quarta-feira, 7 de março de 2018

Prêmio Nobel da Paz?

O ganhador argentino do Nobel da Paz, em 1980, revelou que vai indicar o nome do maior político brasileiro para a próxima edição do prêmio.
O citado cidadão disse que decidiu indicar o brasileiro no Comitê Nobel da Noruega porque a chegada do petista à presidência “marcou um antes e um depois para o Brasil” e o tornou “uma referência internacional da luta contra a pobreza”.
O argentino citou que as políticas do ex-presidente tiraram 30 milhões de pessoas da miséria. “Um país inteiro”, que atribuiu ao petista a diminuição da desigualdade.
Ele anunciou nas redes sociais que “Vou propor (o nome de) Lula da Silva para o Prêmio Nobel da Paz”.
Segundo o argentino, o encontro entre ele e o político serviu para que ele pudesse mostrar “seu apoio frente à campanha judicial que pretende evitar que seja candidato presidencial em 2018”.
Como é sabido, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manteve a condenação do petista no caso do triplex do Guarujá e aumentou a sua condenação para dose anos e um mês de prisão, mas, na opinião do ativista, tratou-se de “julgamento violatório do direito ao devido processo”.
O site do ganhador do Nobel da Paz reporta que o político brasileiro agradeceu a visita e alertou para “os graves retrocessos democráticos” e para a volta de “muita gente” à pobreza com a saída do PT do poder.
O argentino fez coro ao discurso do golpe contra a ex-presidente petista, destituída em 2016 pelo Congresso Nacional, e destacou que defender a candidatura do líder petista “é defender a volta da democracia brasileira”.
Apenas algumas personalidades estão habilitadas a propor nomes para o Nobel — entre as quais parlamentares, ministros, ex-premiados e alguns professores de universidade. Arquiteto, escultor e ativista de direitos humanos.
É preciso que alguém esclareça ao ativista desinformado argentino que o famoso político brasileiro foi julgado sob o primado dos direitos humanos e dos princípios insculpidos na Carta Magna, tendo sido assegurados a ele ampla defesa e contraditório.
A condenação à prisão de doze anos e um mês, pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, teve certamente por base as robustas e incontestáveis provas da materialidade constantes dos autos, sabendo-se que o veredicto da segunda instância, integrada por três desembargadores, foi por unanimidade, tendo em conta a consistência dos elementos probantes da autoria dos crimes, sendo inadmissível que pessoa estranha ao processo e absolutamente desinformada possa opinar sobre matéria que diz respeito aos brasileiros e aos interesses nacionais.
Não faz o menor sentido que forasteiro dê opinião sobre o trabalho da Justiça brasileira e muito menos sobre matéria que ele demonstrou absoluta ignorância, à vista das investigações e dos elementos carreados aos autos, que embasaram as decisões das primeira e segunda instâncias, às quais ele não teve acesso.  
Além do mais, não se justifica a proposição de prêmio Nobel da Paz para criminoso, assim como tal considerado pela Justiça, à vista da condenação à prisão, pela prática de crimes que são diametralmente contrários aos princípios que se fundam a sua criação, sabendo-se que o político tem índole incitadora do ódio e da discórdia, quando instiga a guerra entre pobres e ricos, pretos e brancos, como verdadeiro propagador do ódio entre classes, credos, raças, ideologias, o que caracterizaria premiação estrambótica à demagogia e à hipocrisia e muito menos à prática da paz.
No passado, ainda na sua gestão, até poderia se justificar a outorga de prêmio nesse sentido ao político, mas, na atualidade, não passaria de verdadeiro deboche à seriedade do prêmio Nobel da Paz, diante das condições em que o político se encontra, sem o mínimo de qualidades morais para merecer tão expressivo reconhecimento, somente entregue àqueles que realmente ostentam, sem qualquer contestação, as condições ideais para fazer jus à tamanha honraria internacional.
Nas condições atuais, seria verdadeira decepção se fosse concedido prêmio, cuja finalidade primordial é para o reconhecimento por atos de bravura e heroísmo, a pessoa que sequer consegue provar a sua inocência em vários processos que responde, como réu, na Justiça.
Seria o mesmo que a academia reconhecer a falência do seu instituto, por premiar pessoa implicada até a pleura com a Justiça e sabe senão dizer que é injustiçada e perseguida, quando o seu dever, como homem público, é de contestar as acusações e comprovar a sua inculpabilidade, ante os fatos deploráveis cuja autoria lhe é atribuída, em razão de suas atividades como gestor de recursos  públicos, que tem o dever de prestar contas à sociedade sobre seus atos na vida pública.
Impende se observar que o político tupiniquim sempre se vangloriou de ser amigo de ditadores e governantes contrários aos direitos humanos e aos princípios democráticos, deixando muito patente que a paz, na sua essência, nunca foi a sua verdadeira missão, diante da sua simpatia por tiranos que sempre maltrataram os povos, nos seus países, a exemplo de Cuba e Venezuela, que tiveram até apoio financeiro para a execução de obras com recursos dos brasileiros, conquanto o verdadeiro sentido de paz nunca existiu nos governos socialistas apoiados pelo político.
Trata-se de estrondoso equívoco a iniciativa da indicação do prêmio Nobel da Paz a quem, na atualidade, não faz por merecer, tendo em conta que certamente têm outros cidadãos em reais e adequadas condições de merecer tão expressiva láurea, que precisa realmente fazer por justificar a sua existência, com a premiação àqueles que são dignos e possam engrandecer a sua precípua finalidade de disseminação da paz. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 7 de março de 2018

terça-feira, 6 de março de 2018

Prisão em segunda instância


A procuradora-geral da República reiterou seu entendimento favorável à prisão após condenação na segunda instância da Justiça.
Os pareceres da procuradora-geral foram oferecidos em duas ações, sendo uma apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil e a outra pelo PEN, nas quais o tema será levado a julgamento pelo plenário do STF, mas ainda não há data marcada para o julgamento.
No último mês, a procuradora-geral já havia se manifestado, conforme parecer enviado ao Supremo, onde ela defende a prisão após condenação em segunda instância, como forma de se "evitar impunidade".
Em novembro de 2017, também em documento enviado à Excelsa Corte, a procuradora-geral havia dito que há casos em que pessoas condenadas apresentaram recursos com o objetivo de os crimes prescreverem.
Na nova manifestação ao Supremo, a procuradora-geral argumentou que "exigir o trânsito em julgado após o terceiro ou quarto grau de jurisdição para, só então, autorizar a prisão do réu condenado é medida inconstitucional, injusta e errada".
A procuradora-geral disse que a exigência do trânsito em julgado "Também favorece a impunidade e põe em descrédito a Justiça brasileira, por perda de confiança da população em um sistema em que, por uma combinação de normas e fatores jurídicos, a lei deixa de valer para todos".
Segundo a Constituição, "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória".
O tema em questão voltou a ser debatido após a condenação do ex-presidente da República petista pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), segunda instância da Justiça responsável pela Lava Jato e que manteve a condenação aplicada a ele pelo juiz responsável pela Operação Lava-Jato, de primeira instância.
Os desembargadores do TRF-4 decidiram que o ex-presidente deverá cumprir a pena de doze anos e um mês, em regime inicialmente fechado, quando não couber mais recurso ao tribunal.
Mas, irresignado com essa decisão, o político impetrou pedido de habeas corpos no Superior Tribunal de Justiça para que seja evitada a sua prisão enquanto o processo não transitar em julgado, ou seja, quando não couber mais recurso a todas as instâncias da Justiça, o qual foi julgado e denegado, por unanimidade.
Na forma do entendimento atual, a pena imposta ao petista já pode ser cumprida, eis que ele já foi condenado em segunda instância, estando incurso no disposto da decisão proferida em 2016, pela maioria dos ministros do Supremo que trata da matéria, autorizando o cumprimento da condenação.
Não há a menor dúvida de que o cumprimento da pena somente depois do trânsito em julgado não faz o menor sentido, tendo em vista, em especial, a morosidade da tramitação dos processos na Justiça, que, de recurso em recurso, que tem sido interminável, a contribuir para nunca ser possível  a sua conclusão, conquanto muitas demandas terminam deixando de ser julgadas, justamente por operar nelas a prescrição, que autoriza o arquivamento dos processos, sem que eles sejam julgados e os envolvidos terminam se beneficiando, diante da ineficiência inerente ao sistema penal.
O Brasil precisa implantar e consolidar sistema eficiente de execução das penas, como fazem os países sérios, civilizados e evoluídos, em termos de sistema penal, quando se sabe que, por aqueles mundos, os condenados são imediatamente mandados para a prisão, podendo, se quiserem, recorrer normalmente, mas por trás das grandes.
Essa permissividade de prisão somente depois da segunda instância é algo que não condiz com a realidade dos fatos, eis que as provas que respaldam a materialidade da autoria do crime serviram de base para a condenação do réu, nas primeira e segunda instâncias, e elas são mais do que suficientes para que o réu seja recolhido à prisão, de onde pode exercer seu direito da ampla defesa e do contraditório.   
É preciso, para o fim da preservação dos princípios republicanos da ética e da moralidade, ser afastado da apreciação central sobre a prisão de segundo instância o “jeitinho” brasileiro de se cuidar das questões pela relevância dos envolvidos ou pela conveniência em se beneficiar quem quer que seja, eis que a Justiça deve atuar com a devida imparcialidade que vise exclusivamente satisfazer o ordenamento jurídico, que não pode ser interpretado ao bel-prazer dos magistrados.
Convém que os brasileiros, no âmbito das suas responsabilidades cívica e patriótica, conscientizem-se de que a prisão na segunda instância é princípio que deve imperar para ser aplicado com a devida severidade e abrangência, a não se permitir que possa haver excepcionalidade de forma alguma, sob pena de desmoralização do ordenamento jurídico pátrio. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 6 de março de 2018

segunda-feira, 5 de março de 2018

A eliminação nas urnas


Cinco fundações de partidos de centro-esquerda lançaram o manifesto "Unidade para Reconstruir o Brasil", que centra seus objetivos na necessidade das eleições de 2018, invocando o pleno respeito à soberania popular, mas rechaçando o casuísmo do parlamentarismo e do semipresidencialismo, a par de não defender, de forma explícita, o direito de candidatura do ex-presidente petista à Presidência da República.
As fundações signatárias desse manifesto frisam que essa não é a consolidação de uma aliança eleitoral entre os partidos aos quais estão vinculadas.
O manifesto diz que "Independentemente das estratégias e táticas eleitorais do conjunto das legendas progressistas, uma base programática convergente pode facilitar o diálogo que construa a união de amplas forças políticas, sociais, econômicas e cultural".
O documento propõe que a segurança pública tenha suas competências definidas por meio de pacto federativo, como forma eficiente de combate à violência, em que seja feita "revisão completa da política atual de combate ao tráfico de drogas, patrocinando um amplo debate sobre os limites da legislação relativa ao consumo de entorpecentes e os efeitos desastrosos da chamada 'guerra às drogas'".
O texto propõe também reformas política, tributária, penitenciária, penal e do Judiciário, bem como a regulamentação da mídia, além de propor a modernização e o robustecimento das Forças Armadas, de modo que o seu objetivo seja "o cumprimento de sua missão constitucional e exclusiva defesa da soberania nacional".
O manifesto assinala que, "Ou o país se reencontra com o caminho da democracia, da soberania nacional, do desenvolvimento e do progresso social; ou seguirá na rota, que lhe impôs o governo Temer, do entreguismo, do autoritarismo e do corte crescente dos direitos do povo e da classe trabalhadora".
Segundo o texto, é necessário "vigorosamente, repelir a tentativa das grandes potências capitalistas de subordinarem o nosso país aos ditames de uma ordem neocolonial".
O documento, afirmando que há “forte desalento na sociedade", lista cinco medidas fundamentais e imediatas, como “a garantia das eleições; a defesa da soberania nacional, a defesa do patrimônio público, o combate à corrupção, com os instrumentos do Estado Democrático de Direito, e a implementação das reformas estruturais democráticas".
No que diz respeito às "diretrizes para um novo projeto nacional de desenvolvimento", o documento sinaliza para "um Estado nacional forte, portador de um projeto para a Nação, refratário à concepção oportunista e omissa do Estado mínimo neoliberal".
O manifesto ressalta a "urgência de se efetivar a reforma tributária progressiva que tribute mais os detentores de fortunas, as riquezas e rendas elevadas".
Causa enorme espanto que foram exatamente os partidos que encabeçam o manifesto, com suas ideologias malucas e retrógradas, que conseguiram destruir e desestruturar o Brasil, quase pondo na lona empresas do porte da Petrobras e do BNDES, ou seja, os mesmos políticos pretendem apenas reinventar fórmulas capazes de voltar ao poder, para dar continuidade à degeneração do patrimônio dos brasileiros, sob o argumento de conseguirem mais um voto de confiança da população para “arrumar” tudo que foi arruinado.
Causa espécie se verificar que, no manifesto socialista em tela, consta destaque para a defesa da “democracia” e do “progresso social”, conquanto esses essenciais princípios sejam imediatamente extirpados dos direitos humanos, com a completa perda da individualidade e da liberdade de expressão, como aconteceram nos países socialistas/comunistas, como a Venezuela, Cuba e outros de cunho totalitários, mostrando que o discurso socialista somente é real e autêntico enquanto ainda não se tem o poder sob seu domínio, porque os fatos evidenciam, de forma  harmônica, ao contrário do que se anuncia.

A questão mais emblemática do manifesto diz respeito à proposta sobre a "urgência de se efetivar a reforma tributária progressiva que tribute mais os detentores de fortunas, as riquezas e rendas elevadas", posto que aí é exatamente onde reside a essência da ideia socialista, em que se objetiva arrancar, por meio de tributação abusiva e extraordinariamente escorchante, dinheiros, recursos e patrimônios daqueles que se sacrificaram e conseguiram amealhar fortuna, fruto do seu trabalho e do seu esforço, já tendo sido pagos sobre ela os tributos legais pertinentes aos lucros e rendimentos, com a exclusiva finalidade de o resultado dessa arrecadação ser gasto, consumido ou empregado em benefício das causas socialistas, de modo que os capitalistas se tornem igualmente nas mesmas condições de pobreza, de miserabilidade impostas pela incompetência dos governos socialistas, cujo legado primordial, entre outros da maior gravidade, é o estrangulamento dos mecanismos de produção e do funcionamento do mercado financeiro. 
Até agora, as esquerdas tupiniquins seguiram fielmente os princípios preconizados pela ditadura cubana, na forma mais truculenta possível de destruição do Estado, conforme orientação constante da agenda idealizada pelo Foro de São Paulo, mentalizado pelo ditador cubano de então, cujo resultado tem como um dos pressupostos o maquiavélico esquema de corrupção com recursos públicos, que, na essência, serviam para custear as riquíssimas campanhas eleitorais, necessárias à perenidade no poder e à absoluta dominação das classes política e social.
Na atualidade, expressiva parcela da população da América Latina se despertou, tendo percebido que a ideologia esquerdista tem o verdadeiro nome de engodo, em que se fala bastante em igualdade social, mas os resultados disso não poderiam ser mais claros do que está acontecendo no flagelo da Venezuela, onde o povo está sendo dizimado pela falta de alimentos e a fome generalizada, principalmente por parte da população que não integra a cúpula do governo ditatorial e totalitário.
O certo é que as esquerdas continuarão ávidas pelo poder, conforme mostra o seu pensamento exposto no manifesto em comento, que tem por base as críticas ácidas àqueles que não comungam na sua cartilha ideológica, que são considerados antipatrióticos e capazes de levar o país ao atraso e ao subdesenvolvimento, quando foi exatamente a esquerda que conduziu o Brasil à recessão econômica, aos juros astronômicos, ao descontrole da inflação, aos rombos dos orçamentos públicos, aos esquemas de corrupção, ao rebaixamento do grau de investimento do Brasil pelas agências de classificação de risco, entre outras situações degenerativas dos salutares princípios da administração da coisa pública.
Os esquerdistas precisam apresentar projetos revolucionários, com ideologias radicais, que sejam diametralmente diferentes daquelas que serviram de base para a total destruição dos países que as implantaram, a exemplo de Cuba, cujo povo foi submetido ao limbo da incivilidade, que desconhece os avanços dos países modernos e evoluídos, principalmente as conquistas científicas e tecnológicas, e a Venezuela, que impingiu ao seu povo os mesmos critérios de ruindade e crueldade cubanos, com maior perversidade ainda, por meio da falta de alimentos, que vem causando a morte de seres humanos e animais domesticados.
Trata-se de enorme barbaridade o resultado da ideologia esquerdista ou socialista, que consegue seduzir o povo ao encurralamento da tragédia e da morte, como vem ocorrendo na Venezuela, diante da escassez de toda ordem, principalmente de alimentos, medicamentos e demais gêneros de primeira necessidade, não permitindo que a população tenha senão a opção de imigrar para vários países, em extremo desespero, em busca de socorro.
É preciso que os esquerdistas tupiniquins tenham a dignidade e a honestidade de esclarecer e assumir o lado podre da ideologia que defende, que não é nada diferente daquela implantada, com estrondoso fracasso, na Venezuela, deixando muito claro que foi o mesmo pensamento ideológico que levou o Brasil à trágica penúria da gestão afastada pela prática do crime de responsabilidade e muito mais por incompetência administrativa, patenteada nos rombos das contas públicas, conforme mostram os fatos.
À toda evidência, aquele governo foi responsável por levar a economia ao frangalho, tendo à frente a forte recessão, com elevados desempregos, taxas de juros em inaceitável percentual de 14,75% a.a., e inflação a mais de 10% a.a., quando o país se encontra, agora, em plena recuperação econômica, com esses indicadores em queda livre, à vista de os juros estarem a menos da metade e a inflação gira em torno de 3% a.a., embora o governo enfrente enorme impopularidade e ainda receba duras críticas da oposição, certamente por ele não comungar com a demolidora cartilha socialista.
É evidente que a opção pessoal para ser esquerdista é assegurada no princípio basilar do Estado Democrático de Direito, que permite ampla e irrestrita difusão desse sentimento político-ideológico, mas, também com assento nesse conceito fundamental da democracia, os brasileiros, no âmbito da sua consciência cívica e patriótica, precisam avaliar, de forma criteriosa, se convém ou não dar apoio ao regime que, onde foi implantado, tem sido modelo de absoluta destruição dos direitos fundamentais dos seres humanos e dos princípios democráticos, com a imposição às pessoas dos piores sofrimentos e maus-tratos possíveis, a exemplo do que vem acontecendo nos países como Venezuela e Cuba, entre outros, que professam o mesmo regime socialista.  
Na prática, a história mostra que experiências de decadência e destruição das sociedades sempre têm por trás um famoso revolucionário com ideias socialistas, cujas mentes ditas transformadoras conseguem conquistar o poder, para, logo em seguida, aprovarem mudanças radicais que levam o Estado ao pleno totalitarismo, dando nomes mirabolantes à causa, como revolução bolivariana e outras siglas pomposas e bem sugestivas para, com base nelas, massacrarem seus povos, tudo a justificar em nome da pseuda “revolução democrática”, que, de democracia, não tem absolutamente nada.
Os socialistas ainda tentam justificar suas barbaridades e seus crimes como sendo seus atos desumanos em benefício do mundo melhor, com o verdadeiro sacrifício da sociedade, que é normalmente dividida entre os penalizados e os apaniguados, enquanto estes concentram sob suas mãos o comando do Estado e o máximo e absoluto poder ditatorial, tendo como consequência a completa desestruturação dos princípios humanos e democráticos, por haver o esfacelamento das tradições conservadoras, da harmonia do povo e principalmente da economia, ficando com plenos poderes na administração do país, enquanto o povo vive na pobreza, no abandono e totalmente à mercê do Estado, normalmente em absoluta falência das estruturas.
Sabe-se que a corrupção é universal, existente em qualquer ideologia e em qualquer governo, porém toda e qualquer esquerda, em qualquer parte do mundo, tem demonstrado que é corrupta e sempre utiliza a corrupção e o aparelhamento do Estado como meios para a conquista de objetivos políticos e a manutenção no poder.
Apenas pode haver diferença na intensidade dos meios empregados pelos governos esquerdistas, em que uns podem ser mais moderados e outros mais radicais, porém todos têm histórico de terem destruído os países que administram, com a gravidade de ainda imporem ao povo as piores e prejudiciais consequências, a exemplo da tragédia que se abate impiedosamente na Venezuela.
Diante dos exemplos perniciosos efetivamente disseminados nos países de regimes socialista, em que a população tem sido extremamente oprimida e martirizada pelos governos ditatoriais, desumanos e cruéis, principalmente com a perda dos direitos humanos e dos princípios democráticos, além do sofrimento imposto pela fome e por privações generalizadas, convém que os brasileiros se conscientizem de que essa peste daninha do sistema socialista seja completamente eliminada nas urnas, varrida do mapa político brasileiro, para que o povo não seja prejudicado nos seus direitos de viver em absoluta harmonia com as normais condições humanas, sob os essenciais princípios da civilidade. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 5 de março de 2018

domingo, 4 de março de 2018

À procura da dignidade


Diante das incertezas quanto ao futuro do líder-mor do PT, o ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil do último governo petista tinha as melhores condições para ser indicado como candidato do partido ao Palácio do Planalto, em lugar de seu maior cacique.
O aludido político gozava do prestígio da liderança petista, por ainda se manter fora das investigações que abrangiam basicamente a cúpula do partido, a começar do principal político da agremiação e que levaram seus principais líderes aos tribunais e às prisões, em razão da prática de atos de corrupção, conforme as denúncias de delatores à Operação Lava-Jato.
Não obstante, essa opção pode ter ido de morro abaixo, depois da deflagração da Operação Cartão Vermelho, realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, que investiga as despesas com a reforma, para a copa do Mundo, da Arena Fonte Nova, em Salvador, quando foram efetivadas buscas e apreensões em dependências de propriedade, entre outros, do possível substituto do todo-poderoso, sob a suspeita de esquema de fraude em licitações, superfaturamento, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo o resultado das investigações, o superfaturamento na reforma do estádio teria atingido 190% acima do valor inicial, no importe estimado de R$ 684 milhões, que teriam sido destinados para o petista e outros membros de seu governo. 
A Polícia Federal informa que o petista teria recebido a cifra de R$ 82 milhões em doações eleitorais e propinas que ajudaram a financiar a campanha vitoriosa do atual governador da Bahia.
Como tem sido a praxe em casos que tais, o partido relembrou o velho e surrado mantra da “perseguição contra o partido”, dando a entender que estão errados aqueles que acusam os petistas, como aconteceu recentemente, em que o político-mor pediu a exoneração dos cargos dos juízes da Operação Lava-Jato, a bem do serviço público, como se eles tivessem praticado algo errado, contrário ao interesse público, em total inversão da verdade e dos princípios republicano e democrático.
A Polícia Federal esclareceu que o superfaturamento na reforma da Arena Fonte Nova teria sido forma de o então governador da Bahia quitar dívida, no valor de R$ 390 milhões, da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb) com a Odebrecht.
Nessa operação de buscas e apreensões, entre outros elementos, também foram recolhidos da residência do petista coleção de 15 relógios de luxo, que se destinariam a agradar, em forma de presente caríssimo, aliados e amigos.
A propósito, um ex-executivo da Odebrecht declarou, em sua delação premiada, que havia presenteado o petista com relógio do valor de R$ 20 mil, no aniversário dele.
O político baiano alegou que os relógios são apenas réplicas, tendo afirmado: “Como eu fui algumas vezes à China, eu comprei alguns relógios de réplica”, mas é muito difícil de se acreditar nessa versão, quando se sabe do seu acurado gosto por relógios de marca.
É muito difícil os brasileiros acreditarem em alguém do cenário político, na atualidade, considerando que o principal político do país, com maior carisma entre os pobres - diante da sua aparente desinformação sobre a realidade do Brasil -, não consegue se desvencilhar das teias da Justiça, por já ter sido condenado à prisão, por mais de doze anos, pela prática de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além de ainda responder na Justiça, como réu, a seis processos, em razão de denúncias da possível prática dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, organização criminosa e obstrução à Justiça.
Esse conjunto da obra leva à ilação de que, se ele estivesse em um país sério, civilizado e evoluído, em termos políticos e democráticos, sequer pensaria em ser candidato a cargo público, muito menos ao de príncipe da República, por se exigir do homem público a comprovação de idoneidade e reputação ética e moral, à luz dos princípios democráticos, que têm como rigoroso pressuposto a marca na sua fronte da imaculabilidade, ou seja, que não esteja com quaisquer implicações na Justiça, o que não é o caso do petista.
Apesar disso, o político, de forma inexplicável e injustificável, insiste em se candidatar, quando, à toda evidência, não consegue comprovar, na Justiça, a sua tão decantada inocência, que somente ele e seus devotados simpatizantes conseguem acreditar em meras falácias.
A verdade é que a materialidade da prática dos atos inquinados de irregulares serviram de base consistente para a formatação das sentenças condenatórias no caso do tríplex, sabendo-se que magistrado, por mais medíocre que possa ser, jamais teria coragem de aplicar pena de prisão a um ex-presidente, quando é notório que ele pode incorrer em crime de prevaricação se sentenciar senão com base nos elementos probantes existentes nos autos.
Por certo, esse fato não teria ocorrido nas sentenças já prolatadas na Operação Lava-Jato, porque os advogados do petista não levantaram uma pena de suspeita sobre a possível inexistência de provas nos autos, justamente na suposição de que os elementos constantes dos autos estão revestidos da robusteza tal que seria ingenuidade da sua parte se questionar, pela via judicial, a possível inexistência de provas, à vista inocuidade do seu resultado.
Para complicar ainda mais o processo político do partido que se diz o mais ético e moral do país, o eventual indicado para satisfazer o seu plano "B", ou seja, de possível futuro substituto do líder-mor, é suspeito do recebimento de propinas, fato que compromete de vez os planos da agremiação, diante da completa escassez de homens públicos no partido com conduta absolutamente imune à prática de corrupção.    
Esses fatos incompatíveis com as práticas políticas contribuem para que os brasileiros procurem se esforçar da melhorar forma de avaliação sobre os homens públicos, que precisam provar condições suficientes de dignidade capaz para representá-los politicamente, sob a luz dos salutares princípios republicano e democrático, não mais permitindo, diante disso, que a degeneração dos conceitos ético e moral continue incólume na administração do país. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 4 de março de 2018

sábado, 3 de março de 2018

Minha visita a Uiraúna


Depois de alguns anos, retornei a Uiraúna, minha terra natal, para rever a família e alguns pouquíssimos amigos de infância, aproveitando o ensejo para prestar homenagem ao Grupo Escolar Jovelina Gomes, onde houve o início de minhas atividades escolares.
Logo na saída de Juazeiro do Norte, de onde comecei a viagem de estrada até Uiraúna, bons sinais vieram do céu, por meio de fortes chuvas, para me darem boas-vindas e anunciarem que a invernada promete ser das melhores dos últimos anos.
Não há dúvida de que é emocionante se rever familiares e amigos queridos, que não os via há algum tempo, mas o auge da emoção estava, surpreendentemente, reservado para a solenidade em homenagem ao aludido educandário, com a chegada ao evento dos ilustres convidados, que contribuíram para tornar ainda mais expressivo o sentido do momento, que não poderia ser tão especial e envolvente.
Tive a felicidade de reunir em um único lugar personalidades que se tornaram patrimônio histórico do grupo escolar, a exemplo das professoras Maria do Céu Fernandes, Maria Claudino e outras ali presentes, que já se dedicaram à nobre missão de ensinar e educar, com amor inexcedível à profissão e aos alunos, ao exigirem deles o máximo da dedicação ao aprendizado.
Foi magnífico se olhar a cara de muitas pessoas queridas que passaram a vida se dedicando ao ofício da maior nobreza e importância para a formação intelectual e moral de crianças, muitas quais, como eu, imbuídas do melhor propósito de se buscar o saber e o conhecimento que têm sido ministrados com a qualidade singular pelo Grupo Escolar Jovelina Gomes, conforme ficou ali demonstrada.
Nem precisa dizer que me sinto verdadeiro egoísta em ter tido a felicidade de prestar tão justa e merecida homenagem à unidade escolar que se mantém cada vez mais no patamar da qualidade de ensino, que tem o reconhecimento de seus ex-alunos.
Por se tratar de real constatação, é inevitável que se noticie a surpreendente e até estranha ausência dos alunos de minha turma, que foram especialmente convidados para participarem do calor da homenagem, mas apenas dois bravos companheiros tiveram a felicidade de dizer “presente” em solenidade especial: eu e Graça de Maroli, a quem abracei, de forma afetuosa, em nome dos demais queridos companheiros de bancos escolares, que certamente tiveram seus motivos para matarem uma das mais importantes, preciosas e lindas aulas de companheirismo que poderiam ter acontecido em suas vidas.
Devo registrar que, embora antes já tivesse publicado 29 outros livros, nunca havia feito lançamento de nenhum deles, com a devida pompa, como é da praxe no mundo literário, mas meu trigésimo livro foi lançado em solenidade belíssima, coincidentemente com a pompa especial exatamente no Grupo Escolar Jovelina Gomes, na escola onde eu aprendi o “beabá” e na presença de uma das minhas primeiras professoras, Maria do Céu Fernandes, sem que nada disso tivesse sido adredemente planejado, daí a importância maior desse evento.
É importante que eu registre nesta crônica, algumas manifestações de carinho que tenho recebido, em razão da homenagem em comento, conforme as mensagens a seguir.
Confesso que alegria especial senti ao receber a mensagem da professora Maria do Céu Fernandes, que mereceu a dedicatória de um de meus livros, quando ela assim se expressou, verbis: “Sinto-me honrada e feliz, pela forma carinhosa como você me homenageia quando da dedicatória a minha pessoa de mais um livro de sua autoria “OS FATOS DO COTIDIANO”, isto muito me honra, aumenta minha autoestima e ensina a continuar. Jamais esquecerei este momento indescritível, único e feliz! O coração pulsa de emoção neste momento carregado de gratidão. Aqueles distantes anos compartilhados na década de 60, não significaram o fim da vivência escolar, comprovando que o vínculo professor/aluno é indestrutível. Continue amando seu ofício com todo o empenho, sempre perseguindo fazer o melhor. Seja fascinado pelo que realizas, sem deixar de sonhar. Tudo que fica pronto na vida foi construído antes na alma. Vejo que a marca da generosidade continua viva neste coração, que em meio a tantas adversidades continua sendo exemplo de superação, simplicidade e criatividade. José Américo de Almeida, quando numa oportunidade como esta, assim se expressou: ‘bem podeis avaliar minha alegria vendo a inteligência paraibana florescer e eu sendo parte nesta floração, tenho meus canteiros e neste momento minhas mãos se perfumam colhendo flores’. Num gesto de agradecimento e gratidão aqui deixo o meu muito obrigada! Maria do Céu Fernandes. Uiraúna, fevereiro de 2018".
Prezada professora, bem sinto as suas belíssimas, sinceras e tocantes palavras, principalmente pela cativante dedicatória que fiz à sua pessoa, em termos singelos, mas muito bem representativos, porque quis mostrar algo bem próximo da realidade, salvo se cometi involuntária e indevida avaliação do seu valioso desempenho professoral.
Ademais, as pessoas comentam, com justa razão, que o sentimento da gratidão fica marcado para sempre nos corações e é exatamente dessa forma que sinto com relação às pessoas e às instituições que contribuíram para que eu seja o que sou agora, porque compreendo que cada qual com quem me envolvi teve sua importante oportunidade de colocar algum ou alguns tijolinhos na construção de minha vida, que é como parece ser essa pessoa que sou hoje, que tem como princípio nunca se cansar de agradecer e retribuir o muito que esses tijolinhos proporcionaram na minha vida.
Para mim, é de suma importância que eu tenha proporcionado incrível momento de felicidade para a minha inesquecível professora da infância, sabendo que felicidade idêntica tem sido para mim de poder dizer o quanto sinto de alegria e prazer no coração de ter feito o que fiz e ainda de passar essa imagem substancial para as atuais professoras, mostrando para elas que o meu gesto de reconhecimento e gratidão pode acontecer com relação àquelas que souberem desempenhar seu ofício com esforço e dedicação.   
Pois bem, logo após a memorável solenidade no Jovelina Gomes, a prezada prima Vescijudith disse o seguinte: “Pude acompanhar a cerimônia através da transmissão feita por Cristina Duarte, embora tenha sido um consolo, uma vez que queria muito estar presente, foi também uma generosidade dela em compartilhar com todos os uiraunenses esse doce momento, marcado por lembranças, alegria, música, carinho. Fui estudante do Jovelina Gomes e tenho em mim tantas e boas lembranças da minha professora Fátima Pinto Dutra, dos diretores, servidores e de maneira especial de meus colegas, que são meus amigos para sempre. Sua homenagem foi uma linda declaração de amor, em que pese feita por você, leva o sentimento de todos os ex-alunos. Mais uma vez, obrigada por bem nos representar! Parabéns pelo livro, pelos muitos livros que já presenteia aos amantes da boa leitura e informações! Receba meu abraço, meu primo querido.
Em outra importante mensagem, ela escreveu a seguinte: “Lançamento do Livro "Lapidando os Fatos", com dedicatória à Escola Jovelina Gomes, de Antonio Adalmir Fernandes (filho de Vaneir Fernandes e Dalila Rocha). Momento de homenagem à Escola, aos professores e a todos que fizeram/fazem essa importante Instituição de ensino para nossa gente. Tantos de nós estudamos lá e somos gratos pelo aprendizado que tivemos, pelos colegas que são nossos amigos, pelas boas e doces lembranças. Parabéns pela homenagem, Adalmir! Viva!”.
Em seguida e em resposta, eu disse: “Foi com lágrimas nos olhos que terminei de ler a sua bela mensagem acima, querida prima Vescijudith, diante de palavras tocantes e sinceras que foram certamente ditas do coração. As lágrimas que não saíram naquele momento memorável, suplantadas pela forte e controlável emoção, vieram neste momento de muita satisfação, recordando a bela, merecida e justa homenagem prestada por todos que amam o Grupo Escolar Jovelina Gomes. Não há dúvida de que a sua ausência ao evento em apreço foi realmente sentida, uma vez que a sua presença teria dado mais brilho à solenidade cívica. Muito obrigado.”.
Também escrevi, em agradecimento à professora Cristina Duarte, que transmitiu a solenidade ao vivo, o seguinte texto: “Devido aos compromissos, somente agora é que tive condições de assistir ao vídeo que transmitiu essa festa maravilhosa, proporcionada por pessoas que sabem muito bem valorizar a grandeza do Grupo Escolar Jovelina Gomes. Preciso dizer que a professora Cristina Duarte teve gesto de imensurável generosidade de gravar esse momento inesquecível e quiçá singular na história dessa instituição de ensino e, por isso, o seu trabalho merece não somente os meus reconhecimento e agradecimento, mas a eterna gratidão de toda comunidade joveliniana, porque essa matéria passará para a história como o dia em que a felicidade tocou com muita força e energia em nossos corações e esse excepcional momento jamais irá se apagar de nossas mentes, graças a esse belíssimo e valioso registro da história, que é marcante pela grandeza dos sentimentos das pessoas presentes em ato que teve a mística a expressar senão um pouco da importância de educandário símbolo da excepcional qualidade da formação escolar primária. Certamente que a professora Cristina Duarte será sempre lembrada por sua enorme contribuição à história do Grupo Escolar Jovelina Gomes, porque o seu vídeo jamais se apagará, mantendo vivos em nossos corações os detalhes de uma grande, justa e inesquecível festa cívica. Meu muito obrigado.”.
Em agradecimento às manifestações de carinho e ao reconhecimento pela homenagem prestada ao Grupo Escolar Jovelina Gomes, eu postei a seguinte mensagem, na tentativa de traduzir a viva alegria que permanece patenteada no meu coração: “Confesso que fiquei não somente envaidecido, mas extremamente agradecido pela gentileza das manifestações de apoio ao meu trabalho literário e, em especial, com a homenagem feita ao Grupo Escolar Jovelina Gomes e a outros personagens decorrentes do puro sentimento do coração, que tem sido sábio em enaltecer o salutar e nobre princípio da gratidão às pessoas e às instituições queridas e especiais, que contribuíram, de alguma forma, para a minha vida. É com imensa alegria que agradeço, de coração, as inúmeras mensagens recebidas, que as entendo como sendo verdadeiro estímulo ao meu trabalho literário. Com o meu carinhoso agradecimento a todos que se manifestaram de forma carinhosa.”.
Meu coração se encheu de alegria e ternura ao entregar a coleção de meus livros, no total individual de 30 livros, não somente ao Grupo Escolar Jovelina Gomes, como o fiz por ocasião da homenagem, mas também à Biblioteca Pública de Uiraúna e à Biblioteca do Colégio Estadual de Ensino Médio Dr. José Eduardo Filho, na esperança de que seu conteúdo possa contribuir para melhorar o entendimento quanto aos princípios republicanos.
Causou-me a melhor das impressões a maravilhosa obra artística intitulada “Catedral dos Pássaros”, projeto arquitetônico da lavra de Eudim de Amâncio, renomado músico e letrista, com autoria de arte do festejado gravador e ilustrador Ciro Fernandes, de fama nacional e internacional, cuja composição artística simboliza a própria cidade de Uiraúna, que significa pássaro preto, com origem na língua tupi-guarani, conforme definição do Aurélio.
A aludida obra de arte será, por certo, motivo de muito orgulho dos uiraunenses, diante da expressividade do monumento artístico, que foi implementado por artista considerado ícone da sua arte, o qual se tornará, muito em breve, majestosa atração turística, ante a importância das assinaturas de seus construtores, de fama extraordinária.
Em 31 de janeiro do corrente ano, eu tive a ideia de postar, na Cofemac, mensagem-comentário, elogiando o belo trabalho do admirado primo Ciro Fernandes, acerca de matéria tratando do monumento em causa, onde eu escrevi, entre outros assuntos, ipsis litteris: “Particularmente, gostaria de saber se, no monumento vai haver revoada de pássaros de forma alheatória, diferentemente dos quadros apresentados nas fotografias (maquete em exposição da FELC), que se apresentam um ao lado do outro, numa métrica perfeita, quando se sabe que eles voam em forma de rebanho, ou seja, um para cada lado, em sentido diferente, que parece que guarda melhor identificação sobre a real revoada deles.”.
O referido texto, como já havia sido publicado na Cofemac (31/01/2018), como disse acima, foi entregue ao primo Ciro Fernandes, no momento quando eu lhe fiz entrega do meu livro, na homenagem ao Grupo Escolar Jovelina Gomes, conforme imagens de vídeo e fotográfica.
Dois dias depois, me encontrando com ele na Câmara de Vereadores de Uiraúna, indague-o se havia lido a minha mensagem e ele prontamente respondeu, in verbis: “não só li, como acolhi a sua proposta”, ou seja, os pássaros ganharam liberdade para voar, em verdadeira revoada, na forma por mim preconizada e exatamente como consta do mural atual.
Na qualidade de cidadão que escreve basicamente com foco no bem comum e no interesse público, não poderia me furtar ao registro aqui do meu profundo estarrecimento com relação ao caos existente no trânsito de veículos automotores em Uiraúna, onde prevalece a absoluta precariedade, diante da falta de controle e fiscalização, notadamente pela inexistência de placas de sinalização de trânsito e principalmente pela monstruosa afronta à legislação insculpida no Código Nacional de Trânsito, em que se permite que os usuários de moto simplesmente trafeguem sem o uso obrigatório do capacete, com o agravante de se colocar família inteira sobre a moto, não importando a idade dos passageiros, pondo em risco as suas vidas.
Na cidade de aproximadamente 20 mil habitantes, com comércio em pleno desenvolvimento, não existe sinalização de trânsito, quer com relação à mão ou à contramão e às placas verticais e horizontais (chão), com a indicação de velocidade, sentido de direção, prioridade de pedestre, proibição ou autorização de parada ou estacionamento, além da inexistência de guarda ou autoridade responsável pelo controle e fiscalização do tráfego de veículos, a denotar brutal omissão das autoridades públicas onde há necessidade da sua presença, como forma indispensável ao regular e ao bom funcionamento do tráfego de veículos.
Também é observada a existência de muitos buracos nas vias de trânsito, que não podem ficar em exposição permanente, porque esse descaso, além de mostrar falta de cuidado e zelo para com as vias públicas, os buracos podem contribuir para frequentes acidentes, com graves consequências para os motoristas e passageiros, inclusive com o aumento de pessoas nos hospitais, que já estão acima da sua capacidade operacional, fato que pode contribuir para prejudicar o atendimento dos demais doentes por outras causas, sem contar ainda com a crônica escassez de recursos, que se agrava.
Trata-se de importante questão de segurança do tráfego de veículos que, à toda evidência, exige que a autoridade máxima do município a eleja como matéria prioritária de sua gestão, para o fim de elaborar projeto específico e encaminhá-lo o quanto antes ao Ministério das Cidades, solicitando a liberação de recursos para a implementação de obras imprescindíveis e inadiáveis, à vista do envolvimento e da preservação de vidas humanas.
Há de se considerar que se trata de gigantesca omissão da autoridade máxima do município, de se permitir que a população usuária de motos não seja obrigada a usar capacetes e demais componentes exigidos para a segurança deles, fato que denota omissão imperdoável por parte daquela autoridade, que certamente já teria tomado as medidas preventivas exigidas no Código Nacional de Transito caso houvesse forma legal de se obrigar que o regular e bom funcionamento do tráfego de veículos são da exclusiva responsabilidade da citada autoridade, sob pena de sanção.
A organização e o bom funcionamento do tráfego de veículos automotores, incluídas as motos, são o espelho de cidade bem administrada, não importando que a autoridade máxima seja destaque de âmbito estadual, porque o conjunto da sua gestão também passa pela civilidade do tráfego de veículos e pelos cuidados com o fechamento de buracos, em razão da premente necessidade da preservação da vida, que está sempre em primeiro plano.  
Como se vê, minha visita a Uiraúna me proporcionou momentos de rara alegria, a exemplo também da recepção que tive na Casa do Povo, quando fui prestigiado com as melhores honrarias pelos nobres vereadores, a começar por seu presidente, o vereador Joaquim Marcelino de Lira Neto, convidando-me para  assento na mesa e franqueando-me a palavra, e completadas pelos demais vereadores presentes na sessão, a saber: Francisco Marcondes da Silva, Francisco Benevenuto Claudino de Almeida, Francisco Alves de Queiroz, Antonio Carlos Olímpio da Cruz e José Fernandes Moreira, que enalteceram o meu trabalho de literato como sendo de grande importância para Uiraúna, por eu ser seu filho, fato que me impressionou de forma magnífica, diante das colocações vindas exatamente daqueles que são os lídimos representantes dos uiraunenses.
Estive no querido Sítio Canadá, em especial visita às dependências da Casa Grande, com a gentileza de seus donos Teodoro e Johnson e a companhia de meu primo Juvino Neto, para matar saudades do local onde meu cordão umbilical foi enterrado, ou seja, onde nasci.
Confesso que foi um misto de alegria e tristeza, porque o Casarão se mantém imponente nas suas estruturas coloniais, mas, no sítio, não existem mais a beleza e a fartura da água perene do açude, que nunca o vi nas atuais condições de completa sequidão, à míngua de uma gota de água, e das frutas, posto que as plantas frutíferas foram dizimadas pelas inclementes secas, além da notícia de que o velho engenho teria sido criminosamente incendiado.
Não poderia deixar de dizer que, como visto, tudo aconteceu de forma maravilhosa na minha visita a Uiraúna, mas somente a gentileza, fidalguia e disposição incansável da querida irmã Vandali já teriam compensado o sacrifício de ter me afastado do conforto do meu lar para empreender essa curta e rápida viagem, a quem rendo minhas permanentes homenagens, por sua amabilidade.
Sou muito grato àqueles que me prestigiaram com a sua paciência, me receberam e me ouviram nesse périplo que me encheu de alegria e felicidade, diante do contato com a família e os amigos e, em especial, do destaque da histórica homenagem ao Grupo Escola Jovelina Gomes.
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 3 de março de 2018

sexta-feira, 2 de março de 2018

É preciso prevalecer a verdade


O ministro-relator da Operação Lava-Jato do Supremo Tribunal Federal houve por bem autorizar a inclusão do presidente da República no rol de investigados no inquérito que apura o possível favorecimento da empreiteira Odebrecht pela antiga gestão da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República.
No período de 2013 a 2015, ainda na gestão da ex-presidente petista, o referido órgão estava sob a direção dos atuais ministros da Casa Civil e da Secretaria de Governo, cujos titulares já estão sendo investigados no supracitado caso.
A procuradora-geral da República havia feito pedido no sentido da inclusão do mandatário do país nas investigações, no que foi aceito pelo ministro-relator, que também estabeleceu mais 60 dias para a Polícia Federal concluir as investigações, cujo prazo pode ser estendido, conforme informou o portal G1.
A procuradora-geral divergiu do entendimento do seu antecessor no cargo, que, no ano passado, havia decidido não incluir o presidente na investigação, sob o entendimento de que ele tem imunidade constitucional enquanto estiver no cargo, mas a procuradora-geral concluiu que a Carta Magna impede somente o oferecimento de eventual denúncia contra os investigados, o que é bem diferente.
Conforme depoimento de delação premiada de um ex-executivo da construtora Odebrecht, em jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, houve tratativas para o repasse do valor de R$ 10 milhões, com a finalidade de ajudar a campanha do então PMDB, evidentemente em troca dos famosos favores na facilitação no âmbito do governo.
A procuradora-geral da República argumentou, no seu parecer, que “A investigação penal, todavia, embora traga consigo elevada carga estigmatizante, é meio de coleta de provas que podem desaparecer, de vestígios que podem se extinguir com a ação do tempo, de ouvir testemunhas que podem falecer, de modo que a investigação se destina a fazer a devida reconstrução dos fatos e a colecionar provas. A ausência da investigação pode dar ensejo a que as provas pereçam”.
O ministro-relator da Lava-Jato no Supremo está coberto de razão, ao incluir o presidente da República no rol daqueles que precisam ser investigados sobre a prática de atos irregulares, segundo o princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, em termos de obrigações e direitos, não sendo lícito que o mandatário da nação fique imune à investigação, o que se traduziria em privilégio inaceitável, visto que ele apenas tem a prerrogativa constitucional de não ser denunciado no exercício do mandato
Por seu turno, a inclusão do presidente do país no rol dos investigados tem a importância de se poder confirmar, na prática, o que ele vem alegando que é inocente e quem não deve tem a obrigação, tanto ética como moral, de exigir que sejam investigados os atos suspeitos de irregulares, como forma de se ter a certeza da confirmação da sua alegada imaculabilidade.
Nos países sérios, civilizados e evoluídos, em termos políticos e democráticos, os homens públicos verdadeiramente honestos são os primeiros a exigirem as devidas apurações sobre as acusações de irregularidades envolvendo o seu nome.
Como forma de se combater a corrupção e a impunidade, é preciso que o princípio da transparência tenha plena aplicação e nada melhor do que pô-lo em prática por meio das investigações dos atos inquinados de irregulares, não importando quem sejam os envolvidos, como forma de se pôr às claras os casos suspeitos de ilicitudes, em benefício da moralidade da administração do país. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 2 de março de 2018

quinta-feira, 1 de março de 2018

Sem medo da verdade?


O maior político brasileiro disse em entrevista a uma renomada jornalista do jornal Folha de S. Paulo que as denúncias formuladas contra ele na Operação Lava-Jato se fundam em mentiras, tendo aproveitado para criticar a Justiça e afirmar que será candidato à Presidência da República, nas próximas eleições.
Segundo o político, o juiz responsável pela força-tarefa da Lava-Jato, em primeira instância, e os desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que confirmaram a sentença referente à condenação de prisão aplicada a ele, pasmem, "mereciam ser exonerados a bem do serviço público".
A sua assertiva se baseia no fato de que, segundo ele "(...) houve mentira na denúncia (feita pela) imprensa (que revelou a existência do tríplex), no inquérito da Polícia Federal, na acusação do Ministério Público Federal, na sentença do Moro e na confirmação do TRF-4".
Embora muita gente não acredite mais que ele possa ser candidato ao Palácio do Planalto, após a condenação de prisão em segunda instância, o político garantiu que espera "que o Supremo Tribunal Federal (que deve julgar habeas corpus em que ele pede para não ser preso) analise o processo, veja os depoimentos, as provas e tome uma decisão. Por isso, tenho a crença de que vou ser candidato".
O ex-presidente também avaliou que a única unanimidade no Brasil, hoje, é a torcida pela não-candidatura dele, tendo dito que "O Temer não quer, o Alckmin não quer, o Ciro não quer. Eles pensam: 'ele (o petista) vai para o segundo turno e pode até ganhar no primeiro. Se ele não for candidato, em vez de uma vaga no segundo turno, podemos disputar duas'. Aumenta a chance de todo mundo".
Ao se referir ao Sítio de Atibaia, que segundo a força-tarefa da Operação Lava-Jato seria usado pelo presidente e teria passado por reformas, feitas por construtoras em troca de vantagens indevidas, o petista negou qualquer participação no caso.
O petista disse que "Primeiro disseram que o sítio era meu. Aí descobriram que ele tem dono. Então mudaram (para dizer que) me fizeram favor. Se fizeram, não me pediram. Eu fiquei sabendo desse sítio no dia 15 de janeiro de 2011".
O político também disse ser possível comandar o país e não ter conhecimento dos esquemas de corrupção existentes no governo, alegando que "Você tem filho? Sabe o que ele está fazendo agora? Quando você está na cozinha e ele no quarto, você sabe? Outro dia, vi o caso de venda de sentenças em gabinetes de juízes. E eles foram inocentados porque não eram obrigados a saber o que estavam fazendo do lado de sua sala. Deixa eu te falar uma coisa: ninguém é colocado no governo para roubar. Ninguém traz na testa 'eu sou ladrão'. Há um critério rigoroso de escolha (de diretores de estatais). Muita gente pensa que eu sou contra a Operação Lava-Jato. Eu tenho orgulho de pertencer a um partido e a um governo que criou os mecanismos mais eficientes de combate à lavagem de dinheiro e à corrupção nesse país".
A sua análise do cenário político para as próximas eleições é no sentido de que "pela direita, ninguém será presidente sem o apoio dos tucanos. Pela esquerda, ninguém será presidente sem o PT. Eu, se entendo um pouco de política, vou dizer uma coisa: a disputa deverá ser outra vez entre tucanos e PT".
Em resposta à pergunta da jornalista, se tinha medo de ser preso, o político negou, tendo afirmado: "Sabe por que não tenho medo? Porque eu tenho a consciência tão tranquila. Sabe do que eu tenho medo de verdade? É se esses caras pudessem mostrar à minha bisneta, que fez um ano no domingo, que o bisavô dela roubou um real. Isso realmente me mataria. Eu estou preparado. Estou tranquilo. E tenho certeza de que vou ser absolvido e de que não vou ser preso".
É muito estranho se propugnar pela exoneração de servidores a bem do serviço público, se as sentenças prolatadas por eles tiveram por base as robustas provas constantes dos autos, onde certamente existem elementos suficientes para respaldar a materialidade dos crimes cuja autoria é atribuída ao político, quando se sabe que, sem a confirmação dos fatos denunciados, por meio das investigações, nenhum juiz tem condições de condenar o réu, sob pena de praticar crime de prevaricação, que pode implicar sanções desde advertência até a exoneração do cargo.
Diante das supracitadas colocações, tudo indica que o resultado das investigações simplesmente deixou o petista divagando em pensamentos do tipo de que os errados e mentirosos são os juízes que proferiram sentenças tão somente com base em provas que não foram contestadas nem mesmo minimamente por ele, no sentido de anulação do processo e punição aos julgadores, sob a alegada possível insuficiência de provas.
Esse fato só contribui para a confirmação da legitimidade das sentenças adotadas pelos magistrados, até o memento, com a manutenção da unanimidade de pensamentos, sempre convergindo pela culpabilidade de quem não se cansa de dizer que é inocente, mas sua insistência só consegue convencer a si próprio e à fanatizada militância, que ainda tem esperança de voltar ao poder para que a gestão da coisa pública volte ao passado de tristeza e degeneração, açambarcada que fora pelos lastimáveis esquemas de corrupção que infestaram com podridão a administração do país.    
O que se pode intuir é que o político se lamenta à exaustão o fato de que as falcatruas que ocorreram na sua gestão, com a aceitação de agrados de empreiteiras, conforme mostram os fatos levantadas, não têm sido interpretadas pelos julgadores exatamente sob o mesmo prisma como ele as avalia, por imaginar que tudo isso apenas faz parte do sistema político-administrativo e que é normal, quando os fatos são pródigos em denunciar o mar de lama decorrente das relações espúrias, que não condizem com os salutares princípios republicano e democrático.
Não fica nada bem para o país a candidatura de quem se encontra envolvido e implicado com a Justiça, já tendo sido condenado à prisão, por doze anos e um mês, pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e ainda respondendo a mais seis processos como réu, igualmente com graves denúncias de envolvimento em atos irregulares.
Convém que o político, ao invés de se atrever na insistência de ser candidato à Presidência da República, à vista de as demandas judiciais o impedirem de satisfazer a essência dos requisitos da Ficha Limpa, consistentes basicamente na comprovação de idoneidade e conduta moral ilibada, se digne, antes, desvencilhar-se dos casos nebulosos em tramitação na Justiça, de modo a ter plenas condições de representar o povo sem qualquer mácula no seu currículo, na forma democrática e republicana como fazem os homens públicos dos países sérios, civilizados e evoluídos, em termos políticos. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 1º de março de 2018