segunda-feira, 31 de agosto de 2026

A coisa certa

 

Em mensagem que circula na internet, alguém escreveu que “A verdade é que nunca um homem foi tão odiado por ter feito a coisa certa.”, se referindo ao último ex-presidente do país, visto que é mostrada a imagem dele.

É preciso ter humildade para entender o que realmente aconteceu na vida pública desse homem, porque isso de se afirmar que ele teria feito "a coisa certa" é simplesmente ignorar que ele jamais deveria ter se imiscuído, em forma de duras e severas críticas, na competência de outro poder da República.

Na verdade, isso que ele fez contraria frontalmente disposição constante da Constituição brasileira, o que significa se afirmar que ele fez coisa muito errada perante a integralidade do exercício do relevante cargo de chefe do poder Executivo, para o qual ele foi eleito e somente poderia se ater às incumbências institucionais desse poder.

Sim, também é preciso se reconhecer que, se ele é odiado, perseguido e injustiçado, isso é em razão de ele ter agredido integrantes de importante poder da República, que tem autonomia para interpretar os fatos e de decidir na extensão do seu pensamento que tem sido em conformidade com o mesmo peso, segundo a sua avaliação, das ofensas recebidas por parte desse homem que melhor teria agido em estrito respeito às atribuições inerentes ao importante cargo presidencial.

A conclusão que se tem mais lógica possível é a de que se realmente esse homem tivesse feito a coisa certa, certamente que ele jamais pagaria por seus gravíssimos erros de críticas e agressões a ninguém, porque o seu atrevimento, embora considerado correto por alguns, tenha se transformado em verdadeiro pesadelo para ele, em forma de penalidades desproporcionais, porém justificadas, por merecimento ou não, pelo seu desvio de comportamento funcional.

Enfim, importa que os políticos cumpram os seus mandatos observando rigorosamente a cartilha específica para os respectivos cargos, respeitando a sua competência institucional, sem se imiscuir nas atribuições de ninguém. 

Acorda, Brasil!

Brasília, em 15 de julho de 2026

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