Um juiz da sorte maior do país houve por bem se expor publicamente para fazer revelações sobre a sua história de vida, especialmente no que se refere à sua religiosidade, sem que ninguém estivesse carente de saber a sua história de vida.
Na minha modesta opinião, as narrativas apresentadas por esse cidadão,
em forma de justificativa de desempenho pessoal, são absolutamente
desnecessárias e inoportunas, diante do momento que mais exige discrição e
trabalho, sem esse tipo de manifestação visivelmente dispensável.
A aparição desse indivíduo para dar explicação estritamente pessoal, tem
o condão muito claro de expor forma psicológico de mostrar que algo estranho o
incomoda e ele se sente no dever de se expor, para tentar transmitir
sentimentos absolutamente pessoais que não significam coisa alguma para ninguém
senão para ele próprio.
Na verdade, isso não contribui senão para deixá-lo do mesmo tamanho que
sempre esteve, sem acrescentar ou diminuir coisíssima alguma à personalidade
dele, salvo para a motivação de se expor sem aproveitamento algum, que tem o
mesmo significado de nada igual a ter ele ficado calado.
É evidente que se trata da minha opinião, por eu entender que somente a
mentalidade perturbada ou incomodada levaria a dizer tudo sobre o que a pessoa
se acha perante a autoridade de Deus, sem que isso tivesse qualquer valia ou
interesse por parte de ninguém.
Na minha avaliação, esse cidadão perde excelente oportunidade para
cuidar exclusivamente do cumprimento de tão relevantes assuntos atribuídos à
sua incumbência institucional, de modo a se obter bem melhor aproveitamento do
tempo disponível, sem se preocupar sobre o que as pessoas pensam acerca da sua
pessoa.
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