Em razão das dúvidas remanescentes da última eleição presidencial, não se pode acreditar que o futuro e próximo pleito eleitoral transcorra com a necessária legitimidade, uma vez que nada foi acrescentado, em termos de aperfeiçoamento, ao processo anterior, que permanece como antes no quartel de Abrantes.
Não há a menor dúvida de que as eleições brasileiras precisam ser
respaldadas pelos critérios da licitude e da segurança jurídica sobre o
resultado das urnas. Isso é apenas a pretendida forma representativa da
necessária civilidade brasileira, como país evoluído democraticamente.
Agora, não tem o menor cabimento que o sistema eleitoral brasileiro
fique à mercê de ameaças indevidas e oportunistas externas, por mais poderoso
que seja o país que pensa ter o domínio universal.
Ou o Brasil cria vergonha e dignidade, especialmente nos seus atos
eleitorais, ou o predomínio do descrédito há de fortalecer, por completo, a
desordem e o desrespeito, em termos de segurança jurídica e da devassidão da
consistência da soberania nacional.
Que todas as suspeitas de inconsistência jurídica, ao menos, sirvam de
forma expressiva como instrumento de severas alertas sobre desvios da possível
normalidade eleitoral, como forma preventiva para os necessários cuidados
quanto à importância da credibilidade inerentes aos resultados do pleito
eleitoral.
Acorda, Brasil
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