Conforme notícia veiculada na mídia, a Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil (CNBB) acolhe, com alegria, a nomeação do cardeal arcebispo de São
Paulo, para compor o membro do Conselho da Economia da Santa Sé.
O Conselho para a Economia tem como missão acompanhar e supervisionar a
gestão econômica e as estruturas administrativas e financeiras da Cúria Romana,
das instituições ligadas à Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano, ou seja,
nada que precise de conhecimentos senão especificamente econômicos.
A nomeação de cardeais, religiosos do último posto somente inferior ao
papa, para cuidar da economia do Vaticano, caracteriza visível e extrema
obscuridade de inteligência e demonstra regressão histórica da Igreja Católica.
Isso porque cuidar da economia não precisa dos conhecimentos cristãos e
religiosos de vários cardeais, pois eles são especialistas, por sua longa
experiência cuidando da missão evangélica, de assuntos religiosos de altíssima
relevância e especificidade cristãs.
A economia do Vaticano poderia ser administrada, com muito mais
eficiência, por pessoas formadas em Ciências Econômicas, que realmente entendem
do mister.
Os cardeais que honram e dignificam o seu posto cardinalício jamais
deveriam aceitar o seu indevido desvio de função, para serem meros e inferiores
burocratas, porque isso é a prova viva da sua completa desvalorização como
profissional que passa a exercer função inferior e bem menor, em termos
comparativos à qualificação religiosa.
Trata-se, à toda evidência, de função realmente incompatível com a
importância do relevante cargo de cardeal, porque isso que o religioso
brasileiro vai fazer não exige senão conhecimentos de economia, valendo dizer
que a ida do cardeal brasileiro para exercer atividade burocrata. mesmo que
reconhecida como importante função, significa visível desperdício de
profissional que poderia realmente ser útil às verdadeiras obras de Deus se ele
continuasse à frente de missão evangélica.
A ideia que se tem é a de que o religioso brasileiro passará a exercer
mero carimbador de questões econômicas, de vez que o seu novo cargo dissente da
sua importante formação evangélica.
Enfim, não precisa ser inteligente para enxergar que a Igreja Católica
precisa se modernizar, para o fim de realmente compreender a sua verdadeira
missão de evangelização, em que os religiosos, padres, freis, bispos,
arcebispos, cardeais e demais integrantes da igreja precisam ser profissionais
voltados exclusivamente para as relevantes funções inerentes à evangelização
das obras divinas, deixando que as suas demais atividades, como a econômica,
por exemplo, sejam exercidas por profissionais competentes das áreas
pertinentes.
Acorda, Vaticano!
Brasília, em 12 de agosto de 2026
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