De
acordo com pesquisa Datatolha, o ex-presidente da República petista vem perdendo
prestígio, em consequência da crise do governo da sua sucessora, cuja
incompetência reflete negativamente na imagem dele e prejudica diretamente o
seu prestígio, que teve substancial queda de 21 pontos, de 1010, no índice que
avalia o como melhor presidente da história.
Naquele
ano, o ex-presidente contabilizava 71% dos eleitores favoráveis a ele como o
melhor presidente da República, mas, em dezembro de 2014, logo após a reeleição
da presidente do país, houve queda do prestígio do petista para 56%, que caiu
mais um pouco, tendo sido reduzida, recentemente, para 50%.
Em
situação oposta, a atual crise do governo petista tem contribuído para melhorar
a imagem do ex-presidente tucano, que atingiu o percentual de 15%, quando era,
em 2010, apenas considerado o melhor presidente do Brasil por 6% dos entrevistados.
Em
conformidade com a pesquisa, a popularidade menor do petista contribui para empate
técnico entre ele o tucano candidato na última eleição, caso houvesse pleito
presidencial agora.
Diante
desse quadro político, em caso de eleição presidencial, no momento, a pesquisa
indica que o senador tucano ficaria com 33% dos votos, enquanto o petista seria
o segundo com 29%, a ambientalista ficaria com 14% e o ex-ministro do Supremo
Tribunal Federal apareceria com 13%.
Não
há a menor dúvida de que a pesquisa ajuda muito pouco a entender como governo
com acentuados problemas de gestão ainda consegue vincular popularidade a
ex-presidente que foi modelo de críticas pelo tanto de trapalhadas que ele foi
capaz de causar para o país e o povo, por ter deixado legado político de verdadeiro
caos na administração do país, notadamente no que diz respeito à degeneração dos
princípios da ética e da moral, com a implantação, no seu governo, do escrachado
e indecente fisiologismo materializado mediante a coalizão de governabilidade, onde
os partidos da sua base de sustentação no Congresso Nacional recebiam, em verdadeiro
sistema do toma lá, dá cá, importantes cargos em ministérios e empresas estatais,
em flagrante afronta aos princípios da dignidade, da ética, da moral e do
decoro.
Também,
nas circunstâncias, é muito difícil se compreender como pessoa que tem péssima
repercussão no seio da sociedade, a ponto de ter seu nome ridicularizado sempre
que ele é citado, tendo como vinculação inúmeras falcatruas, a exemplo dos
famigerados escândalos do mensalão e petrolão, de péssimos exemplos de
administração de recursos públicos.
O resultado da pesquisa em causa mostra a real
precariedade político-administrativa do país, no que se refere ao seu poder de
influenciar na nomeação de ainda poderoso líder um cidadão que já deu claras
demonstrações das piores práticas possíveis e imagináveis no submundo dos
conchavos políticos.
Ele foi capaz de alinhavar e efetivar alianças
espúrias com a nata da bandidagem política, como ele mesmo a denominava em
passado glorioso de seu partido, quando ele ainda era considerado o mais ético
da face da terra, mas foi capaz de instituir os sistemas de corrupção na
administração pública, a exemplo do mensalão, do petrolão etc., tendo por finalidade
a consolidação do seu projeto de perenidade no poder, de criar os sistemas de
bolsas, para a consolidação de próspero curral-eleitoral, e de tantas outras
ruindades em benefício de seus fins políticos, com nítidos prejuízos para os
interesses do país e da sociedade.
Infelizmente, no país tupiniquim, se confirma o surrado,
porém válido ditado de que o povo tem o governo que merece e esse cidadão
representa muito do desgoverno que impera há bastante tempo no país, onde,
apesar das potencialidades econômicas brasileiras, a nação passa por agudas dificuldades,
atolada em grave crise política e administrativa, com a economia submetida a
terríveis solavancos e intensas trepidações, não conseguido alternativa para sair
do horroroso atoleiro da recessão, tudo graças às políticas equivocadas
adotadas pelo governo que tem como liderança alguém que mesmo sem ser eleito
diretamente pelo povo ainda dá as cartas nele e ainda pretende voltar, em
breve, para infernizar ainda mais a vida dos brasileiros.
A sociedade precisa se conscientizar, em consonância
com a sua responsabilidade cívica e patriótica, sobre a premência de
abrangentes e profundas reformas das estruturas do Estado, como forma, em
especial, de eliminar da vida pública os maus políticos que se estruturaram com
exclusividade para defender interesses pessoais e partidários, em detrimentos
das causas nacionais e da sociedade. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 03 de maio de 2015
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