quarta-feira, 14 de março de 2018

Marmelada no futebol?


Um ex-jogador da seleção peruana de futebol trouxe novamente à baila as suspeitas de que o jogo Argentina 6 x 0 Peru, disputado no Mundial de 1978, na própria Argentina, tenha sido "comprado" pelos anfitriões. 
O ex-jogador afirmou, em entrevista ao jornal peruano Trome, que quatro então jogadores da seleção peruana, todos nominados por ele, incluído aí o goleiro, teriam se "vendido" para garantir a vitória dos argentinos.
A seleção argentina, que foi país-sede do evento, acabou sendo campeã daquele ano, precisava golear seu adversário em jogo de vida ou morte, para tirar diferença no saldo de gols e vencer a seleção peruana, por, no mínimo, 4 gols para se classificar para a final e, por consequência, eliminar a seleção brasileira.
Não obstante, de forma extraordinariamente suspeita, os argentinos venceram os peruanos por 6 a 0, mas no decorrer dos anos, foram divulgadas diversas histórias e versões acerca de possíveis marmeladas do que poderia realmente ter acontecido para que o resultado do jogo fosse tão facilitado em benefício dos donos da casa.
O mencionado ex-jogador disse ainda que o general ditador argentino de então fez visita ao vestiário peruano, para, segundo ele, "desejar sorte" ao time, fato esse que ele considera que tenha sido forma clássica de pressionar a seleção que enfrentaria os donos da casa.
Na ocasião, como não poderia ser diferente, as suspeitas de resultado arranjado logo dominaram o cenário da Copa do Mundo, com a possibilidade da compra de jogadores, que agora se anuncia como o que realmente teria acontecido e isso é motivo suficiente para enodoar o campeonato de expressão mundial, que deveria cingir-se somente à disputa limpa em campo, entre os atletas.      
Se constatada a fraude, com a verificação da prática de procedimento irregular extracampo, compete à FIFA, no mínimo, com a devida urgência, como forma de punição exemplar, anular o título conquistado por meios ilícitos e incompatíveis com as regras fundamentais do futebol.
De qualquer forma, é preciso que os fatos sejam devidamente investigados, com vistas à aplicação de penalidades duras aos culpados, no caso, dirigentes e jogadores envolvidos, para que as sanções aplicadas possam servir de lição para as novas gerações, de modo que fatos semelhantes nunca mais ocorram.
Aliás, se for verdadeira a denúncia ora noticiada na mídia, não resta a menor dúvida de que os países envolvidos merecem sofrer a pena máxima do futebol, qual seja, de nunca mais participar de campeonatos patrocinados pela FIFA, que precisa adotar medida dura contra aqueles que contribuíram para a desmoralização das regras do futebol e conseguiram o campeonato por meio absolutamente contrário aos princípios esportivos e futebolísticos, que precisam ter como fundamento o estrito respeito às regras de condutas éticas e morais estabelecidas uniformemente para todos. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 14 de março de 2018

terça-feira, 13 de março de 2018

Na busca da convivência saudável


Tem circulado na mídia notícia inventada sobre a possível abordagem, na linha de temas para lá de polêmicos explorados no horário nobre da televisão, tratando, a exemplo, de transexualidade, violência doméstica e outros do gênero, pela Globo acerca da questão do incesto, como forma de se ganhar pontos na audiência. 
Segundo sites de pouco prestígio e sem o mínimo de responsabilidade com a verdade, a próxima novela das 21h da Globo iria abordar aquele tema, com personagem interpretada por atriz de 13 anos, que se apaixonaria, em relação amorosa com seu avô, que seria interpretado por ator de 71 anos.
De acordo com o texto publicado, “Uma das principais e mais polêmicas atrações da novela envolverá uma criança, uma garotinha de 12 anos que se apaixona pelo próprio avô e, numa linda história de amor, passam a ter relações e morarem juntos sozinhos em um outro país”.
Não obstante, a assessoria de comunicação da TV Globo cuidou de tranquilizar a população de que se trata de fake news, embora ela tenha confirmado o nome do ator noticiado para atuar na novela que substituirá a que está no ar: “O Outro Lado do Paraíso”, mas não haverá casamento entre ele e a neta, mesmo que que o nome da criança anunciada não está no elenco do novo folhetim.
Em reforço à informação de que o casamento entre avô e neta não condiz com a verdade, consta publicado a seguinte frase creditada supostamente ao diretor da trama: “Para o diretor da novela, João Emanuel Carneiro, a relação entre avô e neta dentro da novela gera polêmica, e polêmica gera audiência. João também afirmou que relações entre avos (sic) e netos são comuns em países do Oriente Médio. ‘Se é tão comum por lá, por que não implementar um pouco dessa cultura aqui, mesmo de forma fictícia?!’ Indagou o diretor”. 
Ainda bem que se trata de notícia falsa, diante de algo que não condiz com a tradição e a cultura brasileiras e, mesmo que essa desagradável história se passasse em folhetim novelesco, seria verdadeiro absurdo exatamente porque esse assunto termina, conforme a maneira como explorada na trama, influenciando parcela expressiva dos marmanjos e desmiolados vovôs que iriam imaginar que isso pode ser normal na vida real.
Não é novidade que muitos casos abordados na televisão terminam sendo transportados para a vida real, numa boa e sem censura, diante do pseudo pretexto dos tempos avançados e modernos, motivando forma de experiência que não passa de enorme prejuízo à formação familiar, cultural e moral de povo que precisa muito mais de bons exemplos por parte dos país, avôs e familiares ajuizados e capazes de contribuir para o engrandecimento moral das crianças e dos adolescentes, que seriam as primeiras pessoas a afetadas, em termos morais, justamente pela afinidade com os avôs, diante da aproximação entre eles, com o que se poderia dar gigantesco passo para o convencimento de ambos em forma ilegítima e imoral de constituição familiar, para os padrões familiares e culturais brasileiros.
Não se pode ignorar que outras culturas já possam ter adotado essa forma ilegítima que é o incesto, mas essa ideia indigna já faz parte da sociedade construída e mantida por elas, o que ainda não é o caso aqui dos brasileiros, porque isso constitui gravíssima agressão aos princípios do bom senso e da razoabilidade, caso houvesse a exploração e a abordagem desse tema nos meios televisivos.
À toda evidência, não há a menor justificativa para que questão tão sensível para os costumes e tradição dos brasileiros pudesse ser abordada exclusivamente pela infeliz e ridícula motivação de se buscar maior audiência televisiva, no horário nobre, porque a sua exploração se traduziria em forma de extremo propósito de desestabilização da solidez familiar, exatamente porque os fins não justificam os meios, diante das terríveis consequências no seio da sociedade.
Os brasileiros têm formação cultural absolutamente incompatível com essas formas avançadas de imposição de algo estranho aos nossos costumes e tradições, que apenas teriam o condão de contribuir para a destruição do sentimento moral do povo, que, ao contrário, precisa ardentemente continuar na incessante e permanente busca da convergência saudável e construtiva, como forma do fortalecimento da convivência familiar, cada vez mais unida e feliz. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 13 de março de 2018

segunda-feira, 12 de março de 2018

À espera do jeitinho?


Muitos têm sido os magistrados de tribunais distintos, de instâncias diferentes, que estão se manifestando no sentido da potencialidade da prisão de quem insiste em dizer que houve injustiça pela condenação de pessoa inocente, embora nenhum pronunciamento, até agora, tenha sido capaz de acolher o seu clamor por justiça.
A começar da condenação à prisão pelo juiz responsável pela Operação Lava-Jato, ainda no primeiro dos sete processos em que a Justiça acolheu as denúncias e o incluiu no rol dos réus, passando pelo placar acachapante de três a zero no recurso de apelação, na segunda instância, que teve a sua pena agravada por mais três anos, e o seu calvário foi sacramentado com mais outra decisão desfavorável de cinco votos a zero, no Superior Tribunal de Justiça, quando pretendia habeas corpus preventivo, com a finalidade de não ser preso, depois da conclusão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
Em cada recurso, por mais experimentados que sejam seus advogados, o político vem perdendo de lavada, por enquanto, sem obter sequer um votinho favorável à sua pretensão de evitar ficar atrás das grades. 
Ao que tudo indica e isso fica evidente, o político emprega como estratégia temerária e suicida, imposta por equipe de advogados brilhantes e estrelados, de tentar ganhar a causa na base do grito, por meio de duras críticas aos juízes e às instituições, com o uso de meios procrastinatórios e medidas de intimidação, a par da reiterada alegação em “julgamento político”, mas sempre evitando confrontar os fatos na forma do rito apropriado, em termos jurídicos.
Ao que se percebe, a sua principal arena de defesa cinge-se ao falatório destituído de elementos consistentes, deixando de se fazer, como é normal em casos que tais, a devida sustentação efetiva e concreta, na tentativa de desvalidar as provas e evidências, que podem ser muitas, ante a convergência das manifestações que consolidaram as sentenças condenatórias, nas primeira e segunda instâncias.
Apelam-se, em grau derradeiro e de desespero, para que o Supremo Tribunal Federal o socorra, por meio da revisão do seu entendimento sobre a prisão em segunda instância, mandando para as calendas princípio que garante, no mínimo, a impunidade que tem sido gigantesca no país tupiniquim, no que seria configurado mais um casuísmo inadmissível e, de certa forma, sem precedentes naquela Corte, simplesmente para salvar a pele de quem não conseguiu, moto próprio, demonstrar, por meios juridicamente válidos, a tão decantada inocência. 
De modo geral, nas barras da Justiça, desde a primeira instância até o Supremo, o que se percebe é que as defesas orais ou através das petições de apelação são, na verdade, a potencialização da soberba do acusado e dos que o representam, procurando apenas demonstrar que autoridade que foi presidente do país sequer pode ser investigado e muito menos julgado e condenado à prisão, como a se expressar com clareza: às favas com o ordenamento jurídico, ou seja, os atos do ex-presidente estão fora de suspeição e acima da lei e da Justiça, devendo ficar imunes a questionamentos.
Vejam-se o tamanho do despautério que foi dito pelo político, logo após a última decisão desfavorável a ele: “eles vão ter que arcar com o preço de decretar a minha prisão”, em demonstração de prepotência e um tanto de ameaça como se somente ele fosse imaculado e os outros estivessem na contramão da correção, agindo com o propósito de prejudicá-lo.
O mais interessante é que o político se imagina que não pode ser condenado, certamente por considerar que seus atos somente a ele pertencem, não tendo a menor obrigação de prestar contas à sociedade sobre suas atividades na vida pública, sendo, por isso, diferente das demais pessoas condenadas, e que merece tratamento especial, ignorando o princípio constitucional segundo o qual todos são iguais perante a lei.
          No auge desse imbróglio, as lideranças petistas resolveram atuar em verdadeira maratona junto aos ministros do Supremo, na tentativa de pressioná-los a tomarem partido à causa do político, para livrá-lo da prisão, sob a simples alegação de se tratar de ex-presidente da República, que ainda possui bastante influência junto ao eleitorado, conforme o resultado das pesquisas de opinião pública, com apelo no sentido de que ele merece chance para provar o seu real valor político, dando a entender que os crimes atribuídos a ele não têm o menor significância, em termos de princípios éticos e morais.
Causa estarrecimento que as lideranças petistas entendem que a Corte Suprema da Justiça precisa fechar os olhos para os fatos denunciados, investigados e julgados, que resultaram na condenação do réu que só se esforça para se livrar da prisão, sem precisar afastar as graves acusações quanto aos atos irregulares constantes dos autos, como se a Corte máxima do Poder Judiciário fosse obrigada a ter complacência com criminoso que precisa pagar por seus crimes, conforme assim entenderam a primeira e a segunda instâncias da Justiça.
As lideranças petistas estão cobrando a máxima urgência na deliberação de recurso que livre o petista da prisão, agindo por meio de pressão junto aos ministros do Supremo, quase como a dizer que muitos foram colocados lá por governos petistas e, por esse motivo, eles precisam encontrar solução para salvar a pele do político, ainda que as medidas a serem encontradas para livrá-lo imediatamente da prisão sejam capazes de causar completa desmoralização daquela Corte de Justiça.
No fundo, os petistas querem que o cumprimento da sentença condenatória imposta ao político somente ocorra após a terceira instância, ou seja, após o trânsito em julgado da decisão do Superior Tribunal de Justiça, com o retardo em várias etapas da aplicação da Justiça.
A verdade é que a situação pode se complicar, de forma escandalosa,  à medida que se busque encontrar o “jeitinho” brasileiro para se dá heroica e salvadora interpretação jurídica capaz de se mostrar a inconsistência da medida vigente de prisão em segunda instância, evidentemente só para beneficiar o político que não consegue se distanciar das garras da Justiça.
Se depender da disposição da presidente do Supremo, a matéria não irá tão cedo à votação, porque, na interpretação dela, aquela Corte estará “se apequenando”, quando seria obrigado a se reunir para, em outras palavras, dar habeas corpus ao político, ficando a instituição completamente sem moral diante da opinião pública, em que pese já se submetido ao ridículo quando foi mais do que magnânimo com a situação de um senador, deixando que o Senado Federal o livrasse da degola.
          Como é sabido, o Supremo tem o dever institucional de zelar pela solidez jurídica dos princípios constitucionais, notadamente no que diz respeito ao dever privativo de guardião da ordem e do sentimento de que a Lei tem validade para todos, não sendo crível que os magistrados possam se arriscar na aprovação de qualquer forma que implique a instabilidade institucional, porque isso abriria precedente vergonhoso e fora de propósito, à luz da necessidade do fortalecimento dos princípios jurídicos.
          Qualquer demonstração de liberalidade para beneficiar o político funciona como atitude desmoralizante e vergonhosa, denotando completa irresponsabilidade cívica e patriótica, a deflagrar campanha de total descrédito da atuação da Justiça, que passa por momento de reafirmação para garantir o primado da inquestionável aplicação do ordenamento jurídico.
A experiência tem evidenciado que o mecanismo da prisão em segunda instância se mostra bastante eficaz quanto às chances de denunciados se oferecerem para colaboração e acordos de delação premiada, em razão da potencial possibilidade de beneficiamento recebido na redução de pena.
Convém que a Excelsa Corte de Justiça apenas permita que se opere normalmente o devido processo legal, em acatamento ao curso tranquilo e sereno da aplicação das normas jurídicas vigentes, sem se submeter às inaceitáveis pressões políticas por mera interferência oportunista ou conveniência pessoal ou política, cuja análise dessa situação refoge à sua competência institucional, além de o fato de qualquer interpretação excepcional das normas jurídicas ter o condão de interferir, de forma prejudicial no combate à corrupção e à impunidade, configurando gravíssimo golpe aos trabalhos exemplares da Operação Lava-Jato. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 12 de março de 2018

domingo, 11 de março de 2018

Homenagem ao Grupo Escolar Jovelina Gomes


Começo o texto fazendo as vezes de uma professora da minha época de estudos no Grupo Escolar Jovelina Gomes, proferindo a chamada dos alunos de minha turma, pela ordem alfabética da lista, como era do costume e conforme escrito o nome abaixo de uma fotografia antiga, começando pela professora, ipsis litteris: Profª Maria do Céu Fernandes,  Antonio Adalmir, Bubu de Alcione, Demar, Erocilma, Graça de Nego Véi, Loria, Nelton, Neném de Seu Dé, Nêumanne Pinto, Neuzani, Nilton, Vandil (outras pessoas constaram da fotografia, mas não há a indicação de seus nomes e eu não tinha como identificá-las, infelizmente).
Pois bem, com inspiração na composição de Dominguinhos e Nando Cordel, posso dizer que estou de volta ao meu aconchego dos primeiros passos nas atividades escolares, porque foi no Grupo Escolar Jovelina Gomes que minha história escolar criou penugem e começou o nascimento das asas que hoje me carregam e me conduzem ao mundo da arte literária, que tem sido o meu hobby e o meu melhor passatempo, onde me realizo como criador de crônicas e livros.
Foi ali que conheci e mantive meus primeiros contatos com excelentes professoras do ensino primário, que exigiam o máximo do aprendizado sobre as matérias do currículo escolar completo e próprio da época.
Lembro-me, com carinho, da professora Palmira, exemplar diretora, rígida e exigente na direção e no disciplinamento escolar, cujos predicativos contribuíram, de forma expressiva, para elevar o conceito do Grupo Escolar.
As professoras seguiam o seu modelo de ensino e exigiam o máximo dos alunos, que eram obrigados a estudar com afinco, sob pena de jubilação.
Da minha época, guardo na lembrança, como minhas professoras, em especial, Expedita Veloso, Juvanira e Maria do Céu Fernandes, mas tinha uma por nome de Tacinha - que não foi minha mestra -, que era simplesmente inesquecível, por sua atitude um tanto durona e superexigente, porém se tratava de ótima professora.
Guardo, no âmago do coração, boas, sadias e saudosas lembranças dos amigos dos bancos escolares, das brincadeiras dos intervalos, principalmente do futebol, mas o que mais me atraia era a merenda, reforçada com o leite do Fisco, que vinha dos EUA, pelo programa Aliança para o Progresso, também conhecido como o leite do Padre, porque a paróquia também o recebia, para distribuição aos pobres.
Enfim, são marcantes e maravilhosas as infinitas lembranças de minha passagem pelo Grupo Escolar Jovelina Gomes, onde tive a sorte de aprender as primeiras lições de cidadania e principalmente de saber e educação, que certamente se tornaram o alicerce robusto e seguro para que, além de sucesso na vida, eu conseguisse, na velhice, ser amante da arte literária, sendo autor de exatos trinta (30) livros.
A propósito, escrevo crônicas, para apresentar os fatos sob a minha visão de análise, tendo a possibilidade de ensejar proposta, com o devido respeito, de moralização e valorização dos princípios de civilidade e razoabilidade, por meio da transformação da mentalidade das pessoas, como forma de contribuição ao aperfeiçoamento das relações humano-sociais.
Escrevo com o propósito de materializar meu sentimento de brasilidade e de amor à literatura e à verdade, aproveitando a experiência acumulada em quase quarenta e cinco anos de serviços públicos, que tento materializar nos meus textos.
Na realidade, a minha dedicação à arte de escrever tem como foco a análise dos fatos do cotidiano, que são destaques e chamam a atenção da sociedade, por envolver matéria merecedora do juízo da opinião pública.
Tendo a maior admiração pelos escritores, principalmente sendo de Uiraúna, me coloco ao desafio de que apareçam outros escribas como eu, ou de comprovado mérito, aqui da terra que tenham publicado mais livros do que eu.
É evidente que o meu sadio desafio tem a finalidade de mostrar que eu sou o escriba que, em quantidade, é o que mais livros tenha publicado, deixando claro que isso tem o sentido meramente estatístico, sem qualquer outra forma de juízo, muito menos de vaidade pessoal, porque eu escrevo pelo prazer de mostrar fatos sob as minhas interpretação e análise sobre eles.
Alhures, nos idos de 15 de outubro de 2012, eu prestei merecida homenagem aos professores, em especial às professoras do Grupo Escolar Jovelina Gomes, conforme o excerto a seguir:
(...) Quem não se lembra dos seus professores ou pelos menos os mais marcantes? No meu caso, tenho boas, gratas e saudáveis lembranças das importantíssimas professoras da minha infância, no antigo Grupo Escolar Jovelina Gomes de Uiraúna/PB, em especial as excelentes professoras Expedita Veloso, muito exigente e disciplinadora, e Maria do Céu Fernandes, notadamente calma e competente. Não poderia deixar de mencionar a viva lembrança das diretoras e professoras Palmira e Lourdinha Bastos, pela dedicação e amor ao magistério. (...)”.
Não poderia deixar de registrar meu carinho e minha gratidão especiais à sempre lembrada e prestativa professora Lurdinha Bastos, que me socorreu prontamente quando precisei do histórico sobre as minhas atividades escolares nesse educandário e eu já estava em Brasília, mas ela foi de singular generosidade em expedi-lo mais do que imediatamente, a pedido de minha querida mãe Dalila.
Cito como exemplo o que fiz com este livro, que foi dedicado ao Grupo Escolar Jovelina Gomes, exatamente nestes termos:
“DEDICATÓRIA
Apraz-me dedicar este livro ao saudoso Grupo Escolar Jovelina Gomes, educandário onde tive a felicidade de ser apresentado ao mundo fantástico das letrinhas, por meio da Cartilha do A, B, C, que inevitavelmente se espargiram de forma intensa na jornada vitoriosa da história da minha vida. Logo na maturidade da primeira infância, as primeiras atividades escolares sempre marcaram a minha vida, porque eu sentia, desde de tenra idade, que os estudos eram a base para a superação das dificuldades. Lembro-me que minha prioridade era frequentar as aulas, mesmo com os maiores sacrifícios, que eram próprios daquela época. Já na minha infância, o Grupo Escolar Jovelina Gomes contribuía com excelente formação escolar do primário, propiciando aos alunos conhecimentos básicos e essenciais para a continuidade dos estudos, graças às excelentes professoras de seu quadro de pessoal, que exigiam o máximo dos alunos, tanto em termos das matérias didáticas como da formação cívica e moral, contribuindo para que o aluno se tornasse cidadão competente e responsável. Tenho as melhores lembranças do tempo de aluno desse educandário, que certamente contribuiu para que eu conseguisse superar os obstáculos próprios da caminhada da vida, graças aos ótimos ensinamentos ali ministrados, que foram hauridos por mim com muita atenção e interesse, na certeza de que as lições foram muito bem aprendidas e valorizadas, posto que agora só me resta prestar meus reverenciais agradecimentos pelo tempo de proveitosos estudos nessa escola que me é referência para sempre.”.
Também não é surpresa que, em outro livro, uma das pessoas homenageadas também tenha lugar garantido nessa galeria especial, conforme abaixo:
DEDICATÓRIA
Dedico este livro, com sublime carinho, à inesquecível professora Maria do Céu Fernandes, que foi uma de minhas primeiras orientadoras nos primórdios da minha trajetória estudantil, quando frequentei o curso primário, no sempre amado Grupo Escolar Jovelina Gomes, na cidade de Uiraúna (PB). Lembro-me com bastante lucidez, daquela figura com o misto de ternura e de carisma, porque tinha o dom de ser durona e até inflexível no seu método de ensino da época, mas era doce e elegante na forma como explicava as aulas, com a didática que cativava e estimulava os alunos. No meu caso, posso afirmar que o seu método professoral muito contribuiu para que eu fosse aluno exemplar, porque sempre consegui boas notas e o seu apreço, graças à sua dedicação especial por aqueles que se esforçavam e demonstravam interesse nas suas aulas. É com enorme gratidão que reconheço a sua prestimosa contribuição à minha formação educacional, em especial por eu ser hoje apaixonado pela arte literária, sabendo que o começo teve a fecunda contribuição de muitas professoras do citado educandário, todas merecedoras de meus especiais carinho e agradecimento.”.     
Ainda com inspiração do convívio no Grupo Escolar Jovelina Gomes, em outro livro, houve dedicatória inevitável, como se pode sentir com o texto a seguir:
Este livro é dedicado, com muito prazer, aos grandes e inesquecíveis amigos de infância Francisco Anacleto (Chico), in memoriam, Francisco das Chagas (Chaguinha) e Neném de Seu Dé, como forma de registrar a nossa sólida parceria dos maravilhosos tempos consagrados quase que integralmente juntos, desde as atividades escolares, no Grupo Escolar Jovelina Gomes, na igreja Jesus, Maria e José, na Praça Padre França, nos jogos esportivos, nas brincadeiras de ruas e por onde mais passamos, sempre estivemos juntos e irmanados no bom propósito de tirar proveito dessa importante fase de nossas vidas. Certamente que essa fecunda união contribuiu muito na minha formação como cidadão de bem, por eu ter tido a companhia de pessoas da melhor estirpe e de caráter e personalidade fortes que serviram certamente para a consolidação de sentimentos de amizade, união e fraternidade, fazendo com que esses importantes traços permanecessem para sempre no meu coração. Agradeço demais a oportunidade graciosa de ter encontrado esses amigos que nunca se afastaram de minhas maravilhosas lembranças de rica infância, que foi extremamente proveitosa e profícua, na companhia deles.“.
Quando eu estudava no Grupo Escolar Jovelina Gomes, tinha o saudável hábito da formatura dos alunos na ala perpendicular à nave central do prédio, antes de eles adentrarem às salas de aulas e isso era observado religiosamente.
Nessa ocasião, havia a obrigatoriedade de se cantar o Hino Nacional ou o Hino à Bandeira e, invariavelmente, o canto “Alecrim Dourado”, que também se tornou hino, de tanto ser cantado, certamente por iniciativa da diretora da época, a saudosa e exemplar professora Palmira.
Em homenagem a essa admirável educadora de escol, que prestou relevante contribuição à causa do ensino e da educação, eu proponho, com a permissão dos presentes, que cantemos esse hino, de rara beleza:
                                                 Alecrim Dourado     
  
Alecrim, alecrim dourado 
Que nasceu no campo
Sem ser semeado.

Foi meu amor
Que me disse assim
Que a flor do campo é o alecrim.

Alecrim, alecrim miúdo
Que nasceu no campo
Perfumando tudo.

Foi meu amor
Que me disse assim
Que a flor do campo é o alecrim.

Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti
Choram os meus olhos.

Foi meu amor
Que me disse assim
Que a flor do campo é o alecrim.”.

Com a gratidão que me é peculiar, deixo, neste amado educandário, a coleção da minha obra completa, com o real propósito de que meu singelo gesto possa servir de estímulo e edificante exemplo para o surgimento de futuros e bons escritores, de modo que sejam perpetuadas as grandeza e valorização do ensino ministrado nesse sempre querido e memorável grupo escolar, a quem rendo minhas eternas homenagens de gratidão e agradecimento.
 Finalmente, quero dizer, de coração, que reconheço que o Grupo Escolar Jovelina Gomes, situado em Uiraúna, Paraíba, é autêntico berço que forma futuras pessoas de muita qualidade e responsabilidade, dignas e honradas, que sabem muito bem enobrecer, de forma expressiva e marcante, o legado de seus profícuos e valiosos ensinamentos.
Meu muito obrigado.
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 24 de janeiro de 2018

sexta-feira, 9 de março de 2018

Inauguração da Catedral dos Pássaros



A cidade de Uiraúna, PB, está em festa, neste dia especial, com a inauguração de expressivo monumento ao pássaro com o mesmo nome dela, conforme o significado do topônimo uiraúna, que tem sua origem no tupi-guarani, no Brasil, como sendo "pássaro preto".
Ainda criança, trabalhando na lavoura, no Sítio Canadá, daquela cidade, meu pai Vaneir (Volney) cultivava o plantio de arroz, na vazante do majestoso açude de então, e nessa ocasião tive meus primeiros contatos com os “uiraúnas”, que desciam em rebanhos, em forma de nuvem, para atacar a plantação.
Eu não sabia que se tratavam dos famosos pássaros pretos que davam seu nome à cidade, mas presenciava a sua voracidade à procura do apetitoso arroz, ainda cru, plantado por nós, ficando eu e meu irmão Canidé com a dificílima incumbência de pastorear a plantação, em especial na proximidade da colheita, com o auxílio de fundas, uma espécie de atiradeira, e os bolsos cheios de pedrinhas, mas dificilmente se conseguia tanger para longe os bichinhos tão astuciosos e espertos, posto que eles tinham suas estratégias infalíveis para se infiltrar nas partes vulneráveis do nosso campo de visão.
Pois bem, tempos mais recentes, em visita ao Sítio Umbelina, tive a grata surpresa de me deparar com animada e pitoresca reunião desses pássaros pretos, em bando esparramado sobre o denso capim, jamais vistos em toda minha vida, que estavam ali, à beira da cerca e ao longo da estrada, em verdadeira algazarra que me fez lembrar, até com saudade, os velhos tempos do enfadonho e trabalhoso arrozal da minha infância, conforme o registro que fiz de nosso último e festivo reencontro, em duas importantes e inesquecíveis fotografias, que as publico na minha página do facebook.
Também registro que, por duas ocasiões, já tive o prazer de mostrar o meu regozijo em homenagear esses pássaros de rica memória, quando coloquei a sua imagem nas capas de dois livros, os de números 6 e 14, que podem ser vistos na Biblioteca Pública de Uiraúna.
A propósito, não poderia deixar de registrar aqui a minha alegria de ter sido prestigiado com as presenças dos queridos primos Ciro Fernandes e Eudim Fernandes, acompanhados de familiares, na homenagem que prestei ao Grupo Escolar Jovelina Gomes, no mês passado.
Até nisso, o momento dessa homenagem não poderia ter sido mais auspicioso, por ter contado com a participação desses monstros do mundo artístico no evento histórico, justamente por eles serem lembrados como os responsáveis pela construção do monumento conhecido como a “Catedral dos Pássaros”, obra-prima que simboliza a própria cidade e, por certo, a projetará para a história e o mundo artístico, agora com maior intensidade, por se tratar da terra natal desses já famosos e celebrados uiraunenses.
Voltando ao cenário do monumento e dos seus atores principais, tive o prazer de acompanhar o início da carreira desse gênio e mestre Ciro Fernandes, tendo o acompanhado nos trabalhos referentes aos desenhos dos porquinhos e do touro que ainda se encontram na parede da casa que, à época, morava a feliz família da saudosa tia Hormínia, mãe de Zuza, no Sítio Canadá, local onde ele e eu nascemos.
Já naquela época se percebia, com muita facilidade, as enormes vocação artística e capacidade criativa desse fantástico dominador do desenho e da xilogravura, que impressiona com a destreza do domínio da sua rica e difícil arte.
O outro baluarte dessa obra singular e bastante representativa para Uiraúna tem a marca do seu autor, o músico e letrista Eudim Fernandes, um entusiástico e importante contribuidor do engrandecimento dessa cidade, já tendo demonstrado a sua enorme capacidade artística em diversas e memoráveis obras musicais da sua autoria, externando o seu amor à terra natal, como faz agora, com as notáveis voluntariedade e dedicação ao projeto de implementação, desde a concepção até a conclusão dessa belíssima obra artística e cultural, que certamente se traduzirá em grandioso motivo de orgulho para seus conterrâneos, diante da projeção que ela será capaz de suscitar não somente para Uiraúna, mas para o resto do Brasil.
Quanto à obra de arte em si, certamente que os uiraunenses vão ter muito que se gabar dela, por ser presente maravilhoso que ora se inaugura, com as devidas pompas do momento especial, à vista do seu expressivo valor como monumento artístico que há de imprimir estatura de cidade do alto sertão da Paraíba a sediar uma estrutura de esmerado valor artístico, que tem o magistral sinete da marca de Ciro Fernandes, diante da sua singularidade de ter os pássaros que o integram o poder expressivo e mágico de representar o sublime nome da cidade.
Trata-se de obra artisticamente implementada por quem é considerado o papa e ícone da arte que vai se perpetuar no tempo como a mais importante do meio artístico, dos últimos tempos, cujo marco terá o condão de projetar Uiraúna para os olhares dos amantes das obras de arte concebidas e concluídas neste século, diante da sua importância no meio cultural do país.
Posso dizer, com o maior prazer, que prestei valiosa contribuição à disposição dos pássaros no mural, quando, em 31 de janeiro do corrente ano, postei, na Cofemac, o seguinte texto, elogiando a graciosa obra dos renomados primos: “Particularmente, gostaria de saber se, no monumento vai haver revoada de pássaros de forma alheatória, diferentemente dos quadros apresentados nas fotografias (maquete em exposição da FELC), que se apresentam um ao lado do outro, numa métrica perfeita, quando se sabe que eles voam em forma de rebanho, ou seja, um para cada lado, em sentido diferente, que parece que guarda melhor identificação sobre a real revoada deles.”.
Como o aludido comentário já havia sido publicado na Cofemac (31/01/2018), tive a ideia de passar o texto diretamente a Ciro Fernandes, por ocasião da entrega a ele do meu livro, na mencionada homenagem, conforme imagens de vídeo e fotográfica produzidos no evento.
Passados dois dias depois disso, encontrei-me com Ciro Fernandes, na Câmara de Vereadores de Uiraúna, e aproveitei para perguntar se ele havia lido a minha mensagem e ele me respondeu nestes termos: “não só li, como acolhi a sua proposta”.
Com isso, os pássaros ganharam liberdade para voar como eles fazem na natureza, em verdadeira revoada, na forma por mim imaginada, exatamente como consta do mural atual, cuja finalização difere da disposição dos pássaros na planta original, conforme se pode perceber na compara das duas fotografias publicados no meu Facebook.
Ao deixar aqui registrado o referido episódio, penso que prestei relevante contribuição ao aperfeiçoamento dessa suntuosa obra de arte, que perpetuará na história da cidade como verdadeiro presente dos deuses da arte, que vieram do Olimpo para deixar erigido na terra dos “uiraúnas” magnífico templo dedicado ao encantador pássaro preto.
Já agora, ao ensejo de parabenizar meus queridos primos Ciro Fernandes e Eudim Fernandes, pela exitosa conclusão do empreendimento artístico em causa, enaltecendo a sua expressiva relevância cultural para a minha amada Uiraúna, diante da  representação de inédita obra de arte de extrema qualidade estética, sugeri aos seus nobres idealizadores e patrocinadores que o espaço não utilizado nos cantos inferiores esquerdos, em ambos os lados, sejam preenchidos com placas padronizadas, uniformizadas, tanto em termos de material como de tamanho delas, das letras e da quantidade de palavras ou linhas, de modo que seja permitido que somente qualquer filho de Uiraúna possa deixar eternizada bela e representativa mensagem de carinho, apoio, regozijo, agradecimento, amor ao projeto ou algo que possa tocar nos corações das pessoas, para que a catedral seja complementada com a participação do sentimento de humanismo, na sua essência, se agregando a esse monumento que certamente há de contribuir para a transformação da cidade, com a valorização da paisagem singular e extraordinária.
Tenho esperança de que essa importante proposição conta com o expressivo apoio dos uiraunenses, diante do fato de que as placas ou os quadros, de forma simples e discreta, hão de constar, principalmente, aquelas de seus idealizadores e patrocinadores e da sociedade uiraunense interessada em contribuir para o aprimoramento de importante obra da cidade.
Já agora vendo o monumento terminado, veio melhor ideia sobre a utilização não somente seus lados inferiores esquerdos, como havia alvitrado antes, mas apenas a faixa inteira do rodapé, pintada de azul mais forte, para essa finalidade, que não teria, salvo melhor juízo, qualquer interferência na essência da estrutura dos pássaros.
Também senti que seja de bom alvitre que as aludidas placas sejam em quantidade limitada exclusivamente ao espaço aprovado para a sua afixação, sem possibilidade de ampliação posterior, sendo a sua duração de perpetuidade, salvo se houver motivo justo que obrigue a retirada da mensagem, ficando estabelecido que as pessoas que escreverem mensagens ficam obrigadas a contribuir com importância necessária à conservação e à manutenção do monumento, enquanto elas viverem.
A obra em tela será, por certo, marco revolucionário da arte não somente uiraunense, mas de expressão nacional, diante da sua magnitude artística, a ensejar, de logo, o melhor sentimento de alegria que invade nossos corações, diante de algo que, se não proporciona orgulho, projeta em nossas almas a oportunidade de contemplação sobre obra de arte concebida, acalentada, nutrida e consolidada por artista considerado ícone do seu ofício, a qual se tornará, muito em breve, majestosa atração turística de Uiraúna, ante a importância das assinaturas de seus construtores, de fama indiscutivelmente extraordinária.
          Em conclusão, posso afirmar que meu coração saltita de alegria no dia especial da inauguração da “Catedral dos Pássaros”, obra de arte que contribui certamente para escancarar as portas por onde Uiraúna há de entrar triunfante para a história do primeiro mundo da cultura artística, por se tratar de monumento com o peso da assinatura do seu filho notável no ofício da xilogravura, por ter se tornado o cardeal de maior expressão nacional, graça ao conjunto da sua esplendorosa obra.
Tenho o maior prazer de cumprimentar e parabenizar cada um dos construtores dessa magnífica estrutura com a simbologia dos pássaros pretos da minha infância, desde o mais humilde operário que preparou a massa para feitura dos pássaros, passando pelos célebres e notáveis artistas e chegando aos seus abnegados colaboradores e patrocinadores, porque seus esforços serão sempre lembrados em nossos corações, por esse marcante presente que jamais será esquecido pelos filhos de Uiraúna. 
Meus parabéns!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 10 de março de 2018

O peso da responsabilidade


Os cinco ministros que compõem a 8ª Turma do Superior Tribunal de Justiça votaram contra o habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente da República petista, com o objetivo de evitar a prisão dele, após condenação em segunda instância.
Com o resultado, o político pode ser preso após o último recurso, em forma de embargo de declaração, a ser julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), sediado em Porto Alegre (RS).
No mês passado, o citado tribunal confirmou a condenação imposta ao político pelo juiz federal responsável pela Operação Lava-Jato, na ação penal a que se refere o tríplex no Guarujá (SP), e aumentou a pena do ex-presidente para dose anos e um mês de prisão, pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente ainda poderá ter chance de tentar reverter o resultado no Supremo Tribunal Federal, onde ele também impetrou pedido de habeas corpus, embora o Ministério Público Federal também já havia se manifestado contra o habeas corpus, propugnando pela prisão do político, após condenação em segunda instância.
Embora o político não tenha conseguido sucesso com as defesas apresentadas na Justiça, com relação ao supracitado processo, ele acredita, conforme tem declarado, nas instâncias superiores, porque, ponderou: “Se dependesse daquela votação no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), eu não teria porque acreditar na Justiça. Aquilo pareceu uma encenação, pareceu que nenhum dos juízes leu o processo. Espero que as pessoas que vão me julgar hoje no STJ leiam o processo, leiam as acusações e a defesa, e permitam que o povo possa me julgar em outubro”.
Não obstante, o ex-presidente aproveitou o ensejo para publicar vídeo, nas redes sociais, para comentar a decisão do Superior Tribunal de Justiça, quanto à denegatória do habeas corpus que o livraria da prisão, após sua condenação em segunda instância.
Em claro tom de insatisfação, o político disse que, "Se não provar um real na minha conta, um dólar na minha conta que não seja meu, eu teria que ser considerado um preso político. E eles terão que arcar com uma responsabilidade de ter a pessoa que foi o melhor presidente do Brasil, a pessoa que lidera todas as pesquisas de opinião pública, seja feita por inimigo ou por amigo. Ou seja, eles vão ter que arcar com o preço de decretar minha prisão".
Mais adiante, o petista disse que "Tem gente que achava que eu deveria fugir, ir para outro país, para uma embaixada. Não vou. Eu vou pra minha casa, sou brasileiro, amo esse país, tenho a certeza do que eu fiz por esse país".
Por enquanto, com o resultado do Tribunal Superior de Justiça, o petista demonstra total intranquilidade, por perceber que o cerco vai se fechando em velocidade que não resta alternativa nem escapatória, porque ele pode ser preso após o último recurso que está sendo examinado, sob a forma de embargo de declaração, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), cujo resultado não altera em nada a condenação já imposta a ele.
Chega a ser risível a tentativa de atribuição de responsabilidade que o político quer repassar para a Justiça, como se ela fosse a culpada e não ele, que tem obrigação de se defender e provar a sua alegada inocência, sob pena de ter que ser recolhido ao xadrez, justamente em razão de não ter conseguido demonstrar a sua inculpabilidade sobre os fatos denunciados, cuja autoria é atribuída a ele.
Na verdade, com relação à insistência da apresentação de provas contra ele, nunca os desembargadores do TRF-4 foram tão contundentes com a leitura de horas a fio de textos sobre os fatos que demonstram o envolvimento dele nas falcatruas a que se refere a reforma do triplex, não deixando nenhuma dúvida de que é complicada a situação dele, diante da insistência de ganhar a ação na base do grito, na tentativa de impor a influência da autoridade de ex-presidente da República, que mesmo nestas condições, precisa prestar contas sobre a licitude de seus atos na vida pública.
Não faz o menor sentido que o político invoque o direito de atribuir responsabilidade a outrem sobre atos ou omissões que compete exclusivamente a ele assumir o dever de provar a inculpabilidade com relação aos fatos investigados no âmbito da Operação Lava-Jato, caso contrário, passam a prevalecer as robustas provas sobre a materialidade da autoria dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.  
Causa perplexidade, o político alegar situações acontecidas no passado para tentar respaldar ilícitos que ele não conseguiu demover perante a Justiça, porquanto há a acusação do recebimento de propinas, cabendo a ele provar a sua inculpabilidade com relação a isso, de modo que o crime da ocultação de patrimônio não se aplica a ele, ante as tratativas dele e da sua família com relação às reformas realizadas no triplex, conforme os fatos minuciosamente relatados nos autos.
As alegações de que alguém precisa assumir responsabilidade por ter condenado “(...) pessoa que foi o melhor presidente do Brasil, a pessoa que lidera todas as pesquisas de opinião pública, seja feita por inimigo ou por amigo. Ou seja, eles vão ter que arcar com o preço de decretar minha prisão” dão a clara impressão de que os fatos em si não têm a importância quando o envolvido é o todo-poderoso do país, que se considera estar acima das leis e não pode sequer ser investigado, quanto mais ser acusado de ter cometido algo tão desprezível, na opinião dele.
O que o político diz tem o tom de ameaça, quando ele afirma que ”eles vão ter que arcar com o preço de decretar minha prisão”, como que se afirmando que as provas legalmente coligidas e inseridas nos autos fossem apenas troços sem validade diante da influência imaginada de ter sido considerado o melhor presidente do Brasil e de liderar pesquisas realizadas entre menos de três mil eleitores, não se sabendo onde elas foram feitas, quando o país tem mais de 140 milhões de eleitores habilitados ao voto.
Os brasileiros precisam se conscientizar de que os magistrados, com as suas sapiência e experiência jurídicas jamais condenariam alguém, muito menos quem já foi presidente da República, sem a existência de provas consistentes sobre a materialidade da autoria dos crimes indicados nos autos, tendo em vista que eles incorrem no crime de prevaricação, que pode resultar em sanções, desde advertência até o seu afastamento do cargo, fato este que reforça o entendimento de que o político divaga sobre matéria completamente movediça, diante da absoluta inconsistência sobre suas alegações, que são pobres e destituídas de bases jurídicas. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 9 de março de 2018

quinta-feira, 8 de março de 2018

Fajuto ilusionismo


Na Venezuela, há necessidade de calhamaço de dinheiro para pagar uma xícara de café, em razão da hiperinflação, que mandou para o espaço sideral o valor do bolívar, a moeda local.
Um jornalista da BBC, enviado a Caracas, conta que o mesmo dinheiro que já foi suficiente para comprar uma moradia agora só tem o poder aquisitivo de uma xicara de café.
Depois de ligeira avaliação sobre o momento político-administrativo daquele país, ele chegou à conclusão de que “Hoje você precisa de todo esse dinheiro para comprar um café. Isso era o que pagaria, há 15 anos, por um apartamento de um quarto”.
Segundo avaliações de especialistas, a Venezuela tem a quarta maior reserva de petróleo do mundo, mas a sua economia se encontra em completo frangalho, devido à queda no preço do barril de petróleo e às desastradas e terríveis falhas do governo socialista, que contribuíram para a geração das graves e generalizadas crises, com maior destaque para a gestão da economia, totalmente fora de controle.
Os bancos não conseguem atender à população, que forma intermináveis filas e depois nem é atendida, exatamente por eles não disporem de dinheiro suficiente em caixa para a demanda, mas a incompetência do governo atribui a culpa às sanções internacionais, com reflexos na alta nos preços e na desvalorização da moeda local.
O jornalista disse que “Uma forma de arrumar dinheiro aqui é pelas redes sociais. Se eu faço uma pesquisa rápida no Facebook, eu encontro alguém vendendo dinheiro. E tudo o que você precisa fazer é ir lá buscar.”
O jornalista foi até um desses locais clandestinos e encontrou uma mesa repleta de maços de bolívar.
A moeda daquele país, o bolívar, passou por enorme desvalorização e “Isso é um exemplo da taxa inflacionária da Venezuela.”, que é preciso uma montanha de dinheiro para equivaler somente a US$ 5.
O jornalista disse que se alguém quiser pagar, em dinheiro local, as diárias de hotel, precisa se esforçar para carregar sacola cheia de notas, fato que demonstra extrema precariedade da circulação da moeda, que foi grave e sensivelmente desvalorizada.
A inflação, naquele país, deve alcançar, pasmem, 13.000% neste ano, segundo o Fundo Monetário Internacional, mostrando que o quanto o poder aquisitivo da moeda venezuelana se deteriora em questão de segundos, o que contribui para a desorganização generalizada da vida das pessoas, em termos de preços, que mudam a todo instante.
A situação da Venezuela mostra, de forma bastante consistente, o quanto o regime socialista tem o extraordinário e mágico poder de deteriorar as estruturas do Estado e de seu povo e que ele é extremamente benéfico e vantajoso apenas para quem está no domínio da estrutura de governo, por não ter que passar pelos sofrimentos, amarguras e sacrifícios impostos à população, que se torna, de forma inapelavelmente compulsória, escrava e sob o pleno  domínio do totalitarismo e da tirania de governo déspota e desumano, exatamente como vem acontecendo na Venezuela, que retirou dos cidadãos o usufruto dos direitos humanos e dos princípios democráticos, tendo ainda promovido o enfraquecimento da economia e do mercado financeiro, que se encontram destroçados.
Em que pese a generalizada infelicidade dos venezuelanos, esse país se encaixa perfeitamente como verdadeiro modelo para os brasileiros enxergarem como o regime socialista é capaz de destruir e desorganizar uma nação e seu povo, ao promover a bancarrota e a degradação das estruturas do Estado, embora se trate de país cuja economia tenha como lastro riquezas petrolíferas, que também se encontram mergulhada na ruína e na depredação causada pela má gestão de governo incompetente.
Causa estranheza a visível ausência dos artistas e intelectuais brasileiros que defendiam com ardor as “belezas” do regime socialista, ao perceberem que o encanto delas se esvaíram pelo ralo da incompetência de governo tirano, cruel e desumano, que utiliza métodos truculentos para se manter no poder e tratar o povo com o desdém da desumanidade, com a imposição de racionamento de alimentos e carência de gêneros essenciais à existência da vida, tendo como consequência o sofrimento, a miséria, a dor e a morte, e o mais grave é que não existe a mínima possibilidade de socorro, porque as nações e os organismos humanitários internacionais se fazem de cegos e moucos às amarguras e ao trucidamento dos venezuelanos, sob o jugo do famigerado e insano regime socialista.
Não se enganem os desinformados brasileiros que é exatamente esse modelo demolidor da dignidade humana de governo, o adotado pela revolução venezuelano, que os esquerdistas da estrelinha e de outros símbolos vermelhos preconizam para a “felicidade” da população tupiniquim, que pensa que o paraíso pode residir nas palavras sonhadoras da igualdade social propalada com as pompas que não passam de mero e fajuto ilusionismo dos traidores da ingenuidade dos cidadãos.
É muito importante que os brasileiros se conscientizem de que o socialismo se presta como nefasto e perverso modelo político, por meio do qual não consegue, na prática, mostrar sucesso em lugar nenhum do planeta, à vista dos malogrados exemplos vindos da daquele país, que tem como principal lição a destruição das estruturas do Estado e da dignidade da sua população, conquanto a sua implantação, em qualquer país, somente beneficia o grupo do poder, enquanto o povo, aquele que propiciou a subida ao poder dos trogloditas e cruéis desumanos, passa a ser alvo dos tratamentos mais torturantes possíveis, inclusive com a privação de alimentos, remédios e outros produtos essenciais à vida, que perde o seu encanto e deixa de ter o seu real valor, haja vista que os princípios humanos e democráticos são os primeiros a ser eliminados.
Diante dos fatos da mais pura evidência, que são absolutamente incontestáveis, vindos principalmente da Venezuela, em que absolutamente nada dali pode servir de exemplos construtivos e saudáveis, conquanto toda população foi submetida por governo tirânico a tratamentos cruéis e desumanos, indignos para a vida humana, convém que os brasileiros tenham a dignidade de reprovar e não aceitar que a ideologia socialista possa ter a mínima influência na consciência dos brasileiros, que precisam saber perfeitamente sobre os malefícios do retrógrado e ultrapassado regime socialista, notório demolidor da dignidade humana e dos salutares princípios democráticos de liberdades individuais, que são essenciais ao desenvolvimento social e econômico. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 8 de março de 2018