Tenho demonstrado enorme alegria em anunciar a chegada de mais uma obra
literária da minha lavra e o faço agora, quando já mandei para a editora, meu quinquagésimo
primeiro livro, que se junta à minha coleção, cujo acontecimento tem o condão
de servir de alimento que preciso para dar continuidade às preciosas atividades
de escrever, com entusiasmo, sob a sábia confirmação de que mereci a graça divina
para a elaboração das minhas despretensiosas crônicas diárias.
Tenho certeza de que cumpro importante função cívica e patriótica de comentar,
analisar e opinar sobre os fatos da vida, colocando esse pensamento diariamente
sob o formato de crônicas, que, segundo imagino, vêm merecendo, em boa parte, a
aprovação, o incentivo e o carinho de leitores amigos, que se devotam em apoio ao
que escrevo, em perfeita harmonia com o assunto em causa, tendo por base,
sobretudo, o meu livre pensamento de expressão.
Agradeço a bondade de Deus, com a maior alegria, pela dádiva da inspiração
para escrever e elaborar as crônicas que integram o presente livro, procurando evidenciar
a graça que sempre tem acontecido com o surgimento das mensagens que são a
razão maior da vazão natural às ideias colocadas no papel.
A maneira como escrevo me faz feliz e me anima ao envolvimento
continuado e permanente pelo trabalho literário, para o meu deleite pessoal e o
teste da carinhosa tolerância de seguidores à espreita por novos textos que
possam atender ao seu gosto pela leitura e quiçá por novos conhecimentos,
porque é exatamente com essa finalidade que me proponho a observar e analisar os
fatos da vida e sobre eles opinar de forma objetiva, imparcial e verdadeira.
Diante dessa perspectiva, afirmo que a enorme motivação para eu escrever
tem sido o combustível vital que me move e anima a viver com a alegria de
tentar, com incansável insistência, organizar ideias e resumi-las em palavras,
crônicas e livros, vivendo momento importante em cada instante da vida,
exatamente por eu me inserir nesse mundo mágico, propiciado pela sublime arte
de mexer e trabalhar continuamente com as inarredáveis letras do rico alfabeto
pátrio.
É importante a feitura de mais um livro, porque isso tem o condão de me estimular
a escrever cada vez mais e mostrar que meu coração bate em ritmo bem forte de
felicidade e diz que se encontra em permanente estado de graças, em merecer precioso
presente dos deuses da literatura à minha pessoa, diante do domínio mínimo da fantástica
arte de escrever, sempre com simplicidade e com o apetite que me encanta
diuturnamente, pela motivação do encorajamento do recomeço de mais outro livro
que logo mais se desponta para o mundo literário.
Agora, concluo, com renovada alegria, o 51º livro, que tem o título amigo
e carinhoso, qual seja: “Afago em fatos da vida”, cujas crônicas discorrem,
como de costume, sobre a análise de fatos do quotidiano, na forma como eles são
analisados e interpretados, com destaque para as matérias mais importantes do momento,
evidentemente sob o meu prisma de avaliação crítica.
Considero importante ressaltar que a análise do noticiário
político-administrativo merece o foco principal nas minhas crônicas, que é também
do interesse comum dos meios de comunicação em geral, diante das calorosas
discussões sobre as políticas e os projetos de interesse da sociedade.
São muitos os assuntos modelados e analisados diariamente por mim,
compreendendo a abordagem, o esclarecimento e a opinião pessoal, sempre
enfocados com minúcia, verdade e imparcialidade, envolvendo temas da
atualidade, normalmente com relevante interesse para a sociedade.
Em seguimento à praxe que venho adotando, com a deferência especial que
faço, em termos da dedicatória de meus livros às pessoas importantes e
queridas, tendo a alegria de prestar homenagem, desta feita, a ilustre homem público
de Uiraúna, que foi prefeito do município e prestou importantes serviços à população,
tendo sido conhecido, por unanimidade, como pessoa de sorriso fácil, posto que
ele tinha o carisma de quem sempre estava de bem com a vida, à vista da alegria
que acompanhava permanentemente a sua pessoa.
Refiro-me, ao cidadão Joaquim Moreira Costa, que tinha o apelido carinho
de “mói de ferro”, por motivo que realmente desconheço, mas pode ser por ele
reunir consigo a força e a coesão da vontade soberana dos conterrâneos na união
propositiva para a construção do bem, em benefício do progresso da sociedade.
A fotografia da capa do livro tem significado bem especial, por se
tratar da imagem de cajueirinho que eu plantei na casa do querido filho Alysson,
na esperança de que ele dê deliciosos frutos.
A seguir, transcreve-se a aludida dedicatória, que foi
elaborada com muito carinho, no meu 51º livro, a qual pretende ser a síntese do
que consegui vislumbrar na pessoa do ilustre homenageado, que merece aplausos dos
uiraunenses pelo seu importante trabalho como prefeito operoso e sintonizado
com os anseios da população:
“DEDICATÓRIA
Com
muita satisfação, dedico este livro ao ilustre uiraunense Joaquim Moreira Costa
(in memoriam), por sua personalidade marcante como cidadão público que se
misturava prazerosamente com o povão, na maior felicidade da vida, deixando à
vista o seu austral sempre elevado, cheio de entusiasmo e sentimento completamente
aberto e disposto à construção da prática do bem e do amor ao próximo.
Como
cidadão público, ele exerceu, pela vontade popular, o relevante cargo de
prefeito de Uiraúna, Paraíba, no período de 1º de janeiro de 1964 a 31 de
dezembro de 1968.
Guardo
na lembrança sobre ele a figura de homem público que se identificava de maneira
harmoniosa e solidária com o povo dessa cidade, como pessoa da maior
simplicidade, que tinha na sua personalidade a marca do povão, com a demonstração
de conhecer bem de perto as suas vicissitudes,
à vista da sua conduta de extrema humildade, que carregava consigo inabalável
vontade de somente praticar o bem e fazer a felicidade das pessoas, tamanha eram
as suas aproximação e dedicação de carinho para com elas.
Apesar
do longo tempo distante dos acontecimentos em Uiraúna, posto que vim embora
para Brasília, logo no início de 1966, o tempo que conheci Joaquim Costa, antes
e em parte do mandato dele no cargo de prefeito, sentia que ele era pessoa que vivia
extremamente feliz com a vida, a começar do seu sorriso fácil e espontâneo, que
era a sua principal característica, tendo a mais forte convicção de que nenhum
outro prefeito de Uiraúna, até então, distribuiu tanto sorriso para a população
como ele, o que se poderia intuir que ele foi o administrador público que mais
se sentiu feliz em comandar a cidade, com entusiasmo, alegria e muito amor no
coração.
Não
obstante, em compensação, ao que tudo indica, ele foi o homem público da cidade
que mereceu ou desmereceu o menor nível de reconhecimento por sua progressiva passagem
pela prefeitura, por não ter lhe rendido a mínima homenagem de gratidão por
suas obras como importante líder municipal.
Consta
nos anais da prefeitura de Uiraúna que Joaquim Costa fez profícua e admirável administração,
tendo levado para a cidade a energia elétrica vinda da
Hidrelétrica de Paulo Afonso; implantado o sistema telefônico; construído
povoados e escolas no município; entre outras obras de saneamento básico e infraestrutura,
tudo realizado com o sinete da honestidade e da lisura, observados estrita e
fielmente os princípios da legalidade, dignidade e moralidade.
Joaquim Costa, ao que tenho conhecimento, se
despediu do cargo plenamente satisfeito, diante da consciência de ter realizado
gestão em consonância com os anseios dos uiraunenses, na melhor compreensão de
ter contribuído para a consolidação do bem comum e da estabilidade democrática.
Ao
que parece, não tenho certeza disso, sequer uma rua da cidade tem o nome desse
grande homem público, reconhecido por seu notável trabalho de honestidade e
amor à terra natal, que, por força das circunstâncias, até pode não ter
construído grandes e expressivas obras, além daquelas citadas anteriormente, em
benefício da população, mas o seu legado administrativo foi marcante em época
de enormes dificuldades de toda ordem.
Induvidosamente,
o município de Uiraúna teve a honra de ser administrado por prefeito com enorme
bondade no coração e tanta alegria no semblante, que contribuíram para o espargir
do acentuado sentimento de tolerância e unidade de bons propósitos quanto à
capacidade de realização do bem comum.
Tudo
isso já bastava para que o seu nome se perpetuasse no seio da sociedade como homem
público que soube dignificar sobremaneira o nobilitante cargo de prefeito, com
a marca de que quem tinha como principal lema o sorriso espontâneo e gracioso
para com a população, que é algo inexistente na atualidade, quando os políticos
modernos somem ou se escondem do povo.
Sinto-me muito honrado, feliz e recompensado
em homenagear esse ilustre conterrâneo uiraunense, por seu nobre exemplo de
prefeito que honrou e dignificou tão importante cargo público, em nome da decência
e da correção ínsitos do ser humano, que sempre foi assim reconhecido com o seu
jeitão timbrado pelo povão, que o adorava e o aclamava pelo carinhoso apelido
de “mói de ferro”, talvez pelo peso da sua indiscutível popularidade, ante o
usufruto da enorme simpatia cunhada no seio dos uiraunenses.
A
alegria invade meu coração pela felicidade de lembrar e resgatar a figura impoluta
de um dos filhos de Uiraúna que honrou com exemplar e construtivo trabalho o exercício
do cargo de prefeito, deixando inscrito o seu nome entre as principais
autoridades do município.
Ao
eterno prefeito do sorriso fácil, senhor Joaquim Moreira Costa, meus aplausos e
preito de reconhecimento e gratidão por sua prova de belíssimo amor ao povo de
Uiraúna.”.
Com o meu carinho de agradecimento, prometendo, se assim
Deus permitir, novos livros.
Brasília, em 1º de abril de 2021
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
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