segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Retaliação!

 

Conforme notícia que circula na internet, um dos focos do PL, na eleição deste ano, será maior eleger maior bancada no Senado Federal, cujo tema  será alvo de reunião do presidenciável do partido, com candidatos ao cargo apoiados por ele.

O encontro servirá para que o candidato ao Palácio do Planalto peça aos aliados para que levem o discurso de críticas à corte maior do país, que é uma das bandeiras do presidenciável.

É visivelmente incompreensível e deplorável esse entendimento, ou melhor, essa campanha de ferro e fogo contra determinado órgão institucional brasileiro, dando a entender que seja preciso tentativa consciente de mobilização contra os seus integrantes, conquanto isso parece ser algo absurdamente imaginável em país minimamente sério e evoluído, em que as atividades políticas são realizadas exclusivamente voltadas para a satisfação do interesse da sociedade.

Que ideia mais estapafúrdia é essa de concentrar propósito com o fim de encontro que "servirá para que o candidato ao Planalto peça aos aliados para que levem o discurso de críticas ao (omiti o nome do órgão), uma das bandeiras do filho do ex-presidente (omiti o nome), para as campanhas estaduais.".

Isso tem a marca e o instinto idealizados do pensamento mordaz da vingança, dizendo claramente que o objetivo é obter maioria no Senado Federal para se conseguir a desforra contra integrantes de órgão federal, em forma explicita de vingança, que é algo que tanto se critica, na atualidade.

Nos países com o mínimo de dignidade, seriedade e respeito aos princípios republicanos e democráticos, as campanhas dos candidatos a cargos públicos eletivos se restringem aos seus planos e metas vinculados à satisfação dos objetivos relacionados com o interesse da sociedade.

Isso de se institucionalizar campanha contra órgão da República tem o nome de pura desmoralização da integridade dos princípios democráticos, com a banalização de assunto completamente estranho à retidão daquilo que realmente cuida a importância da política, qual seja, repita-se, a satisfação das questões sociais e de todos os demais assuntos que digam respeito à satisfação de seus objetivos.

Não há a menor dúvida de que se trata de projeto torpe, porque a sua essência objetiva claramente a vingança de tudo de ruim que foi decidido contra o ex-presidente do país, sob a liderança de seu filho, fazendo uso de instrumento absolutamente inapropriado e ilegal, por se pretender eleger aliados para a promoção de impeachment de inimigos políticos, algo visivelmente ridículo, à luz dos princípios democráticos e de civilidade.

À toda evidência, essa forma de mensagem do candidato presidencial tem o claro condão de evidenciar o empobrecimento da sua campanha eleitoral, pelo menos sob a ótica das pessoas livres de ideologia política, por sentirem que isso que se pretende tem a marca perversa dos recrimináveis antagonismo e vingança.

Trata-se de exposição deliberada de se projetar para breve medidas de retaliação política, que condiz visivelmente com algo completamente incompatível com os atos políticos de verdade e de efeitos elevados, quando só existe neles espaço para se cuidar de assuntos circunscritos aos sentimentos construtivos do interesse público.

Apelam-se por que os candidatos ao cargo de senador tenham a clarividência e a grandeza de não se permitirem ser instrumento do ódio e da vingança, caso eles sejam eleitos, prometendo desde logo somente atuarem em nome da decência e da dignidade, na forma recomendada na vida pública.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 11 de agosto de 2026

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