O governo brasileiro afirmou ao Congresso Nacional que os Estados Unidos
da América, depois de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando
Vermelho como organizações terroristas, tentam a criação de base jurídica para
ações extraterritoriais, ou mais especificamente para fazer o uso de força
militar contra integrantes daquelas facções criminosas.
Tenho sido contumaz crítico às intervenções estrangeiras em outros
países, porque isso contraria a legislação internacional, à vista do sagrado
império da autonomia e da independência das nações, que precisam ser soberanas
para administrarem os seus territórios.
Sim, convém ficar muito claro que o contrário disso, quando há
intervenção unilateral a qualquer nação, isso caracteriza violação inadmissível
à soberania do povo amigo, que precisa ser, no mínimo, denunciado aos
organismos competentes, como forma de reparação dos direitos afetados.
Ocorre que parece tormentosa, na atualidade, é a possibilidade de os
Estados Unidos invadirem territórios brasileiros, com o uso de força militar,
na busca de terroristas integrantes do Primeiro Comando da Capital e do Comando
Vermelho, entendidos assim como bandidos que violaram a legislação antidrogas
daquele país.
Os Estados Unidos vêm buscando terroristas que possam ter negócios
ilícitos naquele país, evidentemente não importando a que país eles pertençam,
como no caso específico, agora, do Brasil.
Por conta disso, o governo brasileiro se antecipa, em forma de nítida
preocupação, em denunciar que há enorme possibilidade de haver essa delicada e
inadmissível intervenção norte-americana no território brasileiro.
Pois bem, é de se ver que a questão se complica para o Brasil,
justamente porque os terroristas brasileiros também agem contra os interesses
do país de tio Sam, diretamente daqui do Brasil, que, por incrível que pareça,
não move absolutamente nada para coibir a ação do crime muito bem-organizado.
Daí a iniciativa daquele país de querer cortar o mal pela raiz,
evidentemente buscando os bandidos onde eles estiverem e não importa se eles
estão socados e agindo tranquilamente no Brasil, com reflexo naquele país.
Na verdade, o bom senso e a racionalidade aconselham que só existe um
jeito possível para o Brasil evitar se meter em difícil confusão internacional,
que é cuidar direta e imediatamente de combater e prender, antes dos Estados
Unidos, os terroristas que a principal autoridade brasileira já disse que eles
são dele.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 8 de julho de 2026
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