Depois do frustrante eliminação da Seleção Brasileira de Futebol, o seu técnico fez a seguinte afirmação, verbis: “Uma derrota é o começo de uma nova aventura. Temos que seguir trabalhando, encontrar novas ideias. Não é o fim. É o início de um novo ciclo.”.
Quem defende o princípio de que a derrota é o começo de nova aventura,
compraz-se com a possibilidade de novos fracassos, porque perder jogo é
simplesmente o fim de tudo que foi preparado e encontrar novas ideias já diz
que o trabalho realizado não serviu de nada.
Uma derrota nunca pode ser começo de coisa alguma, porque subentende que
as melhores ideias já foram colocadas em prática e o fiasco foi certamente o
seu resultado.
Não há a menor dúvida de a derrota é penas e tão somente o fim de todo
projeto que fora executado e não serve senão para mostrar incompetência por não
se ter atingido os fins colimados.
Agora, é preciso começar tudo, evidentemente do início, tendo por base
exata e precisamente tudo, com a implantação de novas e diferentes ideias e
estruturação para a Seleção Brasileira de Futebol, pois não houve
aproveitamento de nada colocado em prática até aqui.
Esse trabalho consiste na mudança completa de toda composição da equipe
e do time, que mostraram total incapacidade para vencer, posto que isso por si
só já evidencia, de forma cristalina, que se impõe completa mudança, porque
qualquer peça restante do fracasso em nada contribui para o aperfeiçoamento
desejável.
O certo mesmo é que não faz o menor sentido dar continuidade a algo que
não deu certo, pensando a longo prazo, porque isso não poderá haver esperança
de conserto do que deu errado, quando o mais certo é voltar a dar errado
novamente.
Os princípios do bom senso e da racionalidade aconselham que insistir no
erro existe enorme possibilidade da reincidência do fracasso, visto que
remanesce o lado vesgo da derrota, que exige completa e imediata solução e isso
somente se viabiliza com o início de tudo, principalmente do líder, que é o
especialista-mor que terá a incumbência de moldar a reestruturação necessária à
retomada do caminho das pretendidas vitórias.
O certo é que o passado de nada valeu, assim compreendido parte da
equipe fracassada, que tem no eu bojo todos os resquícios de dúvidas e
incertezas, muito apropriados pela dificuldade da confiança na reconquista de
algo futuro, pois há de permanecer latente fio de incertezas e dúvidas quanto
ao novo trabalho, uma vez que, se ele tivesse sido proveitoso jamais teria
havido a fragorosa derrota.
Ante o exposto, apelam-se por que as autoridades incumbidas de
administrar o futebol brasileiro tenham a humildade de compreender, à luz dos
princípios da inteligência e da sensatez, que a derrota é tão somente sinônimo
de fim de linha e importante sinal para o imediato início de nova linha de
ação, evidentemente quando se tem em meta o atingimento dos objetivos futuros
de vitórias.
Acorda, Brasil!
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