sexta-feira, 29 de maio de 2026

Farinha com açúcar

 

Em forma de nostalgia, uma pessoa faz a seguinte pergunta: “Pessoal, quem já comeu farinha com açúcar, quando era criança, se manifeste ai, para eu não me sentir sozinha?”.

Em resposta, em disse que me lembro vivamente que farinha com açúcar sempre foi delícia, na minha infância.

Foi pena que até isso era muito escasso em família grande, quando tudo era racionado e priorizado.

Eu me lembro que o meu sonho era ser rico quando crescer, porque só assim eu poderia comprar açúcar e me esbanjar com essa delícia.

O tempo passou e esse desejo ficou só no sonho, porque esse desejo sumiu quando cresci.

Fica sim a eterna saudade dos meus tempos de infância sonhadora, que valeu enquanto eu me satisfazia com tão importante sonho.

Quem sabe, agora, já velhinho, eu volte a experimentar essa delícia de infância, que terá a motivação de reviver as alegrias degustativas da infância.

Muita saudade da minha farinha com açúcar, que também alimentava grande sonho!

Brasília, em 17 de maio de 2026

O filme

 

Em mensagem que circula nas redes sociais, alguém indaga quem se anima em assistir ao filme sobre a vida política do último ex-presidente do país?

Certamente que não me animo para assistir algo preparado para potencializar a mitologia de político que tem a fama de populista, que tem sido assim, a construção da sua carreira, na vida pública, sendo sustentada pelo puro fanatismo do povo.

O povo construiu o líder por ele saber se aproximar das pessoas que aceitam ser manipuladas por meras conversas de amor à pátria e a Deus, sob promessas de proteção da família e da defesa dos princípios humanos, mas a sua visível estupidez durante o seu mandato pode ter sido a principal causa do seu afastamento das atividades políticas.

A verdade é que a sua vida política tem sido comparável a verdadeiro paradoxo, em que ele conseguiu conquistar muitos simpatizantes, mas a rejeição à sua pessoa também é alarmante.

Têm pessoas que gostam do seu estilo sincero e ao mesmo tempo grosseiro de ser ser, que muito pouco pondera as palavras e isso possivelmente teve enorme participação no seu afastamento do poder.

Trata-se apenas de se dizer a verdade, para se dizer que não vale a pena se prestigiar o filme que foi preparado com o propósito de potencializar a figura de um mito, que não consegue existir sem essa fantasia, que é explorada exatamente com essa finalidade, porque se trata de político sem legado de grandes realizações, na vida pública, como monumentais obras públicas e reformas modernizadoras do Estado, com significativos benefícios dos brasileiros e o Brasil, com vistas ao desenvolvimento socioeconômico.

Na verdade, não existe nada, mas não há o menor escrúpulo em promovê-lo a herói do pau oco.

Na verdade, o povo tem o representante político que merece, porque o que se vê é forma consciente de depreciação da dignidade de brasileiros, que prezam a própria inferiorização.

Brasília, em 17 de maio de 2026

Tributos brasileiros

 

Constitui verdadeira estupidez a lógica dos tributos no Brasil, por ser bem diferente de todos os demais países.

Em muitos países é costuma a cobrança de tributo principal sobre o consumo, enquanto aqui, o preço final é o resultado de verdadeira miscelânea de tributos acumulados ao longo da cadeia de produção e venda.

Nos outros países, os tributos variam entre 5% a 23%, enquanto no Brasil tem tributo em percentual que atinge 82%, mas a média fica em torno de 30% a 45%, conforme quadro que foi publicado na internet.

No Brasil, bebidas têm taxação extra pesadíssima, que pode chegar a 80%, mostrando que, no geral, o nosso sistema tributário é mais pesado do que nos demais países, devido ao efeito cascata de vários tributos somados.

O quadro comparativo de tributos mostra gritante disparidade dos percentuais referentes à cobrança por alguns países, que varia, no máximo, em 23%, enquanto a média nacional brasileira já é superior a 40%, chegando a tingir 82% do valor do produto.

É preciso que se reconheçamos a capacidade do Estado para arrecadar contribuição, impostos e tributos da sociedade, porque há a necessidade dos valores pertinentes para o custeio da máquina pública, cada vez mais sobrecarregada de ônus sociais, pela obrigação da prestação dos serviços essenciais oferecidos à população carente.

Não obstante, que se aplique os justos princípios da razoabilidade dos critérios de arrecadação compatíveis somente com a imposição legal e normal de se contribuir com o Estado, sem a monstruosidade que se verifica nos tributos aplicados no Brasil, em que todos os índices estão absurdamente nas alturas, não tendo, em nenhum caso, absolutamente nada que consiga justificar percentuais superiores a 40%.

Isso significa quase a metade do valor do produto, que é algo descomunal e inexplicável, quando o Estado passa a ser dono da metade do produto que ele não produziu e que realmente precisa que parcela dele apenas contribua para sustentar as suas atividades institucionais do país, mas apenas em escala de razoabilidade e racionalidade.

Na verdade, em se tratando de assunto da maior importância para o povo e a nação, convém que os políticos e os próprios eleitores se mobilizem, em conjunto, para discutirem fórmulas possíveis de redução de tributos sobre os produtos brasileiros, à vista dos injustificáveis e inadmissíveis exagerados percentuais referentes à cobrança de pesados tributos, levando-se em conta as circunstâncias de arrocho nos bolsos dos contribuintes.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 24 de maio de 2026

Rejeição

 

De acordo com pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta data, o senador candidato do pai à Presidência da República lidera o índice de rejeição entre os nomes na corrida presidencial da próxima eleição, com o percentual de 50% dos entrevistados, que disseram que não votariam no parlamentar “de jeito nenhum”, vem em seguido o presidente do país, que aparece com 47% de rejeição.

O levantamento também aponta que o presidente do país possui o eleitorado mais consolidado entre os nomes pesquisados, por volta de 37% dos entrevistados disseram que votariam seguramente nele, enquanto o outro candidato teria a certeza do voto de 26% dos pesquisados.

O aludido levantamento foi realizado por via telefônica, entre os dias 22 e 24 do corrente mês, tendo sido ouvidos 2.045 eleitores.

Sim a rejeição dos candidatos é bem expressiva, mostrando a grande desaprovação dos eleitores com os candidatos que estão na dianteira da corrida eleitoral deste ano.

Em se tratando de pesquisa especialmente realizada para se conhecer importante fator que pode contribuir para influenciar o resultado do pleito eleitoral, seria de total bom tom que a motivação causadora da rejeição fosse evidenciada como tema que servisse de base para a convicção das pessoas consultadas.

A importância dessa informação precisaria ficar muito clara por ocasião da manifestação dos eleitores, como forma de justificar a razão do porquê não votaria em um dos candidatos.

Não obstante, tem-se em mente, por motivação óbvia, que, no caso dos dois candidatos, um de direita e outro de esquerda, não resta a mínima dúvida de que a rejeição tem fundo meramente ideológico, diante do nefasto antagonismo que alimenta basicamente a disputa eleitoral brasileira.

Isso denota enorme prejuízo aos interesses da sociedade e do Brasil, porque acaba se decidindo importante e fundamental pleito eleitoral exclusivamente por motivação ideológica, em detrimento das causas maiores da nação.

Nesse caso, se poderia escolher o melhor candidato para presidir o Brasil, tendo em conta especialmente a sua competência, o seu preparo e a sua qualificação, além de permitida a necessária avaliação sobre a sua conduta inerente aos essenciais requisitos referentes à dignidade, honestidade, ética e moralidade, que são exigidos quando do ingresso na administração pública, mesmo por meio da escolha pela via eleitoral.

Enfim, apelam-se por que os eleitores se conscientizem sobre a importância de se eleger o melhor candidato que possa comprovar melhores condições de trabalhar para o desenvolvimento do Brasil, tendo por base os seus atributos de competência gerencial e ainda que possa comprovar os importantes requisitos de conduta ilibada e imaculabilidade, na vida pública.

Acorda, Brasil!    

Brasília, em 25 de maio de 2026

Condescendência


 

Em vídeo que circula nas redes sociais, o presidente do país se manifesta favorável à criação de programa como espécie de bolsa compensatória para indenizar quem comprar, sob a ótica da boa-fé, aparelho de celular roubado.

A lei penal brasileira é muito clara ao estabelecer que o objeto do roubo é ilícito e o ato em si é crime contra a sociedade, o que vale se afirmar que aquela autoridade se coloca ao lado da criminalidade.

Ou seja, o que o presidente do país cogita realizar, em termos de sensibilidade pessoal, é simplesmente legalizar a prática do crime, nesse particular, contribuindo decisivamente para incentivar ainda mais a insuportável criminalidade, no sentido de oficializar o instituto do roubo seguro, no Brasil.

O presidente brasileiro pretende assegurar que quem roubar o celular passa a ter a certeza absoluta de que ele está apenas sendo instrumento de algo irregular, proibido por lei, mas que, depois, isso passa a ser normalizado e justificado com o ressarcimento de valor como recompensa pelo ato delituoso contra a própria sociedade.

Isso tem o nome elegante, perverso e criminalmente de condescendência com a delinquência, em que o governo, que tem o dever constitucional de coibir e combater à criminalidade, simplesmente tem a imaginação “criativa” e vergonhosa de igualmente se compor com ações ilícitas, em abonar ato contrário à lei.

O governo minimamente sério, teria o dever de agir exatamente ao contrário do que pensa, evitando o estímulo da bandidagem, mas ele pretende é incentivar exatamente pela incompetência de quem tem o dever de proteger a sociedade, que paga pesados tributos para ser protegida, mas, além de não a receber, ainda ganha o injustificável e indevido ônus da obrigação de pagar pelo prejuízo que teve com a perda do celular.

Ou seja, o contribuinte passa a ser sacrificado duplamente, com a obrigação de manter o ladrão em atividade e ainda indenizar o produto de seu trabalho ilícito.

Na verdade, essa atitude ingênua e infeliz da principal autoridade do país exige profunda reflexão dos brasileiros, sob os aspectos do bom senso, da sensatez e da racionalidade, para se perceber a importância sobre a urgente necessidade de mudança do Brasil, sob a forma de renovação da decadente e imprestável classe política, por outra que tenha mentalidade normal de civilidade, ponderação sobre a verdadeira normalidade dos fatos, no sentido de que tudo seja feito e realizado em benefício e preservação da integridade da sociedade, com a extirpação do seu seio de todas as mentalidades políticas maléficas, inclusive dos defensores da criminalidade.

Infelizmente, o que se percebe na atualidade brasileira é que o povo tem o governo que bem merece, porque ele o elegeu delegando-lhe total autonomia pars pensar e agir no comando do país, inclusive para adotar medida contrária aos interesses da própria sociedade.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 26 de maio de 2026

Valentia?

 

Em mensagem que circula na internet, consta texto atribuído ao admirável historiador e folclorista Luiz da Câmara Cascudo, que teria afirmado, in verbis: “Você pode entender Lampião, sem se solidarizar-se com ele. O sertanejo não admira o criminoso, mas o homem valente.”.   

A verdade precisa ser dita e deixada às claras, como forma de desmascaramento de quem dissemina a história que não condiz com a realidade, muito de valentia, quando tudo acontecia sob o perverso manto da agressão, da violência e dos maus-tratos contra o ser humano indefeso e inocente.

O lampião nunca pode ser considerado homem valente, porque ele tinha todas as características de autêntico covarde e de criminoso frio e absolutamente sem caráter, que só merece total desprezo dos brasileiros que valorizam os direitos e a dignidade do ser humano.

Esse criminoso desequilibrado mental foi verdadeiro covarde porque ele agia, sob a sua liderança, na forma de poderoso grupo, chamado bando assassino de cangaceiro.

Esse infeliz e desprezível grupo atacava as pessoas de forma traiçoeira e agressiva, não permitindo qualquer possibilidade de defesa, que sempre estavam em minoria e não tinham como se defender, o que vale dizer que esse demônio cometia crueldades, assassinatos, atrocidades, judiações, violências as mais diversas e formas, sempre para a satisfação do seu instinto perverso, maligno e desumano, por causa absolutamente injustificável e irracional contra a sociedade inocente e indefesa.

Nada disso de tão demoníaco e desumano tem a ver, minimamente que seja, com a nobreza da valentia, porque o homem valente é justo e jamais concordaria com a barbaridade como princípio de vida, assim como fez no cangaço, que foi servido para a prática permanente somente de desgraças, na forma da pior violência contra importantes famílias e pessoas inocentes e indefesas.

Causa perplexidade que pessoas inteligentes, sensatas e minimamente humanas ainda tenham a indecência de considerar um genuíno covarde como se fosse pessoa valente, visto que os seus atos foram todos desprezíveis e contrários à dignidade humana.

Não parece de bom tom interpretar ou confundir a imagem de facínora com quem tem valentia, de vez que seus atos foram de pura perversidade, com índole maldosa, em intensa judiação contra o semelhante dele, sem qualquer motivação para justificar absolutamente nada do que aconteceu de aterrorizante e por muito tempo.

Essa compreensão distorcida da verdade dissente do maravilho sentimento que se apregoa sobre o bravo sertanejo, aquele que cultua os sagrados princípios da justiça, da verdade e do amor entre os homens, porque isso sim é a valentia sobrejacente própria de quem é realmente valente.

A propósito, cito que o meu saudoso e amado papai Vaneir, com apenas três meses de vida, foi vítima desse perverso bando, quando foi obrigado, mesmo com tão pouca idade, a se refugiar nas matas, nos braços da sua mãe, para evitar a violência praticada pelos desprezíveis cangaceiros, que invadiram o casarão do Sítio Canadá, em ação agressiva e violenta contra poucas pessoas inocentes e indefesas. 

Enfim, nesse particular do cangaço, é de se lamentar que não houve e nem há evolução humana para quem ainda não se envergonham de tentar abonar ou proteger os gravíssimos crimes causados contra a humanidade, como nessa horrorosa barbaridade praticada contra pessoas inocentes e indefesas, que causou verdadeiro rastro de medo, desassossego e sofrimento ao verdadeiro povo bravo do Nordeste.

Apelam-se por que os brasileiros do bem reflitam sobre a importância da conscientização de que o horroroso e facínora império do cangaço precisa ser interpretado como ele realmente aconteceu de algo que precisa ser suplantado das memórias e não da história como a pior desgraça humana que se abateu contra pessoas inocentes, vítimas de baderneiros sanguinários, que agiam contra a lei dos homens e os maltratavam por mero prazer da perversidade pelo instinto demoníaco. 

Brasília, em 28  de maio de 2026


Falta de decoro

 

Logo que surgiu a notícia sobre o envolvimento de político com o escândalo do Banco Master, surgiu a ideia de resgatar idênticas práticas com políticos da oposição, para dar a ideia de que os erros da mesma espécie se compensam.

É impressionante como escândalo que poderia sinalizar para a necessidade de reflexão e avaliação acerca da ética do candidato envolvido diretamente em affair nada republicano, precisamente sob a ótica da dignidade e da moralidade políticas, é aproveitado para mostrar a sujeira assemelhada de adversários políticos.

À toda evidência, nunca que as péssimas atividades devem servir de parâmetro para justificar falha praticada por pessoa que se apoia, porque isso não tem a menor razoabilidade.

Dando a deplorável ideia de que, alguém que cometeu erro da mesma espécie, não tem direito de apontar o dedo contra o candidato da direita, como se um erro servisse para justificar outro erro da mesma natureza.

Aí reside o gravíssimo equívoco de avaliação, quando o correto é sopesar o desrespeito do então senador, que não teve o menor escrúpulo em buscar recurso de terceiro para o financiamento de filme de interesse do pai dele, que é algo absolutamente incompatível com o mandato eletivo, que tem por essência o trabalho voltado para a satisfação de causas públicas, na atendimento do bem comum da sociedade.

À toda evidência, essa filmagem cinematográfica diz respeito ao interesse particular e ainda mais nebuloso envolvendo o pai do parlamentar, que jamais ele deveria se envolver na busca de dinheiro para o filme, posto que isso é, reputa-se, incompatível com as atividades particulares, independentemente do que os outros políticos fazem de ruim.

Enfim, o verdadeiro político prima pela dignidade, na vida pública, nunca se envolvendo em situação suspeita de desvio da finalidade precípua das atividades inerentes ao cargo que ocupa.

Convém que os brasileiros se conscientizem sobre a importância de se eleger o futuro presidente do Brasil que comprove conduta ilibada e imaculabilidade, na vida pública.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 14 de maio de 2026