Empolgado com a conclusão do filme que versa sobre a história política
do último ex-presidente do país, um de seus seguidores diz que a peça
cinematográfica ficou linda.
Sim, o filme pode ter ficado muito lindo para os fanáticos seguidores do
bolsonarismo, que acham espetacular tudo que se refere a esse líder político,
que o identificam com o suprassumo da política, justamente por não vinculá-lo à
precariedade e às mazelas do Brasil, por conta do deplorável desempenho dele
como presidente brasileiro, por ter sido incapaz de evitar que o poder passasse
para o domínio dos piores políticos brasileiros, diante da enorme e
significativa parcela de brasileiros e do sistema dominante.
Em síntese, a história constante do vídeo não passa de exagerada
narrativa que busca satisfazer o gosto do fanatismo ao líder, sem nenhum
destaque para as causas do Brasil, ou seja, o filme se preocupa com a elevação
da figura do líder político e da importância da continuidade do seu legado,
como se ele tivesse sido da maior relevância para a Brasil, quando tudo de
desgraça que acontece agora advém justamente do governo dele, que foi ele que
antecedeu o desgoverno que conduziu o país às profundezas do abismo que se
encontra o Brasil.
Se os brasileiros tivessem o mínimo de consciência cívica e de amor à
pátria, pensariam em alternância não só do poder, mas também dos maus
políticos, com apoio a homens públicos que estivessem preocupados com os
interesses do Brasil e não de políticos aproveitadores das benesses do poder.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 23 de julho de 2026
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