O jogador brasileiro que perdeu o pênalti, no jogo da oitava da copa,
teve a pachorra de lembrar, em tom de justificativa, que dois importantes
jogadores mundiais, que citou seus nomes, também já perderam pênaltis, em Copa
do Mundo de Futebol.
À toda evidência, a maior ingenuidade ou burrice do homem é tentar se
justificar alegando erro de outrem, como se isso não alimentasse o sentimento
de culpa por algo que poderia ter sido bem-feito, se o seu autor tivesse se
capacitado muito bem para exercer, com perfeição, o mínimo necessário do seu
dever profissional.
Sim, errar é humano, mas não reconhecer o erro passa a ser desumano e
insensato, quando se tenta aproveitar o erro dos outros para o conformismo do
seu insucesso, pois isso não condiz com o verdadeiro sentimento de sinceridade
profissional, quando o jogador não assume os seus atos.
Não há a menor dúvida de que seria preferível a sinceridade, aceitando
normalmente a desgraça que a inadmissível perda do pênalti refletiu para o fim
de possível projeto do futebol brasileiro, porque isso poderia ajudar à
motivação de se buscar a paz de espírito tão imprescindível, depois do pior ter
acontecido, que nunca isso acontecerá enquanto se ficar tentando cobrir o sol
com a peneira, sob o amparo de exemplos também desagradáveis, mesmo que
protagonizados por célebres jogadores.
Isso não tem a menor consistência, salvo para penalizar ainda mais a
ridicularização da incompetência profissional, porque é impensável que o
jogador de seleção de um país seja tão displicente, ao ponto de errar o
pênalti, que tem o significado de maior expressão do feito de qualquer atleta
que se preze como profissional cônscio do seu papel integrante de seleção da
importância e da grandeza do Brasil.
Quem não tem dignidade para assumir a própria falha, tenta se justificar
mostrando, errônea e despropositadamente, igual deficiência de outros
jogadores, quando isso se torna ainda mais horrível o seu legado, porque em
nada isso atenua ou justifica o seu gravíssimo pecado perante a opinião dos
brasileiros.
Enfim, caro jogador perdedor de pênalti, tente limpar a sua consciência,
simplesmente assumindo a sua incompetência, porque todas as desculpas
esfarrapadas são insustentáveis para justificar o seu gigantesco erro
profissional.
Brasília, em 9 de julho de 2026
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