Talvez seguindo o magnífico exemplo do relator do
famigerado caso do mensalão, que prestou importante trabalho de inovação do
Judiciário, ante a inusitada tentativa de se aplicar punição a corruptos de
colarinho branco, quando antes isso era quase impossível, ante a prevalência da
influência política sobre o sistema de então, eis que surge novo paladino brasileiro
que tenta, com determinação, liderança e altruísmo, livrar o país do câncer da
corrupção que usurpou os poderes constitucionais e desencadeou violento
terremoto político, tendo por base a chamada "República de Curitiba",
de onde partem as principais decisões objetivando a moralização da
administração pública.
A maior e mais competente operação anticorrupção
que já aconteceu no país, sob a batuta de juiz que ganhou fama nacional por comandar
com muita competência, coragem e destemor as investigações sobre o bilionário
esquema de desvio de dinheiro da Petrobras, que foi integrada por importantes
empresários, executivos e políticos.
Já são contabilizadas mais de cem condenações e dezenas
de fases de investigações, apreensões e buscas de documentos e elementos
relacionados ao escândalo, tendo passado pelo crivo do juiz a avaliação sobre ex-diretores
da petroleira, donos das maiores empreiteiras do país e políticos da maior
relevância, inclusive o até então todo-poderoso e intocável ex-presidente da
República petista, que protagonizou o maior alvoroço depois de ter sido
conduzido, de forma coercitiva, para prestar depoimento à Polícia Federal.
Abismado depois de seu depoimento, o petista
esbravejou dizendo "Eu, sinceramente,
tô assustado com a República de Curitiba. Porque a partir de um juiz de
primeira instância, tudo pode acontecer neste país".
O juiz de Curitiba é doutor e professor
universitário, com curso de formação na respeitada Universidade de Harvard, dos
Estados Unidos, sendo considerado "Um
magistrado tecnicamente preparado, com uma capacidade de trabalho
extraordinária e experiência em processos de grande magnitude".
O atual astro da Operação Lava-Jato tem fascinação por
decifrar os caminhos do dinheiro sujo, pois sempre mostrou seu encantamento pela
histórica Operação Mani Pulite (mãos
limpas), responsável pela desarticulação da complexa e bem organizada rede de
corrupção na Itália, que teve atuação na década de noventa.
Quase como vaticínio, o juiz fez esboço, em artigo
publicado em 2004, sobre os meandros dessa operação, como se tivesse adiantando
a arquitetura e os caminhos para estruturar os trabalhos por meio dos quais o
levaria ao mundo da fama, com o seu talento para comandar as estratégias
necessárias à obtenção das colaborações premiadas de delatores ou a divulgação
de informações à imprensa, como poderosas armas utilizadas para a
contabilização de resultados altamente positivos, que ainda estão em pleno
curso, com perspectivas ainda para importantes revelações.
Um advogado extremamente insatisfeito com a atuação
do juiz pontificou que "Moro
instituiu a prisão preventiva como regra, enquanto em qualquer país civilizado
é a exceção". Esse fato dá a exata dimensão do tamanho do incômodo que
o juiz causa aos investigados, que concordam com a delação premiada, na
tentativa de se livrar do cárcere o quanto antes, principalmente porque tem
sido a única maneira de se desgarrarem dos calcanhares do citado juiz.
Não há a menor dúvida de que o juiz de Curitiba foi
alçado ao nível de verdadeiro cavaleiro solitário da Justiça, que luta de peito
aberto contra os construtores do mar de lama que se encontra o país, com a
revelação da podridão emergida dos esquemas de ladroagem arquitetadas e
executadas por mentes doentias do PT, PMDB e PP, que aparelharam a estatal para
desviar dinheiro para seus cofres, conforme mostram os fatos investigados e
dados a público.
Em momento de rara manifestação de sua discrição, o
juiz declarou sentir-se "comovido" depois que os mais de três milhões
de brasileiros que protestaram nas ruas, declarando irrestrito apoio ao seu
brilhante e importantíssimo trabalho à frente da Operação Lava-Jato.
Diante do descalabro, da incompetência generalizada
do governo, conforme atestam, em especial, os resultados econômicos, que
contribuem para a firme e progressiva retração do país, os brasileiros têm
muito motivo para apoiar, por todos os meios e formas, a atuação destemida, impoluta
e altamente favorável aos interesses dos brasileiros do juiz de Curitiba, que
vem demonstrando enorme vontade para passar este país a limpo, principalmente
com a sua moralização, que poderá ser efetivada com a prisão de bandidos
empresários, executivos e políticos, não muito acostumados com medidas duras
que somente acontecem nos países sérios e evoluídos democraticamente. Acorda,
Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 28 de março de 2016
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