Em mensagem que mais parece daqueles paradoxos da história secular, a
Igreja Católica declara ser possível a normal acomodação, no seu seio, os
homossexuais, adúlteros e os homicidas, mas diz que abomina e rejeita a
homossexualidade, os adultérios, os assassinos.
No caso, alega-se que a igreja condena o pecado, mas, então, quem
praticam os desvios de conduta na forma de homossexualidade, adultério e
assassinato senão o próprio homem?
Onde se encontra a lógica nisso, por que sem o agente causador dos atos
propriamente dito não existem os pecados?
Tem algo nisso, em termos de coerência, que parece fora de conexão, pelo
menos na forma de racionalidade, porque nada de pecado existe sem os indivíduos
causadores dos respectivos atos.
Seria o mesmo que se afirmar que se condenem os pecados, embora se
reconheçam que inexistem pecadores, ou seja, eles existiram por obra e graça do
divino espírito santo.
Parece bastante plausível se inventar outra fórmula mágica para se
aceitarem a realidade dos fatos, porque essa mostrada na mensagem pode gerar
grande constrangimento, na tentativa de interpretação sobre a verdadeira missão
evangélica sobre a compreensão dos mencionados pecados.
Sem querer causar nenhuma provocação sobre o melhor entendimento da
causa em discussão, talvez a interpretação salomônica para a pacificação do
assunto poderia apenas se dizer que a igreja condena a homossexualidade, o
adultério e o assassinato e isso implicitamente estar-se-ia dizendo que ninguém
pode cometer tais gravíssimos pecados.
Brasília, em 04 de julho de 2026
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