segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Invasão dos EUA

 

O governo brasileiro afirmou ao Congresso Nacional que os Estados Unidos da América, depois de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, tentam a criação de base jurídica para ações extraterritoriais, ou mais especificamente para fazer o uso de força militar contra integrantes daquelas facções criminosas.

Tenho sido contumaz crítico às intervenções estrangeiras em outros países, porque isso contraria a legislação internacional, à vista do sagrado império da autonomia e da independência das nações, que precisam ser soberanas para administrarem os seus territórios.

Sim, convém ficar muito claro que o contrário disso, quando há intervenção unilateral a qualquer nação, isso caracteriza violação inadmissível à soberania do povo amigo, que precisa ser, no mínimo, denunciado aos organismos competentes, como forma de reparação dos direitos afetados.

Ocorre que parece tormentosa, na atualidade, é a possibilidade de os Estados Unidos invadirem territórios brasileiros, com o uso de força militar, na busca de terroristas integrantes do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho, entendidos assim como bandidos que violaram a legislação antidrogas daquele país.

Os Estados Unidos vêm buscando terroristas que possam ter negócios ilícitos naquele país, evidentemente não importando a que país eles pertençam, como no caso específico, agora, do Brasil.

Por conta disso, o governo brasileiro se antecipa, em forma de nítida preocupação, em denunciar que há enorme possibilidade de haver essa delicada e inadmissível intervenção norte-americana no território brasileiro.

Pois bem, é de se ver que a questão se complica para o Brasil, justamente porque os terroristas brasileiros também agem contra os interesses do país de tio Sam, diretamente daqui do Brasil, que, por incrível que pareça, não move absolutamente nada para coibir a ação do crime muito bem-organizado.

Daí a iniciativa daquele país de querer cortar o mal pela raiz, evidentemente buscando os bandidos onde eles estiverem e não importa se eles estão socados e agindo tranquilamente no Brasil, com reflexo naquele país.

Na verdade, o bom senso e a racionalidade aconselham que só existe um jeito possível para o Brasil evitar se meter em difícil confusão internacional, que é cuidar direta e imediatamente de combater e prender, antes dos Estados Unidos, os terroristas que a principal autoridade brasileira já disse que eles são dele.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 8 de julho de 2026

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