Conforme notícia que circula na internet, um dos focos do PL, na eleição
deste ano, será maior eleger maior bancada no Senado Federal, cujo tema será alvo de reunião do presidenciável do
partido, com candidatos ao cargo apoiados por ele.
O encontro servirá para que o candidato ao Palácio do Planalto peça aos
aliados para que levem o discurso de críticas à corte maior do país, que é uma
das bandeiras do presidenciável.
É visivelmente incompreensível e deplorável esse entendimento, ou
melhor, essa campanha de ferro e fogo contra determinado órgão institucional
brasileiro, dando a entender que seja preciso tentativa consciente de
mobilização contra os seus integrantes, conquanto isso parece ser algo
absurdamente imaginável em país minimamente sério e evoluído, em que as
atividades políticas são realizadas exclusivamente voltadas para a satisfação
do interesse da sociedade.
Que ideia mais estapafúrdia é essa de concentrar propósito com o fim de
encontro que "servirá para que o candidato ao Planalto peça aos aliados
para que levem o discurso de críticas ao (omiti o nome do órgão), uma
das bandeiras do filho do ex-presidente (omiti o nome), para as
campanhas estaduais.".
Isso tem a marca e o instinto idealizados do pensamento mordaz da
vingança, dizendo claramente que o objetivo é obter maioria no Senado Federal
para se conseguir a desforra contra integrantes de órgão federal, em forma
explicita de vingança, que é algo que tanto se critica, na atualidade.
Nos países com o mínimo de dignidade, seriedade e respeito aos
princípios republicanos e democráticos, as campanhas dos candidatos a cargos
públicos eletivos se restringem aos seus planos e metas vinculados à satisfação
dos objetivos relacionados com o interesse da sociedade.
Isso de se institucionalizar campanha contra órgão da República tem o
nome de pura desmoralização da integridade dos princípios democráticos, com a
banalização de assunto completamente estranho à retidão daquilo que realmente
cuida a importância da política, qual seja, repita-se, a satisfação das
questões sociais e de todos os demais assuntos que digam respeito à satisfação
de seus objetivos.
Não há a menor dúvida de que se trata de projeto torpe, porque a sua
essência objetiva claramente a vingança de tudo de ruim que foi decidido contra
o ex-presidente do país, sob a liderança de seu filho, fazendo uso de
instrumento absolutamente inapropriado e ilegal, por se pretender eleger
aliados para a promoção de impeachment de inimigos políticos, algo visivelmente
ridículo, à luz dos princípios democráticos e de civilidade.
À toda evidência, essa forma de mensagem do candidato presidencial tem o
claro condão de evidenciar o empobrecimento da sua campanha eleitoral, pelo
menos sob a ótica das pessoas livres de ideologia política, por sentirem que
isso que se pretende tem a marca perversa dos recrimináveis antagonismo e
vingança.
Trata-se de exposição deliberada de se projetar para breve medidas de
retaliação política, que condiz visivelmente com algo completamente
incompatível com os atos políticos de verdade e de efeitos elevados, quando só
existe neles espaço para se cuidar de assuntos circunscritos aos sentimentos
construtivos do interesse público.
Apelam-se por que os candidatos ao cargo de senador tenham a
clarividência e a grandeza de não se permitirem ser instrumento do ódio e da
vingança, caso eles sejam eleitos, prometendo desde logo somente atuarem em
nome da decência e da dignidade, na forma recomendada na vida pública.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 11 de agosto de 2026
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