Mostrando postagens com marcador falta de palavra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador falta de palavra. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de maio de 2011

Desesperança

A falta de reforços para o elenco do Botafogo suscita, sem a menor dúvida, imensa preocupação dos seus torcedores, quanto ao futuro do time na próxima competição futebolística, especialmente porque, tão logo houve as desclassificações dos últimos torneios, há mais de vinte dias, a diretoria alvinegra prometeu contratações de qualidade, que não apareceram até o presente momento. Por não passar de promessa vazia e inócua, o prejuízo já  pode ser contabilizado e, mesmo no caso de contratação, o atleta terá que ser submetido a intensos treinamentos para se entrosar com os demais companheiros e se adequar ao novo ritmo de trabalho, em pleno andamento do Campeonato Brasileiro, em flagrante dano aos interesses do clube. A situação se revela ainda mais grave porque a diretoria, ao prometer os reforços, tinha convicção da deficiência do time, em posições chaves e importantes. Infelizmente, o tempo, que é o senhor da razão, transcorreu com tanta velocidade que aquele objetivo não passou de mera expectativa, deixando os fãs frustrados e decepcionados pela falta de perspectiva para encarar, em condições de igualdade, na mencionada competição, com iminência de se iniciar, as fortes equipes bem compostas e preparadas. Ressalte-se que o elenco que desfilou nos gramados este ano, com pouco destaque individual e nenhum coletivo, apresentou apenas baixou nível técnico e pouco espírito de competividade, não inspirando, com inteira razão, qualquer esperança de conquistas. Ao contrário, se a sorte acompanhar o elenco, há alguma possibilidade de ele se manter na primeira divisão do aludido torneio, o que poderá ser um resultado vergonhoso para uma agremiação de tantas e importantes glórias no cenário nacional.  

ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 15 de maio de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sacrifício é pouco


Depois do “enorme” sacrifício para a aprovação dos reajustes da remuneração de dirigentes do Executivo e dos parlamentares e do salário mínimo, o governo se debruça, agora, com a inglória - para ele - tarefa para a majoração da tabela do Imposto de Renda, no “expressivo” percentual de 4,5%. Como esse ajuste implica diminuir a arrecadação em R$ 1,6 bilhão, o governo já assevera, mesmo contrariando promessa de campanha eleitoral, que haverá aumento de impostos para compensar a aludida perda. Não deixa de ser muito estranho que medida objetivando tão somente compatibilizar os valores daquela tabela à evolução do índice inflacionário do anto anterior, já acordado com os sindicalistas, obrigue a sociedade a arcar com novo sacrifício, com a assunção do ônus de novos tributos. À toda evidência, a forma simplista apontada pela equipe econômica do governo escancara a sua incompetência para solucionar, de forma eficiente, o problema no âmbito do orçamento e dos programas governamentais próprios, sem necessidade alguma de sobrecarregar ainda mais o contribuinte, que já é compelido ao pagamento de carga tributária das mais pesadas do planeta. A verdade é que o brasileiro tem sido exageradamente tolerante e paciente diante de seguidas explorações contra o seu patrimônio, havendo premente necessidade de um basta dos abusos governamentais.
  
ANTONIO ADALMIR FERNANDES                           

Brasília, em 08 de março de 2011  

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Palavras ao vento


Na efervescência do pleito eleitoral, o atual governador do Distrito Federal bradava aos quatro cantos, recriminando a costumeira prática de corrupção espraiada no serviço público e prometendo com estridência que a sua gestão seria modelo de moralidade e ética. Mais de dois terços do eleitorado distrital acreditou piamente na sua promessa. Contudo, não demorou muito para os jornais noticiarem que as comissões temáticas da Câmara Legislativa do Distrito Federal somente foram ocupadas pelos seus titulares graças a “um gesto simples de Agnelo. Ele pediu a Olair Francisco (PTdoB) para desistir da Ceof e foi atendido.”. Fala-se até que esse deputado será aquinhoado com a garantia da indicação de apadrinhado seu para dirigir uma Administração Regional e com a promessa de ocupar em breve a mesa diretora daquela Casa Legislativa. Agradecido, o parlamentar concluiu: “O Executivo entende que há uma nova maneira de fazer política, mas é preciso haver diálogo entre os Poderes”. Além da indevida influência noutro importante Poder, o gesto nada nobre do mandatário distrital evidencia a reincidência das práticas, no mínimo, suspeitas, muito comuns do passado e por ele até recentemente condenadas, mas, como visto, de difícil erradicação da vida do homem público, apesar de tantas e repetidas promessas na campanha eleitoral, porque essa indecência, infelizmente, está no DNA dos políticos. 
  
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
                            
Brasília, em 22 de fevereiro de 2011