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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Haja coerência

No site “folha.com”, noticiando os acontecimentos do dia 09 do corrente mês, consta, in verbis: “Em sua primeira semana, Dilma Rousseff fez algumas mudanças no seu gabinete. ... e retirou a bíblia da mesa e o crucifixo da parede.”. A medida atinente à retirada da bíblia e do crucifixo do seu gabinete contrasta diametralmente com as suas atitudes postas em prática na campanha eleitoral, quando, após ser acusada pelos adversários de ter mudado as suas convicções religiosas, ela se declarou católica fervorosa e por pouco não se mudou com mala e cuia para um templo religioso, mas teve a “humildade” de visitar com invariável frequência catedrais, igrejas, templos, creches mantidas por organizações religiosas etc., talvez com o propósito de angariar uns votos a mais. No entanto, nessa fase, não foi possível o merecimento da canonização, ainda na campanha, por absoluta exiguidade do pleito eleitoral. Na realidade, essa notícia contraditória apenas vem confirmar o convencimento da população sobre a dubiedade comportamental da presidente da República, uma vez que o seu pensamento não é externado de forma clara, deixando a nação sempre na expectativa do próximo ato, torcendo, evidentemente, para que ele seja sempre em benefício de todo o povo brasileiro.     
ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 09 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

Obrigado, Senhor

Não se trata de qualquer surpresa, mas, de repente, se percebe que o ano chega ao fim, sugerindo que o momento seja para reflexão, com a finalidade de possibilitar a realização de um balanço e da apuração dos lucros e perdas da nossa existência.

As perdas, como de costume, foram significativas e são representadas pelas tristezas e saudades próprias do ser humano e também pela impossibilidade material da convivência e do contato permanente com todos os familiares e amigos.

Sem dúvida, os lucros superaram em muito as perdas, porquanto houve verdadeiro compartilhamento de muitas, palpáveis e inumeráveis conquistas ao longo do ano, como a celebração de inesquecíveis momentos felizes e alegres, em especial com o presente divino da chegada do amado Pedro Henrique, que veio acrescentar motivação a mais ao pleno sentimento da felicidade e do amor entre nós.

A retrospectiva do velho ano mostra um lindo e bem pintado quadro sem retoques, onde se pode vislumbrar facilmente que a safra do período foi farta e abundante,  propiciando colheita de muitos, saudáveis e bons frutos, que servirão de base para o enfrentamento dos dias futuros, tanto que, agora, estamos aqui, reunidos, com as graças e sob as bênçãos de Deus, comemorando os resultados do ano e aproveitando para distribuir irmãmente os bônus e os dividendos em forma de alegrias, felicidades e amor acumulados no período.

O surgimento de um novo ano tem o poder mágico de se ansiar por esperanças imagináveis em todos os sentidos, inclusive o renascimento de muitas e boas realizações por todos, o fortalecimento das relações interpessoais e o crescimento da fé e do amor, de modo que as nossas vidas sejam sempre maravilhosas, com a obtenção de nossas aspirações, e que o mundo seja cada vez melhor.

Ao ensejo desta ocasião especial e festiva, vamos elevar nossos pensamentos a Deus, para agradecer pela união, pela saúde, pela luz permanente, pela sabedoria, pelos ensinamentos e orientações espirituais, pelo carinho, pelas alegrias, por todos os bons e verdadeiros momentos de carinho e de felicidade e pelas fecundas realizações no ano que se finda.

Finalmente, o desejo de todos, com certeza, é de que, no ano-novo, sejam multiplicadas as realizações colhidas no ano que acaba e que Deus esteja mais uma vez presente em todos os nossos corações, para possibilitar a promoção do sublime e verdadeiro amor entre as pessoas.

Pessoalmente, quero aproveitar a oportunidade para também agradecer do coração ao bondoso Deus pela salutar, feliz e prazerosa convivência com meus familiares, amigos e até desconhecidos, em especial com meus queridos Aldenir, Alysson, Aline, Andersen, Viviane, Clara, Ana Luíza e Pedro Henrique, augurando que essa feliz companhia seja sempre iluminada pelas luzes celestiais.

ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 31 de dezembro de 2010

Natal de verdade

Novamente, nos deparamos com as emoções e os sentimentos da maior festa de aniversário, em que os corações das pessoas são preparados para o recebimento de Jesus Cristo, onde, pelo menos por momentos maravilhosos, Ele permanece e opera a magia do verdadeiro amor.

Por ocasião da celebração do natalício do menino Jesus, as pessoas são abençoadas por Deus e então é evocada a vontade da realização do amor, que é o verdadeiro sentido da vida, e do perdão, por meio do qual se atinge o amor, na sua sublime acepção.

É bem verdade que, em muitos casos, as comemorações não passam da célebre troca de presentes, com efeitos meramente comerciais, quando melhor seria se as manifestações natalinas fossem de pura alegria e de distribuição de concretas ações voltadas à exaltação da harmonia, da paz e da união entre as pessoas, porque a prática ao culto desses sentimentos gera o amor, que é a verdadeira mola propulsora capaz de extirpar muitos males da face da terra.

Além do mais, é sabido que o sorriso, o ato de bondade, a ajuda, o perdão e a compreensão são gestos de generosidade que tanto beneficia o próximo como tem o poder milagroso de sempre retornar, como um bumerangue, a quem os semeia, em maior intensidade.

Portanto, já não há mais dúvidas de que as boas ações e as festas de confraternizações natalinas, sempre externadas espontaneamente, com naturalidade e sem nenhum esforço, são exemplos de real elevação da autoestima das pessoas e do fortalecimento da aplicação dos princípios da solidariedade cristã.

Com inspiração nessas manifestações positivas e edificantes de amor, seria salutar que o ser humano adotasse-as permanentemente, não somente num único momento do ano, como forma de consolidar os princípios da cristandade e de propiciar a prosperidade do bem e da bondade entre as pessoas.

Feliz Natal para todos!
                                                 
Antonio Adalmir Fernandes

Brasília, em 20 de dezembro de 2010

Espírito natalino

Já estamos em plena fase pré-Natal, em que há uma correria turbinada e quase sem limites para os preparativos das comemorações do nascimento do menino mais famoso, Jesus Cristo. Na verdade, há uma  sensação de paz e solidariedade transitando entre as pessoas, fortalecida pelo espírito natalino, tendo como pano de fundo a já tradicional e salutar prática do oferecimento mútuo de presentes, originária da visita de cortesia dos três Reis Magos ao recém-nascido.

Todavia, nesta época, infelizmente, a essencialidade religiosa do Natal vem perdendo significativo terreno para a artificialidade econômica, porquanto a figura do bom e amável velhinho, poderoso pela fama de distribuir muitos presentes, é símbolo marcante e ganha destaque principal no Natal, quando todas as reverências deveriam ser dedicadas apenas à criancinha nascida na manjedoura.

Seria maravilhoso se as mentes humanas estivessem, nesta época festiva, mais direcionadas para a celebração do nascimento daquele que é síntese do amor, da justiça e da paz, que são o pilar da verdade, da solidariedade e da união entre os povos, sentimentos estes que a humanidade vem ressentindo nos tempos modernos.

Neste Natal, voltemos nossos pensamentos para Deus, na esperança de que as comemorações do nascimento do menino Jesus Cristo, em todas as partes do planeta Terra, renovem nos corações das pessoas o verdadeiro espírito natalino, infundindo neles a valorização dos princípios da Cristandade, para que o mundo seja bem melhor e mais justo.

Ao ensejo, estamos convidando o aniversariante para participar conosco deste nosso encontro, para a celebração em família da sua natalidade, rogando-Lhe que a sua presença entre nós aumente ainda mais a nossa fé e o amor pelo próximo. Obrigado, Senhor, por este momento feliz. Amém!
                         
ANTONIO ADALMIR FERNANDES                                      

Brasília, em 17 de dezembro de 2010

Paraíso terrestre

Historicamente, conta-se que o Criador, após criar o ser humano, decidiu manter no paraíso um casal sob o alerta de que tudo seria visto e não poderia haver avanço sobre o fruto proibido, mas a carne é fraca e as criaturas foram expulsas da mansão sagrada, devido o cometimento do pecado original. Enquanto isso, no paraíso terrestre, o criador tupiniquim inventou uma candidata à Presidência da República, fruto de sua docilidade na adolescência, da sua fama de jamais mentir e especialmente de ter “gerido” e “parido” todos os principais projetos do governo, sendo, por isso, cognominada a mãe de tudo. Agora, inversamente do sucedido no paraíso bíblico, a criatura está prestes a “expulsar” o seu todo poderoso criador do paraíso palaciano, onde, em virtude da força mágica e inebriante do poder, não lhe foi permitido conhecer ou saber sobre os anseios dos súditos, nem sequer perceber pela visão se houve anormalidade ou irregularidade ao seu redor.

ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 27 de outubro de 2010