sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

À espera de mentalidades evoluídas

Embora sempre acostumada a se passar por herói nacional, o principal político tupiniquim agora prefere protagonizar o papel de vítima, como forma de ser acolhido pelo público como o político perseguido de maneira seletiva, tendo por objetivo a destruição da sua reputação de importante homem público e assim ficar impossibilitado de continuar lutando pelo seu projeto de retorno à Presidência da República, nos braços do povo.
Em demonstração de total alienação à realidade sobre os acontecimentos, à vista dos resultados das investigações levadas a efeito pela Operação Lava-Jato e por outras operações da Justiça, o político não compreende, conforme encenação em público, as motivações pelas quais ele já se tornou réu, até agora, em cinco processos, tendo por base a indicação das práticas de corrupção, com enquadramento nos crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, organização criminosa, lavagem de dinheiro, tudo da maior gravidade contra a administração pública.
Agora, o que impressiona mesmo é a visível falta de argumentos sólidos de defesa, o que faz que o político apenas encene espetáculos circenses para mostrar aos ingênuos e fanatizados que a campanha do mal cooptou a Justiça, que, segundo ele, de forma infundada e injustificável, vem aceitando as denúncias destituídas de provas contra ele, dando a entender que um inocente poderá ser condenado, visto que o homem “mais honesto do Brasil” pode ser punido, pasmem, pelo crime de ter governado para os pobres, naturalmente com a distribuição de renda, que teve viés comprovadamente político-eleitoral, em dissonância com a essencialidade dos princípios da administração pública.
Na pior das hipóteses, o político considera que os processos em tramitação na Justiça passaram a ter a roupagem própria da politização, em que ele procurar desprezar os resultados como se os fatos levantados estivessem tão somente no cenário da normalidade, evidentemente, à luz da sua mentalidade, que demonstra naturalidade diante das fortes evidências de envolvimento dele e da sua família em uma série de episódios altamente suspeitos e comprometedores, que acenam para possíveis recebimento de benefícios, por conta do tráfico de influência, à vista do recebimento de vantagens materiais e financeiras indevidas ou pura e simplesmente de propina.
A referida estratégia tenta envolver aqueles que ainda o apoiam, por força do clima de pura emoção, que vem sendo alimentada por notícias que podem ter sido criadas de propósito sobre a iminente prisão do político, como balão de ensaio lançado para a criação de clima em defesa dele, inclusive a justificar as suspeitas de perseguição e de vitimização.
Não à toa que a Folha de S.Paulo já publicou artigo assinado pelo político, com o título muito a propósito, nestes termos: “Por que querem me condenar?”, cujo introito diz que, desde que ele ingressou na vida pública, sua vida pessoal foi “permanentemente vasculhada, mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte. Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política”. Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito”.
Os fatos mostram à saciedade que a bem-sucedida trajetória política do principal homem público do país – até o surgimento da Operação Lava-Jato -, foi promovida sob os cuidados refinados do marketing político, que sempre rendeu bons frutos, e, agora, ele busca os mesmos recursos de pesado marketing pessoal para tentar se sair, a todo custo e o quanto antes possível, da terrível enrascada em que se meteu, à míngua, como se pode perceber diante dos fatos, de elementos concretos e convincentes de defesa, quando insiste em se apresentar como vítima dos “inimigos do povo”, numa linguagem bem apelativa e só.
À vista dos acontecimentos, passadas as festas de final de ano, é esperado que, doravante, as atividades da Justiça vão ser intensificadas, por meio de medidas de maior contundência por parte da contraofensiva da defesa do político, nas áreas judicial e popular.
Os especialistas afirmam que a prisão do político poderia beneficiá-lo, à medida que isso traria ingrediente que mexeria com os simpatizantes dele e poderia criar “enorme comoção nacional”, diante da manipulação em favor dos “interesses populares”.
          O político já demonstrou que suas estratégias não lá próprias da apresentação de defesas por meio de provas consistentes, mas sim tentar, por todos os meios, mostrar a invalidade das provas levantadas contra ele pela força-tarefa da Operação Lava-Jato, bem assim tentar desmoralizar a Justiça e convencer a opinião pública mundial que o Brasil não é um país sério, por utilizar métodos próprios de ditadura, por permitir que uma pessoa honesta seja perseguida e punida injustamente.
Trata-se de possível ato de desespero que o político poderá projetar em sua defesa, embora não passe de último recurso que será cobrado pela consciência cívica dos brasileiros honrados, que anseiam pela moralização do país, com o fim da impunidade.
Precisamente agora, a impressão que se tem é a de que o político-mor torce as mãos freneticamente, pedindo ao deus petista (o partido dele deve ter seu deus, que pode ser ele próprio) que lhe conceda a graça de ser preso o quanto antes, principalmente pelo juiz de Curitiba, para que ele (o petista) possa, mais uma vez, dizer que a ideia de vitimização foi confirmada, sacramentada, e agora não tem saída: ele é vítima mesmo e perseguido político, que teia sido preso injustamente, apesar dos infindáveis apelos, por não ter sido encontrada nenhuma prova contra ele.
É bem provável que o restante do acervo de fanatizados proteste, de forma alucinada, contra ato absurdo cometido contra a pessoa que se diz o suprassumo da honestidade, que nunca se beneficiou de suas atividades político-administrativas.
Os brasileiros precisam fazer acurado exame de consciência sobre a precisa realidade acerca dos acontecimentos que levaram o país ao enfrentamento de graves crises, principalmente de moralidade e de incompetência administrativa, em que as irregularidades tomaram conta da administração pública, mas assim as pessoas envolvidas, ao invés de assumir a culpa ou responsabilidade pelos fatos delituosos, preferem tentar a liderança de processo para se incutir nos incautos a ideia de que as pessoas imaculadas estão sendo destruídas e injustiçadas sem fatos que as justifiquem.
Isso dá a ideia de que os brasileiros perderam totalmente a noção da verdade e da legitimidade sobre os acontecimentos recentes, que estão estampados em transparências incontestáveis, à luz dos resultados de investigações da mais alta insuspeitabilidade, que apenas são rebatidas com falácias, palavras vazias e destituídas de conteúdo, como forma de se tentar confundir a opinião pública, que merece ser tratada com maturidade e dignidade, porque tem capacidade suficiente para entender muito bem os prejuízos causados à nação e aos brasileiros pelos nefastos fatos relacionados aos monstruosos esquemas de corrupção jamais vistos na história republicana.
É induvidoso que as denúncias contra o político têm por base resultados de investigações, enquanto a defesa procura tão somente desmerecê-las e destruí-las no grito, com argumentação inconsistente e vazia de conteúdo.
Urge que os brasileiros repudiem, com veemência, os graves atos de corrupção e se conscientizem sobre a imperiosa necessidade da renovação dos homens públicos, para que a nova geração de políticos tenha mentalidade evoluída em harmonia com os salutares avanços da humanidade, a exemplo do que fazem as nações sérias, civilizadas e desenvolvidas democraticamente, que exigem que os representantes do povo sejam capazes de atender, na sua plenitude, o interesse público, com embargo dos políticos que apenas estão preocupados com a satisfação das causas e conveniências pessoais e partidárias. Acorda, Brasil! 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 06 de janeiro de 2017

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Na contramão da história

O governo da Argentina decidiu avaliar a redução da maioridade penal, passando dos atuais 16 para 14 anos, em consonância com a reforma do regime penal juvenil que tem início com a constituição de comissão especial para analisar o assunto.
A discussão sobre a maioridade penal foi fortemente recrudescida naquele país após a morte de um adolescente de 14 anos, durante assalto na véspera de Natal, quando ele foi baleado por outro menor de idade, de 15 anos, em Buenos Aires. 
O ministro da Justiça argentino, que foi incumbido de promover debate para a reforma das leis vigentes, disse que “Nós já começamos a trabalhar durante o ano passado junto com o Unicef, especialistas e juízes de todo o país em uma abordagem do regime penal juvenil. É uma lei elaborada na ditadura que devemos modificar, uma lei basicamente paternalista”.
A comissão que discutirá o assunto, além de ser integrada por juízes, especialistas em Justiça penal juvenil, educação e saúde, terá a incumbência de elaborar relatório e desenvolver proposta de reforma, a ser analisada pelos poderes Executivo e Legislativo.
De acordo com o ministro, o objetivo é pensar “como o Estado pode dar respostas antecipadas”, sem esperar que os jovens cometam “crimes graves ou muito graves”.
Segundo o jornal o Clarin, o governo argentino pretende que a prisão para os menores de idade ocorra apenas nos casos de crimes graves, como homicídio, estupro e delitos com armas, mas os jovens a partir de 14 anos também poderão ser punidos por crimes de menor gravidade, ou seja, na Argentina não há vez para a impunidade, como ocorre normalmente no país exemplo dessa excrescência.
O ministro da Justiça argentino disse que as estatísticas realizadas naquele país mostram que houve significativo aumento dos crimes cometidos por jovens a partir dos 15 anos de idade, motivo pelo qual a idade de imputabilidade deve ser um dos temas de discussão.
Ele disse ainda que a incidência das drogas entre jovens e a possibilidade de reinserção no mercado de trabalho e na escola também entrarão em discussão, de modo que a decisão final sobre o assunto somente deva acontecer depois de 2018.
Como se vê, em qualquer parte do mundo, salvo no país tupiniquim, a importante questão penal, inclusive juvenil, é motivo sim de preocupação das poder público que tem a incumbência da segurança pública, uma vez que a sensatez e a sensibilidade acenem para a necessidade da análise e decisão sobre tema de suma importância para a sociedade, que não pode ficar permanentemente refém da delinquência juvenil, que precisa ser encarada com muita responsabilidade em todos os países sérios, civilizados e cônscios sobre o compromisso com a segurança da sociedade.
No caso do Brasil, as mentes retrógradas da classe política resistem ao máximo em apreciar e decidir sobre a redução da maioridade penal até mesmo para 16 anos, quando os países desenvolvidos entendem que a idade penal corresponde tão somente à condição existencial do criminoso, que é punido normalmente em qualquer idade e sua pena será cumprida em condições compatíveis com a sua idade, evidentemente que a pena não será cumprida em local que não seja apropriado para a idade do condenado, ou seja, a idade do criminoso precisa ser considerada para que ele seja trancafiado em local seguro e adequado à sua formação física, mental e moral
No Brasil, diferentemente de países evoluídos, o menor de idade (marmanjo de até 18 anos) comete crime hediondo e, se for preso, fica no máximo três anos em centros de reeducação e socialização, que são muito mais lugares de especialização e formação em criminalidade avançada e perversidade, normalmente o habilitando para a prática de crimes ainda mais cruéis aos já cometidos.
O certo é que o Brasil se encontra na contramão da evolução da humanidade, que ainda prefere manter sistema favorável à impunidade do menor de idade, contribuindo para alimentar o monstro quando adulto, com visível prejuízo para a sociedade, que cada vez mais tem sido refém em potencial da criminalidade juvenil, embora ela seja a financiadora da manutenção desse sistema obsoleto e ultrapassado, muito em harmonia com os mesmos sistemas adotados nas republiquetas, que ignoram os avanços e as conquistas do homem, permitindo que a criminalidade prevaleça sobre os direitos humanos, em especial o da plena segurança. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 5 de janeiro de 2017

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Basta das políticas deletérias

O principal político tupiniquim disse para plateia formada por fiéis seguidores que é necessário “tomar o país de volta e consertar. Porque esse país não é deles. É do povo brasileiro”, tendo aproveitado o ensejo para criticar o governo federal, ao afirmar que se "não sabem governar, peçam desculpas, vão embora, e deixem a gente governar", em clara alusão ao impeachment da presidente, por crime de responsabilidade. 
O político não quis assumir compromisso sobre a sua candidatura à Presidência da República, no próximo pleito, tendo apenas se manifestado com evasivas, como a de que “Não sei nem se vou estar vivo.”, mas, ao longo de seu discurso, ele afirmou que “é possível fazer muito mais políticas públicas e nós provamos que é possível”. 
Na oportunidade, o governador de Minas Gerais lançou o companheiro de partido ao Palácio do Planalto, em 2018, nestes termos: “Vou dizer uma coisa que está no coração de todo mundo aqui. Ele (ex-presidente) não vai gostar muito não. Presidente, dois anos passam depressa, viu? É Lula de novo, com a força do povo.”.
Um ex-ministro do partido disse que o político “continua sendo o presidente do povo brasileiro e vai voltar a ser o presidente do país”, tendo afirmado haver sórdida campanha contra o líder partidário e que, diante disso, foi lançada a campanha “Um Brasil justo para todos e justo para Lula”, cuja campanha objetiva “rodar pelo país e infernizar a vida deles”.
O político acredita que os meios de comunicação, às vezes, traçam roteiro do que está para ser feito, com relação às investigações que estão sendo realizadas pela Operação Lava-Jato, tendo ponderado: “E tenho certeza que não serei o mocinho”. O político disse ainda que, quando menino, não teve coragem para roubar uma maçã e “Não seria agora, aos 71 anos, que eu iria decepcionar a minha mãe”.
No evento a que o político participou, os presentes entoaram os tradicionais gritos de “Lula, guerreiro, do povo brasileiro” e “olé, olé, olá, Lula, Lula”.
Essa ideia de tomar o país de volta, para ser consertado, soa como ameaça tenebrosa e assustadora, porque, quando o Brasil foi tomado pela primeira vez, nos idos de 2003, o resultado dessa louca façanha foi simplesmente arrasador, principalmente diante de tsunamis causados aos princípios da ética e da moralidade, que tiveram por epicentro a gestão do "guerreiro do povo brasileiro", onde dois terríveis megaescândalos implodiram a moralidade da administração pública, que se tornaram “famosos” pelos nomes de mensalão e petrolão e são responsáveis pela decadência da credibilidade de todos os guerreiros do povo brasileiro, que certamente não têm o apoio dos cidadãos que trabalham e têm como princípio de conduta a dignidade, honestidade e decência.
Apesar da degeneração dos princípios ético e moral que afetaram as estruturas do Estado, os guerreiros do povo brasileiro não têm a humildade de reconhecer absolutamente nada do que houve de ruim e desastroso há pouco tempo neste país, cujos fatos deletérios investigados foram capazes de arruinar os princípios da administração do país, chegando ao limite da precariedade com o afastamento de uma presidente eleita, porém não para cometer tanta insensibilidade, incompetência e irresponsabilidade na gestão pública.
A candidata à reeleição do mesmo partido de quem agora pretende tomar o país, para consertá-lo, garantiu que a nação estava consertada, sob boa administração, embora os fatos mostram à saciedade que as promessas garantidoras de muitas maravilhas, por ocasião da sua segunda gestão, não passaram de engodo, tendo enganado parcela significativa de eleitores, que acreditaram em estrondosas mentiras, em verdadeiro festival de contrassenso, por terem sido quebradas e desrespeitadas as principais promessas de campanha, ficando o caso conhecido como verdadeiro calote eleitoral.
Na verdade, as maldades e os escândalos perpetrados nas gestões do político que agora pretende consertar o país, envolvendo até insensatas mentiras e desrespeito aos princípios da administração pública, não recomendam sequer se pensar nessa absurda e temerosa ideia de retomada do país, porque os fatos reais e escabrosos acontecidos conspiram contra qualquer pretensão nesse sentido, tendo em conta que os genuínos brasileiros anseiam por um Brasil sendo governado sob a verdade, a moralidade, a dignidade, a legalidade, enfim, os princípios que realmente tenham sintonia com a exclusiva defesa do interesse público, com embargo das velhas políticas voltadas para a absoluta dominação das classes política e social e a perenidade no poder, não importando, para tanto, os fins empregados para o atingimento dos meios. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 4 de janeiro de 2016

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A contribuição pelo esfarelamento

O principal político brasileiro se reuniu com as bancadas do seu partido na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, com o propósito de tentar frear ensaiada “debandada” dos parlamentares da legenda.
A preocupação do líder-mor do partido, segundo a coluna Painel da Folha de São Paulo, é de “agir como um ímã” para evitar que o partido acabe se “esfarelando”, em pouco tempo.
Embora o partido já tenha sido considerado o maior de esquerda no país, na atualidade perdeu sua hegemonia e seu brilho a partir das investigações da Operação Lava-Jato, principalmente com a exposição de nomes importantes de seu quadro, como o ex-presidente da República, que já se tornou réu em cinco processos e responde na Justiça por vários crimes.
O referido fato foi marcante para a desestruturação do partido, que ainda teve a corroboração extremamente negativa do impeachment da então presidente do país, cuja desgraça atingiu seu ápice com o avassalador resultado das eleições municipais, cujo rolo compressor do tsunami foi capaz de enfraquecer e definhar de vez os ânimos de seus integrantes, que já estavam frangalhos.
A direção nacional do partido, em conjunto com suas lideranças, se articula entre a militância para que a fragilização não se amplie ainda mais e possa ter reflexo bem maior na redução do número de parlamentares nas bancadas do Congresso.
Amigos da intimidade do político-mor acreditam que a discussão sobre a sucessão deve ser ainda mais interna, para não fragilizar o partido, enquanto um deputado afirmava, na surdina, que “Neste momento de fragilidade, se o partido ficar parado, a tendência é que haja dispersão”.
Diante das circunstâncias, com a acentuada divisão de opiniões entre os partidários, muitos se preocupam com a capacidade eleitoral do partido, que perdeu, de forma fragorosa, as últimas eleições municipais, ficando sem representatividade nos principais redutos do partido, exatamente em razão da poderosa influência das investigações da Operação Lava-Jato, que trouxe à tona o mar pútrido de sujeira com o envolvimento de exponenciais políticos do partido, que teriam trabalhado para que a agremiação fosse beneficiada com dinheiro proveniente da roubalheira, conquanto tudo isso seja tratado, pelo partido, como sendo normal e legítimo, não aceitando nenhuma forma de deslize, embora os fatos não deixem a menor dúvida sobre o avassalador mar de lama muito bem representado pela corrupção com a marca da estrela vermelha.
À luz de tudo que já foi revelado pela diligente e eficiente Operação Lava-Jato, é precisa ter muito amor a um partido que não teve o menor escrúpulo para se envolver nos piores esquemas de corrupção da história brasileira, tendo conseguido quebrar o Brasil, mediante a fragilização de suas estruturas não somente morais, mas principalmente econômicas, com o peso dos rombos das contas públicas, a forte recessão e o alarmante desemprego, permitindo que o país de distanciasse do caminho do desenvolvimento socioeconômico.
Além de ter deixado o horroroso rastro de destruição dos princípios da administração pública, as principais lideranças do partido resistem em não assumir a culpa pelos estragos e prejuízos causados ao país e ao seu povo, dando a entender que a roubalheira, a desmoralização e a degeneração dos princípios da gestão competente e eficiente estão absolutamente em conformidade com os padrões de normalidade e ninguém deve ser responsabilizado pelos monstruosos e irreparáveis danos causados à nação.
Causa perplexidade essa forma explícita de extremados insensatez, insensibilidade e desamor ao país e aos brasileiros para continuar filiado à agremiação não somente fragilizada e enfraquecida diante dos reiterados escândalos perpetrados por sua ganância política de dominação das classes política e social e de perenidade no poder, mas, sobretudo, pelos estragos causados ao patrimônio dos brasileiros, que jamais será recuperado, diante da imensurável irresponsabilidade na condução dos negócios e destinos do país.
O certo é que, de forma estratégica e meticulosa, o partido conseguiu implementar eficiente estratagema para desviar toda dinheirama que a Operação Lava-Jato já levantou e mostrou para o mundo muitos protagonistas e beneficiários, entre os quais o próprio partido que, para espanto geral, ainda continua existindo e tentando se manter em plena atividade política, em que pese a visível demonstração de toda ruindade que já poderia ter sido feita contra os interesses nacionais, ante os incalculáveis prejuízos causados à população.
Por certo, se a roubalheira do petrolão tivesse ocorrido em um país sério, civilizado e cônscio da sua responsabilidade pública, não somente o partido como todos os envolvidos nos atos e esquemas irregulares já não mais estavam em atividade e muito menos tentando se reorganizar e se consolidar, na tentativa de continuar como agremiação política, eis que o péssimo e degenerativo exemplo de sua atuação, à luz dos esquemas criminosos de corrupção tornados públicos, já seria mais que suficiente para que o seu fim contribuísse para sepultar triste história da política brasileira e servir, no mínimo, de lição para que casos análogos a esse jamais viessem a ocorrer.
É lamentável que partido com deplorável currículo contra os interesses dos brasileiros ainda tente se reestruturar para continuar em atividade, tendo como liderança exatamente os mesmos políticos acusados de participação nos esquemas criminosos, quando a sua efetiva contribuição para o país seria mesmo o seu desaparecimento, enquanto seus atuais integrantes terem a dignidade de assumir suas culpas pelos estragos causados ao país e de jamais se apresentarem como representantes do povo.
Os brasileiros anseiam pela completa renovação dos quadros políticos e apresentação de novas gerações de homens públicos que tenham mentalidade sadia e realmente disposta a defender exclusivamente os interesses dos brasileiros, com embargo da participação política daquelas que contribuíram para a destruição dos desejos de progresso em todos sentidos da população, que esperava que o país pudesse se desenvolver e se transformar em grande potência, não fossem o malogro e o fiasco da gestão naufragada pelo fragoroso impeachment, em razão do enquadramento da então mandatária do país no crime de responsabilidade, em flagrante afronta aos princípios da administração pública. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 3 de janeiro de 2017

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A farra aérea

O ministro da Educação, como se não tivesse nada o que fazer na sua pasta, como trabalhar para a aprovação da reforma do ensino médio e cuidar para que os projetos da sua área de incumbência sejam melhorados e ganhem qualidade e efetividade, entendeu de se envolver na eleição da presidência da Câmara de Vereadores de uma cidade do interior de Pernambuco, considerada seu reduto eleitoral.
A sua dedicação ao pleito em tela fez com que ele decidisse, na busca de votos, agradar dois vereadores eleitos na referida cidade, ao levá-los, na sua companhia, de Brasília pelo Brasil afora, a bordo de aeronave oficial, em ambiente de conforto e tranquilidade, como se o avião fosse de propriedade do político, à vista da absoluta despreocupação da comitiva.
Em ambiente de desconcentração e alegria, o ministro embarcou com os vereadores da capital do país para cumprimento de agenda na Paraíba.
Os convidados esbanjavam largos sorrisos, conforme mostra a foto postada em redes sociais, dentro e fora do avião oficial, deixando evidente a naturalidade com que o dinheiro público é torrado, uma vez que o ministro poderia muito bem viajar em voo comercial, sem qualquer privilégio para se deslocar em avião que onera de forma extraordinária o erário e ainda pagar do seu bolso as passagens de seus cabos eleitorais.
Além das crises econômica e política, a crise de moralidade se tornou crônica, por mais que os terríveis exemplos de má conduta se sucedam e afetem a credibilidade do governo, que nada faz para que as trapalhadas de seus principais assessores não mais ocorram.
Na verdade, os fatos mostram que as práticas costumeiras do uso indevido de bens públicos se distanciam cada vez mais do primado da economicidade e do respeito aos ajustes indispensáveis ao controle das contas públicas, a exigir bons exemplos de efetividade de contenção de gastos.
Diante do péssimo exemplo do ministro, fica a impressão de que o Brasil é realmente uma República dos aproveitadores, que usam a máquina pública de forma indiscriminada, sem a menor racionalidade, como se o país pudesse dar-se ao luxo de jogar dinheiro pelo ralo do desperdício, como nesse caso de voo de cortesia, como foi denominado.
Na realidade, os recrimináveis exemplos da farra com recursos públicos continuam vindo do Palácio do Planalto, quando, depois do alarde feito pela imprensa, a Presidência achou por bem cancelar licitação destinada à contratação de alimentos para os serviços de bordo do avião presidencial, tendo por base sedutora relação de produtos de extremo requinte de qualidade e de quantidades, em princípio, exageradas, denotando explícita afronta à dignidade dos brasileiros, à luz da péssima qualidade dos serviços públicos quando prestados à população, além da escassez de recursos que impedem o reequipamento das unidades de saúde e das escolas.
Embora o relato da reportagem demonstre absoluto ar de satisfação dos políticos torrando dinheiro público em pleno espaço aéreo, como se o país estivesse às mil maravilhas, nadando em montanhas de dinheiro, quando a situação é extremamente periclitante, conforme indicam os crônicos déficits das contas públicas, o quadro de recessão econômica, o alarmante desemprego, a péssima qualidade dos serviços públicos prestados à população, a inexistência de recursos para investimentos públicos, entre muitas precariedades que exigem aperto do cinto com relação aos gastos públicos, também no que diz respeito ao transporte de autoridade, que precisa dar exemplo de economicidade.
A situação caótica do país não permite que ninguém fique abusando dos serviços de primeira qualidade prestados pelas aeronaves oficiais, porque isso representa verdadeiro acinte à dignidade dos brasileiros, que passam por sérias privações, no tocante, em particular, aos mínimos serviços de saúde, exatamente por falta de recursos para a aquisição de equipamentos, remédios e materiais básicos hospitalares.
 Ou seja, a pose do ministro e de seus afilhados é mais que a confirmação do desdém à situação de penúria por que passam os brasileiros carentes, como se os políticos estivessem em outro país totalmente alheio à realidade de escassez generalizada.
Nos países sérios e conscientes da responsabilidade pública, qualquer forma de uso indevido de bens públicos, inclusive aviões, por membro do governo, implica a devida reparação dos danos pertinentes, nos termos da lei, além da aplicação das sanções próprias do respeito e do zelo à coisa pública, que prevalece sobre os interesses pessoais.
Urge que os órgãos de controle e fiscalização cumpram seu dever institucional de verificar a regularidade quanto ao uso de aeronaves oficiais por ministros, levando-se em conta que o seu emprego não pode passar da estrita esfera do serviço público, em atendimento ao interesse público, sob pena de responsabilização das autoridades que abusam do poder e da influência em proveito próprio ou político, cabendo medida de indenização contra eles, como forma de se evitar a reincidência de fatos semelhantes. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 2 de janeiro de 2017
(Com este artigo, eu concluo meu 23º livro)

domingo, 1 de janeiro de 2017

O reconhecimento do abuso?

Enquanto o presidente da República falava em “combater a recessão” em evento no Nordeste, houve o anúncio pelo Palácio do Planalto de licitação destinada à compra de alimentos para viagens aéreas dele e de sua comitiva.
O orçamento referente à contratação estabeleceu o valor total de R$ 1,748 milhão, compreendendo diversos itens listados, mas alguns chamaram a atenção para os preços e as quantidades, a exemplo de 500 unidades de “sorvete tipo premium” Häagen-Dazs, 120 potes de creme de avelã Nutella e 500 quilos de gelo seco, entre outros igualmente impressionantes.
O pregão em apreço causou péssima e imediata repercussão no seio da sociedade, o que levou o governo se apressar a cancelar o questionado certame, antes mesmo que os comentários negativos agravassem ainda mais os estragos causados à sua imagem.
Em seguida, o Palácio do Planalto informou que “O presidente Michel Temer, ao embarcar de volta de viagem de trabalho a Maceió, tomou conhecimento da notícia sobre licitação para comissária de bordo para o avião presidencial e determinou seu imediato cancelamento. A determinação presidencial é de que também este serviço tenha seu preço reduzido em relação ao que vinha sendo praticado anteriormente. A mesma instrução vale para todas as aeronaves que servem ao Governo Federal”.
Chega a ser assombrosa a relação dos alimentos indicados no edital cancelado, que previa, pasmem, a aquisição de 200 unidades de café da manhã para o presidente, o “breakfast PR”, no valor de R$ 96,43; a opção de 200 unidades de “breakfast quente”, por R$ 59,00 cada; 500 unidades de “breakfast vip”, por R$ 70,37; 500 potes de sorvetes (Häagen-Dazs); 250 sorvetes de outras marcas; 300 picolés sem lactose de amora e morango; 5 mil cápsulas de café “com referência ristretto (ou produto similar com as mesmas dimensões)”, por R$ 18,3 mil; 120 potes de Nutella, por R$ 34,00 cada um; gelo, por R$ 42 mil; entre outros.
O bom senso sinalizou que a licitação continha realmente algo absurdo e destoante com a realidade do país, que precisava de urgente correção de rumos com relação ao que já era praxe no governo anterior, conforme foi explicado, cuja gestão deixa rastro de exagero nos gastos públicos, à vista de seu reflexo nos rombos causados às contas públicas.
É normal que o presidente do país precise ser muito bem tratado e servido, desde que isso seja feito de forma racional e civilizada, sem abuso nem exagero quanto às quantidades e aos valores dos materiais especificados, por não se coadunarem com a realidade brasileira de crise econômica, em se tratando do mandatário da nação que tem dever cívico e patriótico de ser o primeiro a dar exemplos de austeridade e economicidade, gastando com modicidade e parcimônia, sem prejuízo do eficiente desempenho do nobilitante cargo que ocupa.
Causa estranheza o encarregado de tamanha façanha sequer se roborizar com a aquisição de café da manhã, com o pomposo nome em inglês de “breakfast”, pela “bagatela” de R$ 96,43, em verdadeiro acinte a muitos brasileiros que não dispõem de menos de R$ 1,00 para comprar um pãozinho francês, dando a entender que a farra com o dinheiro público é apenas pequeno detalhe da velha e desgastada República.
Enquanto a seca arrasa a dignidade dos nordestinos, a Presidência da República esbanja dinheiro público para o abastecimento do avião presidencial, com alimentos adquiridos por preços supostamente superfaturados e produtos de primeiríssima qualidade, sem comparação nem mesmo com o primeiro mundo, onde a despesa pública é tratada com seriedade e respeito à realidade do país, mesmo não tendo lá recessão, desemprego nem rombos nas contas públicas, ou seja, crise econômica.
Na realidade, o desprezo à realidade socioeconômica somente acontece nas republiquetas, onde os governantes imaginam que o patrimônio nacional pertence a eles, diante da liberalidade de poder gastar com a aquisição do bom e do melhor para satisfazer os caprichos próprios do poder e da onipotência, que são inerentes a quem não tem a menor preocupação nem zelo para com a coisa pública, principalmente porque eles sabem que o povo não passa de ingênuo, em razão de permitir que os maus políticos permaneçam impolutos nos cargos para os quais tenham sido colocados exatamente pelos bestas dos brasileiros.
Certamente que nem nos países desenvolvidos e com a economia superavitária, alguém ousaria extrapolar o bom senso e a racionalidade, ao adquirir alimentação para abastecer o avião presidencial com tamanha sofisticação e gosto apurado.
Por certo, nem os deuses astronautas mereceriam tratamento tão refinado, com produtos que fazem inveja aos mais requintados paladares da face da terra.
A falta de prudência representada na questionada licitação pode ser uma face dos desmedidos gastos palacianos, que passam a distância do crivo do princípio da economicidade, que jamais deveria deixar de ser observado pelos agentes incumbidos do abastecimento não somente do avião presidencial, mas de tudo que diz respeito às mordomias palacianas, que certamente não passam por rigoroso controle quanto ao princípio da austeridade, à vista das precariedades dos serviços públicos prestados pelo Estado.
Trata-se de afronta à dignidade dos brasileiros, que são obrigados a apertar o cinto, literalmente, enquanto o governo esbanja nas suas mordomias, desprezando o contexto de penúria da nação, onde os orçamentos públicos são deficitários e exigem ajustes de toda ordem, inclusive por parte dos palácios governamentais, que devem ser os primeiros no corte de suas despesas, como forma de exemplo a ser seguido pelo resto da administração do país.
Os brasileiros repudiam, com veemência, o desprezo do Palácio do Planalto à situação deficitária dos orçamentos públicos, que são abastecidos com dinheiro dos contribuintes, mesmo sendo obrigados a passar privações pela péssima qualidade dos serviços públicos prestados pelo Estado, mas o nível das mordomias supera o primeiro mundo, que não teria a petulância de ousar licitar produtos de extremo requinte, totalmente incompatíveis com os serviços de bordo das aeronaves presidenciais, que não precisam do acurado bom gosto nem do exagero custeado com o sacrificado dinheiro do contribuinte.
O presidente do país precisa saber a verdadeira situação de penúria, precariedade, sucateamento da saúde, educação, segurança pública etc., diante da falta de recursos material, humano e financeiro, desde remédios até merenda escolar, em contraste com a fartura do abastecimento dos serviços de bordo do avião presidencial.
Os brasileiros entendem que os serviços de bordo em causa podem existir normalmente, desde que haja estrito respeito ao salutar princípio da economicidade e sejam evitados abusos com recursos públicos, apenas adquirindo o devidamente necessário, em respeito à realidade socioeconômica, que exige modicidade na aquisição dos produtos a serem servidos a bordo.
À toda evidência, o cancelamento da compra em apreço significa o cristalino reconhecimento do abuso com recursos públicos, que seria protagonizado pelo governo, que agora precisa aprender importante lição com o episódio, com vistas à promoção de urgente pente-fino em todos os contratos firmados pela administração pública, de modo a se verificar a sua regularidade, sobretudo quanto à compatibilização de seus objetos, valores, quantidades e demais componentes contratados com as realidades orçamentária e econômica brasileiras, em especial com a finalidade de se corrigir distorções de interpretação e agressões aos princípios da transparência, economicidade e legalidade, entre outros. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 1º de janeiro de 2017

Renovação das esperanças...

O ano de 2016 dá passagem, por meio de passe de mágica, ao Ano-Novo, para que este possa triunfar, com novas energias e esperanças, por seus 365 dias, que traz consigo o peso da bagagem acumulada das boas realizações do passado e enorme fardo recheado de muitas surpresas, incertezas e perspectivas de boas novas.
O presente momento é propício para a histórica retrospectiva de nossa vida, compreendendo a avaliação dos resultados entre positivos e negativos, dos momentos vividos, enfim, das realizações possíveis, para se concluir mais uma vez que o ano foi pródigo de bons momentos, boas colheitas, maravilhosas experiências de vida que se somaram a outras tantas também importantes, que certamente contribuíram para a construção de nosso patrimônio na caminhada da vida.
Não obstante, é certo que os resultados adversos, nem tanto agradáveis, por que inevitáveis, também têm sua importância como experiência de uma página virada em nossas vidas, por servirem como contribuição de aprendizado e de exemplo para se evitar que algo semelhante de ruim reincida.
É importante que, no Ano-Novo, as mentes estejam bem abertas para compreender as vicissitudes naturais e que os braços sejam grandes o suficiente para possibilitar abraçar as oportunidades dispostas pelo caminho da vida.
No início de ano, sempre há o sentimento de esperança no sentido de que a sabedoria dos homens possa valorizar o que realmente for valioso, a par de também se conscientizar sobre aquilo que não seja capaz de contribuir para a melhoria das vidas humanas, porque o seu ciclo se renova com a natural evolução de suas atitudes, que devem estar alicerçadas nas coisas do bem e do amor.
O verdadeiro sentido da comemoração do final de cada ciclo do calendário é exatamente a geração de perspectivas que possibilitem o reabastecimento das esperanças e energias que são imprescindíveis não somente para o enfrentamento dos desafios que poderão advir, mas, sobretudo, para a consecução das coisas boas como progresso, prosperidade, harmonia, união, felicidade e amor, que precisam ser abundantemente compartilhados, em demonstração de bem-estar e do amor ao próximo.
Em harmonia com o espírito positivo de fim de ano, que sempre inspira bons fluidos, convém que todos consigam convergir, em pensamento positivo, para a realização dos desejos e das coisas maravilhosas, porque certamente algo de bom e agradável termina acontecendo naturalmente. 
É verdade que os sonhos surgem e vicejam com naturalidade em cada pessoa, que precisa nutrir dentro de si a esperança de que eles se realizem com muito mais facilidade quando em poder da crença embalada pela força da mudança de ano, que assume a magia de novos ares e novas perspectivas, carregados da esperança de que tudo é possível, inclusive a realização dos desejos.
Convém que seja preservada a firme consciência de que as coisas boas estão dentro de cada pessoa e que seus sonhos podem ser realizados quando se acredita que eles vão ser realmente materializados.
Sob os auspícios do ano velho, há sempre o desejo de que o Ano-Novo seja abençoado com benfazejas graças de Deus e que elas possam ser espargidas sobre todas as pessoas, para que a esperança acompanhe bem pertinho seus passos e que o divino manto protetor tenha o poder de proporcionar as forças do bem, da saúde, da paz, do amor e da felicidade, permitindo constante evolução no salutar caminho da vida.
Há esperança de que a renovação do ano traga para o homem mais fé, esperança, saúde, força, disposição, respeito, solidariedade, felicidade, paz, compaixão e o firme desejo de que melhores oportunidades renasçam constantemente em seu coração, de modo que as coisas do passado sejam somente reaproveitadas naquilo que realmente possa contribuir para o aprimoramento da sua mentalidade, que tem o poder de reconhecer as suas fragilidades e virtudes.
          Convém que o ano velho seja despedido com os normais agradecimentos por tudo que aconteceu na sua companhia, mas com o propósito de se deixar com ele os pesados fardos suportados, por já se haver o cumprimento da árdua missão, e de se levar apenas a essência da experiência e do aprendizado, os momentos de alegria, os abraços gostosos, as conversas agradáveis, os encontros maravilhosos, a construção do amor, as boas lembranças e tudo de bom que se tornou agradável na sua companhia.
É importante se consignar os agradecimentos por tudo de bom vivido em 2016, pelos resultados maravilhosos, com destaque para as lições construtivas e de carinho, felicidade e amor, além da excelente convivência com as pessoas, em especial a família e os amigos, enfim, pela certeza de que o Ano-Novo será ainda mais admirável e extraordinário para todos, diante da possibilidade da renovação das esperanças...
Feliz Ano-Novo!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 31 de dezembro de 2016