domingo, 6 de julho de 2025

Salve as liberdades!

 Salve as liberdades!

 

Normalmente, no Estado Democrático de Direito, se espera que os direitos humanos propiciem mais e amplas liberdades à população, em consonância com a evolução da humanidade, que se aperfeiçoa quando inexiste qualquer forma de restrição, de censura nem de controle de espécie alguma.

Qualquer forma de restrição aos direitos sociais deixa de existir o real estado democrático de plena iniciativa, em que as pessoas dispõem do direito sagrado de dizerem o que pensam, como maneira natural inerente ao ser humano civilizado e evoluído, capacitado ao usufruto dos plenos direitos humanos, frise-se, em país realmente democrático.

Não há que se falar em qualquer forma de censura sobre absolutamente nada, quando já existe legislação destinada à punição daqueles que deixarem de observá-la, especialmente nos casos de calúnia, difamação e outros nas formas de agressão aos direitos individuais.

Ao estabelecerem formas restritivas das liberdades individuais, também é anulada a possibilidade do emprego dessa legislação, que tem a precípua finalidade de coibir o excesso aos limites das sagradas liberdades.

Ou seja, a implantação de duras medidas restritivas às liberdades se conforma com o verdadeiro estado de exceção, por deixar de reconhecer implicitamente a vigilância e até mesmo a eficácia dessa legislação.

Fica-se a imaginar como a sociedade reage em situação que não se sustenta diante de medida que não tem o menor cabimento, em termos de plausibilidade, senão em malefícios diretos aos seus interesses, com a limitação do sagrado direito ao acesso aos meios e instrumentos propiciados pelos avanços da modernidade?

Na verdade, ao que se sabe, a medida se respalda exclusivamente na ideologia que pressupõe o direito de controlar a individualidade dos brasileiros, mesmo que se trate de prerrogativa assegurada na Constituição Federal, que estabelece (incisos IV e VIII do artigo 5°) “é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato; (…) ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, (…)”.

Como explicar a restrição de direitos constitucionais, salvaguardados para beneficiar a sociedade, que, mesmo prejudicada, se cala e aceita pacientemente a perda de importantes prerrogativas jurídicas, que somente poderiam ser modificadas pelo Congresso Nacional?

Enfim, apelam-se por que os brasileiros se conscientizem sobre a imperiosa necessidade do respeito aos saudáveis direitos constitucionais da liberdade de pensamento e expressão, por se harmonizarem com os princípios de civilidade e humanização.

            Brasília, em 4 de julho de 2025

Ajuda social

  

Em mensagem que circula nas redes sociais, divulgam-se a notícia segundo a qual, na Dinamarca, quem recebe benefício de programa social do governo, fica impedido de votar, porém essa informação não é verdadeira.

Essa proibição já prevaleceu naquele país, mas ela foi eliminada no século passado, a partir do progresso econômico do país, propiciando trabalho para a população, quando as ajudas sociais praticamente deixaram de ser necessárias.

Ou seja, na atualidade, as poucas pessoas que dependem da assistência social do governo dinamarquês, têm pleno direito ao voto.

Agora, mesmo que essa medida tivesse em vigor, naquele país ou em outro qualquer, isso não serviria de bom exemplo para o Brasil, de vez que não é por meio de se copiar mecanismo ineficiente para de promover a redução da pobreza, como a proibição do voto, que em nada contribui para o aprimoramento do desenvolvimento socioeconômico.

Na verdade, a melhoria de vida da população se resolve com maciços investimentos em programas regionais, com a criação de polos industriais, com capacidade para o fomento à expansão dos empregos, que tem como consequência natural a eliminação da necessidade de ajudas financeiras do Estado.

A verdade é que o Brasil caminha exatamente na contramão da história socioeconômica, com apenas a manutenção e a ampliação de programas assistencialistas com capacidade para somente incrementar as ajudas sociais que terminam contribuindo para potencializar a miséria e a dependência da população aos programas governamentais.

Enfim, em nada contribuiria para melhorar a situação da população, com a proibição do voto para aqueles que vivem da ajuda do Estado, salvo para prejudicar a situação dos políticos aproveitadores da miséria, porque isso é próprio de país subdesenvolvido, especialmente em termos políticos.

Os brasileiros anseiam por que o governo resolva essa deplorável situação do assistencialismo social, com a implantação de programas de desenvolvimento financeiro, de modo que o país seja sustentado por polos industriais, possibilitando a criação de muitos empregos.

Brasília, em 3 de julho de 2025

Verdadeiros heróis

 

Recebi importante notícia dando conta de que houve o descerramento das  fotografias, uma al lado da outra, dos ilustres doutor Alexandre Fernandes e de seus filhos, Fernandinho Fernandes e Bonifácio Fernandes, sob o reconhecimento das relevantes obras beneficentes e de caridade dessas insígnias personalidades, em forma de inestimável trabalho na área da saúde pública, como agentes que cuidavam diretamente na linha de frente da população de Uiraúna

Eu tive a oportunidade de testemunhar o quanto essas pessoas foram cuidadosas e interessadas no zelo da saúde do povo de Uiraúna, posto que inexistia qualquer espécie de assistência à saúde pública nessa cidade, cujos serviços ficavam sob a maior responsabilidade deles, ainda que tivesse o adjutório de outra unidade de assistência particular, mas em muito menor forma de atuação, embora ela também tivesse a sua importância à saúde pública de então.

O importante trabalho da família Fernandes já teve, em parte, o reconhecimento pelo povo Uiraúna, quando os filhos tiveram seus nomes homenageados, individualmente, em Unidade Básica de Saúde, em forma de distinção do muito que eles fizeram pela população dessa cidade.           

No mérito, eu avalio a magnitude do trabalho de solidariedade humana e cristã prestado pelas ilustres personalidades e tenho enorme honra em me solidarizar com tão importante e merecida homenagem aos nossos bravos heróis.

Sem dúvida alguma, Seu Alexandre, Fernandinho e Bonifácio são dignos dos melhores reconhecimentos e de todas as láureas possíveis, além da eterna gratidão do povo de Uiraúna, pela enorme contribuição prestada por eles, em forma de caridade e amor ao próximo, que foram qualidades peculiares dessa maravilhosa família, que realmente viveu para servir ao seu semelhante, porque os três gigantes personalidades  souberam efetivamente compreender, como muitas poucas pessoas, o verdadeiro sentimento de solidariedade humana e cristã.

É com muita alegria que aplauso tão justa e merecida iniciativa, que põe em destaque pessoas que se tornaram ídolos e ícones do povo de Uiraúna, por suas notáveis e relevantes obras de caridade e assistência aos seus semelhantes, principalmente em momento em que eles se esforçavam sobre-humanamente em levar socorro às pessoas extremamente carentes de ajuda, em forma da melhor assistência à saúde.

Salve os santos Seu Alexandre Fernandes, Fernandinho Fernandes e Bonifácio Fernandes, em razão do protagonismo de seus infinitos milagres.

Brasília, em 6 de julho de 2025

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Ao primo Roque!

  

Sei que você vem sendo obrigado a enfrentar situações incômodas e difíceis, com o agravamento da sua doença, em que pese o esforço dos médicos e da própria família, na tentativa de curá-la, mas os esforços têm ajudado muito pouco na plena recuperação da sua saúde.

Eu queria muito que as minhas palavras tivessem a força e o poder de parar o tempo, o suficiente para que se encontrassem meios e tratamentos necessários para curar tudo que está incomodando você, fazendo que tudo fique zeradinho de novo, mas sei perfeitamente que elas são incapazes de mudar o que vem de Deus.

As minas palavras podem senão servir como instrumento como bálsamo, consolo ou inventivo, na forma de rogar a Deus, em pedido que vem do fundo do meu coração, que você sofre minimamente possível e tenha forças capazes de compreender que as nossas doenças também são provenientes do céu, que nos concede não somente as bondades, por circunstâncias do que façamos para o merecimento das dádivas de Deus. 

Ainda assim, querido primo, as minhas palavras também servem para lhe dizer que você sempre se comportou como pai de família exemplar, amoroso e cumpridor da sua obrigação inerente ao cuidado, com muito zelo, de tudo que lhe incumbia, com o maior carinho possível, e tudo isso tem o reconhecimento da família e da sociedade, ou seja, você é pessoa especial e maravilhosa, que sempre primou pelos respeito e amor ao seu próximo, exatamente na forma dos ensinamentos de Jesus Cristo.

Ou seja, você é pessoa que sempre procurou se integrar à família e à sociedade com o melhor sentimento de boa vontade e de aceitação das qualidades ou defeitos do seu próximo, como a maneira mais carinhosa de compreensão do ser humano e, por isso, você se tornou pessoa muito querida por todos.

Você é pessoa muito importante, valorizado e respeitado por todos, justamente devido à sua dignidade que foi edificada com base nos melhores princípios inerentes ao ser humano, graça aos seus sentimentos de bondade e amor, que sempre lhe acompanham como marca da sua personalidade amorosa e amiga.

A sua vida tem o valor especial porque ela tem o brilho da força divina, moldada que foi com os traços angelicais de amor às pessoas e isso o faz ser criatura amada por Deus, que, mesmo neste momento difícil, Ele não se afasta um milímetro de você, especialmente porque Ele lhe  ama.

Sim, você, primo, tem luz especial, por saber compreender as pessoas e, ao mesmo tempo, ser compreendido, tendo demonstrado força mesmo nos momentos difíceis, como agora, que ainda consegue transmitir luz que toca em quem está perto de você.

Sei perfeitamente que os dias atuais não têm sido fáceis para você, mas mesmo assim você procura ser forte, mesmo sabendo que as suas forças não são tantas o suficiente para mantê-lo com a disposição de outrora, mas a sua fé em Deus o faz se manter lutando para viver e fazer a felicidade dos familiares e amigos.

Tudo isso que você é e representa para nós diz do ser humano especial que você sempre foi, que tem sentimentos diferenciados de muito amor no coração e tudo isso somente existe porque Deus cuida de você e permite que você seja só bondade.

Você, Roque, é forte por natureza, porque vem resistindo com bastante bravura este momento pesado na sua vida, que poucos suportariam, mas você tem a grandeza das pessoas gratas a Deus pela vida.

Fique sabendo, Roque, que o amor das pessoas - familiares e amigos - por você não tem prazo de validade, porque ele existe diante da bondade que tem no seu coração.

O certo é que, mesmo neste momento de muita dor, você nunca esteve sozinho, porque Deus está junto com você, segurando a sua mão até o seu último suspiro, que precisa ser aproveitado junto com seus familiares e amigos, que rezam fervorosamente pela recuperação da sua saúde.

Que assim seja, com as graças de Deus.

Amém!

Brasília, em 29 de junho de 2025

Linda história

 

Diante da informação prestada pelo primo Juvino, de que a dedicatória que fiz ao casarão do sítio Canadá, no meu recém-concluído livro, havia sido publicado pela Cofemac, importante site de Uiraúna, eu escrevi a mensagem a seguir.

Lindas mensagens, em merecida homenagem, que mostram um pouco da grandeza e da importância do saudoso casarão do Canadá, que traduz a riqueza da arquitetura colonial rural.

Esse casarão é sempre motivo de orgulha da família Fernandes, que se supõem tenha sido nossos antepassados familiares os legítimos responsáveis por suas construção e manutenção por mais de século, cuja solidez da sua estrutura ajuda a mantê-lo sempre bem conservado.

À toda evidência, trata-se de relíquia em forma de monumento que precisa e exige se manter sempre em evidência, em harmonia com a sua importância não somente histórica, mas especialmente porque Uiraúna tem uma beleza arquitetônica digna de ser festejada por gerações, como patrimônio imaterial que pertence a toda população.

Salve o casarão do Canadá.

Brasília, em 2 de junho de 2025

Disputa de terra

 

Conforme história narrada na internet, é atribuído interessante tema que teria ocorrido na cidade paraibana de Uiraúna, precisamente na década de sessenta, em que ocorrera violência sangrenta ente duas famílias, por intensa disputa de terras, quando elas ficavam se agredindo mutuamente, em ataques de seguidas mortes.

Acontece que eu morei em Uiraúna até início de 1966, exatamente no período que poderia ter ocorrido essa inverossímil história, posto que nunca ouvi sequer falar sobre algo tão macabro é monstruoso, que muito teria contribuído para enodoar a primorosa história social desse município.

Em se tratando de marcante violência, com registros de muitas mortes, jamais os fatos pertinentes passariam sem o preciso acompanhamento da população, que a tudo anotava e comentava, obviamente na conformidade com a sua importância.   

É até possível que essa história macabra tenha realmente acontecido, tal e qual como narrada com absoluta perfeição e precisão quanto ao seu protagonismo, mas  em outro município da redondeza, não propriamente em Uiraúna, porque a gente logo teria ficado sabendo e nos seus mínimos detalhes, tendo em vista que não existia, na época, rádio popular que transmitisse melhor de ouvidos do que nesse lugar, onde nada ficava despercebido e sem a devida divulgação.

Achei estranha a menção, nessa história, de que Uiraúna tenha tido vinculação com Souza, posto que a sua dependência político-administrativa sempre foi com o então município de Antenor Navarro.

Enfim, espera-se que essa terrível história seja logo muito bem esclarecida, principalmente para que a verdade venha à tona, evidentemente para mostrar que Uiraúna sempre foi muito pacata e ordeira, sem essa de disputa sangrenta entre famílias, pelo menos do conhecimento popular.

Brasília, em 30 de junho de 2025

A chave de São Pedro

 

Diante de interessante texto escrito pelo inteligente escritor Leonides Moreira, de Uiraúna, Paraíba, eu escrevi a mensagem a seguir, em solidariedade com a linda mensagem que trata, basicamente, da admiração e da devoção de uma menininha pelas imagens de São Pedro e da sua chave, que despertaram nela o amor ao santo, por toda a sua vida.

Diz o ditado popular que, no poder da chave, tem-se o segredo do sucesso e nada mais encantador, neste mundão de Deus, do que, desde cedo, ter-se o fascínio pela santa admiração voltada para a chave das chaves, que é aquela carregada por São Pedro, que é capaz de abrir todas as portas, em piscar de olhos, também nos planos terrestres.

Toda criança guarda seus segredos e dificilmente os revela para ninguém, mas essa menininha da poesia, ao se encantar pela beleza da chave divina, teve o merecimento da sabedoria de abrir facilmente as portas que ela passaria, e ainda mais com a leveza de desvendar importantes segredos da vida, além de aproveitar o melhor da obra de Deus para ser seu instrumento de elevação espiritual, que é sabiamente colocado ao serviço do amor ao próximo.

A importância dessa maravilhosa mensagem é a de se transmitir aos cristãos o real poder contido na chave de São Pedro, por mostrar que ela é poderosa mesmo na inocência de uma criança, que certamente acreditava na capacidade da magia espiritual dessa chave abrir os mais intrincados segredos da vida.

Não à toa que a menininha dessa linda história teve o merecimento de alcançar seus objetivos de vida sob os encantos da chave mais poderosa do céu, que continua abençoando seus planos terrestres, com as graças divinas, em contemplação à sua abençoada visão infantil.

Parabéns, querido primo Leonides, por essa instigante e envolvente história.

Brasília, em 3 de julho de 2025