Um jornalista tenta persuadir o presidente argentino que ele teria sido agressivo com o presidente brasileiro, ao cognominá-lo de ladrão e corrupto, mas o político reafirmou o que teria dito.
Pouco importa a ideologia política do repórter, mas ele tenta mostrar ao
presidente argentino que ele se torna agressivo ao acusar o presidente
brasileiro de ladrão e corrupto, dando a entender claramente que isso não
condiz com a posição de mandatário de nação amiga.
Na verdade, não é de bom tom que autoridade máxima de país fique
denunciando ninguém, ainda mais em se tratando de outra chefe de Estado.
Isso apenas no contexto da diplomacia internacional, em que devem ser
respeitadas as relevantes relações existentes entre as nações, repitam-se, as
relações entre países.
Ressalte-se que a autoridade argentino está fazendo acusação sobre caso
referente à pessoa do presidente brasileiro, que é diferente e independente do
Estado, motivo pelo qual a situação desce de importância, em termos da
compreensão sobre relações entre nações.
Poder-se-ia ter sido bem melhor que essa acusação tivesse sido evitada,
porque não é atribuição de mandatário de país ficar fazendo denúncia sobre
fatos graves ocorridos com políticos estrangeiros, salvo por alguma motivação,
que, no caso, se justifica para tentar ajudar um candidato ao cargo
presidencial brasileiro.
Indaga-se, então, se isso seria razoável, em se tratando de quem acusa,
que, no exercício do seu mandato exige neutralidade sobre os assuntos de
interesse de outras nações?
Na realidade, para os brasileiros do bem, o que importa mesmo é que a
acusação em comento demonstra literalmente o elevado grau de desmoralização da
personalidade que preside o Brasil, à vista dos salutares princípios inerentes
à conduta e à imaculabilidade que se exigem das pessoas públicas, na vida
política.
Ou seja, a importância da presente acusação é a de que o seu teor é de
envergonhar e desonrar qualquer povo com o mínimo de reserva moral, quanto mais
o país de seriedade e princípios, visto que as características intrínsecas de
insignificância do político acusado são completamente incompatíveis com os
saudáveis princípios republicanos e democráticos.
Enfim, o que interessa mesmo para os verdadeiros brasileiros, no caso, é
que a mensagem em apreço serve de alerta no sentido de que eles estão sendo
presididos por político desonesto e indigno, cuja situação precisa ser
solucionada, com o máximo de urgência, como forma de moralização não somente do
Estado brasileiro, mas também do seu povo, que não merece tamanho infortúnio
político.
Acorda, Brasil!
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