segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Paradoxo

 

Em mensagem que mais parece daqueles paradoxos da história secular, a Igreja Católica declara ser possível a normal acomodação, no seu seio, os homossexuais, adúlteros e os homicidas, mas diz que abomina e rejeita a homossexualidade, os adultérios, os assassinos.

No caso, alega-se que a igreja condena o pecado, mas, então, quem praticam os desvios de conduta na forma de homossexualidade, adultério e assassinato senão o próprio homem?

Onde se encontra a lógica nisso, por que sem o agente causador dos atos propriamente dito não existem os pecados?

Tem algo nisso, em termos de coerência, que parece fora de conexão, pelo menos na forma de racionalidade, porque nada de pecado existe sem os indivíduos causadores dos respectivos atos.

Seria o mesmo que se afirmar que se condenem os pecados, embora se reconheçam que inexistem pecadores, ou seja, eles existiram por obra e graça do divino espírito santo.

Parece bastante plausível se inventar outra fórmula mágica para se aceitarem a realidade dos fatos, porque essa mostrada na mensagem pode gerar grande constrangimento, na tentativa de interpretação sobre a verdadeira missão evangélica sobre a compreensão dos mencionados pecados.

Sem querer causar nenhuma provocação sobre o melhor entendimento da causa em discussão, talvez a interpretação salomônica para a pacificação do assunto poderia apenas se dizer que a igreja condena a homossexualidade, o adultério e o assassinato e isso implicitamente estar-se-ia dizendo que ninguém pode cometer tais gravíssimos pecados.

Brasília, em 04 de julho de 2026

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