De repente, o senador candidato ao Palácio do Planalto afirma que está
devidamente preparado para assumir a presidência do país.
Causa motivo de expectativa e preocupação a assertiva de que o principal
candidato da oposição alega que está preparado para assumir o comando do
Brasil, quando sabidamente o seu principal atributo político é o de ter sido
escolhido exclusivamente pelo último ex-presidente do país, o seu pai, para
seguir o legado dele, segundo as orientações estabelecidas por ele, conforme
isso já foi dito de forma enfática e reiterada.
O ideal teria sido a escolha do candidato ao relevante cargo
presidencial por meio do consenso político, em que o partido, as entidades
nacionais e o povo pudessem se manifestar em aprovação da candidatura.
Além do mais, isso de o próprio candidato se dizer que se encontra
preparado para assumir os destinos do país, sem nunca ter exercido qualquer
cargo da administração pública, não tem a menor consistência política.
Para todos os efeitos políticos, esse presidenciável não passa de menino
de recado do pai, que, se eleito, cuidará tão somente dos interesses políticos
do ex-presidente do país, sem a menor preocupação com os interesses nacionais,
posto que não há o menor indicativo de algo diferente disso, à vista da
indiscutível deselegância de ele ter sido fruto e obra política do seu pai, sem
qualquer respeito aos sagrados princípios republicanos e democráticos, conforme
se recomendaria para casos que tais.
O certo é que, agora, como diz o ditado, a Inês está morta, não havendo
outra alternativa, em forma de candidatura, mas sem essa de se afirmar que esse
candidato elaborado por mera conveniência política estaria à altura da grandeza
e dos valores do Brasil, porque os próprios fatos falam por si sós e comprovam,
que queiram ou não, que os brasileiros do bem foram tapeados com a indevida
indicação de candidato, que até poderia ter sido ele mesmo, desde que
observados as normas e os princípios civilizados impostos pela decência da
democracia.
Enfim, os brasileiros aguardam ansiosos que o presidencial do clã
familiar tenha a nobreza de realmente justificar a sua indicação à candidatura
ao Palácio do Planalto, visto que nada ainda tem sido capaz de justificá-la, em
especial sob o prima da competência e do preparo gerenciais e administrativos.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 12 de agosto de 2026
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