segunda-feira, 31 de agosto de 2026

A derrota é o fim!

 Depois do frustrante eliminação da Seleção Brasileira de Futebol, o seu técnico fez a seguinte afirmação, verbis: “Uma derrota é o começo de uma nova aventura. Temos que seguir trabalhando, encontrar novas ideias. Não é o fim. É o início de um novo ciclo.”.

Quem defende o princípio de que a derrota é o começo de nova aventura, compraz-se com a possibilidade de novos fracassos, porque perder jogo é simplesmente o fim de tudo que foi preparado e encontrar novas ideias já diz que o trabalho realizado não serviu de nada.

Uma derrota nunca pode ser começo de coisa alguma, porque subentende que as melhores ideias já foram colocadas em prática e o fiasco foi certamente o seu resultado.

Não há a menor dúvida de a derrota é penas e tão somente o fim de todo projeto que fora executado e não serve senão para mostrar incompetência por não se ter atingido os fins colimados.

Agora, é preciso começar tudo, evidentemente do início, tendo por base exata e precisamente tudo, com a implantação de novas e diferentes ideias e estruturação para a Seleção Brasileira de Futebol, pois não houve aproveitamento de nada colocado em prática até aqui.

Esse trabalho consiste na mudança completa de toda composição da equipe e do time, que mostraram total incapacidade para vencer, posto que isso por si só já evidencia, de forma cristalina, que se impõe completa mudança, porque qualquer peça restante do fracasso em nada contribui para o aperfeiçoamento desejável.

O certo mesmo é que não faz o menor sentido dar continuidade a algo que não deu certo, pensando a longo prazo, porque isso não poderá haver esperança de conserto do que deu errado, quando o mais certo é voltar a dar errado novamente.

Os princípios do bom senso e da racionalidade aconselham que insistir no erro existe enorme possibilidade da reincidência do fracasso, visto que remanesce o lado vesgo da derrota, que exige completa e imediata solução e isso somente se viabiliza com o início de tudo, principalmente do líder, que é o especialista-mor que terá a incumbência de moldar a reestruturação necessária à retomada do caminho das pretendidas vitórias.

O certo é que o passado de nada valeu, assim compreendido parte da equipe fracassada, que tem no eu bojo todos os resquícios de dúvidas e incertezas, muito apropriados pela dificuldade da confiança na reconquista de algo futuro, pois há de permanecer latente fio de incertezas e dúvidas quanto ao novo trabalho, uma vez que, se ele tivesse sido proveitoso jamais teria havido a fragorosa derrota.

Ante o exposto, apelam-se por que as autoridades incumbidas de administrar o futebol brasileiro tenham a humildade de compreender, à luz dos princípios da inteligência e da sensatez, que a derrota é tão somente sinônimo de fim de linha e importante sinal para o imediato início de nova linha de ação, evidentemente quando se tem em meta o atingimento dos objetivos futuros de vitórias.

Acorda, Brasil!

            Brasília, em 7 de julho de 2026

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