Conforme vídeo que circula na
internet, um senador informa à nação que alguns parlamentares reuniram
elementos consubstanciados em mais de cem páginas, que subsidiam denúncia ao
órgão de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre arbitrariedades
e abusos protagonizados por um ministro da corte grandona do país.
É impressionante como brasileiros
gostam de inventar factoide, como nesse caso, em que parlamentares resolveram
apelar para instância estrangeira, quando se trata de assunto exclusivamente
brasileiro, que precisa ser resolvido no Brasil.
Enfim, que adianta denunciar à
ONU fatos relacionados com irregularidades acontecidas no Brasil, quando esse
órgão não tem a mínima ingerência nos seus negócios?
Ou seja, qualquer decisão desse
órgão tem a força impositiva de absolutamente nada, aqui no Brasil, diante do
Direito Internacional da independência e da autonomia das nações, que normalmente
prevalece o poder do país e não da ONU.
No caso, o governo brasileiro sequer
dela tomará conhecimento, no caso de decisão se um dia for adotada por esse
órgão, que foi criado especialmente para manter a paz entre as nações, mas,
durante a sua existência, por mais de setenta anos, nunca conseguiu intervir e
acabar uma única guerra, por pequena que seja.
Cite-se a atuação da ONU na
guerra que ocorre presentemente entre a Rússia e a Croácia, que não houve
qualquer participação intermediadora de nada, o que mostra a sua importância,
nas guerras, ou seja, absolutamente nenhuma, em que pese a sua finalidade seja
a promoção da paz entre as nações.
E ainda se esperam que ela seja
capaz de interferir na tirania predominante, no Brasil, e devolver a
normalidade democrática e o respeito aos princípios constitucionais?
É brincadeira isso que os
congressistas brasileiros pretendem, que somente tem o condão de confirmar o
completo desprezo aos salutares princípios da competência e da inteligência
humanos, uma vez que o caminho apropriado, capaz e natural, é por meio da
intervenção do Senado Federal, que tem competência para processar e julgar os
ministros da corte maior do país, nos termos do artigo 52, II, da Constituição.
Certamente que nada disso foi
feito, por meio de representação de iniciativa de senador, tal como se pretende
levar a sujeira do Brasil para o mundo, na certeza de que o resultado disso de
nada adiantará, porque o Brasil não tem subordinação às decisões da ONU, mesmo em
se tratando de denúncias de abusos de autoridade, cujas medidas saneadoras
precisam ser buscadas com os recursos jurídicos existentes no ordenamento
jurídico pátrio.
Dizer-se-ia que isso é melhor do
que não fazer nada, para não passar maior vexame, porque, ao contrário, o
acusado tem a certeza absoluta da impunidade, por saber que a denúncia não surtirá
nenhuma eficácia, em termos jurídicos, permitindo que ele continue praticando as
suas atrocidades no seu melhor estilo de pura crueldade contra os preceitos
constitucionais, podendo violar, tranquilamente, os direitos e as garantias
individuais e democráticas.
Brasília, em 25 de julho de 2023
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