Inteligentemente ou não, verdadeiramente ou não, o dito popular diz
muito bem claro que o povo tem o governo que bem merece.
Termina isso sendo verdade incontestável, quando se sabe que todo
governo é eleito pelo povo e sua manutenção no poder também depende
essencialmente da vontade e da aprovação do povo, tal e qual como acontece com
o presidente do país que tem sido modelo da destruição e da desconstrução, na
forma dos rombos promovidos no gerenciamento das empresas estatais, que somam
prejuízos na contabilização dos seus resultados financeiros de quase 50 bilhões
de reais, quando os balanços anteriores ao atual governo apontavam lucros de
mais de 17 bilhões de reais.
É isso mesmo que acontece na cara do povo que tem conhecimento desse
absurdo acontecendo com o seu patrimônio, que é dilapidado pela voraz
incompetência empresarial, que nada faz nem justifica tamanha devassidão em
defesa de causa ideológica, que tem sido possivelmente a principal motivação
para o inadmissível desvio dos salutares princípios exigidos na gestão pública,
de apresentação de bons resultados nas contas públicas, em seguimento do
paradigma do governo anterior.
Que povo é este que se conforma, ficando calado, com inaceitável
desastre nas contas públicas, como se isso não representasse gravíssima
desconformidade com a regularidade da administração do patrimônio dos
brasileiros?
É evidente que existe grave erro por parte de quem tem a incumbência de
administrar muito bem os recursos públicos, mas convém que se culpe a falta de
caráter e escrúpulo do povo que demonstra plena cumplicidade com o notório e
predominante descalabro no gerenciamento, em especial, dos negócios das
empresas estatais, conforme mostram os fatos e os resultados econômicos.
Urge que os brasileiros, não importando a sua ideologia, reflitam sobre
a vulgarização da devassa, especialmente, nas contas das empresas estatais,
como forma de se exigir a imediata recuperação da eficiência necessária aos
bons resultados econômicos de seus balanços.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 21 de julho de 2026
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