segunda-feira, 31 de agosto de 2026

A economia do Vaticano!

 

Conforme notícia veiculada na mídia, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acolhe, com alegria, a nomeação do cardeal arcebispo de São Paulo, para compor o membro do Conselho da Economia da Santa Sé.

O Conselho para a Economia tem como missão acompanhar e supervisionar a gestão econômica e as estruturas administrativas e financeiras da Cúria Romana, das instituições ligadas à Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano, ou seja, nada que precise de conhecimentos senão especificamente econômicos.

A nomeação de cardeais, religiosos do último posto somente inferior ao papa, para cuidar da economia do Vaticano, caracteriza visível e extrema obscuridade de inteligência e demonstra regressão histórica da Igreja Católica.

Isso porque cuidar da economia não precisa dos conhecimentos cristãos e religiosos de vários cardeais, pois eles são especialistas, por sua longa experiência cuidando da missão evangélica, de assuntos religiosos de altíssima relevância e especificidade cristãs.

A economia do Vaticano poderia ser administrada, com muito mais eficiência, por pessoas formadas em Ciências Econômicas, que realmente entendem do mister.

Os cardeais que honram e dignificam o seu posto cardinalício jamais deveriam aceitar o seu indevido desvio de função, para serem meros e inferiores burocratas, porque isso é a prova viva da sua completa desvalorização como profissional que passa a exercer função inferior e bem menor, em termos comparativos à qualificação religiosa.

Trata-se, à toda evidência, de função realmente incompatível com a importância do relevante cargo de cardeal, porque isso que o religioso brasileiro vai fazer não exige senão conhecimentos de economia, valendo dizer que a ida do cardeal brasileiro para exercer atividade burocrata. mesmo que reconhecida como importante função, significa visível desperdício de profissional que poderia realmente ser útil às verdadeiras obras de Deus se ele continuasse à frente de missão evangélica.

A ideia que se tem é a de que o religioso brasileiro passará a exercer mero carimbador de questões econômicas, de vez que o seu novo cargo dissente da sua importante formação evangélica.

Enfim, não precisa ser inteligente para enxergar que a Igreja Católica precisa se modernizar, para o fim de realmente compreender a sua verdadeira missão de evangelização, em que os religiosos, padres, freis, bispos, arcebispos, cardeais e demais integrantes da igreja precisam ser profissionais voltados exclusivamente para as relevantes funções inerentes à evangelização das obras divinas, deixando que as suas demais atividades, como a econômica, por exemplo, sejam exercidas por profissionais competentes das áreas pertinentes.

Acorda, Vaticano!

Brasília, em 12 de agosto de 2026

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