segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O governo do povo

 

Inteligentemente ou não, verdadeiramente ou não, o dito popular diz muito bem claro que o povo tem o governo que bem merece.

Termina isso sendo verdade incontestável, quando se sabe que todo governo é eleito pelo povo e sua manutenção no poder também depende essencialmente da vontade e da aprovação do povo, tal e qual como acontece com o presidente do país que tem sido modelo da destruição e da desconstrução, na forma dos rombos promovidos no gerenciamento das empresas estatais, que somam prejuízos na contabilização dos seus resultados financeiros de quase 50 bilhões de reais, quando os balanços anteriores ao atual governo apontavam lucros de mais de 17 bilhões de reais.

É isso mesmo que acontece na cara do povo que tem conhecimento desse absurdo acontecendo com o seu patrimônio, que é dilapidado pela voraz incompetência empresarial, que nada faz nem justifica tamanha devassidão em defesa de causa ideológica, que tem sido possivelmente a principal motivação para o inadmissível desvio dos salutares princípios exigidos na gestão pública, de apresentação de bons resultados nas contas públicas, em seguimento do paradigma do governo anterior.

Que povo é este que se conforma, ficando calado, com inaceitável desastre nas contas públicas, como se isso não representasse gravíssima desconformidade com a regularidade da administração do patrimônio dos brasileiros?

É evidente que existe grave erro por parte de quem tem a incumbência de administrar muito bem os recursos públicos, mas convém que se culpe a falta de caráter e escrúpulo do povo que demonstra plena cumplicidade com o notório e predominante descalabro no gerenciamento, em especial, dos negócios das empresas estatais, conforme mostram os fatos e os resultados econômicos.

Urge que os brasileiros, não importando a sua ideologia, reflitam sobre a vulgarização da devassa, especialmente, nas contas das empresas estatais, como forma de se exigir a imediata recuperação da eficiência necessária aos bons resultados econômicos de seus balanços.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 21 de julho de 2026

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário