segunda-feira, 22 de junho de 2020

Ave, a banda Jesus, Maria e José!


A tarde do domingo do dia 21 de junho de 2020 passará para a história dos filhos de Uiraúna, Paraíba, como momento encantado para muitos que se ausentaram da terra natal e vivem das lembranças dos lindos e maravilhosos acordes, superafinados da banda Jesus, Maria e José, que continua sendo símbolo vivo de musicalidade e sonoridade refinadas, cujo repertorio é modelo de embevecimento para os apreciadores da música de qualidade, conforme foi mostrado ontem.
O meu caso, penso, é especialíssimo, porque, depois de mais de 54 anos, voltei a ouvir, ao vivo e em continuada apresentação de vasto e especial repertório, a querida e fantástica banda musical da minha terra tocar, com a emoção muito forte no peito, em especial quando se tratava de dobrado, que era o forte da especialidade dela, que atrai o acompanhamento da meninada, por onde ela passasse ou estivesse.
Digo isso também porque eu chegue a ser aspirante ao ingresso nessa famosa banda, caso não tivesse vindo embora para Brasília, porque o meu objetivo mesmo era “desbancar” (Vixe!) dois célebres pistonistas da banda, chamados Constantino Fernandes e Anchieta Pinto, que eram indiscutivelmente verdadeiros Hércules da sua arte pistonística, quando eles sopravam seus instrumentos, mas eu não queria nem saber dessa história de fama, não!
A minha impetuosa “valentia” se justificava porque eu estava sendo preparado, com carinho muito especial, logo pelo maior e genial professor de música de Uiraúna, o maestro e mágico Ariosvaldo Fernandes, que, pasmem, por meio da sua sábia habilidade professoral, conseguiu fazer com que eu aprendesse a solfejar e, em seguida, a ler de carreirinha as complicadas notinhas musicais metidas de importantes entre linhas horizontais e paralelas.
A princípio, eu achava aquele mundo das notas musicais muito complicado para se aprender e compreender, a ponto de me conformar que logo eu me integraria à banda dos músicos do uiraunense que mais entende de banda de música, o querido e gente boa Carlos Antônio, exatamente  em razão de não conseguir aprender nada, mas o primoroso talento do grande mestre me deixou quase pronto, faltando muito pouco, para ingressar como músico profissional nessa extraordinária banda, o que certamente teria sido verdadeira glória para mim.
Ainda bem que, por força do destino, Deus quis que eu não ingressasse na banda de fama região, porque, por certo, eu não passaria de sustentador das partituras musicais para aqueles monstros sagrados e memoráveis, que conseguiam que os pistons sorrissem de alegria nos habilidosos mãos e lábios dos maiores pistonistas da história da banda Jesus, Maria e José, de todos os tempos, com o maior respeito aos demais músicos da mesma especialidade.
Ainda sobre o saudoso maestro e mestre Ariosvaldo Fernandes, aproveito o ensejo para dizer da sua importância para o desenvolvimento e a consolidação dessa banda, que recebeu em seu seio muitos talentosos músicos preparados e formados por esse ser humano maravilhoso, de extraordinários coração e visão, que compreendia como ninguém a importância cultural da existência da banda Jesus, Maria e José, a única da minha época, e tudo fazia para mantê-la à altura do prestígio galgado por ela, ao longo da sua fantástica história de grandes e notáveis músicos, que contribuíram para o seu continuado engrandecimento.
Cito, como exemplo de sentimento de puros amor e dedicação à arte musical do professor Ariosvaldo Fernandes, a sua infinita disposição em contribuir para a cultura musical da cidade, quando ele se dispôs a me ensinar música sem me cobrar absolutamente nada, em clara demonstração, ao que se pode deduzir, do seu espírito não só de gentileza, mas de valorização de seus conhecimentos acerca da nobre arte musical, que entendia ele quanto à importância sobre a necessidade da disseminação dela para o bem da humanidade, ao ensiná-la às pessoas, mesmo que não houvesse recompensa financeira, porque, para ele, o que certamente importava mesmo era a realização pessoal de ajudar e ser útil ao seu semelhante, em fiel cumprimento aos verdadeiros princípios cristãos referentes à distribuição do “pão” da sabedoria e do conhecimento que, generosamente, ele recebeu de Deus, para a prática do bem e da valorização do seu irmão em Jesus Cristo.  
Voltando à apresentação magistral de ontem, pode-se se afirmar que a banda secular, integrada por gente muito jovem e talentosa, mesmo com menor quantidade da sua normal composição, em razão da imposição das normas de segurança inerentes à prevenção contra o novo coronavírus, mostrou extraordinária evolução nos requinte e manejo das partituras musicais, em belos domínio e sintonia dos princípios e das ideias harmônicos, rítmicos e melódicos, resultando em majestoso espetáculo, a enlevar nossos sentimentos a lugares remotos e saudosos, à vista da relembrança da sonorização de memoráveis dobrados calejadamente a tanto de ouvir na minha infância em Uiraúna.
Releva sublinhar a importância dos patrocinadores da Live, que, por certo, contribuíram para a realização desse valioso espetáculo musical, além das generosas doações, que são formas preciosas e capazes de manter esse conjunto de talento musical em plena harmonia e união com os acordes e seus instrumento, dando vida à banda Jesus, Maria e José.
Finalmente, digo, como forma de homenagem aos extraordinários músicos que integravam a banda, à minha época de Uiraúna, que me lembrem de todos eles, ontem, e que enorme saudade invadiu meu coração, porque eles davam seu sangue pela grandeza daquela banda, sempre mantida no pico mais elevado do prestígio musical da cidade.
Seria de grande importância que os nomes deles fossem declinados neste texto, como justa maneira de relembrá-los, mas resolvi não fazê-lo para não cometer injustiça da omissão de algum nome, justamente por tanto tempo decorrido sem o contado com eles e certamente não seria de fácil lembrança, mas fica o registro sobre o meu carinho e a minha admiração de gratidão a todos eles, como verdadeiros heróis do meu tempo naquela cidade.     
Assim, ao me congratular pela maravilhosa apresentação da banda Jesus, Maria e José, em agradecimento pelo brinde espetacular ao povo de Uiraúna, por meio do seu show de gala, em especial para os uiraunenses saudosos desse contato maravilhoso, ouso sugerir que novos Lives aconteçam regularmente em todo final de mês, com transmissão ao vivo para o Brasil, exatamente nos moldes do que foi realizado, apenas com a variação do repertório, salvo com relação aos dobrados, por eles fazerem parte do show da vida, que não pode parar,
Meus parabéns à banda Jesus, Maria e José, de Uiraúna, Paraíba, desejando crescente sucesso.              
          Brasília, em 22 de junho de 2020

domingo, 21 de junho de 2020

Ainda sob cuidados...

Ontem, as mortes causadas por Covid-19, no Brasil, ultrapassaram de 50 mil vítimas, conforme levantamento consolidado a partir dos números divulgados pelas secretarias estaduais de Saúde.
O controle registra a média de mil mortes diariamente e os casos confirmados de pessoas infectadas já superaram de um milhão de pessoas, mantendo a média de trinta mil casos por dia.
Os especialistas estranham o fato de que o Brasil tenha ultrapassado de um milhão de infectados, mas ninguém tem conhecimento sobre a real dimensão dos destinos da epidemia, em termos claros quanto à sua evolução, em especial em relação à avaliação a respeito do seu pico, se ele já houve ou quando ele irá acontecer, estando tudo sem informação precisa para tranquilizar a população.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a América Latina já responde por metade do número de novos casos no mundo.
O estado de São Paulo vem liderando a quantidade diária de mortes por Covid-19, já tendo atingido mais de doze mil casos, em decorrência dessa doença, vindo, em segundo lugar, o Rio de Janeiro, que já contabilizou quase nove mil óbitos.
Na última quinta-feira, o número de contágios foi de mais de 55 mil  e de mais de 1.200 de óbitos, fatos estes que mostram que a situação ainda está longe de ser controlada, em definitivo.
O Brasil é hoje o segundo país do mundo em números de mortes e casos confirmados em decorrência da doença.
O Brasil é, sozinho, o país responsável por cerca de 12% dos diagnósticos pela doença no planeta, de acordo com levantamentos realizados pela Universidade Johns Hopkins, enquanto os Estados Unidos da América continuam a ser o país mais afetado pelo novo coronavírus, com mais de 2,2 milhões de diagnósticos e 119 mil óbitos.
É evidente que os elementos que evidenciam alarmantes casos de infectados e mortes no Brasil é, em grande parte, reflexo das políticas de combate à pandemia do novo coronavirus, onde o governo preferiu adotar, de forma sistemática, sistema confuso, tumultuado, dispenso, contraditório na condução das medidas necessárias ao atingimento de resultados capazes de se evitar a perda desnecessária de muitas vidas.
Com absoluta certeza, o efetivo controle da pandemia teria muito mais eficácia se o governo tivesse tido a sensibilidade da criação de grupo gestor da crise referente ao coronavírus, com a concentração nele de especialistas sobre saúde pública, com a coordenação do Ministério da Saúde e a participação das Secretarias de Saúde dos Estados, de modo a propiciar melhores condições para os levantamentos sobre a dimensão e a evolução da incidência do Covid-19.
A mesma comissão teria todos os elementos em seu poder, que eram necessários à elaboração de normas imprescindíveis, entre tantas providências cabíveis, à prevenção e ao controle do coronavírus, algo até agora inexistente, o que demonstra a gritante falta de preparo e condições para se lidar com gravíssimo problema que prejudicou, sobremodo, as melhores maneiras de combate à pandemia.
Ainda para complicar mais a bagunça e a irresponsabilidade na condução esse seríssimo caso de calamidade pública, o presidente do país resolveu, de forma sistemática e insensata, contrariar às orientações pertinentes ao isolamento social e interferir nas políticas conduzidas pelo Ministério da Saúde, tendo exonerado dois especialistas titulares da pasta, para deixá-la acéfala, que se encontra sob o comando de militar formado em Intendência, quando a crise exige a presença de médico entendido e capacitado para compreender o que realmente sejam os meandros da pandemia.
Ou seja, a triste e a trágica realidade já consumada, em termos dos danos causados às vidas de muitos brasileiros, certamente que não seria possível evitá-la, mas o estrago não teria alcançado tamanha dimensão se tivesse havido a adoção de políticas cuidadosas de prevenção, em nível nacional, em harmonia com a delicadeza e a gravidade da situação, que exigia competência, humildade e principalmente capacidade humana para se reconhecer a grandeza que é a vida das pessoas, que sempre há de exigir o melhor dos sentimentos humanitários, de voluntariedade, solidariedade, convergência e boa vontade para o atingimento do bem comum.
Enfim, o objetivo deste texto é mostrar que a pandemia não dá trégua na sua escalada de intranquilidade social, por ainda mostrar resultados extremamente preocupantes, que exigem continuados cuidados preventivos dos brasileiros, notadamente com a sua obsequiosa permanência em casa ou, na pior das hipóteses, em caso de necessidade de sair, que o faça sem participação em aglomerados de pessoas, bem assim não descurando do uso de máscara e álcool em gel ou sabão, neste caso, para a higienização das mãos.     
          Brasília, em 21 de junho de 2020

sábado, 20 de junho de 2020

A força da transformação


Em crônica que versa sobre a decadência da educação brasileira e a imperiosa necessidade de priorização das reformas da administração pública, em especial no que diz respeito à melhoria do ensino público, que se mostra visivelmente em estado avançado de precariedade, alguns comentários foram lançados sobre o tema.
Entre as mensagens oferecidas ao assunto, destaco a que mui cordialmente foi escrita pelo nobre patriota Orlando Chaves da Costa, que se expressou nestes termos: “Assino embaixo desse brilhante texto. A educação pública brasileira foi largada as moscas a muito tempo atrás. Se tivéssemos feito o dever de casa nessa área o Brasil seria uma potência. Veja o caso do nosso vizinho Argentina, cuidou da educação no início do século XX. Já implantaram o ensino integral na década de cinquenta. Se fossemos um país sério já teríamos implantado essa modalidade de ensino já praticados por todos os países desenvolvidos. Como o presidente não tem projeto nessa área estamos caminhando a passos largos para o abismo.”.
Querido irmão Chaves, muito obrigado por suas sábias palavras de apoio ao meu texto, que mostram a sua precisa sensibilidade acerca de questão da maior relevância nacional: a educação.
No texto, eu nem mencionei países que evoluíram a partir de maciços investimentos na prioridade da educação moderna e compatível com os avanços da ciência e da tecnologia, como o Japão, a Coreia do Sul e muitos outros onde os dirigentes pensam com a mente arejada e inteligente, preocupados com o melhor para seu povo, no que se refere ao domínio do conhecimento, em níveis educacionais e tecnológicos.
Há tradicional dito popular que diz que cada povo tem o governo que merece e os brasileiros merecem este que está aí, cercado de assessores que pensam como ele, que vem sendo aplaudido por suas inconsequentes insensibilidades na condução de país sem norte, tendo por fundamento mostrar muita autoridade e se firmar com o apoio de seus seguidores que não querem perceber que no isso vai dar, senão em caminho sem volta, quando toda loucura atingir o ápice e fugir do controle da racionalidade.
Os ensaios de descontrole emocional e racional não deixam dúvidas quanto ao precipício para o qual o Brasil está sendo conduzido, onde a pessoa que deveria ser exemplo de moderação, compreensão, tolerância, bons exemplos de civilidade e cidadania, à vista da relevância do cargo que se encontra investido, faz questão de ser explosivo, inconsequente, teimoso, indolente e o tudo o mais para mostrar a sua força perante os demais poderes da República, seus adversários, parte da imprensa e quem mais se indispor contra o governo, que tem a grande vantagem de ainda não ter se envolvido diretamente com roubalheira, mas já se enlameou feio e irremediavelmente com o seu acordo com o famigerado Centrão, cujos integrantes fazem parte de bloco "famoso" por sua atuação nos governos anteriores, quando muitos de seus componentes se envolveram nas irregularidades investigadas pela Operação Lava-Jato, cujos resultados estão mofando no Supremo Tribunal  Federal, aguardando a decretação da prescrição.
Ou seja, esse acordo com o Centrão é maneira mais do que explícita e declarada esculhambação da administração pública, quando o governo entrega importantes cargos públicos de direção para serem cuidados por políticos que integram entidade comprovadamente com índole contrária aos princípios da moralidade e da dignidade na gestão de recursos públicos.
Isso por si só já é mais do que suficiente para macular definitivamente o governo, mas é preciso se compreender que houve nessa negociata entre o presidente  do país com as lideranças do famigerado Centrão não objetivando contribuir para benefício do interesse do Estado ou mais remotamente da sociedade, mas sim para que os parlamentares desse questionável bloco formem espécie de blindagem, pasmem, contra possível processo de impeachment da pessoa do presidente da República, na Câmara dos Deputados, fato este da maior gravidade só em se pensar que recursos públicos agora estão sob o controle de “ilibados” integrantes de pessoas que participaram ativamente do famigerado petrolão.
 Essa terrível situação, que estranhamente acontece na administração pública, nada mais é do que a fórmula clássica da recriação do abominável sistema do "toma lá, dá cá", que foi mantido por governos anteriores ao atual, tanto odiado pelo presidente do país, mas apenas por ocasião da campanha eleitoral, diferentemente de agora, diante da única tentativa de salvação do cargo presidencial, que trata de estratégica operação emergencial, de cunho pessoal, com o envolvimento irregular do dinheiro público, porque os ocupantes dos cargos de livre indicação do Centrão serão remunerados com o dinheiro dos contribuintes.
Ou seja, como se trata da aceitação da indicação política, feita por bloco com características suspeitas em relação à gestão de recursos públicos, justamente por causa de seus nada confiáveis antecedentes em governos anteriores e também graças ao processo nebuloso que se reveste a entrega de cargos públicos, que jamais seriam cedidos não fosse a imperiosa necessidade da formação da base parlamentar, em troca do apoio no Parlamento para a exclusiva defesa do presidente da nação, isso se denomina, em princípio, forma cristalina de corrupção com dinheiro público, caso haja a efetivação da blindagem cogitada pelo presidente.
Impende se ressaltar que o recriminável acordo com o Centrão demonstra a quebra da palavra do candidato à Presidência da República, que garantiu que não faria acordo com a esquerda nem com centro, mas, neste último caso, se enquadra o Centrão, antes considerado bloco representativo da “velha política”, ou seja, merecedora da desconfiança, pelo próprio presidente, de haver entre seus membros aproveitadores de recursos públicos e da influência do poder.
Nesse sentido, fica muto claro que o presidente negociou a abdicação do seu selo de credibilidade, ao jogar no lixo a sua palavra empenhada na campanha presidencial, que a afiançava como sagrada.
A propósito, convém que seja transcrita aqui importante declaração do presidente do país, gravada por ocasião da plena campanha eleitoral, que foi dada por ele a uma repórter de televisão, conforme consta de vídeo, nestes termos: “Quem é o ministro da Ciência e Tecnologia do Brasil? (...) É o senhor Kassab. Não sabe a diferença da Lei da Gravidade pra gravidez. Que essa porcaria está fazendo lá? Botando seus apadrinhados, vendendo voto do seu partido para o pipoca do Temer e vai vender para o Alkimim. O próprio Temer comprou o Alkimim, agora. Vocês querem isso para o Brasil? Essa porcaria que Brasil afundando nesse buraco que está aí, nesse lamaçal que tá aí. Ou nós mudamos e não vai ser com Jair paz e amor. Você tem que entender: não tenho obsessão pelo poder! Acha que vou estar feliz, sorrindo? Não vou ter férias. Minha vida vai ser um inferno, mas eu vou ter que estar com a consciência tranquila. Com uma boa equipe de gente ao meu lado, sem a pipoca da indicação política. Tem que mudar o estilo do Brasil, É isso que a gente precisa e mais nada.”.
Lendo as palavras do então candidato à Presidência da República, com tanta ênfase, em sentida piedade de enxergar que o Brasil estaria afundando em “porcaria” e “lamaçal”, dando a entender que somente ele seria capaz de mudar esse decadente quadro  de  inadmissível  imoralidade na administração  pública,  não tem como se aprovar tamanha afronta explícita à dignidade, por meio dessa aliança espúria com o Centrão, o que bem evidencia a banalização da esculhambação na gestão pública, quando aquele que antes a condenava, com veemência, agora não se envergonha de  ser ele principal  protagonista de igual desprezo ao princípio da moralidade na gestão pública.
A tristeza no coração dos brasileiros honrados se acentua quando o homem público que também prometia ter apenas 15  ministérios no seu governo,  acaba de criar outro, o das Comunicações, totalizando 23 ministérios, sendo oito além do prometido na campanha, mas a pasta nova tem importante justificativa, porque ela faz parte da estratégia de turbinamento das relações do governo com o Centrão.
De forma cuidadosa, o titular das Comunicações é deputado federal filiado ao DEM, que faz parte do grupo de centro, cujo partido integra o presidente da Câmara dos Deputados, que é a autoridade que aceita ou não o pedido para a abertura do impeachment do presidente do país, ficando tudo muito bem esclarecido, mesmo para que quem nem seja entendedor de política.
Na posse do novo ministro, que também é genro de importante empresário dono de canal de televisão e apoia o governo, compareceram, além do presidente, algumas lideranças dos partidos que integram o Centrão, inclusive o então ministro da Ciência e Tecnologia, curiosamente por obra e graça do destino, nominado na declaração transcrita acima, como político que já vendia votos do seu partido e, ao que tudo indica, continua vendendo, porque ele encontrou interessado por seu produto nada republicano.  
Todos os partícipes do questionável acordo estavam juntos e felizes, evidentemente com a consciência tranquila, de mãos dadas, celebrando o que o candidato à Presidência classificaria de emporcalhamento do Brasil, transportando o fato para a época da campanha eleitoral.
A sessão solene de posse se tornou ainda mais relevante, no sentido inverso da moralização, porque ela foi presidida pela pessoa que se indignava quando via o Brasil sendo jogado na lama e ele via nisso forma suja que envergonhava os brasileiros, mas lá ele entendia que essa imundície precisava ser mudada, não pelo “Jair paz e amor”, que pode ser o atual, por ter mudado o entendimento do que seja “porcaria” para os brasileiros, talvez lama menos pútrida do que dos tempos idos.
Realmente, não é fácil se compreender como, em tão pouco tempo, a depender das circunstâncias, a mesma pessoa do passado consegue tranquilamente transformar a sua mentalidade e, o pior, sem demonstrar o menor remorso, nem ruborizar as faces, pois tem o apoio incondicional de seus seguidores, visto que aquele mesmo cidadão patriota não se incomoda de fazer o que, no passado, se indignava contra os governos que se prostituía, entregando cargos públicos em troca de  apoio no Congresso Nacional, na formalização de aliança sabidamente espúria e imoral, ante os princípios republicanos da dignidade da gestão pública, que exige retilineidade e exação dos homens públicos para com a res publica.
Fica muito claro que a declaração do então candidato à Presidência pode ser forma que caracteriza engodo, que se transformou em algo comparável ao estelionato eleitoral, consistente em promessa ao eleitor que acaba de ser vergonhosamente jogada da cesta do lixo, mandando para o mesmo lugar a credibilidade do homem público, que muda de ideia como o sentido das nuvens, diante de situação que o leva a se permitir a descaracterização do sentimento de moralidade pública, por meio do enlameamento da sua palavra, em razão apenas das circunstâncias.
O mais deprimente disso é que essa visível perda de credibilidade tem como objetivo, pasmem, a construção de segura blindagem pessoal, em que, a um tempo, são cometidas duas inquinações incompatíveis com a postura do homem público, materializadas por via de acordo espúrio com bloco de parlamentares cujas fichas corridas são tidas, pelo presidente, por indignidades perante o exercício de atividades públicas.
A outra diz respeito à finalidade do objeto fixador do famigerado “toma lá, dá cá”, indiscutivelmente não condizente com o interesse público, mas sim exclusivamente para possibilitar a votação dos parlamentares do Centrão contra a abertura do processo de impeachment do presidente da país, na Câmara dos Deputados, tendo o envolvimento de recursos públicos nessa aliança questionável, e isso é forma explícita de corrupção, pelo menos nos países cm o mínimo de seriedade.
Não obstante, a cegueira dos defensores dessa monstruosidade só conseguem enxergar montanhas de boas ações do governo, porque, para eles, os fins justificam os meios, quando se encontra em jogo o cargo do presidente do país, que, de tanto aprontar, vem sendo ameaçado de impeachment, bem antes mesmo de começar a cuidar da verdadeira agenda presidencial.
Convém que os brasileiros, não importando a ideologia, tenham inteligência, sabedoria e boa vontade para enxergarem os fatos como eles realmente são, perdendo a vergonha na cara de reconhecer o que realmente está fora dos paradigmas de seriedade, regularidade e moralidade, porque o contrário disso é forma incompatível com os princípios de cidadania e civismo, com o apoiamento de gestão pública por mera condescendência por motivos ideológicos, com evidente prejuízo para o interesse público, ou seja, da sociedade que é representada por homens públicos que precisam se envergonhar pelo que fazem de nebuloso e questionável.
          Brasília, em 20 de junho de 2020

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Nova era na educação?


Talvez com a finalidade de se evitar criar mais embaraço do que já criou ao governo, o ministro da Educação decidiu entregar o cargo.
O anúncio da saída do governo aconteceu depois do envolvimento dele com assuntos que geraram graves polêmicas, sendo que a mais vigorosa de todas, sem dúvida, teve por protagonismo principal logo os ministros do Supremo Tribunal Federal, que foram classificados por ele como “vagabundos”, ou seja, nas palavras dele: “Se dependesse de mim, eu colocaria todos esses vagabundos na cadeia. Começando pelo Supremo Tribunal Federal”.
Mais recentemente, o ex-ministro reafirmou seu caustico e estarrecedor pronunciamento, proferido em reunião ministerial, em abril, em manifestação pública de bolsonaristas contra o Supremo, tendo dito, na ocasião, que “Eu já dei minha opinião sobre o que faria com vagabundo”, fato este que contribuiu para tornar insustentável a sua permanência no governo.
O anúncio da saída da pasta da Educação foi divulgado pelo ex-ministro, em vídeo no Twitter, ao lado do presidente da República, tendo aproveitado o ensejo para prometer lealdade a ele, quando a situação do mandatário vem sendo sob fortes pressões, em decorrência da forma de governo como tem sido considerada de intensa instabilidade política.
Para os especialistas em educação, a saída do ministro não vai deixar qualquer saudade senão quanto ao seu comportamento de gestão marcada por estilo agressivo de fortes e permanentes ataques aos setores educacionais, tendo sido merecedor de  críticas de estudantes, professores e educadores em geral.
A atuação do ex-ministro deixa muito evidente o registro da impressionante falta de projetos para o aperfeiçoamento e a modernidade do ensino e da educação, conformismo este que foi destacado como sendo inércia extremamente prejudicial ao país, que tanto precisa de impulsionamento na área comandada por ele.
Na verdade, a saída do ministro põe fim à gestão pífia e tumultuada de alguém que nada contribuiu com coisa alguma para a melhoria da educação, mas a passagem dele pelo órgão de suma importância para o governo e o país, diante da esperança da implementação de projetos de mudanças e valorização da educação, serviu muito mais para mostrar seu estilo de provocação, sem a menor preocupação com a filtragem das palavras, às vezes, atropelando o vernáculo pátrio, a imprimir-se linha agressiva na defesa ideológica do governo, não importando que seu comportamento somente contribuiu para manchar a imagem desgastada da sua gestão e a do governo.
Provavelmente, esse episódio, que acontece, ao que tudo indica, em boa oportunidade, até que poderia ser inserido no célebre ditado segundo o qual “há males que vêm para o bem”.
Com o pensamento imbuído dessa preciosa filosofia popular, quem sabe se o presidente do país já tenha captado a ideia de, depois de pensar com racionalidade e inteligência, finalmente, decidir pela valorização, de maneira prioritária e em harmonia com a vontade unânime da população, da educação brasileira, no sentido de ser indicado para o Ministério da Educação pessoa vocacionada para imprimir nessa relevante pasta verdadeira revolução dos sistemas educacionais, com a preocupação voltada para a sua total reformulação, desde o ensino básico e os demais, de modo que o Brasil possa ter condições de atingir os padrões evoluídos de educação e ensino já alcançados pelas nações desenvolvidas nessa tão importante área do conhecimento.    
          Brasília, em 19 de junho de 2020

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Beira da estultice

Em crônica que mostra a premente necessidade de o governo priorizar as reformas do Brasil, notadamente no que se refere à melhoria da educação, que se encontra bastante distanciada da realidade de desenvolvimento, alguns comentários foram lançados sobre o tema.
Nessa linha, o nobre conterrâneo de Uiraúna, Paraíba, Francisco Fernandes Pinheiro escreveu mensagem dizendo que, verbis: “(...) Não concordo com seu texto, vc parece que não mora no Brasil e se mora, não acompanhou o desgoverno do PT! A bem da verdade, foi no Desgoverno do PT onde mais se investiu na educação, mas infelizmente não apresentou resultados, vc deve acompanhar os dados estatísticos da educação pra ver que o nosso Brasil não configura em nenhum destaque. Portanto, é notável o crescimento físicos das instituições, mas esse crescimento não apresentou nenhum resultado na produção acadêmica! Assim sendo, as instituições de ensino viraram nichos de práticas de ideologia que geraram impactos em todos os contextos, inclusive familiar, basta observar o comportamento e atitudes dos jovens em suas atividades. A pedagogia Freiriana corrompeu a mente universitária, formando um batalhão de jovens deprimidos e em grande parte de usuários de drogas! (...)”.
Sinto-me aliviado com a sua discordância sobre o que escrevi, porque entendi, no geral, que o comentário só corrobora tudo o que eu disse, no sentido de que o atual governo sabe que herdou herança maldita, pelo motivo de muitos investimentos púbicos e poucos resultados na área educacional, o que realmente evidencia o monstruoso passado brasileiro, em termos de gestão pública, com destaque especial para a educação, onde todos os critérios de avaliação sobre o seu desempenho são os piores possíveis, mas, infelizmente, o que ele tem feito, no que se refere especificamente à reforma e ao aperfeiçoamento do sistema educacional?
Ao que se tem conhecimento, parece que absolutamente nada, a menos que haja engano, nesse particular.
Noutra parte, concordo com o que foi dito sobre as mazelas da educação, porque é pura verdade, como também o que eu disse, porque refletem a realidade nua e crua dos fatos acontecidos no passado recente.
Ao contrário do que muitos possam pensar, eu moro e sempre morei sim no Brasil, logo no seu coração, e qualquer insinuação de que desconheço os fatos da história recente não passa de afirmação que não condiz com eles, porque, possivelmente, poucas pessoas foram tão críticas ao desgoverno que aconteceu no Brasil como eu, conforme comprovam os textos que produzi à época fatídica.
A propósito da falta de planos, mencionada na crônica em referência, no momento, o que se percebem são os fanatizados apoiadores do presidente do país muito mais preocupados em incentivá-lo na incessante disputa entre autoridades, o aplaudindo calorosamente com vistas ao bombardeamento sobre os outros poderes da República, em claríssima demonstração de retrocesso civilizatório jamais visto na história das nações sérias e evoluídas, em termos políticos e democráticos,
Aquelas nações sabem perfeitamente que esse comportamento deselegante somente contribui para o fortalecimento da medíocre mentalidade da administração do país, em detrimento das discussões sobre as políticas e ações que realmente interessam à pauta que concorrem para a satisfação das causas do bem comum do povo.
Enquanto isso vem acontecendo de pior, as pessoas sensatas estão ansiando por que o presidente brasileiro, enfim, decida se despertar da letargia que vem metido desde que assumiu o cargo, para perceber o tamanho do estrago que já foi causado ao Brasil, perante longo tempo da sua ausência das questões que realmente dizem respeito ao interesse público, em especial quanto às reformas estrutural e conjuntural do Estado, mediante a modernização e o aperfeiçoamento da máquina pública e dos sistemas pertinentes ao desenvolvimento socioeconômico, além das obras públicas necessárias à facilitação da captação e do aumento de investimentos, produção e emprego.
Os ferrenhos apoiadores do presidente estão supereufóricos com a sua brava luta em defesa das pessoas que estão sendo perseguidas, segundo alegam, pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, tendo o mandatário declarado, ontem, pasmem: “Tem gente que nasceu 40 anos depois do que eu vivi e quer dizer como eu devo governar o Brasil. Estou fazendo exatamente o que tem que ser feito. Eu não vou ser o primeiro a chutar o pau da barraca. Eles estão abusando, isso está a olhos vistos. O ocorrido no dia de ontem, quebrar sigilo de parlamentar, não tem história vista numa democracia por mais frágil que seja. Está chegando a hora de colocar tudo em seu devido lugar. Todos, sem exceção, devem entender o que é democracia, e que isso não é apenas ‘o que um poder quer’. Não devo nada a ninguém do que estou fazendo. Está chegado a hora de acertarmos o Brasil no rumo da prosperidade e todos entenderem o que é democracia. Democracia não é o que eu quero, nem você, nem o que um poder quer, o que outro poder quer. Está chegando a hora, fique tranquila”.
     As pessoas normais, inteligentes, isentas e sem vinculação ideológica, percebem facilmente que o aborrecimento do presidente do país, a ponto de ameaçar “chutar o pau da barraca”, por certo, por meio de medida forte e dura, em reação à atuação desses ministros, possivelmente com a autoridade que dispõe com a chave do poder e da influência do cargo que exerce no Estado, para decidir, como ele pensa, no sentido da correção do que acha que está errado e precisa ser colocado em pratos limpos, mesmo que a sua decisão tenha reflexo da maior gravidade, conforme a extensão da medida que adotar.
Pois bem, tal decisão, no mínimo precipitada, por enquanto cogitada, é decorrente de posicionamentos de ministros do Supremo diretamente sobre apoiadores dele, que foram, ontem, ao Palácio do Planalto reclamar que estão sendo aborrecidos por meio de incômoda e injusta perseguição, porque eles não fizeram nada de errado para justificar tanto aborrecimento por parte de juízes que têm outros afazeres importantes, como os processos pertinentes às investigações de parlamentares, em relação ao petrolão, e outros que dormitam há “séculos” nos escaninhos daquela Corte.
É evidente que ninguém, nem mesmo os apaixonados e cegos apoiadores do presidente, diante de situação tão grave, percebem ou fazem a mínima ideia de que o mandatário pode estar prestes, nas palavras dele, a cometer tremenda estultice, para o fim de demonstrar o que ele realmente entende de democracia, na sua afirmação, quando o cerne da questão, conforme descritos nos fatos acima, se refere a querelas completamente estranhas ao Estado, ou seja, sem nenhuma vinculação do objeto questionado em tese com o interesse público, porque a decisão do Supremo incide sobre pessoas, cidadãos, que foram chamadas para se justificarem ou esclarecerem situações de ordem particular, completamente estranhas ao interesse público.
Nesse caso, como se dizia no passado, o presidente está decidido a entrar de “gaiato” nessa história, colocando a responsabilidade do Estado onde não deve, não tem o mínimo cabimento nem faz o menor sentido, por não haver o envolvimento do interesse pública a demandar absolutamente nada, ou seja, não tem há nada  a justificar que o mandatário do Brasil fique se colocando a serviço de interesses particulares, quando, repita-se, as agendas propriamente da competência dele são relegadas a planos secundários, em cristalina demonstração de insensibilidade político-administrativa, em termos de avaliação e valorização da necessidade da separação do público e do privado.
Aliás, desde há muito tempo, o presidente do  país vem nessa luta renhida, absolutamente injustificável e inadmissível, mantendo briga permanente com integrantes de poderes da República, envolvendo assuntos sem qualquer vinculação com os interesses do Estado, a evidenciar erro gravíssimo de indevida intromissão, por não ser atividade da competência privativa do presidente, fato que só demonstra completo desconhecimento sobre as suas reais atribuições constitucionais, em termos de preocupações essenciais inerentes ao dever do chefe de Estado e governo, que são visivelmente desprezadas, em prejuízo do interesse da população.
Convém que o presidente brasileiro se conscientize, o mais rapidamente, sobre os verdadeiros sentidos das funções de mandatário da nação, precisamente acerca do que sejam as suas atribuições previstas na Carta Magna, de modo que não somente seja evitada a precipitação de decisões equivocadas e prejudiciais ao interesse público, como, finalmente, as reais questões inerentes às causas nacionais possam merecer os cuidado e zelo da sua competência privativa de chefe de Estado e governo.
          Brasília, em 18 de junho de 2020  

quarta-feira, 17 de junho de 2020

O valor da verdade

Diante das crônicas que escrevo, notadamente de cunho político, um conterrâneo de Uiraúna, Paraíba, demonstrando bastante indignação contra o conteúdo delas, resolveu me agredir de maneira deselegante, com o emprego de palavras fora do contexto da civilidade, na compreensão de que houvesse, de fato, motivo pessoal para justificar tamanho desabono a quem tem o cuidado de tratar o próximo com bastante carinho e amor, pois sei muito bem prezar o valor do respeito devotado às pessoas, sabendo também que essa e a maneira inteligente de tolerabilidade pela qual é capaz de se contribuir para o engrandecimento do homem e das relações sociais saudáveis.
Pensando exatamente assim, transcrevo o texto da mensagem dirigida a mim, vazado nestes termos: “(exclui o trecho inicial que tece elogios ao meu trabalho literário, em razão de entender que ele seria mais agrado sem sinceridade, à vista da dureza dos termos em sequência a ele) Porém, lamentavelmente o caro conterrâneo nem mesmo se da ao cuidado de tentar esconder a preferência que nutre em se opor a uma das autoridades do nosso país e por essa mesma razão talvez nem se dê ao trabalho de analisar sob o ângulo da sensatez o porquê dos distúrbios causados até por este ser diariamenre afrontado e trucidado pela oposição se tornando assim alvo do julgamento ao meu ver injusto de vez que ele luta contra uma corja de bandidos e malfeitores das piores espécies que formam os dois outros poderes juntamente com o que temos de mais podres da imprensa, até prova em contrário. Água mole em pedra dura...e quanto mais a pedra é mole mais facil ela se dissolve nessa água. Portanto, co. Isso quero dizer que não concordo no seu ponto de vista em julgar assim como se o que você defende seja a face da verdade. Seu ponto de vista para mim, com todo respeito, mas no mínimo é suspeito. Não vejo outra coisa em suas publicações políticas, que deveriam ser isentas e neutras, a não ser atacar aquele que está procurando acertar contra tudo e contra todos os males do nosso Brasil corrupto.”.
À toda evidência, na forma como se encontra redigido o aludido texto, a minha interpretação é a de que o seu conteúdo tem clara, direta e objetiva intenção de denegrir a minha imagem, de tal maneira injusta que o repilo, contesto e não o aceito, de maneira nenhuma, pelos motivos a seguir.
Refuto, com veemência, de ser insensato nas minhas análises, posto que, ao contrário do que se é afirmado, procuro seguir a linha da prudência em respeitar o equilíbrio nas palavras, tendo o  zelo de ser o mais sensato possível, justamente para não agredir ninguém, pois sei como é desagradável a insensatez.
Assumo que não sou opositor à maior autoridade do país, que mereceu meu voto, do qual não me arrependo, diante exclusivamente das circunstâncias, mas não nego que discordo, com legítimo direito de cidadão que mantém seus compromissos tributários rigorosamente em dia, de atos muitas vezes insensatos, desequilibrados, intempestivos e inconsequentes, que poderiam ser evitados, por eles chegarem às raias do absurdo, como nos de casos de confrontação com autoridades de outros poderes, em clara evidência de irracionalidade, à vista da relevância do seu cargo, que aconselha, sobretudo, que as possíveis desavenças entre autoridades sejam discutidas e solucionadas no recinto da compatibilidade com o elevado grau de importância da República, que exige ser representada por pessoas capazes de contribuir para a pacificação dos ânimos e a integração de bons e construtivos propósitos, em harmonia com os salutares princípios democráticos.   
Ao contrário do que foi dito no texto, nada que escrevo tem qualquer ranço de suspeita, notadamente porque apenas analiso e reflito os fatos noticiados do dia a dia, sem qualquer conotação absolutamente com coisa alguma, não tendo qualquer fundamento a acusação nesse sentido.
A minha linha de pensamento tem sido estritamente sob o prisma da isenção e da neutralidade, tendo em vista que não tenho compromisso senão com a minha consciência, que tem sido a mais tranquila e serena possível, principalmente porque escrever as minhas crônicas é apenas meu único hobby e o faço com muito amor, exatamente porque não preciso prestar contas nem agradar a ninguém.
Ao escrever, só tenho o prazer de externar meu pensamento em relação aos fatos da vida, que são livres e do domínio público, de quem entender e quiser interpretá-los ao seu bel-prazer, evidentemente respeitando os princípios de civilidade, como tenho feito normalmente, segundo penso, procurando ser compreensivo com quem discorda da maneira como imprimo no meu trabalho literário, sem jamais agredir de quem procede assim.
Não é verdade que procuro atacar o presidente do país, mas não posso deixar de dizer a verdade que sinto - embora ela possa desagradas às pessoas cegas pela doentia ideologia - sobre os fatos envolvendo a pessoa ele, que, infelizmente, se tornou o foco das atenções das notícias e é exatamente sobre elas que escrevo a maioria de minhas crônicas, em quantidade de assuntos que nem consigo acompanhar a velocidade deles e quase todos somente se relacionando com casos que não têm nada a ver com o interesse público.
Na maioria das discussões elevadas entre membros dos demais poderes da República era absolutamente evitáveis, mas a importância atribuídas a elas levaria ao entendimento de que governar o país cingir-se à manutenção de disputas sobre banalidades, quando a agenda nacional fica relegada a planos secundários, a exemplo da saúde pública, que, à exceção do protocolo da cloroquina, ele somente contribuiu para contrariar as orientações do próprio governo, como o isolamento social e o uso de máscaras, assuntos para os quais o presidente precisava ser exemplo para a sociedade, mas há quem ache elegante atos de rebeldia, mês que em evidente prejuízo à boa e salutar causa.
É preciso que as pessoas entendam o verdadeiro sentido de estadista, que tem enorme responsabilidade de conduzir os interesses do país, com o maior senso de compreensão sobre as prioridades das políticas nacionais, como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, saneamento básico e por aí afora, entre outras importantes atribuições inerentes à modernização da máquina pública, consistindo nas reformas administrativa, tributária, fiscal, trabalhista, educacional, econômica, política, tecnológica, de transportes, etc., as quais não existem nem em pensamento, o que permite que o gargalo do desenvolvimento continue em forma de gigantesca cunha, em todos os quadrantes do Brasil.
Como forma de se permitir o culto ao prejudicial comodismo nas ações administrativas, ou seja, para melhor se justificar não se fazer absolutamente nada em benefício do desenvolvimento socioeconômico, em termos de impacto nas realizações públicas, o governo, de maneira estratégica, criou e recebeu o apoio de seus seguidores, esse estranho e monstruoso fantasma de que há perseguição de tudo que é lado contra o governo, que fica alimentando a sua própria desgraça, para se passar de vítima, quando todos que pensam exatamente assim deveriam se conscientizar mais precisamente sobre as reais responsabilidades pertinentes à agenda construtiva, voltada para os importantes cuidados dos interesses nacionais e das políticas públicas prioritárias, tão ansiados pelos brasileiros.      
Posso garantir que eu escrevo exatamente a minha verdade, i.e., aquilo que seja o meu pensamento verdadeiro sobre o fato sob análise. 
Tenho absoluta convicção de que, com o que escrevo ninguém está obrigado a concordar e isso é mais do normal, sob o entendimento decorrente do salutar Estado Democrático de Direito, em que o pensamento é livre e cada qual pode se expressar na forma que bem entender, evidentemente respeitando os princípios da civilidade e da cidadania.
Quero deixar muito claro que escrevo, com todo respeito, exclusivamente porque isso me agrada e me satisfaz, no pensar racionalmente, medindo as palavras que acho adequadas para o tema em análise.
Lamento profundamente que as pessoas não concordem comigo, mas isso é mais do que natural, à vista dos princípios do livre arbítrio e, como disse antes, da democracia moderna, que possibilitam que o homem reflita melhor sobre os fatos da vida.
Isso é maravilhoso que aconteça, porque já dizia, tempos atrás, o maior dramaturgo brasileiro, Nelson Rodrigues: "toda unanimidade é burra", ou seja, é preciso que haja dissonância de interpretação dos fatos, como forma do aprimoramento dos conhecimentos.
As pessoas precisam entender que a minha verdade é realmente verdadeira (com as desculpas pela repetição), o que significa dizer que não tenho sentimento de prazer em tentar distorcer os fatos, porque eles estão aí, à mercê da interpretação de cada pessoa, evidentemente a seu modo.
Eu não tenho a mínima condição de afirmar que a verdade das pessoas não seja a verdade delas, mas a minha é real e reflete exatamente o que sinto sobre os fatos em análise, que pode nem agradar a ninguém, senão certamente a mim.
No meu caso, a partir do momento que eu perceber que não digo mais a verdade sobre os fatos da vida, eu somente escrevo para mim ou simplesmente paro de escrever, porque não existe coisa pior do que se transmitir inverdades para as pessoas, que merecem muito respeito.
Eu não mais teria condições de escrever sobre fatos que não sejam condizentes com a minha verdade, ou seja, o que venho escrevendo ultimamente e sempre é exatamente a minha verdade que vejo sobre eles, principalmente acerca daqueles que veem do governo, mesmo que as pessoas pensem diferentes de mim, exatamente porque elas têm a verdade delas, que, evidentemente, não combina nem precisa combinar com a minha, mas eu a respeito tranquilamente, porque isso não me incomoda em nada.
No meu pensamento, de sã consciência, acho que defendo a minha verdade, a verdade que sinto sobre os fatos da vida.
Essa mesma verdade pode não ser para as outras pessoas, mas eu a respeito, porque trata-se do sagrado direito de pensamento democrático.
Eu jamais teria coragem de diz que as pessoas não são verdadeiras, porque a verdade delas é o que mais sagrado se pode conceber na vida e é preciso que isso seja respeitado de maneira recíproca, por se inserir nos conceitos básicos da civilidade e da cidadania, que são exatamente forma de aceitação da livre opinião sobre os fatos da vida.
Sei perfeitamente que muitas pessoas leem minhas crônicas e podem não concordar comigo, exatamente por elas terem a sua verdade, ou seja, cada qual tem a sua verdade.
A pureza da verdade do ser humano é ter o prezar de expressá-la com autenticidade, em harmonia com o seu pensamento.
A minha linha de análise dos fatos tem sido exatamente, como forte marca, a crítica aos fatos que eu considero errados ou que devem ser interpretados à minha maneira, sob a minha ótica, justamente para oferecer forma de reflexão às pessoas, não para mostrar que a minha verdade seja imposta a elas, porque sempre respeito naturalmente o seu ponto de vista.
Assim, penso em escrever para mostrar exatamente opinião diferente da normalidade, dando opção para as pessoas discordarem normalmente sobre o que penso e isso é muito importante no contexto social.
Jamais escreveria na tentativa de ofender suscetibilidade das pessoas, de maneira sistemática, para suscitar provocação ou algo que o valha, porque isso jamais será o meu propósito.
Ou seja, penso que escrevo de maneira construtiva, sem intenção de desagradar às pessoas, mas, se isso vier a acontecer, me perdoem na compreensão de que eu sei o que digo e quando isso deixar de ser verdade, decido guardar a caneta e vestir o pijama, em definitivo.
Aproveito o ensejo para pedir desculpas às pessoas que se sentirem ofendidas pela forma como escrevo, reconhecendo que o exercício da leitura é absolutamente livre, o que significa dizer que ninguém tem obrigação de ler nada e muito menos o direito de se rebelar contra a autoria de texto, diante do direito privativo da individualidade intelectual, exatamente por falecer competência para tanto, em nível de cidadania e civismo.
Enfim, meus textos, como não poderia ser diferente, mostram somente  a minha verdade, que é óbvia que ela pode até contrariar a verdade de pessoas, porque isso é compreensível, no âmbito do Estado Democrático de Direito, onde o pensamento é livre, espontâneo e verdadeiro, para se dizer e se manifestar opiniões a favor ou contrária, em especial, à gestão pública, em consonância com o espírito de cidadania e civilidade, próprias da democracia participativa em direitos e obrigações da vida pública.
Finalizando, como forma de aperfeiçoamento do meu trabalho literário, eu ficarei bastante agradecido pela indicação dos casos em que eu tenha escrito algo que desse conotação de insensatez, falta da verdade, parcialidade, falta de neutralidade ou outra falha que eu possa ter cometido, por certo, involuntariamente, porque tenho procurado me policiar, no sentido de jamais ofender a suscetibilidade de meus queridos seguidores, dos quais faço questão de continuar tendo o honroso prestigio, esclarecendo que não ganho absolutamente nada com que escrevo, senão o carinho costumeiro apoiadores amigos.
Lembro, a propósito, que as verdades podem variar entre as pessoas, segundo o anglo de interpretação do fato, à vista da longa explanação precedentemente.
Por último, digo que fiquei muito triste de ter sido ofendido com palavras duras e injustas, obviamente na minha opinião - respeitando o prisma da avaliação sobre o meu trabalho literário -, na forma nada elegante como assim entendi, principalmente vinda de pessoa da minha alta estima, diante da relação de respeito mantida no âmbito do Facebook, mas não há de ser nada, porque a vida continua, na paz e no amor.    
Eu posso garantir que a minha verdade é exatamente o que penso, independentemente de ideologia, partidarismo e ou que seja nesse sentido, porque acho que o Brasil estaria bem melhor se cada poder da República tivesse a consciência de que cada qual precisa cuidar exclusivamente das suas funções e, em casos da existência de querelas, que elas sejam discutidas pelas vias democráticas, em alto nível de maturidade política, em pensamento de tolerância, harmonia e moderação, sem necessidade de agressões, ameaças e intimidações verbais, de modo que sejam construídas muitas pontes – aqui no sentido figurativo - para o progresso do Brasil e que o governo se volte para a implementação das múltiplas reformas tão ansiadas pelos brasileiros.
          Brasília, em 17 de junho de 2020  

terça-feira, 16 de junho de 2020

Deus é brasileiro!


A FDA (Food and Drug Administration), agência dos Estados Unidos da América que exerce as funções da Anvisa brasileira, revogou, ontem, a permissão de emergência para o tratamento com o hidroxicloroquina contra a Covid-19.
O órgão norte-americano disse que "não é mais razoável acreditar que as formulações orais de hidroxicloroquina e de cloroquina podem ser eficazes".
Aquele órgão declarou textualmente que "Nem é razoável acreditar que os fatores conhecidos e os potenciais benefícios desses produtos superem seus riscos conhecidos e potenciais. Por conseguinte, a FDA revoga o uso emergencial de hidroxicloroquina e cloroquina nos EUA para tratar Covid-19".
A agência explica que a sua decisão foi tomada com base em novas informações e em reavaliação dos dados disponíveis no momento da liberação de emergência para pacientes com Covid-19, no país.
A FDA esclarece que a revogação da liberação dessa droga levou em consideração alguns critérios, tais como: a) acreditar que as dosagens para hidroxicloroquina não tem um efeito antiviral; b) estudos anteriores sobre a diminuição do vírus com o tratamento da hidroxicloroquina e cloroquina não foram consistentemente confirmados, e uma pesquisa recente randomizada disse que não há diferença e eficiência no uso contra o Sars CoV-2; e c) diretrizes médicas dos EUA não recomendam o tratamento com as substâncias e o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos não defende o uso da droga fora de pesquisas clínicas.
Outra informação diz que a liberação da FDA foi para tratamento apenas para pacientes com casos graves da Covid-19 e internados em hospitais, porquanto o medicamento deveria ser administrado por profissional de saúde, por meio de receita médica.
Também há relato de que estudo realizado com 821 pacientes dos Estados Unidos e do Canadá não encontrou prova de eficácia do uso da hidroxicloroquina na prevenção da Covid-19.
A aludia pesquisa foi publicada em 3 do fluente mês, na revista científica The New England Journal of Medicine, tendo a sua condução por pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos EUA, e mais cinco instituições canadenses.
O grupo concluiu também que foi observada a incidência de efeitos colaterais nos pacientes que consumiram hidroxicloroquina, não havendo relato sobre reações mais graves.
Um dos autores da pesquisa disse ao jornal New York Times que "A mensagem para levar para o público em geral é que, se você é exposto a alguém com Covid-19, a hidroxicloroquina não é uma terapia preventiva ou de pós-exposição eficaz".
A reportagem diz que “a incidência de novos casos de infecção por coronavírus nos participantes não apresentou muita diferença entre os pacientes que receberam a hidroxicloroquina, os que receberam placebos e os que não receberam nada.”.
Ela disse também que “Este foi o primeiro ensaio clínico controlado feito com o medicamento antimalárico. A publicação diz que ao menos 87,6% dos voluntários relataram uma exposição de alto risco a um paciente portador do vírus Sars-Cov-2.”.
Tem-se aí mais um virulento capítulo de novela que se prolonga no tempo, cujo alvo principal giza em torno da famosa protagonista: a nossa conhecida hidroxicloroquina, que, sem necessidade de pesquisas nem de maiores estudos a seus respeito, nas terras tupiniquins, ela vem garantido eficácia por onde tem sido administrada, segundo relatos produzidos por quem dela faz uso permanente e as próprias pessoas tratadas pela droga.
À toda evidência, trata-se de medicamento extremamente polêmico, no bom sentido, por se revelar ineficaz diante das pesquisas científicas, onde ela é submetida a testes apropriados, como no caso do estudo realizado nos EUA e Canadá, com 821 pacientes, conforme acima relatado, que não conseguiu identificar diferença entre os doentes que tomaram o remédio e os que não o tomaram, e os resultados encontrados por médicos brasileiros, que garantem a eficácia da administração da hidoxicloroquina, por ser responsável pelo salvamento de muitas vidas.
Não tem como se acreditar em puro conflito de interesses, porque isso não faz o menor sentido com o envolvimento de medicamento que poderia ser de suma importância para a humanidade, não somente por se revelar poderoso mais precisamente no Brasil e nada eficácia fora daqui?
É evidente que, em se tratando de droga com a mesma composição química, os resultados, em quaisquer partes do planeta, precisariam ser semânticos, em princípio, em razão de o seu uso também ser pela espécie humana.
Enfim, por qual motivo a mesma droga não garante os mesmos efeitos terapêuticos diante de estudos científicos, quando se acredita que a sua fórmula é universal e jamais poderia contribuir para resultados diferenciados, à vista dos tratamentos do Covid-19, no Brasil?
Não há a menor dúvida de que se trata de situação cristalinamente antagônica, que precisa urgentemente de explicação plausível, por parte dos estudiosos, porquanto o mesmo medicamento demonstra ter eficácia no Brasil, mas ele não corresponde diante de acompanhamento sistemático, fora daqui.
A única certeza que se tem, nesse caso, é que Deus é brasileiro e as pessoas que têm fé Nele vem conseguindo alcançar o poder de serem curadas com a cloroquina brasileira, o que demonstra que essa droga opera verdadeiro milagre na pronta recuperação de doentes infectados pelo Covid-19, no Brasil.
Aleluia!       
          Brasília, em 16 de junho de 2020