sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Basta de intolerância!

 

Em mensagem que circula nas redes sociais, alguém escreveu e vem sendo compartilhada certamente por quem tem a mesma mentalidade, o texto a seguir.

“Bolsonarismo é uma doença de caráter neurodegenerativo, que afeta o sistema nervoso causando agressividade, além de provocar danos incisivos ao córtex pré-frontal, comprometendo capacidades cognitivas como senso crítico ou noção da realidade. A doença apresenta também danos no lobo temporal, afetando a capacidade auditiva. Isso alimenta tendências a acreditar em teorias fúteis como terraplanismo e geocentrismo. O contágio se dá através de contatos com notícias duvidosas (fake news) e os maiores meios de transmissão são por WhatsApp e Facebook. Alguns sintomas incluem: - Olavismo; - Irritabilidade; - Falso nacionalismo; - Falso moralismo; - Ignorância; - Tendências fascistas e defesa irrestrita da violência; - Destruição de conceitos éticos; - Insanidades; - Terrorismo, sofrem de retardado mental, avessos a ciência, pesquisas, escolas, universidades, livros, bibliotecas, leituras, cultura...”.

É evidente que não tenciono contestar quem teve a iniciativa de formar juízo sobre tema que despertou seu maior interesse em definir como doença gravíssima ideologia densamente disseminada no seio da sociedade brasileira, certamente sob o prisma do seu pensamento e da sua inteligência nitidamente contrária a ela, ensejando a presunção de que seus conceitos estejam corretos e verdadeiros, ainda mais contando com a correspondência da aceitação de pessoas igualmente de mentes brilhantes, que compartilham o texto, por certo, em concordância com seus termos.

Mutatis mutandis, em sendo o bolsonarismo uma doença, com sintomas gravíssimos como os descritos acima, que somente poderiam ser imaginados por cabeça irresistivelmente dominada por puro preconceito, com forte tendência esquerdista, uma vez que seus fundamentos são totalmente absurdos, por não haver bases científicas para a sustentação como regra válida, não seria razoável também se imaginar que há outras doenças tão perigosos e gravíssimas como essa ora diagnosticada, no seio da sociedade, uma vez que as pessoas que defendem ideologia com sede em regime das trevas, da maldade e da crueldade humana consideram-no a salvação da humanidade e a solução para todos os males e os problemas existentes na face da Terra?

Em sendo assim, que massas encefálicas existem nas cabeças dessas pessoas que enxergam a ideologia contrária ao bolsonarismo a filosofia ideal para a humanidade, quando a sua prática somente demonstra a desgraça disseminada contra os seres humanos, em forma absurda do totalitarismo, do controle generalizado da consciência humana, inclusive da perda das liberdades individuais e democráticos, além da inexistência dos direitos humanos, que são fundamentais para se viver em harmonia com o bem comum.

Sim, é muito provável que alguns sintomas descritos na doença do bolsonarismo estejam corretos, mas não estaria havendo exagerada atitude discriminatória em se comparar seus integrantes como doentes mentais, dando a entender que seus opositores seriam normais e capacitados para assim procederem, como sendo pessoas qualificadamente perfeitas entre os seres humanos, em que pesem notórias monstruosidades ínsitas existentes na ideologia que eles defendem?

Pobre e deplorável humanidade, em que pessoas, se julgando perfeitas e donas da verdade, mesmo tendo congênitos aleijões, se acham no direito de julgar o seu semelhante, fazendo juízo de valor tão depreciativo que não conseguem disfarçar seu mórbido sentimento de ódio, vingança e desprezo ao seu semelhante, com clara denotação de extrema humilhação ao ser humano, que tem direito semelhante a elas de simpatização da ideologia da sua preferência, que, no caso, foi a direita, se mirando no seu líder maior, com a tarja do bolsonarismo.

Na verdade, a mensagem em apreço tem, na prática, e parece que é esse o objetivo, o condão de potenciar o acirramento dos ânimos das pessoas, uma vez que ela por clara finalidade de tentativa de degradação, aviltamento do ser humano, em atitude ofensiva e agressiva completamente desnecessária, cujo resultado é o da criação de desentendimento e desarmonia sociais.   

Enfim, diante da evolução e das conquistas obtidas pela humanidade, se imaginaria que as pessoas aprenderiam a respeitar a dignidade que é própria e inerente aos seres humanos, mas, infelizmente, na prática, os exemplos são exatamente em sentido contrário, quando até mesmo nas atividades políticas, há campo fértil para a disseminação de ideias absolutamente contrárias à tolerância e a harmonia no seio da sociedade, conforme mostra a mensagem em apreço.         

Brasília, em 3 de fevereiro de 2023

Repúdio à discriminação

A 12ª Vara das Relações de Consumo em Salvador abriu processo seletivo de estudantes de Direito para estágio remunerado, que se tornou alvo de polêmica entre magistrados do Tribunal de Justiça da Bahia, à vista de o natural desconforto causado em razão dos critérios adotados no edital, com características visivelmente discriminatórias.

Na forma do edital, a seleção dá preferência a candidatos que se autodeclararem LGBT+, quando da inscrição, sendo vedada a participação de pessoas dos demais gêneros.

O edital estabelece escala de prioridades para as vagas, com base no tipo de gênero, orientação sexual, cor e “reconhecimento do maior grau de discriminação social negativa” da população LGBT+.

Nos termos desse documento, “serão privilegiadas pessoas trans e não-binárias, de preferência pretas. Depois, gays e lésbicas declarados. Não haverá contratação, em nenhuma hipótese, de pessoas cisgêneras heterossexuais”.

Na forma editalícia, o veto integral a heterossexuais e as diferentes cotas instituídas para candidatos LGBT+ foram atribuídos, segundo as disposições previstas na seleção, “ao conjunto de medidas afirmativas voltadas à promoção da diversidade de gênero e orientação sexual no âmbito do Poder Judiciário da Bahia”.

À toda evidência, as preferências e as barreiras estabelecidas no edital como critérios ferem de morte cláusulas pétreas da Constituição Federal, em especial as que garantem igualdade e tratamento isonômico para todos os cidadãos, ressalvados os casos previstos em lei.

Isso vale dizer que se trata de processo seletivo inovador e absurdamente  inconstitucional, com maior gravidade que ele tem a assinatura de juiz, na qualidade de agente público que tem obrigação institucional de cumprir e exigir a precisa observância da lei.

Ao estabelecer critério que privilegia segmentos sociais, em explícita discriminação de raça ou etnia, a autoridade pública pratica abuso na função, ensejando  evidente caracterização de crime, diante da manifesta infração ao princípio da isonomia constitucional, em consonância com a regra, também em sede constitucional, de que todos os brasileiros são iguais em direitos e obrigações.

Isso significa se afirmar que não se pode privilegiar nem discriminar ninguém, como nesse caso, quando se pretende selecionar pessoas estritamente por sua índole sexual, deixando evidente forma absolutamente exótica na contratação pela administração pública, que tem como princípio exatamente o respeito à dignidade do ser humano, independentemente de ideia absurda da preferência por gênero ou ideologia, exatamente por falta de amparo legal.

Na verdade, a escolha sobre pessoas que somente se identificam com o homossexualismo ou algo do gênero só confirma a negativa da possibilidade da criminalização em sentido contrário, ou seja, seria o mesmo que se dizer que não é crime a discriminação contra homossexuais e congêneres, quando, nesse caso, se promove tratamento preconceituoso contra a heterossexualidade, ao se escrever sobre a impossibilidade da contração de alguém desse gênero.

Convém ser repudiada toda forma de preconceito e discriminação, venha de onde vier, e ainda mais quando o tratamento desumano tem origem logo no Judiciário, que, em princípio, deve ser a fonte primária da justiça que precisa ser praticada como modelo de boas práticas de civilidade e cidadania, não somente porque a sua instituição pressupõe exatamente o asseguramento de equilíbrio, bom senso e razoabilidade nos seus atos e decisões, que precisam se harmonizar, necessariamente, com o interesse da sociedade.

Isso que o juiz tenta introduzir no serviço público condiz precisamente com a regressão aos princípios humanitários, no sentido de que é preciso respeito à diversidade, com implicação no reconhecimento da igualdade do direito à regra isonômico, que deve ser aplicada indistintamente para todos, evidentemente sem privilégio nem discriminação.

Ante o exposto, é preciso que os brasileiros honrados e dignos repudiem, com veemência, todos os atos de discriminação no seio da sociedade, uma vez que e sua incidência só evidencia, no mundo civilizado e evoluído, verdadeiro descompasso com o desenvolvimento da espécie humana.   

          Brasília, em 3 de fevereiro de 2023 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

O apoio de amigo

            Diante de mensagem em que um dileto amigo tece elogios ao meu trabalho literário, um companheiro da Escola de Especialistas de Aeronáutica aproveitou o ensejo para também dizer do seu apreço ao que escrevo, tendo afirmado:  Seu conterrâneo no texto deste final de semana, reiterou uma coisa que a gente já sabia, você é um excelente cronista e escritor, orgulho dos seus conterrâneos e de nós da 162ª, especialmente dos ES.”.

Em resposta à mensagem de carinho, eu disse que bom para mim que tenho pessoas notáveis, como você, que me avaliam bem acima do meu merecimento, como assim penso.

Fico muito feliz por merecer tamanho carinho que é forma especial de apreço, por parte dos amigos, em enxergar qualidades literárias nos meus textos, que escrevo pelo prazer de interpretar os fatos da vida, sob a minha visão talvez com interesse em mostrar que a verdade das pessoas não é absolutamente igual nem imutável, quando existem outros propósitos trazendo novas ideias, inclusive no mundo político, com as suas perspectivas e diversidades, porque todos nós somos políticos por natureza e o conjunto dos pensamentos pode ajudar na construção do Brasil bem melhor.

Assim penso e tenho tentado escrever as minhas ideias segundo a vontade de mostrar novas perspectivas, evidenciando ângulos diferentes, sob a minha visão pessoal, sempre passível de discordância, mesmo sabendo das dificuldades de mudança de mentalidade política, que vem sendo conduzida, nos últimos tempos, no Brasil, segundo a influência da terrível polarização ideológica, com tendência em defesa sempre de que é melhor a filosofia da direita ou da esquerda, mas sempre e invariavelmente em detrimento dos interesses maiores do Brasil.

Enfim, agradeço muito os seus apoio e estímulo ao meu trabalho literário, que realmente tem por propósito a tentativa de refletir a minha intenção de ser útil à sociedade, de alguma forma, porque o pior mesmo é ficar calado, porque isso não acrescenta absolutamente nada ao conhecimento do homem moderno.

Muito obrigado.

Em seguida, o amigo da escola escreveu outra mensagem, dizendo: “Fique tranquilo, todos os seus trabalhos são sempre dentro de uma ótica com muita lógica, naturalmente que com muito cuidado e profunda sabedoria que lhe é peculiar com relação as partes gramaticais dos termos, o que é no meu ponto de vista um belo exemplo. Confesso que sou fã de seus trabalhos e faço parte da torcida de que, com a graça de Deus e muito em breve, seja um dos integrantes da ABL.”.

Com a gratidão pelo carinho do amigo, eu disse que tinha ficado lisonjeado com as palavras de estímulo dele, principalmente em enaltecer a qualidade gramatical de meus textos, que têm sido claros e objetivos, segundo penso.

Achei bastante interessante a ideia do meu ingresso na Academia Brasileira de Letras, mas aproveitei para afirmar que ali só entra com base na pistolagem e não no mérito, que nem precisa ser escritor.

Citem-se, como exemplos, os casos do cantor e Gilberto Gil e Fernanda Montenegro, que não escreveram senão livros de fotografias e biografias, enquanto renomados escritores são ignorados a planos secundários, quando a ABL é a casa do escritor, por excelência, ou seja, de quem realmente escreve e enriquece a literatura brasileira.

Como escritor, mesmo assim, eu teria poucas chances, porque ali tudo funciona na base de quem indica, com QI bastante alto.

Agradeço muito o seu carinho.

Muito obrigado.

          Brasília, em 31 de janeiro de 2023

O perigoso mundo

 

Em mensagem que vem circulando nas redes sociais, há exatamente seguinte: “O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.”.

Ouso discordar um pouco dessas assertivas, porque o mundo se torna muito perigoso para se viver tanto por causa daqueles que praticam maldades como também daqueles que permitem que elas ocorram.

Não, em absoluto, não é perigoso o mundo, para se viver, mas ele passa a ser extremamente desconfortável e inseguro, precisamente por causa daqueles que sabem perfeitamente dos males que acontecem com uma sociedade castigada pela predominância de sistema perseguidor e de governo com índole aderente à desonestidade e aos esquemas criminosos de corrupção, cujos atos resultam em maldades contra a sociedade.

Ou seja, por causa daqueles que são omissos e irresponsáveis, que observam e têm consciência  de todas as maldades que poderiam acontecer ao Brasil e aos brasileiros e simplesmente permitiram que o mal prevalecesse, quando tinham o poder para não permitirem que o mal vicejasse e crescesse, impávido e soberano, quando era do seu dever patriótico de agirem para se evitar que a desgraça aconteça e se estabeleça sem controle.

É lamentável ser obrigado a viver em mundo carregado de perigos que poderiam ter sido evitados, em benefício da sociedade, que fica exposta às maldades e ainda tem o dever de pagar preço altíssimo por conta da omissão e da irresponsabilidade por parte daqueles que receberam a incumbência para defenderem a integridade da população, mas não demonstram a mínima preocupação diante da desgraça que se delineava no horizonte.  

É muito triste que o Brasil esteja mergulhado na sua pior crise de identificação com terrível tragédia por culpa da incompetência e da inação de gerenciamento, quando o então presidente da República poderia ter evitado essa catástrofe.

A verdade é que, se ele tivesse decretado a intervenção militar, que teria por finalidade, entre outras medidas saneadoras, a fiscalização sobre a operacionalização das urnas eletrônicas referentes às últimas eleições, com possibilidade de mudança desse quadro sombrio e tenebroso, caso se verificassem irregularidades capazes de macular o resultado da votação, a despeito das dúvidas e denúncias sobre manipulação do sistema eleitoral, tendente a beneficiar o candidato proclamado vitorioso, em confirmação aos vaticínios de tomada do poder.

Enfim, o mundo não é perigoso em razão da existência daqueles que fazem o mal, mas sim também daqueles que têm conhecimento das maldades e nada fazem para combatê-las, passando a ser cúmplice nesse processo de degeneração da sociedade, em consequência das tragédias causadas ao Brasil e aos brasileiros.

Esses antipatriotas precisam, por dever cívico e político, justificar perante os brasileiros de bem os males que a sua gravíssima e imperdoável omissão causou ao Brasil e aos brasileiros, porque isso é o mínimo que o verdadeiro homem público deve fazer para ter condições de ser respeitado como tal.

            Brasília, em 2 de fevereiro de 2023

A eficácia das vacinas

 

Em live que circula nas redes sociais, um cientista assegura que estudos feitos por ele comprovam que as vacinas não imunizam absolutamente nada e que as pessoas foram enganadas, por terem sido levadas a tomarem-nas, quando elas não têm nenhuma eficácia.

A insatisfação demonstrada pelo cientista diz respeito à existência de mais de cem variantes do vírus, em que nenhuma vacina tenha sido criada especificamente para cada um deles, fato este que evidencia o cúmulo da perfeição, como se os laboratórios tivessem a obrigação de cuidar da criação de uma vacina à medida que fosse descoberto nova cepa e assim por diante.

Na verdade, a preocupação maior dos laboratórios foi a descoberta da vacina tronco, com características para combater a matriz da Covid-19 originária, que estava causando o extermínio da humanidade, cujo desiderato foi atendido, com a significativa diminuição das alarmantes mortes e precisão na redução das incidências do vírus letal, com a maior quantidade possível das pessoas imunizadas.   

Pois bem, chega a ser impressionante o negativismo dos cientistas, em especial, contra as vacinas que nem são consideradas imunizastes por muitos desses doutos, que garantem que elas podem ser tudo, menos vacinas, conforme a explanação desse cientista e de muitos outros importantes sanitaristas, médicos e até instituições internacionais.

Sim, todos os argumentos contra as vacinas até podem ter fundo de verdade, à luz da enorme convicção como eles defendem as suas teses, tendo por base estudos próprios, no alto das suas sabedorias, contestatórias e absolutistas, como sendo a pureza da verdade definitiva, quando os fatos provam outra realidade, no mundo científico, com o tombo da incidência da Covid-19.

Pois bem, a questão que se coloca aqui, que é de suma importância, diz respeito à expressiva e substancial redução da mortandade causada, em especial no Brasil, quando morriam, por dia, mais de quatro mil brasileiros, acometidos pela Covid-19 e nada fazia parar a progressiva incidência do vírus de letalidade capital.

A partir da imunização desse líquido que não é vacina, no prisma de muitos especialistas, mas tem alguma fórmula mágica nele, as mortes começaram a cair em velocidade extraordinária, para índice inacreditável de menos de mil mortes, por dia, chegando a se estabilizar na casa de pouco mais de 100 óbitos/dia.

Tudo bem que essa droga não possa ser considerada vacina, conforme o entendimento dos doutos cientistas, mas o que seria da humanidade se não fosse esse líquido milagroso, ainda que seja algo experimental, que tantas vidas ele conseguiu salvar, conforme mostram os resultados das imunizações?

Essas drogas foram tão importantes para o salvamento de vidas humanas que, quem as tomou e depois foram acometidos da Covid-19, tiveram a doença em intensidade amenizada, leve, sob sintomas mínimos, na grande maioria tratados em casa, como aconteceu comigo, aliviados dos gravíssimos problemas que ocorriam antes da aplicação dessa droga, que, invariavelmente, quase todos os doentes da Covid-19 eram de gravidade que os obrigavam a se internar em hospital, sob risco de nem recuperar a saúde.

Há também muitas críticas de que as vacinas causam efeitos colaterais graves, que são verdadeiros, mas esse é o risco que ocorre com o uso de todos os medicamentos, valendo lembrar que o maior temor não eram essas consequências indesejáveis, mas sim a incidência do vírus propriamente da Covid-19, que eram vitais, antes da aplicação das vacinas.

A verdade é que, hoje, a humanidade vive em absoluta tranquilidade, praticamente sem necessidade de preocupações, como o uso da máscara e do álcool gel ou do distanciamento das pessoas, certamente graças às drogas nem vacinas são, mas foram aplicadas como se fossem, no entendimento de que elas realmente tiveram eficácia quase que plena, em que pesem os negacionistas insistirem em conspirarem contra à própria existência desse milagroso medicamento, que salvou muitas vidas humanas, conforme mostram os resultados das imunizações.   

Enfim, qual a dificuldade para se entender o milagre desse líquido que não pode ser chamada de vacina, mas sem ele a humanidade certamente seria agora bem menor, conforme mostram os registros, cuja evidência somente não vêm aqueles que não querem reconhecer os drásticos resultados obtidos a partir das imunizações, porque, contra fatos, não há argumentos?

Brasília, em 2 de fevereiro de 2023

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

A mão amiga?

 

Vem circulando nas redes sociais mensagem de autor desconhecido que diz que descreve imagem péssima das Forças Armadas, dizendo literalmente que elas se meteram na lama, conforme o texto a seguir.

O Que Sobrará da Traição à Pátria. O estrago que os generais causaram às Forças Armadas é muito maior do que pensa a maioria. Veja, as Forças Armadas eram e são execradas pela esquerda. O respeito e a consideração vinham da direita, dos conservadores, dos patriotas. Pois bem, com seus atos mesquinhos e de traição ao segmento que ainda lhes detinha admiração e esperança de dignidade, foi francamente destruído. Se antes da traição, o molusco teria que agradar a quem detém o fuzil para mantê-los quietos, por meio de benesses e aumentos que estavam por vir, agora isto não se faz mais necessário, pois sem nenhum segmento de apoio, ele fará o que quiser com o baixo clero da caserna, de coronel pra baixo. Passarão fome, alguns poucos serão promovidos, e a busca pelo generalato será uma briga de foice no escuro, pois será a única forma de proporcionar uma vida menos miserável a seus familiares. Os pensionistas e o pessoal da reserva serão humilhados e terão seu soldo reduzido comprometendo a compra de medicamentos e a cesta básica. Os da ativa, verão seus filhos estudando em colégios públicos municipais, com a extinção dos colégios militares. Muitos graduados (sargentos, subs e cabos), irão parar nas favelas. Sem temer o fuzil e sem ter quem os apoie, as forças serão sucateadas e humilhadas em seu âmago. Uns poucos generais cooptados terão benefícios e conforto enquanto na ativa, e tudo farão para se manter lá  e amealhar algum para sua saída da caserna, levando assim ao estímulo à corrupção no seio militar. A perda da confiança nas FFAA do último segmento que ainda a apoiava, será a destruição da dignidade e estabilidade da família militar. Obrigado generais! Obrigado Freire Gomes, que passou 40 anos dentro do exército, prá na saída, em nome de ‘não se aborrecer’,  destruir tudo o que os outros construíram em mais de 200 anos, inclusive a confiança e respeito em alta conta da sociedade. Graças a vocês, quem já era odiado pela esquerda, agora perdeu a confiança e respeito das pessoas de bem desse país. As conquistas do exército de Caxias, a bravura na II Guerra Mundial foi apagada e agora vocês serão vistos cada vez mais como caiadores de árvores, pintores de meio fio e bajuladores de políticos corruptos. Não mais serão admirados e considerados exemplos de honestidade e honra, pois apenas meia dúzia de melancias, que só olharam pro seu próprio umbigo, conseguiram desmontar a imagem de respeito, coragem e lealdade ao povo e à pátria, duramente construídos desde Caxias.”.

Essa primorosa e clara análise sobre as cinzas deixadas pelas Forças Armadas pode sim se traduzir como verdadeira revolução, evidentemente diante das premissas possíveis, com apego às circunstâncias.

Certamente que a espinha dorsal que mantinha o admirável respeito às Forças Armadas, pela sociedade, foi literalmente mandada para o espaço sideral, graças à espantosa falta de sensibilidade cívica e patriótica demonstrada por alguns generais, que preferiram ignorar a desgraça que eles ajudaram a consolidar contra o Brasil, ao negarem apoio à intervenção militar e, por via de consequência, ajudaram e respaldaram a tranquila volta da nefasta esquerda ao poder.

Em síntese, é exatamente isso que se pode intuir, o mais comodamente possível, podendo também se projetar futuro sombrio para o destino dos integrantes das Forças Armadas, em face desse desgastante processo de desmoralização da sua autoridade, quando, por força da sua omissão, permitiu que o Brasil fosse entregue, de mãos beijadas, às forças diabólicas da maldade, que tem como único projeto político a conquista do poder e a manutenção nele.

Conforme a discrição do articulista, a impensada decisão de oficiais generais pode resultar em catástrofe para o sistema Forças Armadas, diante da possibilidade de perdas de prerrogativas e vantagens já incorporadas ao acervo dos militares, inclusive com a redução dos vencimentos, proventos e pensões, à vista da avaliação nada simpática do governo para as causas dos militares, conforme isso já foi deixado muito claro, em manifestação de lideranças públicas.

Não obstante às avaliações que até podem ter fundo de consistência, outras ideias perigosíssimas podem surgir no bojo desse rebuliço envolvendo as Forças Armadas, no sentido de que mentes espertas possam tentar levar vantagem da situação nebulosa, com o oferecimento de vantagens, em forma de apoios miraculosos, tendo por finalidade a angariação de agrados e medidas destinadas à aceitação da ideologia praticada pela esquerda, de modo que as Forças Armadas adiram tranquilamente às causas defendidas pelo governo, tendo à garantia da confirmação das prerrogativas existentes no passado.

Ou seja, o atual momento poderá se traduzir em verdadeira revolução no âmbito das Forças Armadas, diante da possibilidade de adesão em massa para aceitação de benesses oferecidas pela serpente, que passaria a contar com o decisivo apoio dos militares para a permanência, ad eternum, no poder.

 A verdade é meia dúzia de oficiais generais conseguiram sepultar a excelente reputação construída por séculos, com o sacrifício de lutas, batalhas e guerras, consolidando a confiança e o respeito em alto apreço dos brasileiros.

Não há a menor dúvida de que as Forças Armadas, que já eram malvistas pela esquerda, certamente que agora elas perderam de vez também a confiança e o respeito dos demais brasileiros de bem, que as sabiamente valorizavam, por seus reconhecidos méritos.

Tudo que se poderia se contabilizar como conquistas do bravo exército de Caxias e da II Guerra Mundial foram indelevelmente  manchadas com as cores das cinzas, diante do sentimento de que, doravante, as Forças Armadas serão vistas como bajuladores de políticos corruptos e desonestos, passando, pasmem, a dar continência aos líderes de esquemas criminosos, em total contradição com a honra e a dignidade plasmadas nos quartéis, onde somente se respira os ares saudáveis do patriotismo e do amor à Pátria.

Não há a menor dúvida de que o atual momento o Brasil é de país envolto em mar de incertezas, no que se refere ao seu futuro, em especial no que diz com relação às Forças Armadas, que, de repente, conseguiram virá-lo de ponta-cabeça, deixando um mar de dúvidas e questionamentos quanto ao porvir, não somente delas, mas, em especial, do Brasil e dos brasileiros, que foram entregues à própria sorte e ainda na certeza de que não tem mais a quem recorrer, em caso de necessidade.

Brasília, em 1º de fevereiro de 2023

O poder e a corrupção

 

Segundo o levantamento realizado pela Transparência Internacional, o Brasil piorou com relação às posições no ranking mundial da corrupção, compreendendo avaliação entre 180 países analisados.

Na última avaliação, o Brasil ocupava a 96ª colocação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), levando-se em conta que, quanto melhor a posição no ranking, menos o país é considerado corrupto.

Numa escala de 0 a 100 pontos, o Brasil alcançou 38 pontos - a terceira pior nota da série histórica e a mesma pontuação alcançada na edição anterior.

O desempenho brasileiro ficou abaixo da média global de 43 pontos, com relação aos países da América Latina e do Caribe, de 41 pontos, e das nações que integram o G20, em média de 66 pontos.

No relatório da Transparência Internacional, as maiores pontuações foram alcançadas por Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia, todos, pasmem, com 88 pontos, ou seja, mais do dobro alcançado pelo Brasil, fato este que mostra a esculhambação predominante no país tupiniquim.

No outro extremo da corrupção desenfreada e vergonhosa, as piores avaliações ficaram por conta da Venezuela, com 14 pontos, Somália e Síria, com 13 pontos, e Sudão do Sul, com 11 pontos.

A Transparência Internacional registra que o Brasil ficou "estagnado em um patamar muito ruim em relação à percepção da corrupção no setor público", conquanto as ações protagonizadas pelos governo federal, Congresso Nacional e Judiciário "levaram a retrocessos no arcabouço legal e institucional anticorrupção do país. O Brasil está passando por uma rápida deterioração do ambiente democrático e desmanche sem precedentes de sua capacidade de enfrentamento da corrupção".

Aquela entidade disse anda que "São marcos legais e institucionais que o país levou décadas para construir. Isso traz consequências ainda mais graves por ocorrer em meio à pandemia da Covid-19, quando a transparência e o controle dos recursos públicos deveriam ser priorizados para garantir seu bom uso frente à tragédia humanitária".

A citada organização aproveitou para ponderar que, nos últimos anos, vem alertando o enfraquecimento do combate à corrupção, diante das conversas antidemocráticas do então presidente do país.

A Transparência Internacional ressaltou a promiscuidade do relacionamento entre o então governo e o Congresso Nacional, por meio do abominável orçamento secreto, que foge aos padrões, em especial, de transparência e seriedade, diante da falta indicação sequer dos parlamentares aquinhoados com as verbas, quanto mais sobre a destinação exata dos recursos.

No entendimento daquela entidade, a falha no combate à corrupção prejudica os direitos humanos nos países, tendo afirmado que "A corrupção é indutora de violações e ativa um ciclo vicioso no qual os direitos e liberdades são erodidos, a democracia perde fôlego e o autoritarismo ganha espaço", ou seja, as estrutura morais da cidadania se torna extremamente vulnerável, cujo país perde total credibilidade diante do mundo.

Por fim, essa organização concluiu afirmando: "Portanto, a luta contra a corrupção não é um mero detalhe quando se fala em direitos humanos. É uma luta imperativa para garantir direitos.".

Ressalte-se que o resultado sobre  a incidência de corrupção é composto por 13 pesquisas e avaliações de especialistas, produzidas por instituições de  reconhecimento internacional, que vem consolidando credibilidade no seu importante trabalho de avaliação e consulta na área da moralização.

Convém ficar claro que tiveram muito pouca validade os esforços do governo anterior em tentar mostrar que o Brasil estava sob rígido controle da coisa pública, quando os parâmetros inerentes às avaliações não tiveram os cuidados exigidos pelo órgão que avalia o comportamento da corrupção, fato este que ainda mostra o país entre os mais corruptos do mundo e isso é motivo de muita preocupação por parte da sociedade.

Diante dessa difícil situação, que mostra índice preocupante de corrupção no Brasil, convém que os brasileiros se esforcem para contribuir para a moralização dos princípios da moralidade e da dignidade, em especial, na administração pública, somente apoiando homens públicos que se dediquem à defesa da regeneração das saudáveis estruturas republicanas e democráticas, quanto aos propósitos inerentes aos cuidados com a coisa pública.   

Brasília, em 1º de fevereiro de 2023