O presidente do país declarou, em discurso, sem o menor receio, que o
povo não espere honestidade na pessoa dele.
Vê-se nessa afirmação muita falta de princípios por parte do político
que nega propositalmente a retidão, na vida pública, porque isso é a
confirmação da contumaz desfaçatez própria de quem realmente se satisfaz em
primar pela desobediência às salutares condutas republicanas e democratas, que
são princípios exigidos na administração pública.
A reafirmação dessa visível deformidade política se torna esperta
estratégia maquiavélico de políticos calejados pelas reiteradas mentiras e
desonestidades, na certeza da potencialidade do apoio recebido de bestas e
ingênuos brasileiros, que ignoram a importância da dignidade e da honradez nas
atividades políticas.
A verdade é que a existência de políticos desonestos, aproveitadores,
incompetentes, insignificantes e irresponsáveis, na vida pública, por incrível
que pareça, não é mérito deles, mas sim da pouca-vergonha de brasileiros, que
não têm o mínimo escrúpulo em votar em homens públicos degenerados e
indecentes.
A conclusão que, infelizmente, é óbvia diz que a desgraça da
predominância de políticos deformados, em especial em termos de competência,
dignidade e moralidade, praticando atividades políticas decorre da falta de
consciência política de brasileiros, que não valorizam o seu voto, na escolha
dos bons candidatos.
Apelam-se por que os brasileiros, independentemente de ideologia, se
conscientizem sobre a importância de não votarem em homens públicos de índole
deformada politicamente, que até declaram o seu desprezo aos princípios
democráticos e republicanos.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 15 de agosto de 2026
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