segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Indesejável reportagem

Quando já se imaginavam que o tanto de vídeos já mostrados pela mídia seria suficiente para evidenciar o rastro da explícita fragilidade moral de políticos, eis que vêm a público novos vídeos, divulgados ontem, em extensa reportagem da lavra do Fantástico da Rede Globo, contendo outros flagrantes sobre pagamento de propina.
Os aludidos vídeos mostram esquema de corrupção em franco e descarado desvio da já escassa verba pública, perpetrado mediante o pagamento de propinas e fraude em licitação para a execução de obras a cargo da Prefeitura Municipal de Uiraúna.
Segundo o artigo publicado pelo site G1, a referida irregularidade aconteceu, verbis: “num município pobre e que sofre com um problema crônico de falta de água. Justamente em obras que poderiam solucionar a falta de água da região, onde os açudes estão praticamente secos.”.
A reportagem disse que o Fantástico esteve em Uiraúna, “conversou com moradores pobres que sofrem com a falta de água, e apresentou detalhes do esquema. Enquanto a dona de casa Libéria de Santana, por exemplo, consome água de má qualidade, suja, porque nem chega água potável em sua casa nem ela tem dinheiro para comprar água limpa proveniente de poço, os políticos desviam recursos públicos destinados justamente à solução do problema da escassez de água.”.
O Fantástico chamou a atenção para o fato de que as pessoas envolvidas nesse imbróglio serem políticos acostumados ao exercício do poder local, sendo que o prefeito é mais conhecido, já estando em seu quinto mandato não consecutivos como prefeito do município de cerca de 15 mil habitantes, enquanto o deputado está no seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados.
Segundo a Polícia Federal, o esquema era comandado por empresário dono de construtora que já realizou duzentas obras públicas e que, no caso em causa, em troca de propina, ele teria sido beneficiado pela Prefeitura de Uiraúna, tendo vencido licitação fraudulenta.
Conforme a referida reportagem, a defesa do deputado alega que ele nunca recebeu propina, também não tem conhecimento de que seus assessores tenham recebido e que “O deputado tem total interesse no esclarecimento desses fatos até para que ele possa comprovar a sua inocência. E demonstrar que o delator tão somente está fazendo essas acusações para auferir os benefícios da delação premiada”, esquecendo a defesa de que esta é forma legal instituída justamente para beneficiar o delator, cuja menção a esse instituto só complica a situação do acusado, ao invés de contribuir para a sua inocência.
Os advogados do empresário delator disseram que ele decidiu “colaborar com a justiça para corrigir condutas avaliadas como ilícitas”.  
A defesa do prefeito informou que só se manifestará após conhecimento e análise da denúncia.
Não há a menor dúvida de que é realmente de cortar coração assistir ao programa Fantástico da rede Globo e se surpreender com reportagem gravada exclusivamente na querida Uiraúna e logo acerca de horroroso esquema de corrupção, na cidade que meu coração mais ama, por ser meu honrado berço e de tantos homens dignos, sensatos e, sobretudo, extremamente honestos, incapazes de trair, de qualquer maneira, o carinho e a confiança de seus conterrâneos.
Realmente, foi com muita tristeza no coração que vi o Brasil inteiro ficar sabendo que dois nobres homens e lídimos representantes do povo de Uiraúna se tornarem, segundo as provas mostradas pela imprensa, capazes de cometer o vil crime, ao mesmo tempo, da infidelidade popular, da desonestidade e da imoralidade, em troca de algo praticamente irrisório, porque não é o valor em si, muito ou pouco, que faz o político perder a dignidade, o respeito e a confiança depositada nas urnas, justamente porque a sua conduta ilibada, o seu caráter e a sua correção precisam estar sempre acima de quaisquer suspeitas, quanto mais diante da realização de obra pública emergencial e prioritária, em benefício da população.
Trata-se, induvidosamente, de verdadeira tragédia para o povo honrado de Uiraúna, que é berço de filhos ilustres com histórico de sempre desempenharem cargos públicos da maior ou menor importância na administração pública brasileira e jamais e em momento algum haver notícia de que ninguém tivesse locupletado de dinheiro sujo, que tivesse por finalidade a aplicação em projeto de relevância para sociedade.
Diante da gravidade dos fatos havidos, tudo indica que as pessoas envolvidas nesse triste episódio hão de passar para a história como os primeiros filhos de Uiraúna que tiveram a sua honra manchada por desvio de dinheiro do contribuinte, ficando o sinete da imaculabilidade marcado, de forma indelével, nos seus nomes como sendo aqueles que tiveram seu momento de fraqueza moral e, o pior, por suas próprias iniciativas, mesmo sabendo do alto risco de revelação, como de fato foi o que realmente aconteceu, infelizmente.
A verdade é que esses cidadãos conseguiram jogar na lama as suas grandiosas carreiras políticas, construídas ao longo de suas vidas, mesmo que sob a égide do devido processo legal, inclusive do julgamento judicial para o cumprimento da formalidade dos autos, para mera comprovação dos atos ilícitos, porque certamente as suas consciências falam eloquentemente por suas traquinagens e ainda que precisarem de algum adjutório, nesse sentido, os vídeos e as fotografias coligidos pela Polícia Federal, que foram amplamente divulgados pelos meios de comunicação, podem servir para o avivamento de suas lembranças nebulosas.
É evidente que, até se pode alegar, nesse caso, diante dos agravantes de peso, mostrados à saciedade, que os envolvidos têm o direito constitucional da ampla defesa e do contraditório, o que não deixa de ser verdade, em termos de argumento, mas eles terão muita dificuldade em convencer a Justiça em contrário dos acontecimentos, porque os fatos falam por si sós e eles possivelmente não devem encontrar álibi perfeito à sua inocência, à vista, repita-se, de as fotografias e os vídeos que os incriminarem mortalmente, por mostrarem fatos praticamente consumados do crime.
Por seu turno, não se pode ignorar o sentimento de apoio aos envolvidos nesse deprimente episódio, porque isso pode até ser compreensível no âmbito familiar, de amizade ou mesmo de conveniência ou interesse diverso, mas é preciso também que essas pessoas sintam e entendam a perplexidade sobre o fato, por parte daqueles que não concordam, por princípios, de maneira alguma, com o desvio de dinheiro público, considerando que a gestão de verbas orçamentárias exige a rigorosa observância dos princípios da administração pública, no que diz respeito à ética e à moralidade.
Do mesmo modo, é preciso que fique muito claro que a discussão da questão em comento cinge-se exclusivamente ao fato irregular em si, por ser absolutamente inusual e anormal na gestão de recursos públicos, quando o correto é a estrita observância aos princípios da legalidade, da correção, na aplicação de verbas públicas, conquanto ficam preservados outros atributos dos envolvidos sobre a sua vida particular, porque eles são diferentes da vida pública, das atividades próprias da política que condizem à necessidade da satisfação de interesse público, o que é distinta das atividades particulares.
Ou seja, nesse caso, o que está em jogo e tem objeto de específica  investigação é o ato inquinado ou suspeito de irregular, que veio à tona, por força de investigação promovida por autoridade constituída legalmente, sem qualquer interferência com a integridade pessoal inerente às atividades particulares dos envolvidos, o que vale dizer que, se eles conseguirem provar a sua inocência, restabelece-se o direito à plena moralidade também quanto ao exercício das atividades públicas.      
Enfim, é bastante lamentável que essa triste reportagem do Fantástico tenha sido veiculada exatamente no mesmo dia, embora tempos depois, do encerramento das festividades em homenagem à Padroeira de Uiraúna, que bem merecia notícia de cunho muito mais dignificante, consentâneo com a sua grandeza histórica de honradez e acatamento aos princípios e às condutas inerentes aos deveres cívicos. 
          Brasília, em 13 de janeiro de 2020 

domingo, 12 de janeiro de 2020

Salve os "profetas" da chuva

Os famosos “profetas” da chuva, como são conhecidos os experimentados senhores que se encarregam, todo início de ano, de anunciarem se o inverno será bom ou não, já se manifestaram no sentido de que haverá “Uma boa quadra chuvosa.”.
Um “profeta” da chuva adiantou que vai haver muita chuva no sertão, cuja previsão tem a mesma opinião de outros profetas, para o ano de 2020, acaba de se iniciar.
Em Quixadá, no Sertão Central do Ceará, foi realizado o 24º encontro dos “profetas” da chuva, sendo que eles são unânimes quanto à promissora invernada.
Em geral, as previsões deles, feitas por meio da análise de plantas e até mesmo com base no sol, indicam "um inferno bom".
As observações de um agricultor apontam o início das chuvas logo no começo do ano, cujas previsões são feitas com a utilização de elementos diferentes para a confirmação de suas análises, cujos diagnósticos têm como base os sinais da natureza.
Ele disse que "Esse ano vai ser um inverno maneiro. Os açudes de grande porte vão tomar pouca água, segundo o que eu pesquiso", tendo afirmado que costuma acertar nas previsões.
Ele revelou que "O sol está alvo, escamado e com neve de chuva. Se ele tivesse limpo, sem nenhuma nuvem, aí não tinha inverno. Ele deu bom.”.
Outro “profeta” disse que “Esse ano as previsões têm algumas boas e outras fracas,”, tendo ele dito que também fez previsões que não foram positivas.
Um “profeta” de Quixadá também acredita em boa quadra chuvosa para o Ceará.
É evidente que os “profetas”, sendo do Ceará, eles fazem profecia para aquele estado, mas as previsões são próprias para o Nordeste, diante das suas características serem semelhantes, em se tratando da mesma região geográfica.
Um “profeta” fez análises em plantas que, segundo ele, os resultados indicam fortes chuvas no estado, segundo a sua experiência, tendo afirmado ainda que "O flamboyant está florando, tá pouca, mas vai encher porque tem os frutos para florar. Se vai florar é porque vai ter chuva na quadra invernosa todinha, um mês mais outros menos", conta o profeta, que acredita que o inverno perdure além dos quatro primeiros meses do ano.
É muito importante que a voz das experiências dos “profetas’ da chuva se manifeste para reafirmar a grande expectativa dos nordestinos, com relação à invernada que já começou com a queda de boas chuvas, à vista das promessas enviadas por Deus, quando já mandou que se precipitassem, logo no início do ano, boas quedas de água, mostrando que, enquanto houver esperança, esse quadro desolador tende a se transformar em momentos gloriosos, com muitas chuvas no Nordeste.
Queira Deus que esse início promissor de chuvas se repetia com muito mais afinco, de modo que a permanência das chuvas seja sinal de que a plantação prospere e o inverno seja o melhor dos últimos anos, que somente prometeu e ficou devendo final feliz, principalmente para os pequenos agricultoras, que colheram muito menos do que o esperado.  
A verdade é que, em cada início de ano, há realmente essa expectativa sobre a confirmação de boa invernada e ninguém melhor do que esses senhores para dizerem sobre as suas experiências, que, desta vez, são todas na mesma linha de que o inverno está garantido, graças às suas experiências com base em elementos da natureza, que são fonte de inspiração e da certeza de muitas esperanças sobre a presença constante das chuvas, que são a certeza da alegria dos nordestinos.

Vamos todos cerrar nossas crenças nas projeções dos “profetas” da chuva, pedindo a Deus que eles estejam completamente cobertos de razão, quando anunciam muitas chuvas e bom inverno, que são forma de fartura de legumes, verduras, frutas e a garantia da água em abundância para o abastecimento das cidades daquela região abençoada por Deus.
Brasília, em 12 de janeiro de 2020

Homenagem à Fundação Educacional Lica Claudino em à sua direção


“O bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã. Faça o bem assim mesmo. Veja que, no final das contas, é tudo entre você e Deus. Nunca foi entre você e os outros.”. Santa Teresa de Calcutá

Certamente que o ideal seria se escrever aquela crônica pomposa, rebuscada, que pudesse sintetizar exatamente o que o coração do povo de Uiraúna sente de puros amor e gratidão aos ilustríssimos senhores empresário João Claudino Fernandes e professora Fátima Claudino, em função da magnitude do que representa a obra desenvolvida por eles, com extrema competência e excelentes resultados, por meio da Fundação Educacional Lica Claudino, que é impossível dimensionar a grandeza da valorização do ser humano que ali se promove, mas, por certo, o pouco que se diga já é o suficiente para mostrar o quanto de maravilhoso e importante tem sido produzido em benefício dos uiraunenses.  
Não é novidade que a FELC nasceu da genial ideia do senhor empresário João Claudino, que cuidou de instrumentalizá-la e mantê-la nos melhores padrões de qualidade e em condições indispensáveis ao oferecimento de cursos profissionalizantes à população de Uiraúna e da sua proximidade, nas importantes áreas cultural, artística, esportiva e educacional, contribuindo, de maneira decisiva e efetiva, para a melhoria de vida de muitas pessoas, que passaram a ter especialização técnico-profissional, além de outras motivações de vida.
A expressiva importância da FELC para os uiraunenses é notória, como forma de agregação de conhecimentos à população, a custo acessível, por meio de ensinos técnico-profissionalizante e artístico, com o uso de métodos modernos e de qualidade para os seus alunos, de modo a facilitar melhores condições para a obtenção de emprego ou para o aprimoramento artístico e cultural.
Em resumo, importa ressaltar que a Fundação Educacional Lica Claudino tem como missão essencial propiciar qualidade de vida à população de Uiraúna e da redondeza, com abrangência às pessoas de menor poder aquisitivo, com o primordial intuito de socialização, em forma de benefício ao bem comum.
É fácil se perceber que a Fundação Educacional Lica Claudino tem a capacidade transformadora de sonhos em realidade, criando em cada aluno sua bonita história de vida, que, sem ela, dificilmente seria possível a construção de promissoras e lindas vidas, somente factível com o abnegado carinho por parte de quem se preocupa com  valorização do seu próximo, a quem são dedicados gestos de atenção e muito amor, que são pagáveis unicamente senão com o reconhecimento e a gratidão do povo de Uiraúna.
É evidente que a engrenagem dessa máquina maravilhosa denominada Fundação Educacional Lica Claudino não funcionaria tão perfeita e de forma eficiente se não fosse azeitada, de maneira permanente, pelas providenciais mãos abençoadas por Deus do seu mentor criativo e mantenedor financeiro, o empresário João Claudino, e da sua dedicada e incansável diretora, a professora Fátima Claudino, aos quais dedico este texto, com maior amor e carinho, para mostrar meus mais sublimes respeito e admiração pela fantástica abnegação a empreendimento indiscutivelmente espetacular, em benefício de uiraunenses, principalmente.
O notável empreendedor João Claudino, ao contrário do que muitos pensam, nasceu na amada Luiz Gomes, cidade amiga do Rio Grande do Norte, mas ele viveu alegre e vibrante juventude em Uiraúna, sendo que o império empresarial, que é sucesso no mundo dos negócios, é fruto da sua obstinação pelo trabalho com competência, eficiência e disciplina.
Sem margem de dúvidas, a Fundação Educacional Lica Claudino representa uma das suas principais obras com cunho sociobeneficente, com a marca da generosidade de seu idealizador, onde os vultosos investimentos são realizados em sentido contrário ao lucro financeiro negocial, uma vez que, nesse caso, induvidosamente, também há maciços investimentos, mas em algo genialmente voltado para os sentimentos humanitário e cristão, aquele em que o coração generoso manda que seja doada boa parcela de seus expressivos lucros advindos dos rendosos negócios comerciais, cujo quinhão, por certo, representa algo insignificante em relação aos empreendimentos propriamente ditos, no contexto do sucesso empresarial, comercial e industrial.
Na verdade, essa forma de investimentos, na ordem inversa do lucro financeiro negocial, pode ser sim superrendosa e valorizada em forma de dividendos celestiais, por ter a contabilização no campo espiritual da caridade instituída por Deus e isso se traduz como obra santificada reconhecida como doação com o sinete do amor vindo do coração e tem o condão de se transformar em duplo benefício, tanto por parte de quem se dispõe ao ato de generosidade como, por óbvio, por quem carece de ajuda, tudo em harmonia com as obras sociais de Deus.
Não há a menor dúvida de que a Fundação Educacional Lica Claudino trata de conjunto harmonioso que foi estruturado para a prática do bem comum e isso significa obra perfeita de Deus, que tem por finalidade a distribuição da bondade e da boa vontade em benefício de pessoas carentes da ajuda de quem, abençoado com a abundância de recursos, pode ceder um pouco do seu patrimônio que somente contribui para o próprio engrandecimento perante Deus, que tem a magnanimidade do reconhecimento pelas grandes obras sociais em Seu nome.
Há sim motivo de extrema sensibilização quando uma obra de benemerência dessa magnitude é realizada exclusivamente com a mais sublime abnegação, sem haver qualquer interesse em alguma forma de recompensa ou algum intuito de retorno ao investidor, mesmo porque isso, no caso, seria absolutamente impossível, diante do nível das pessoas beneficiadas, que precisam apenas demonstrar a sua eterna gratidão ao benfeitor dessa gigantesca obra desenvolvida pela Fundação Educacional Lica Claudino, na pessoa do empresário João Claudino, que é digno dos aplausos de reconhecimento e gratidão por parte do povo de Uiraúna.
Toda admiração ao citado empreendedor se justifica pelo simples fato de que é mais do que notório que é muito mais comum, até mesmo por absoluto comodismo, que os ricaços prefiram se manter a distância de atividades que dependem de muitos recursos, como nesse caso, que é mantida, normalmente, sob a forma de aplicação a fundo perdido, não dispondo a abrir seus cofres para tamanha generosidade caritativa, como o faz com muito amor no coração o senhor João Claudino.
Para se dispor a fazer a felicidade de tantas pessoas, com expressiva dimensão, como é o caso em comento, somente existe a explicação de que Deus é realmente uiraunense, por ter permitido que esse cidadão de coração extremamente generoso, que inegavelmente dispõe de muita fortuna, tenha crescido com as bênçãos do venerando e santo Padre Antônio Anacleto, que certamente incutiu no seu coração o sentimento de generosidade, a se permitir fazer o bem, sem ver para quem, conforme consagrado ensinamento bíblico.
Que o belíssimo e magnânimo exemplo do senhor João Claudino possa atingir os corações de outros empresários ricaços de Uiraúna, a se disporem a doar, de forma permanente e construtiva, um pouco de seus extraordinários recursos para a realização de obras benevolentes espelhadas no que se faz na Fundação Educacional Lica Claudino, com muito amor ao ser humano, que se beneficia desse maravilhoso modelo de empreendimento exclusivamente voltado para o bem social.
Nessa linha vocacionada a servir ao próximo, a professora Fátima Claudino já demonstrou, de maneira sobeja, ser a verdadeira encarnação do espírito de luta e amor ao ofício do magistério, com dedicação, eficiência, competência e entrega à importante missão de ensinar e educar.
A professora Fátima tem no coração o espontâneo sentimento de inabalável fé cristã e vivo amor humanitário, atributos que são colocados à mesa de trabalho, no dia a dia, na Fundação Educacional Lica Claudino, que merece o excepcional conceito que ostenta graças à sua construtiva liderança, marcada com bons exemplos de perseverança e desejos de excelentes resultados em benefício da comunidade uiraunense.
A propósito disso, vale o reconhecimento da preciosa lição de magistério proferida pelo ilustre professor Xavier Fernandes, conterrâneo comum, que acaba de escrever excelente e memorável artigo em homenagem à professora Fátima Claudino, enaltecendo, com total mérito, o rico e brilhante histórico dessa fantástica mulher que se dedicou e ainda se debruça, com exclusividade sobre o trabalho de ensinar e educar, à frente da prestigiada Fundação Educacional Lica Claudino, que goza de excelente conceito, por certo, em razão da sua batuta, na liderança e na coordenação dos trabalhos empreendidos nesse respeitável educandário.
Com a precisão e a objetividade dos
sábios, o mestre Xavier Fernandes conseguiu, em belo texto, descrever o fiel retrato da professora Fátima Claudino, com a moldura especial e apropriada, traduzindo com palavras milimétricas o perfil dela, na certeza de que é exatamente sob esse prisma que os uiraunenses gostariam de dizer em homenagem a essa fortaleza de mulher.
A nobre professora Fátima é tudo aquilo que o mestre Xavier Fernandes escreveu e ouso acrescentar mais um predicado que acho da maior importância por ser muito forte e expressivo, para complementar com o que se pode ser chamado de chave de ouro.
Com efeito, é oportuno se afirmar que a professora Fátima Claudino já se tornou modelo da educadora perfeita, preenchendo todos os requisitos indispensáveis de dedicação, persistência, disciplina, competência e tudo o mais que a faz ser pessoa lembrada por gerações, exatamente em razão de sua belíssima obra de educar com paixão e muito do coração, sentimentos estes que ajudam-na a transbordar muito amor ao próximo.
Nunca é demais ressaltar que o mencionado texto mostra os merecidos carinho, admiração e respeito que a professora Fátima Claudino desfruta no seio de seus conterrâneos, em razão do seu trabalho cuidadoso, competente e exitoso, cuja preciosidade tem sido reconhecida por quantos acompanham as obras realizadas por essa fantástica Fundação Educacional Lica Claudino.
Trata-se de professora exemplar no que faz, porque gosta, por pura vocação, do seu trabalho, que tem sido valioso e muito dignifica o ofício de ensinar e educar, na atualidade, no melhor padrão que se exige em termos de qualidade e modernidade, conforme demonstram os resultados dos ensinamentos ministrados nesse educandário de notoriedade, vanguarda, competência e admiração.  
É evidente que o trabalho promovido pela FELC deixa a todos bastante fascinados, entusiasmados e impressionados, diante dos extraordinários resultados, em termos da formação profissional, esportiva, artística e cultural, sob os auspícios desse magnânimo conterrâneo João Claudino, a quem os uiraunenses têm preito da maior e eterna gratidão, por toda benevolência que tem sido capaz de propiciar a realização dessa majestosa obra social da maior importância para Uiraúna.
Diante de todo exposto, com a explanação de obras exemplares de valorização da dignidade humana, rogo ao bondoso Deus que continue a espargir bons fluidos nos corações generosos do senhor João Claudino Fernandes, da professora Fátima Claudino e das pessoas que fazem esse especial e fantástico trabalho na Fundação Educacional Lica Claudino, por se traduzir em excepcional exemplo da efetividade do amor ao próximo, em harmonia com os ensinamentos de Jesus Cristo.
Meus parabéns a todos e muito obrigado pela oportunidade de falar o que o meu coração sente por quem pratica o bem, com a pureza da dedicação e do amor.
Brasília, em 30 de setembro de 2019

Homenagem ao doutor Francisco Pinheiro Rocha

Cada um de nós compõe a sua história. Cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz.”. Almir Sater, compositor e cantor

Este texto tem a especial finalidade de homenagear, de maneira carinhosa, o Excelentíssimo Senhor doutor Francisco Pinheiro Rocha, por ocasião do regozijo das comemorações de seus noventa anos, completados em 05 de julho de 2019.
O homenageado nasceu na então Vila de Belém, hoje cidade de Uiraúna, no Estado da Paraíba, sendo filho de Olinto Pinheiro da Silva e Abigail Rocha da Silva.
O doutor Pinheiro comemorou seus noventa anos de vida com a satisfação do dever muito bem cumprido, podendo olhar para o passado com a consciência serena e tranquila dos vitoriosos, por ter conseguido amealhar importantes glórias, ao longo da sua vida, à vista do que pôde efetivamente agregar ao seu brilhante currículo de notáveis realizações.
A sua formação em Ciências Médicas, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco, ocorreu em 8 de dezembro de 1955, tendo sido o orador da turma.  
Depois de se especializar, em nível de pós-graduação, em Cirurgia Geral, no período de 1º de janeiro de 1956 a 30 de julho de 1958, no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro, então capital federal, o doutor Pinheiro trabalhou como médico-cirurgião, no período de 1958 a 1960, no Instituto Nacional de Câncer – Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro.
Ainda no ano de 1960, houve a sua transferência para a nova capital do Brasil, Brasília, para trabalhar, como requisitado, na Câmara dos Deputados, tendo, logo em seguida, ingressado nesse órgão, como servidor do Quadro de Pessoal.
Ainda nesse mesmo ano, ele ingressou, como médico cirurgião, na então Fundação Hospitalar do Distrito Federal, que integrava a estrutura da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, para onde, tempos depois, foi alçado ao posto de seu titular, órgão no qual teve desempenho extraordinário, com a construção de várias unidades de saúde, como hospitais especializados e regionais e postos de saúde, tudo em harmonia com a sua dinâmica vanguardista de homem que projetava enorme demanda sobre a rede pública da capital do país, que atraia cada vez mais gente para aqui morar.
Embora tivesse participado de muitos cursos de especialização, destaca-se aquele em clínica cirúrgica, coordenado pelo catedrático professor J. L. Lortat Jacob, no Hospital Boujon, em Paris (França), em 1968 e 1969, como reafirmação de sua disposição para evidenciar o melhor desempenho de suas atividades médicas.
Em termos de desempenho profissional e administrativo, doutor Pinheiro tem currículo notável, conforme o rol das especializações, dos cargos e das atividades enumerados a seguir:
I – título de especialista em cancerologia, cirurgia geral e gastroenterologia, concedido pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM/DF);
II - chefe da Cirurgia Geral do 1º Hospital de Brasília, de 1960 a 1962;
III – médico-cirurgião requisitado para a Câmara dos Deputados, a partir de 1960;
IV – secretário de Saúde e presidente da Fundação Hospitalar do Distrito Federal (FHDF), no período de junho de 1964 a abril de 1967;
V – durante 36 anos de atividades no Hospital de Base do DF, exerceu todas as chefias cirúrgicas, tendo realizado mais de 16.600 intervenções, além de ter formado mais de 200 médicos residentes na área de cirurgia geral;
VI – foi membro e presidente do Conselho Deliberativo da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciência da Saúde (FEPECS);
VII – como secretário de Saúde e presidente da FHDF, teve desempenho destacado e reconhecido, principalmente pela realização de importantes estratégicas obras, tais como:
a) implantação da Secretaria de Saúde de Brasília, no Edifício das Pioneiras Sociais;
b) promoção da reforma administrativa da Secretaria de Saúde e da FHDF, em conformidade com a Lei Arnaldo Nogueira;
c) complementação das obras do então Hospital de Base;
d) construção da 1ª Escola de Auxiliar de Enfermagem do DF, dos Hospitais Regionais do Gama e de Sobradinho, dos Centros de Saúde de Planaltina, Brazlândia e Núcleo Bandeirante;
e) promoveu a integração da Classe Médica de Brasília, no âmbito da FHDF, realizando sua pacificação.
No que se refere às láureas e às menções honrosas em reconhecimento à grandeza do seu trabalho, citam-se os títulos abaixo:
I - Medalha do Mérito Tamandaré, concedida pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República;
II – Sócio benemérito da Associação Médica de Brasília;
III – Ordem do Mérito Médico, na classe oficial, concedida por decreto presidencial;
IV – Medalha Mérito Buriti, concedida pelo Excelentíssimo Senhor Governador do Distrito Federal;
V – Medalha de Honra ao Mérito Santos Dumont, concedida pelo Excelentíssimo Senhor Ministro da Aeronáutica;
VI – Membro titular da Associação Francesa de Cirurgiões;
VII – Convidado do Hospital Louis Mourier da Universidade de Paris VII, serviço do professor Jean Noel Maillard;
VIII – Officier dans I’Ordre des Palmes Académiques par lê Ministère de I’Educacion Nationale de la  Republique Françoise;
IX- Ordem do Mérito Maçônico de Brasília – grau de Grã-Cruz;
X -Título de Acadêmico Emérito, conferido pela Academia de Medicina de Brasília.
Em se tratando de comemoração de idade especial como a evidenciada aqui, o louvar e o agradecer a Deus fazem o maior sentido, diante da conservação da vida saudável, alegre e feliz, como tem sido a do homenageado, em especial pela certeza do cumprimento de linda missão atribuída por Ele, no seio da sociedade, ao exercer o ofício na área escolhida, como a Medicina, por ter sido vocacionado para cuidar, com zelo e dedicação, da saúde e da vida de seus semelhantes.
À toda evidência, o homenageado merece os parabéns tanto pelo transcurso de seu natalício como, em especial, por seu esplendoroso legado edificado ao longo da sua carreira como médico de escol, quando teve oportunidade de construir invejável currículo sobre as suas obras em benefício da humanidade.
É de suma importância que a sua história seja contada, mesmo que sob pinceladas, para que se mostre, em palavras, o pouco do significado do seu trabalho em prol da humanidade, mas, por certo, ela não comportaria em singela crônica, ainda que feita para prestar justa e merecida homenagem a esse ser humano dos mais brilhantes e sábios.
Ao longo da sua vida, doutor Pinheiro sempre foi modelo de capacidade e inteligência, sendo referência em honradez, ética, moralidade, dignidade, entre outros conceitos inerentes à conduta de homem de bem e de princípios, que tem admirável currículo como cidadão.
Ele conseguiu construir incomparável legado de serviços em benefício do seu próximo, tendo cumprido fielmente um dos ensinamentos disseminados por Jesus Cristo, que, em determinada ocasião, disse a seu discípulo que, para agradá-Lo, bastava apenas "amar ao próximo como a si mesmo".
Seguramente, esse importante princípio cristão o acompanha como dogma pessoal, tal como foi a sua devoção pela profissão, em amor ao próximo, com o magistral manuseio da arte cirúrgica, na prática e nos ensinamentos, como responsável pela formação de muitos cirurgiões, sob a sua competente e eficiente orientação.
Por certo que essa seja uma das principais razões por que doutor Pinheiro tenha conseguido o decisivo apoio do Criador para lhe conceder forças para a superação de alguns obstáculos na vida e conseguir completar seus impolutos noventa anos de vida, que é sobeja glória concedida por Deus a somente poucos mortais escolhidos para o usufruto desse prêmio celestial.
Há de se convir que os seus noventa anos de vida é presente especial de Deus, como uma dádiva em recompensa e retribuição pelas obras quando em benefício do ser humano, que certamente, em agradecimento, implora aos céus para que os autores, mentores, idealizados e executores delas possam permanecer mais tempo na Terra, para usufruir as suas belezas, junto com os queridos familiares e amigos.
Sem dúvida, ele é um dos filhos escolhidos pelo Deus da vida, para continuar por muitos anos sendo beneficiário dessa especial elasticidade do tempo, como merecedor do aproveitamento das graças divinas, diante do mérito decorrente da sua inexcedível dedicação em prol da humanidade.
Os noventa anos de vida extensivamente comemorados são sempre marcantes e memoráveis, pela condensação da história do aniversariante, em especial para quem soube valorizar cada dia que foi contabilizado como verdadeiro tijolinho bem arrumado em edifício da própria pessoa, que teve o cuidado de colocá-lo na devida ordem, para que a sua estrutura simbolizasse o retrato fiel das suas maravilhosas realizações.
A ocasião fantástica de comemoração dos 90 anos de vida de doutor Pinheiro é excepcional e feliz oportunidade para que as pessoas possam demonstrar a admiração diante da importância da sua pessoa e do seu legado e, em especial, da celebração da sua vida e para se dizer palavras do coração sobre a relevância dele para a humanidade.
Como demonstração de apreço e carinho ao doutor Pinheiro, é importante a transcrição, abaixo, de dois depoimentos de ilustres conterrâneos.
O eminente doutor Ubiracy Vieira Veloso se expressou nestes termos: “Adalmir, se o querido parente Xavier me autorizar, assino em tudo dito com muito conhecimento e um excelente vocabulário, pois o Dr. Pinheiro sempre acolheu pessoas oriundas da nossa terrinha, especialmente aqueles que vinham fazer residência médica em Brasília! E você mostrou que a gratidão vem do coração, sendo o primeiro da fila imensa, vindo em seguida, centenas e mais centenas de devedores ao Dr. Pinheiro! Parabéns ao Mestre dos médicos de Brasília e afirmo que Uiraúna é privilegiada, por tantos filhos ilustres, como o Dr. Francisco Pinheiro Rocha! Fraterno abraço, extensivo ao ilustre aniversariante, com minha profunda admiração!”.
O ilustrado mestre Xavier Fernandes, em atenção ao comentário do respeitável Ubiracy Veloso, assim se manifestou, in verbis: “Obrigado caríssimo e ilustre Ubiracy. É muita honra ver a sua mensagem para endossar a minha simples homenagem ao grande mestre da Medicina, o Dr. Francisco Pinheiro Rocha. Agradeço muito em me deixar vaidoso quando vindo de um doutor da sua categoria. Queria com mais recurso vernacular enaltecer muito mais o potencial do conterrâneo Dr. Pinheiro, por mais que quisesse não conseguiria alcançar a magnitude e o brilho dessa estrela singular: o Dr. Pinheiro. Agradeço mais uma vez ao Dr. Ubiracy, pela generosidade das suas palavras em relação ao meu texto. Portanto, fique à vontade para subscrevê-lo.”. 
Não há a menor dúvida de que doutor Pinheiro, gênio da medicina é responsável pela execução de importantes missões e projetos com viés praticamente sobre-humano no campo das Ciências Médicas, que ele se propôs a cuidar e gerenciar a vida inteira, sempre com inexcedíveis zelo, dedicação, competência e responsabilidade profissionais.
Hoje, doutor Pinheiro é pessoa extremamente realizada na vida, quando completa seus invejáveis noventa anos, na certeza tanto de ter realizado magníficos trabalhos como também de conhecer, em vida, o excelente retorno do manancial planejado e executado sob as suas eficientes orientação e gestão, onde ficaram registradas as marcas da sua brilhante passagem, com o selo garantido e atestado do melhor padrão de qualidade, observando-se que tudo isso teve importantíssimo significado revertido em benefício do seu semelhante.
Certamente que doutor Pinheiro, na altura da sua vastíssima experiência como médico e cientista de notoriedade na sua especialidade de Cirurgião Geral, sabe perfeitamente avaliar a grandeza da sua magnífica obra e o real significado do seu legado, que certamente passarão para a história como sendo da maior significância humanitária.
É evidente que seria enfadonho se pretender mostrar todas as suas obras senão em um livro, onde se comportaria o seu detalhamento, para mostrar a verdadeira importância do seu trabalho humanitário, mas, em pinceladas, é possível se falar sobre o resumo dele, como forma de se prestar justa homenagem em forma de carinho que pode ser demonstrado à pessoa competente, sábia, elegante, prestativa e sempre interessada em contribuir para o bem de seu semelhante.
As suas obras e realizações foram acumuladas em verdadeiro castelo, onde se encontra guardado precioso acervo da sua longa jornada de vida, distribuída em compartimentos representados por múltiplos momentos e cada qual tem seu enredo próprio, que foi montado em mosaico primoroso.
Não há dúvida de que é maravilhoso ter o privilégio de se acumular tantos anos de vida, constituídos muito mais de glórias, sucessos e vitórias, em continuado e permanente crescimento de experiências e resultados maravilhosos e espetaculares, diante da penetração e da visibilidade do seu trabalho no âmbito da Medicina, sempre como o foco voltado para a melhoria da saúde pública brasileira, para a qual foram dedicados os dias da sua vida.
A sua brilhante obra é profunda e relevante, que tem servido de referência à medicina nacional, exatamente por sua atuação com invulgar dedicação em prol da saúde pública do Distrito Federal, onde exerceu o cargo de Secretário de Saúde, em momentos cruciais da inauguração da nova capital do Brasil.
Convém ser destacado o lado humano do doutor Pinheiro, que sempre procurou ajudar o próximo, em especial no que diz respeito ao apoio que ele prestou espontaneamente aos médicos paraibanos, em demonstração de amor aos conterrâneos, notadamente àqueles que vieram de Uiraúna, a quem ele tanto apoiava como exigia que eles correspondessem em excelente aprendizagem sob a sua orientação, principalmente no tocante à residência médica.
É importante ser enfatizado que seus atos humanos extrapolam o que dita o juramento de Hipócrates, não sendo correto justificá-los somente pela profissão escolhida, porquanto o homenageado está além do profissional renomado.
Importa se ressaltar a sua exitosa gestão administrativa, tendo sido uma das mais efetivas e produtivas na área da saúde pública do Distrito Federal, em termos de realizações exitosas como da qualidade da saúde pública, no que diz respeito ao bom aproveitamento dos recursos públicos sob a sua exemplar responsabilidade, quanto às suas regularidade e efetividade, em estrita observância aos princípios e às normas constitucionais e legais.
Na atualidade, Brasília tem o hospital de referência do Distrito Federal, exclusivamente para o nascimento de crianças, o conhecido Hospital Materno-Infantil de Brasília, que foi construído e inaugurado na gestão dele, nos idos da década de sessenta, além de outros hospitais construídos na sua profícua gestão, cujas contas foram aprovadas, pela regularidade e com louvores, pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, onde não consta qualquer mácula com relação ao seu nome, como gestor público, sendo citado como modelo de bom gerenciador de recursos públicos.
É de suma importância se trazer ao palco da vida o resumo da obra desse notável médico, que é passível de se traduzir em valiosos ensinamentos, lições e realizações efetivas em benefício da vida humana, porque seus sentimentos, como profissional sensível e cônscio da sua responsabilidade médica, estiveram permanentemente direcionados para a melhoria da saúde, com maior enfoque para a saúde pública.
Convém, a propósito, que também seja dado o devido destaque a Uiraúna, que tem o mérito de, por seu intermédio, trazer ao mundo figura proeminente na área da Medicina, à vista da grandiosa obra construída graças ao seu esforço extraordinário para se alcançar o píncaro desejado por todo profissional de elite, prestígio que nunca se consegue sem dedicação, empenho e sacrifício.
Com base no resumo da sua admirável obra, a par das láureas, condecorações e louvores que lhe foram conferidos em consonância com o merecido reconhecimento da sociedade, parece justo que ele seja considerado o principal filho de Uiraúna, na atualidade - sem desmerecimentos de outros também excepcionais -, a quem ele devota enorme amor, por ter nascido naquela terra abençoada por Deus, que é berço de grandes nomes que têm contribuído para o desenvolvimento do Brasil.
A propósito, a senhora Francisca Sabino, a par de cumprimentá-lo, por seu aniversário, disse na sua mensagem, verbis: “Ele é orgulho para nós Uiraunenses. Que Deus o conserve sempre, Dr. Pinheiro Rocha. (...)”.
De fato, sem dúvida alguma, doutor Pinheiro pode ser considerado orgulho para Uiraúna e para o Brasil, por ser, durante toda a sua vida, verdadeiro líder entusiasta que prima, com vigoroso ardor, pela melhora da saúde, em especial a dos brasilienses.
O título de orgulho de Uiraúna é merecido, tanto por mérito como por justiça, sob o respaldo no seu vasto e invejável acervo de realizações coligidas ao longo da sua notável vida como profissional da Medicina, a par do inegável reconhecimento da crítica e da sociedade, sendo que, para esta, ele se tornou servidor incansável e ardoroso, tendo dedicado seus esforço, empenho e voluntariado em defesa dos interesses dela, com destaque para a busca da melhora da qualidade da saúde pública, onde trabalhou arduamente por longos e incansáveis anos.
A magnitude da sua obra transcende à nossa compreensão, mas ela é clara e expressiva na avaliação daqueles que com ele convivem no dia a dia e podem constatar pessoalmente a sua vibrante disposição para a consecução de profícuos resultados em benefício da saúde, no tocante à pública, sendo considerado modelo de proficiência no âmbito da classe médica, tendo merecido conceituação inexcedível, em termos de profissionalismo na área da Medicina, graças à sua incansável dedicação em prol da qualidade do atendimento médico.
Eu tenho sido admirador, de muito perto e de longa data, da sua linda história como profissional da Medicina, como ardoroso fã de seu modelo de profissional extremamente capacitado, preparado e dedicado à causa vocacionada, de berço, para trabalhar em benefício do seu semelhante, mesmo diante de naturais obstáculos.
A motivação maior desta crônica é justamente mostrar um pouco da importância desse grande homem como filho de Uiraúna, inclusive sendo considerando pioneiro na formação superior em Medicina da cidade, tendo em vista ainda o amor que ele nutre no peito pela terra onde orgulhosamente nasceu e viveu a sua infância, tendo tomado muitos banhos no açude do padre, como era assim chamado, para o arejamento da sua imensa intelectualidade.
Diante da avaliação que se tem sobre a grandeza da obra produzida por esse grande mestre, no âmbito da Medicina, que tanto eleva o nome de Uiraúna, é preciso que haja alguma forma de sentimento da cidade por quem nasceu nesses torrões sagrados de Padre José de França, com tamanho brilhantismo como demonstrado pela sua autoridade, no tocante à nobre e complexa área da Medicina.
À vista da relevância e da singularidade do homenageado, por certo ele merece as devidas homenagens por parte da cidade onde nasceu, porque é mais do que natural que as qualidades dos filhos ilustres e destacados sejam orgulhosamente reconhecidas, enaltecidas e festejadas, com vistas à valorização e à grandeza da cultura de seu povo, em razão da necessidade da elevação do nome da cidade, exatamente pela honra de ter nascido nela pessoa de grande vulto, que precisa sim ser reverenciada em razão da sua importância para o local onde nasceu.
Este momento de grande regozijo é excelente que se oferece para que  Uiraúna demonstre seu gesto de carinho ao seu filho bastante festejado, na atualidade, o que apenas estar-se-á autovalorizando o prestigio da cidade, por ter sido abençoada com o nascimento de pessoa que soube, como poucos, dignificar a sua origem, ao produzir o que de melhor estava ao seu alcance, em prol do bem da humanidade.  
O justo e veemente apelo faz todo sentido, porquanto há tantos outros grandes uiraunenses que se destacaram e continuam sendo destaque em diversas áreas e sequer são notados pelas autoridades públicas, que, infelizmente, demonstram completa falta de interesse em elevar o nome de Uiraúna onde realmente merece, com simples, mas importante gesto do reconhecimento público dos notáveis feitos alcançados por seus filhos ilustres.
Convém que Uiraúna desperte para essa realidade histórica, decidindo promover a transformação de constatações relevantes como essa aqui ressaltada em motivo de muito orgulho para a cidade, cuja importância das obras realizadas pelos filhos notáveis tem o condão de incentivar a atual e as futuras gerações, mostrando, por meio de casos concretos, que, com esforço, dedicação e empenho, os filhos de Uiraúna poderão alcançar o píncaro de qualquer atividade profissão, com os mesmos brilhantismo e qualidade demonstrados pelo excepcional doutor Francisco Pinheiro Rocha, que é modelo e referência do extraordinário trabalho por ele executado na importante área da Medicina, além de o seu nome prestigiar em muito a grandeza da terra onde nasceu.
Não se pode olvidar que o sucesso do homem, salvo raras exceções,  normalmente acontece com o apoio e a segurança de importante parceria, que sempre tem forte ligação na sua vida, por ser a ressonância das suas inquietações, ideias e decisões, com o que estou me referindo, no caso, à extraordinária pessoa de dona Kilma Pinheiro, uma dama de pessoa atenciosa, prestativa e de inigualável educação, que sempre trata a todos com a finesse de polida formação, a quem não tenho senão gestos de reconhecimento e gratidão, por sua imensurável gentileza.
Com o coração cheio de agradecimento a Deus, digo que tenho o indescritível privilégio de ter escrito, com muito carinho e amor, esta homenagem ao meu padrinho doutor Pinheiro, com palavras singelas, mas com pura sinceridade no coração, em reconhecimento a essa extraordinária personalidade, dizendo da minha infinita gratidão por tudo que ele representa na minha vida, a qual não comporta em somente uma crônica, mesmo que extensa como esta.
Por derradeiro, resta-me aplaudir, sobretudo, a gigantesca e importante obra realizada por doutor Francisco Pinheiro Rocha e, de mãos postas, aproveitar o ensejo para agradecer a Deus pela felicidade de tê-lo colocado na trajetória da minha vida, porquanto ele foi fidelíssimo em cumprir a majestosa missão de me apoiar e socorrer sempre que precisei de seus préstimos, rogando ao Criador que não se canse de protegê-lo, em todas as maneiras, propiciando-lhe as graças de longa vida, sempre abençoada com felicidade, saúde, harmonia e amor, sendo que este tem sido inarredavelmente companheiro de seu coração, como demonstrado em toda a sua vida.
Com os meus mais profundos agradecimentos, parabenizo os admiráveis doutor Francisco Pinheiro Rocha, dona Kilma Pinheiro e seus filhos Fábio, Marcos e Beatriz, pela felicidade de ter o usufruto da amizade e do apoio desse ilustre filho de Uiraúna, que também é merecedora do nosso reconhecimento, por ter sido berço do homenageado.
Com a expressão de carinho e amor.
Brasília, em 30 de setembro de 2019

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Insensibilidade

Na crônica intitulada “Toda glória e toda honra a Jesus Cristo”, eu convidei a comunidade cristã, que tem a figura respeitabilíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo como seu Redentor e Salvador, a repudiar, com veemência, a peça artística produzida pelo grupo conhecida como Porta dos Fundos, como forma de demonstrar a sua retumbante indignação contra obra absolutamente contrária aos salutares princípios religiosos, diante da injusta tentativa de deformação moral de líder imaculado da Igreja Católica, que tem a maioria de seguidores no Brasil.
Muitos foram os leitores que se manifestaram em apoio ao meu texto, tendo uma que merece destaque, da lavra do professor Xavier Fernandes, que mostra todo o seu inconformismo com a maneira desrespeitosa com que a imagem de Jesus Cristo foi tratada por pessoas completamente alienadas e fora de sintonia com o verdadeiro valor sagrado desse líder religioso universal.
O aludido texto tem o seguinte conteúdo: “Professor Mestre Adalmir,.Depois de ler essa sua sinopse bem fundamentada e argumentada em todos os ângulos possíveis e imaginários, numa defesa impecável e inteligente feita pelo ilustre Mestre com muita segurança e sapiência, cada vez mais me convenço de que minha rejeição a esse ato de usurpação da moral, do respeito ao que é mais sagrado para nós católicos e doutrinados na fé e na fidelidade cristã faz sentido ao meu repúdio, Sinto que o respeito à nossa fé foi violado sem escrúpulos, nesse filme mal feito e agressivo, quando se Usa em deboche o nome e a imagem de Jesus Cristo, como personagem principal, expondo e cuspindo em sua face novamente. Causando uma revolta aos que temem e seguem os caminhos do evangelho. Nada haver com liberdade. Pois quando a liberdade ultrapassa a linha e o limite do respeito, Automaticamente transforma-se em abuso, transgressão aos direitos do outrem. A liberdade, é igualzinha a censura, ambas tem seus parâmetros de limites... quando isso é quebrado, abre-se uma grande ruptura, há enorme risco de tornar-se um conflito grave. Levando à consequências indesejáveis... Uma invasão brutal a ponto de gerar violência. Então é preciso sim, que as autoridades competentes intervenham para estancar com medidas severas e corretivas essa hemorragia ideológica religiosa e social. A Liberdade sem limites e sem regras , com certeza se transforma em ANARQUIA, DESORDEM. veneno letal para a sociedade... um forte abraço!....Viva a democracia! A convivência dos contrários. E viva o respeito! Item fundamental para convivência humana... TODA HONRA E TODA GLÓRIA.”.
Em resposta à equilibrada mensagem, eu disse ao conceituado mestre Xavier Fernandes que sinto-me honrado com sua sensata ponderação sobre lamentável caso de cristalino desrespeito à imagem de Jesus Cristo, personalidade mais respeitável sob a ótica cristã, justamente porque o seu histórico é rico em exemplos de dignidade e integridade moral, salvo se houvesse algo que comprovasse o seu desvio de tudo que se sabe e se conhece sobre a vida consagrada dele, segundo às Escrituras Sagradas.
O próprio programa de humor prima pela falta de ética, seriedade e moralidade, porque não se faz riso sem o emprego de causos que não sejam próprios da linhagem da desmoralização da falta de respeito e caráter, fato que, por si só, jamais poderia envolver a imagem de Jesus Cristo em obra artística que não tenha o cunho da dignidade, moralidade, enfim, da contribuição ao aperfeiçoamento dos princípios cristãos e religiosos, sem qualquer conotação com algo que não condiz com tudo que tem sido pregado sobre essa figura que é símbolo absolutamente inconfundível com o humorismo, porque a sua pessoa só tem o sentido da pureza, da imaculabilidade e da grandeza que tem objeto de respeito, adoração, veneração, fé e sublimação dos princípios sagrados.
Realmente, comete grave blasfêmia quem usa o nome ou a imagem de Jesus Cristo em vão, diante do que Ele representa de altíssima santidade para a comunidade cristã, que enxerga Nele a luz, a verdade e a vida.
É lamentável que pessoa ateia não tenha o mínimo de sensibilidade para distinguir a grandeza de líder espiritual de suprema grandeza, que tem autoridade celestial intocável, inabalável, com objeto de exposição absolutamente incompatível com tudo que Ele representa de sagrado.
Agradeço, mestre Xavier Fernandes, por sua lúcida colaboração ao tema em apreço, que só enriquece a minha crônica.
Brasília, em 10 de janeiro de 2020

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Toda honra e toda gloria a Jesus Cristo

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a suspensão da exibição do vídeo "Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo".
A verdade é que a produtora Porta dos Fundos vem sendo criticada duramente, nas redes sociais, grupos cristãos e pessoas em geral, pela maneira como retratou a pessoa sagrada de Jesus Cristo, no programa de humor exibido na Netflix.
O filme insinua que Jesus Cristo teria tido experiência homossexual após passar 40 dias no deserto, em evidente deturpação da imagem de símbolo da maior respeitabilidade na face da Terra, para os cristãos, sem que tenha nada que possa se basear para tamanha sandice, fato que causou a indignação dos admiradores Dele.
O desembargador da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acatou, em decisão liminar – provisória –, pedido da Associação Católica Centro Dom Bosco de Fé e Cultura que, em primeira instância e durante o Plantão Judiciário, havia sido negado.
Na liminar, o desembargador defende que “O direito à liberdade de expressão, imprensa e artística não é absoluto, tendo tratado a decisão como recurso à cautela para acalmar os ânimos, até que se julgue o mérito do caso.”.
Ele também afirmou que “A suspensão é mais adequada e benéfica para a sociedade brasileira, de maioria cristã.”.
Em decisão anterior a essa, a Justiça havia negado o pedido de liminar, sob o argumento da juíza da 16ª Vara Cível, também do Rio de Janeiro, de que “O filme não viola o direito da liberdade de crença de forma a justificar a censura pretendida.”.
Agora, com a decisão em segunda instância, não só a exibição do filme está suspensa, mas também trailers, making of, propaganda e qualquer publicidade referente à aludida película.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil se posicionou contra a decisão, tendo afirmado que "A Constituição brasileira garante, entre os direitos e garantias fundamentais, que 'é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença'. Qualquer forma de censura ou ameaça a essa liberdade duramente conquistada significa retrocesso e não pode ser aceita pela sociedade",
À toda evidência, a Lei Maior brasileira é realmente protetora da consagrada liberdade de expressão, para qualquer forma de manifestação, inclusive materializada por meio de imagens e filmes, de modo que o homem tenha o direito de exprimir seus sentimentos sobre os fatos da vida, sem qualquer censura nem tolhimento ao talento artístico, cultural ou profissional.
Não obstante, a sociedade tem seus padrões culturais, religiosos. Ideológicos etc., moldados à tradição milenar que precisam, por costume de determinada população, ser respeitados como forma de valorização dos princípios sedimentados de um povo, como, no caso, o religioso, onde a figura principal de culto é justamente Jesus Cristo, que tem como paradigma a imagem perfeita de exemplo de ser humano absolutamente imaculado.
Jesus Cristo é a personalidade considerada central, principal, do cristianismo, responsável pelos ensinamentos do Evangelho disseminado há séculos, tendo o reconhecimento de autenticidade como verdadeiro Filho de Deus, por cristãos, judeus e messiânicos, que também o tem como sendo o Messias anunciado e aguardado no Antigo Testamento, que se referia a ele como Jesus Cristo.
Jesus Cristo é figura carismática, que foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Santa Maria, praticou milagres e fundou a Igreja Católica, morreu crucificado, para a expiação das impurezas mundanas, ressuscitou dos mortos e ascendeu ao céu, sendo, por isso, venerado por grande maioria dos cristãos como a encarnação viva de Deus, como o seu Filho Unigênito, na segunda pessoa  da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.
Jesus Cristo é considerado um dos mais importantes profetas de Deus, por ter tido a incumbência de trazer as escrituras sagradas para conhecimento dos homens da Terra, ou seja, Ele foi o Messias aguardado, na forma do Antigo Testamento.
Não há a menor dúvida de que os cristãos aprenderam, à luz da vida e da obra de Jesus Cristo, que Ele é realmente o seu Salvador, o filho de Deus que morreu para a salvação do seu rebanho, i.e., as pessoas que acreditam na divindade celestial Dele.
É preciso se entender, na atualidade, que, desde o princípio, as pessoas seguem os ensinamentos de Jesus Cristo e acreditam na sua divindade, o que significa reconhecê-Lo como Senhor, Rei e Salvador da sua vida, em forma de autoridade suprema e inquestionável, diante do que Ele realmente representa para as pessoas que O têm como seu Deus.
Diante dessa demonstração de que Jesus Cristo é figura insofismável e de incondicional veneração pelo que Ele representa para a fé cristã, como o Deus da vida, é absolutamente inconcebível que pessoa, que se diz ateia possa ficar imaginando situações deploráveis e deprimentes fazendo uso da pessoa Dele, por entender que isso é normal, natural, sem se levar em conta os valores sagrados em relação ao que Ele representa para as pessoas que acreditam Nele como ser espiritual de expressiva e inabalável divindade, somente isso já era mais do que suficiente para que não precisasse envolver a sua imagem em trabalho artístico de péssima gosto, que procura denegrir, de forma graciosa, a figura mais importante do mundo cristão.
No sentimento do autor dessa chamada peça artística, vale muito mais o seu dom criativo da arte cinematográfica ou televisiva, em de minoria inexpressiva e nome da liberdade de expressão, assegurada pelo texto constitucional, em detrimento do sentimento da maioria expressiva das pessoas que acreditam nas suas tradicionais crenças religiosas, em divindade poderosa que se integra na sua vida como sendo a essência da sua reafirmação de fé cristã, da sua devoção espiritual, que também tem a integridade de seus valores assegurada na mesma Carta Política.
O ordenamento jurídico brasileiro realmente assegura a liberdade de expressão, mas é composto por diversas normas jurídicas, que também dão amparo, de forma imperativa, às normas morais e religiosas, entre outras, cabendo a aplicação de penalidade que nasce com o desrespeito aos princípios da moralidade ou da crença religiosa, por força da tentativa de descaracterização de imagem representativa de sentimento religioso.
O que se pode imaginar sobre a liberdade de expressão, em forma de direito fundamental, é que se trata de princípio que se insere nas normas jurídicas como mandamento que permite a implementação da capacidade de otimização humana, porém a sua aplicação não tem o condão de imunizar outros direitos, principalmente no que diz respeito à honra, à imagem, à personalidade, à ideologia, à religiosidade, o que significa dizer que o “seu direito termina onde começa o do outro”.
Em princípio, é importante se reconhecer que, em geral, quando se questionam os direitos fundamentais do homem, sempre há se se pensar que pode ser interposto outro direito igualmente relevante a se enfrentarem, momento em que nenhum deles tem supremacia sobre o outro, porque é preciso que seja sobrelevadas ambas às situações, como no presente caso, quando o autor da obra teria alegado apenas o direito da liberdade de expressão, como se esse princípio, por si só, pudesse anular os direitos da parte afrontada, no caso, os cristãos.
O direito à liberdade de expressão não pode compactuar com atos contrários aos sentimentos religiosos das pessoas, por se imaginar que a sua aplicação dá o direito de escandalizar, injuriar, difamar, esculhambar, vilipendiar a imagem sagrada, sem se levar em consideração os valores religiosos consagrados da maioria dos brasileiros.
No caso em comento, já existe uma tradição cultural e religiosa, o que constitui verdadeira sedimentação de direitos fundamentais reconhecidos e tutelados pelo ordenamento jurídico pátrio, que precisa prevalecer sobre ato produzido e sustentado sob cediça argumento da aplicação da liberdade de expressão, com poderes para simplesmente distorcerem ao benquerer de pessoa ateia a imaculada imagem de ente sagrado pela Igreja Católica e por seus seguidores.
Tem-se como inferência lógica que a liberdade de expressão é sim princípio muito importante, mas o seu usufruto tem pressuposto de colisão com outros direitos fundamentais, que precisam ser confrontados para se evidenciar que não se trata de regra absoluta, até mesmo para se resguardar a sua importância, sem menosprezo a outros direitos essenciais igualmente assegurados na Lei Maior do país.
Não tem o menor cabimento que pessoas que abusem em nome da liberdade de expressão, sem se conscientizarem de que elas estão incorrendo em lesão a direito de outrem, igualmente fundamentais.
Convém ficar claro, nesse caso, que não se pode alegar prática de censura, só por se tratar de obra artística, porque isso é totalmente inadmissível, quando o conteúdo do objeto questionado atinge em cheio a dignidade de líder da nação religiosa de enorme representatividade da face da Terra, constituindo tremenda irresponsabilidade a deturpação da imagem de santidade suprema, sob a ótica da comunidade cristã.
A propósito, em determinado momento, o Supremo Tribunal Federal ponderou que “as restrições à liberdade de expressão em sede legal são admissíveis, desde que visem a promover outros valores e interesses constitucionais também relevantes e respeitem o princípio da proporcionalidade.” (Recurso Extraordinário n. 511.961/SP).
O que se percebe é que a liberdade de expressão pode sim ir além, mas para que possibilite a promoção de outros valores constitucionais relevantes, exatamente ao contrário do que aconteceu no caso em referência, em que a peça cinematográfica deturpa a imagem de símbolo sagrado, em acentuada banalização do desrespeito aos princípios morais.
Importa citar que há casos em que a própria Carta Magna cuidou de estabelecer limites à liberdade de expressão, a exemplo de alguns incisos do seu art. 5°, nestes termos: “IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; e X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.” e tudo isso serve de amostra para se invocar a possibilidade de aplicação em outros casos que vão muito além do princípio constitucional.
Vê-se que, de forma preventiva, a Constituição preconiza limites para a aplicação da liberdade de expressão, os quais se fundam em outros direitos constitucionais igualmente relevantes, que precisam ser resguardados, a merecerem a devida tutela do direito penal, quando da caracterização dos crimes de injúria, calúnia, difamação e contra a honra.
Quando se condena, civil ou criminalmente as pessoas, pela prática de atos abusivos, com o emprego de símbolos e imagens sagrados, evidentemente em dissonância com os princípios da ética e da moralidade, com a finalidade exclusivamente de agradar a determinada ala da sociedade, apenas de inexpressiva minoria, isso é passível de veemente censura, recriminação e condenação por parte da sociedade, por se tratar de explícito abuso e extrapolação da liberdade de expressão, por também ferir mortalmente os direitos fundamentais de outras pessoas que, com muito mais razão, merecem a devida proteção da Constituição Federal.
Enfim, convém deixar muito claro que as demandas judiciais contra o excesso ou o abuso da liberdade de expressão não são, em absoluto, forma declarada de censura, mas sim do legítimo usufruto do direito do resguardo de direitos fundamentais tão relevantes quanto aquele, que precisam e devem ser igualmente respeitados, como forma de valorização dos princípios constitucionais, na sua extensão de amparo aos direitos humanos.
Concito a comunidade cristã, que tem a figura respeitabilíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo como seu Redentor e Salvador, a repudiar, com veemência, a peça artística descrita na inicial, como forma de demonstrar a sua indignação contra obra absolutamente contrária aos salutares princípios religiosos, diante da injusta tentativa de deformação moral de líder imaculado da Igreja Católica, que tem a maioria de seguidores no Brasil, justamente pela devoção aos ensinamento evangélicos instituídos por Ele.
          Brasília, em 9 de janeiro de 2020