto, quanto ao passado, não fazendo qualquer menção direta ao escândalo do mensalão, o grupo entende que “Uma coisa é a solidariedade a companheiros e companheiras frente a armações e acusações falsas. Outra é a timidez e o constrangimento de agir perante erros notórios de petistas numa dada frente institucional. A inação das instâncias dirigentes do partido, seja para defender ativamente militantes injustamente atacados, seja para tomar medidas disciplinares cabíveis, quando isso se colocar, tem ajudado a nos empurrar para a vala comum da pior tradição política brasileira”.  Chega a ser risível que, no auge da aprovação do governo petista, com as pesquisas batendo sucessivos recordes, nenhum grupo do partido sequer imaginava se tornar ético e condenar a corrupção. Ao contrário, a sua atitude foi de deboche, prepotência e de arrogância, sempre tripudiando a sociedade, ao ignorar os atos de corrupção, inclusivo o mais famoso escândalo da história republicana, o famigerado mensalão, que jamais existiu, para o PT. À unanimidade, os petistas insistiam em defender os quadrilheiros condenados pelo Supremo Tribunal Federal, apesar de as cristalinas e robustas provas materiais, testemunhais, periciais e tantas outras lícitas confirmarem a roubalheiras aos cofres públicos, com o desvio de dinheiros públicos para pagamento da indecente compra de votos de indecorosos parlamentares, para apoiar projetos do governo no Congresso Nacional. Também é engraçado tentar negar as ilicitudes do passado, depois de o partido ter se beneficiado dos seus afeitos maléficos. Fica muito difícil se acreditar nessas “boas” tentativas de enxergar a desonestidade e de mudar de atitude somente depois de a materialização dos atos de corrupção surtir efeitos negativos e prejudiciais aos objetivos da agremiação, com a percepção de que a opinião pública, indignada, condena nas ruas a leniência do governo petista com a corrupção e a impunidade. Até então, os “malfeitos” são considerados atos normais pelos petistas, sob a justificativa de que os políticos cometem atos ilícitos de corrupção com recursos públicos, como se os erros de outrem pudessem justificar os pecados da humanidade. A sociedade deve se conscientizar de que os atos desonestos e indignos protagonizados pelo PT já deixaram indeléveis marcas da sua capacidade destruidora da ética, da moral e do decoro na política, em contrariedade aos consagrados princípios da democracia. Não há como acreditar nas pretensões de ala do PT, tendo em conta tudo de ruim que o partido já foi capaz de produzir em prejuízo aos interesses da sociedade, ao cometer o maior estelionato eleitoral que se tem conhecimento na história brasileira, quando prometia combater a ladroagem, roubalheira, politicagem, o fisiologismo e tantos malfeitos na política, mas, ao chegar ao poder, não teve o menor pudor de fazer parte da mesma sociedade dos "bons" amigos antes considerados picaretas e desonestos. A verdade é que a conquista do poder e a perenidade nele motivaram brusca mudança do caráter de quem se dizia ético e defendia a honestidade na política e na administração pública. Agora, a sociedade se despertou da eterna letargia, ao enxergar a verdadeira ideologia programática da politicagem praticada exclusivamente para beneficiamento dos interesses partidários, com o claro objetivo de se manter no poder, não importando os fins escusos empregados para o seu atingimento, em evidente prejuízo das causas da sociedade e do país.  O povo precisa se conscientize de que as promessas petistas em apreço não diferem daquelas apresentadas antes da conquista do poder, fato que ajuda a se concluir que as presentes intensões não merecem o menor crédito, em face da brutal desmoralização pelo PT dos princípios éticos e morais. Acorda, Brasil!
 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 26 de julho de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

À espera de sensibilidade e competência

O último candidato tucano à Presidência da República flerta com aproximação ao Partido Verde, como forma de viabilizar a sua candidatura a esse cargo, por considerar que isso é importante para seu projeto político.  Embora seu destino político ainda seja incerto, o tucano assegura aos amigos que está apenas “conversando”, a fim de se definir com relação aos próximos passos na política. O tucano já teve encontro com o presidente nacional desse partido, conversando sobre questões da política em geral, inclusive acerca das perspectivas para a eleição, tendo em conta que os recentes protestos das ruas podem influenciar nas mudanças do quadro eleitoral brasileiro. É impressionante como os políticos não têm sensibilidade, a exemplo do eterno candidato presidencial tucano, para entender que o cavalo encilhado passa somente uma vez e a oportunidade não pode ser perdida. O tucano já teve duas importantes ocasiões para ganhar fácil, fácil, dos petistas e não conseguiu mostrar competência para se tornar vitorioso. Bastava ter tido um pouquinho de perspicácia para revelar ao eleitorado as deficiências da administração petista, materializadas na falta de programa de governo. O erro capital do tucano foi não apresentar à nação programa capaz de atacar ponto a ponto o descaso generalizado com a coisa pública pelo governo petista e a forma precisa e eficiente do PSDB para gerenciar a nação. As mazelas começavam pela saúde, onde o Sistema Único de Saúde já se mostrava grande recebedor de dinheiros, mas eficiente desperdiçador de verbas, mediante a má gestão e a evidente falta de controle dos dispêndios, permitindo que a assistência à saúde seja desastrosa e as pessoas morram dentro dos hospitais, totalmente sucateados e obsoletos. Idênticas precariedades já eram visíveis, à época, na educação, nos transportes públicos, na segurança pública, no saneamento básico, na infraestrutura e nas políticas públicas em geral, onde seus funcionamentos indicavam as piores deficiências e a falta de prioridades, à vista da grandeza econômica do país, posicionado entre as maiores potências econômicas do mundo, mas figurando no topo das piores do planeta, em termos de qualidade de vida do seu povo, se considerados os índices de avaliação de desenvolvimento de recursos humanos, pelos organismos internacionais. O tucano, considerado economista de escol, não teve competência para mostrar a incapacidade gerencial dos petistas, cujo governo se beneficia de arrecadações batendo recordes sucessivos, mas a gestão do país continuava no marasmo, sem transformação na melhoria de vida do povo. Na última eleição, o tucano ficou discutindo com a candidata petista questões relacionadas a abortos, privatizações e outras situações religiosas, perdendo preciosos segundos na discussão de programa de governo e deixando de mostrar a maneira e as condições de eficiência capazes de promover transformações na gestão do país e revolução na forma de administrar o país, tendo por base a eliminação do fisiologismo consolidado na administração pública, mediante o loteamento dos órgãos públicos aos aliados das espúrias coalizões de governo; o estabelecimento de prioridades das ações e políticas públicas; o assessoramento de pessoas tecnicamente qualificadas para dirigir a administração pública; a exterminação dos cabides de empregos no serviço público; o enxugamento da pesadíssima máquina pública; enfim, com a implantação do sistema de mérito e de eficiência na gestão dos recursos públicos, observados os princípios constitucionais da ética, moralidade, legalidade, transparência e economicidade, tendo em conta a satisfação das necessidades essenciais dos brasileiros. O tucano poderia ter se comprometido com a implementação das indispensáveis reformas estruturais do Estado, principalmente com a diminuição drástica da insuportável carga tributária, que contribui não somente para sacrificar o custo de vida da população, mas atravancar o desenvolvimento do parque industrial, impedindo que a produção nacional consiga deslanchar, em virtude da falta de competitividade com os produtos importados; a modernização e o aperfeiçoamento dos sistemas educacional, previdenciário, trabalhista, político-eleitoral, administrativo, tecnológico etc. O Brasil precisa, com urgência, de homens públicos que tenham competência, preparo de estadista e disposição para implantar medidas de vanguarda e administrar programas de governo realistas, em condições de revolucionar os pilares da economia, da política, da sociedade e dos setores substanciais e indispensáveis ao desenvolvimento do país, mediante a transformação das ruindades do atual governo em realizações benéficas e profícuas para a população, tendo a sensibilidade e a humildade de convocar o povo, a par da sua grandeza, para participar efetivamente da implantação de uma nova nação, com vistas à construção do Brasil autêntico, solidário e verdadeiro. Acorda, Brasil!
 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 25 de julho de 2013

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Clamor por eficiência e competência


As lideranças do PSB descartam a menor chance de o governador pernambucano fazer composição com eventual candidatura do ex-presidente da República petista, assegurando que o “dono” do PT não será candidato e o partido socialista terá seu concorrente à Presidência da República, na pessoa do seu principal representante, o citado governador, haja vista que seu partido tem 100% convicção de que quer materializada a candidatura própria ao Palácio do Planalto em 2014: “Queremos nosso protagonismo”. Em sua opinião, o governador, além de jovem, já demonstrou ser dinâmico e gestor experiente com as questões levantadas nas manifestantes de protestos. À medida que o povo começa a enxergar o quanto o Brasil vem sendo prejudicado com a administração de governos incompetentes, corruptos e compromissado tão somente com alianças e conchavos eleitoreiros e interesseiros, a máscara dos políticos que têm projeto estratégico na perenidade no poder vem decaindo de, forma visível e progressiva, da preferência do eleitorado, porque isso compromete a situação dos aliados nos projetos políticos, como no caso do governador de Pernambuco. Ele já deve ter percebido que o endeusamento do "todo-poderoso" vem sumindo emparelhado com a vertiginosa perda da credibilidade do povo brasileiro na melhoria das suas condições de vida. Os protestos das ruas tiveram o condão de mostrar que os donos do Brasil são o povo e não os políticos populistas, que cresceram na vida pública com respaldo em campanhas publicitárias milionárias, à custa dos bestas dos brasileiros. Há fortes indícios de que a hipocrisia política vem perdendo espaço no país, que não aguenta tanto desgoverno, assoberbado de ministérios que não sabem qual a real finalidade senão servir de cabides de emprego para os amigos das ilegítimas coalizões, em troca de apoio político aos projetos do governo no Congresso Nacional, configurando promíscua relação de alianças contrárias ao interesse do país e aos princípios da administração pública, uma vez que as causas nacionais são colocadas em planos secundários, à vista das mazelas visivelmente materializadas em todos os segmentos das atividades e ações de competência constitucional do Estado. Prova disso são os precários atendimentos na saúde pública, na segurança pública, na educação, no sistema de transportes públicos e demais políticas públicas, que funcionam diametralmente contrárias à propalada eficiência da mesma máquina pública arrecadadora dos altíssimos tributos impingidos aos sobrecarregados brasileiros, que recebem muito pouco em contrapartida de serviços públicos. Apesar de o governo reconhecer a sua incompetência depois das movimentações dos protestos das ruas, ainda não foi capaz de mostrar nada de efetividade que pudesse amenizar ou interromper o caos que grassa no país. Não obstante, o governo se vangloria do programa Bolsa Família, seu “maná” sistema eleitoreiro, mas comprovadamente executado sem o devido controle sobre os reais beneficiários, que deveriam ser os necessitados e as famílias pobres. Esse programa ajuda a manter e sustentar a arrogância do governo, que vem alegando fazer tudo para o povo, como se isso fosse somente o que ele precisa e se a verba comprometida não se originasse dos bestas dos cidadãos. O Brasil precisa, com urgência, de mudança de rumo da sua administração e de competência e eficiência da sua gestão, para que os programas de governo tenham por meta o interesse do país e da sociedade e a administração pública possa ser profundamente reformada, com vistas à modernização e eficiência do país, com a extinção das práticas fisiológicas, medidas populistas, alianças inescrupulosas e dos compadrios destinados aos ruidosos apoios e à politicagem interesseiros e recompensadores, contrários aos interesses públicos e recriminados pelos princípios salutares da democracia. Urge que a mentalidade política dos homens públicos seja profundamente reformada, de modo que possa haver conscientização de que a verdadeira democracia não condiz com os procedimentos retrógrados e obsoletos vigentes, por beneficiarem, de forma indevida, as classes dominantes, em claro detrimento das reais causas nacionais. Acorda, Brasil!

 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES

 
Brasília, em 24 de julho de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O fato real e a versão distorcida

Está circulando, na internet, mensagem noticiando a recepção do governo brasileiro à Sua Santidade, o papa, com o título “Saia justíssima”. No momento protocolar da apresentação das autoridades brasileiras, aparece a imagem da presidente da República identificando o presidente do Supremo Tribunal Federal ao santo padre. O magistrado o cumprimenta e segue em frente, sem saudar a presidente, que bate palmas no ato. O episódio, embora de extrema normalidade, ante o rito da espécie, rendeu substanciosos comentários, sendo alguns favoráveis e outros contra o fato apontado, tais como: “Se fosse ela com ele já iriam dizer que era racismo.”,nunca há necessidade para ser mal educado dessa forma... e o pior é que muita gente vai achar bonito o que ele fez. Querendo ou não, a Dilma, boa ou má presidente, ainda é a nossa representante no Brasil e como qualquer outra pessoa merece respeito.”,Que ridículo... falta de educação”, “Quanta falta de gentileza... desnecessário...”, “Achei que ele fez muito bem. As pessoas estavam lá pelo papa e não pela Dilma. A presidente deveria cumprimentar o papa e se recolher, mas quis dá uma de papagaio de pirata e deu no que deu”, “Péssimo exemplo!”, “Simplesmente, vergonhoso!”, “Feio! Não é assim que vamos mudar o nosso país. Em primeiro lugar, a Educação”, “Má-criação pura, independentemente das razões... a razão maior é do Estado brasileiro e não razões pessoais, institucionais ou políticas.”, “Mau exemplo é o que ela está fazendo com o povo brasileiro”, entre outras manifestações completamente equivocadas quanto às ilações sobre fato absolutamente normal. Na forma protocolar da diplomacia, a presidente da República, após os discursos de praxe dos chefes de Estado, apresenta as autoridades brasileiras ao ilustre visitante. Em harmonia com rito do cerimonial, no caso, as autoridades brasileiras devem tão somente cumprimentar o papa e se retirar do local. Situação recíproca se completa com a apresentação das autoridades eclesiásticas à presidente brasileira, que têm a obrigação apenas de cumprimentá-la, como de fato ocorreu. As autoridades brasileiras apresentadas ao papa, que depois disso beijaram a mão da presidente, cometeram falha protocolar, para não dizer que elas aproveitaram a ocasião parra bajulá-la diante do sumo pontífice. Não há dúvida de que a mensagem em referência é tendenciosa e com viés de muita maldade, porque não reflete a realidade dos fatos e ainda expõe à opinião pública, de forma negativa e indevida, a imagem do presidente da Suprema Corte de Justiça, como se ele tivesse sido deselegante e mal educado, quando, na verdade, não houve deslize algum, sob o aspecto da diplomacia protocolar, ante a falta de saudação à presidente, visto que isso não se insere no figurino do cerimonial. Na realidade e a bem da verdade, não houve a menor descortesia no episódio, em que pese o pouco conhecimento sobre a liturgia do cerimonial diplomático possa ter induzido muitas pessoas a concluírem diversamente da normalidade quanto ao fato em comento, o que denota a necessidade de que, por prudência, ninguém tem o direito de emitir juízo de valor sobre fatos que não tenha pleno conhecimento sobre eles, para que não se incorra no cometimento de injustiça graciosa e imerecida. Convém que os fatos possam ser devidamente esclarecidos, com vistas a pôr extreme de dúvida a atitude corretíssima e incensurável das autoridades públicas. Acorda, Brasil!
 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 23 de julho de 2013