Em mensagem publicada na internet, uma pessoal tenta justificar o desempenho do último ex-presidente do país, no seu governo, afirmando que ele se houve em obediência aos princípios da honestidade e da moralidade, em contraposição ao desempenho do governo atual, que vem sendo severamente criticado por atos irregulares com o emprego do dinheiro público.
O brasileiro que se preza precisa saber que não passa de pura baboseira
e muita perda de tempo essa ingenuidade de ficar comparando os erros e os
desvios de políticos, na vida pública, na tentativa de se mostrar quem é
realmente corrupto, desonesto, irresponsável ou pior.
O certo é que o homem público, por natureza da essencialidade exigida
pela finalidade pública, não pode praticar qualquer deslize, mesmo aqueles
considerados leves, porque, em forma de modelo de dignidade, não justifica que
o homem público demonstre fraqueza em forma de desvio de comportamento, mesmo
que a falha seja insignificante.
Agora, é muito expressivo de gravidade quem não tem o menor escrúpulo em
se envolver em escândalo referente à corrupção, por exemplo.
O certo mesmo é que não faz sentido essa forma de comparação de desvio
de conduta, na vida pública, porque isso funciona como se quisessem se dizer
que erros de alguns políticos justificam falhas de outros ou ainda de que, se
fulano pode errar, por que não fulano não pode praticar falha e ainda em grau
sem qualquer gravidade?
De uma forma ou de outra, os dois políticos nominados acima não se
comportaram de forma exemplar, porque eles não foram o modelo ideal e exemplar
de pessoa pública que precisa demonstrar conduta ilibada e imaculabilidade, em
qualquer circunstância.
Enfim, os brasileiros precisam se conscientizar de que não faz o menor
sentido essa história de se comparar desvios de conduta de ninguém, convindo
que os políticos se esforcem em evitar qualquer forma de deslize, na vida
pública.
Acorda, Brasil!
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