segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O jogador brasileiro

 

O jogador brasileiro que perdeu o pênalti, no jogo da oitava da copa, teve a pachorra de lembrar, em tom de justificativa, que dois importantes jogadores mundiais, que citou seus nomes, também já perderam pênaltis, em Copa do Mundo de Futebol.

À toda evidência, a maior ingenuidade ou burrice do homem é tentar se justificar alegando erro de outrem, como se isso não alimentasse o sentimento de culpa por algo que poderia ter sido bem-feito, se o seu autor tivesse se capacitado muito bem para exercer, com perfeição, o mínimo necessário do seu dever profissional.

Sim, errar é humano, mas não reconhecer o erro passa a ser desumano e insensato, quando se tenta aproveitar o erro dos outros para o conformismo do seu insucesso, pois isso não condiz com o verdadeiro sentimento de sinceridade profissional, quando o jogador não assume os seus atos.

Não há a menor dúvida de que seria preferível a sinceridade, aceitando normalmente a desgraça que a inadmissível perda do pênalti refletiu para o fim de possível projeto do futebol brasileiro, porque isso poderia ajudar à motivação de se buscar a paz de espírito tão imprescindível, depois do pior ter acontecido, que nunca isso acontecerá enquanto se ficar tentando cobrir o sol com a peneira, sob o amparo de exemplos também desagradáveis, mesmo que protagonizados por célebres jogadores.

Isso não tem a menor consistência, salvo para penalizar ainda mais a ridicularização da incompetência profissional, porque é impensável que o jogador de seleção de um país seja tão displicente, ao ponto de errar o pênalti, que tem o significado de maior expressão do feito de qualquer atleta que se preze como profissional cônscio do seu papel integrante de seleção da importância e da grandeza do Brasil.

Quem não tem dignidade para assumir a própria falha, tenta se justificar mostrando, errônea e despropositadamente, igual deficiência de outros jogadores, quando isso se torna ainda mais horrível o seu legado, porque em nada isso atenua ou justifica o seu gravíssimo pecado perante a opinião dos brasileiros.

Enfim, caro jogador perdedor de pênalti, tente limpar a sua consciência, simplesmente assumindo a sua incompetência, porque todas as desculpas esfarrapadas são insustentáveis para justificar o seu gigantesco erro profissional.

Brasília, em 9 de julho de 2026

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