domingo, 5 de janeiro de 2014

A indispensabilidade da humildade e da competência

Com relação à afirmação da presidente da República sobre a sua invenção de "guerra psicológica" contra a área econômica de sua administração, o governador de Pernambuco e também presidenciável disse que falta ao governo federal humildade para reconhecer erros: "O Brasil tem problemas macroeconômicos que precisam ser enfrentados. Nós não precisamos esconder as deficiências. O pior erro na vida de uma pessoa, de uma comunidade, de uma organização e, sobretudo, de um país, é quando a gente não tem humildade para reconhecer as coisas que precisam ser consertadas. O mundo cresceu mais que o Brasil. A gente não pode sair botando culpa nos outros. A gente precisa ver qual é a culpa de todos nós. As questões econômicas precisam ser vistas com objetividade”. Assiste inteira razão ao governador pernambucano, ao cobrar humildade do governo federal, mas somente isso não é suficiente para solucionar as graves situações que estão obstruindo o desenvolvimento do país. A humildade é importante pelo fato de ajudar a reconhecer as limitações da máquina em funcionamento, mas a crítica em apreço não surtirá nenhum efeito prático porque o partido do poder jamais vai ser convencido de que comete erro ou deslize. Na realidade, as suas ideias e filosofias são sempre as mais corretas, tanto que seus erros - os cometidos no governo – são fruto de fatos alheios à sua vontade, que devem ser atribuídos a fatores estranhos, a exemplo dessa tal de guerra psicológica, criada agora pelo Palácio do Planalto para justificar novo desastre no desempenho do PIB, que vai ficar bem distante das projeções governamentais. É mais do que notório de que, nos últimos três anos, o crescimento econômico do país vem mantendo estável desaceleração, demonstrando desempenho bem inferior ao que sempre se espera da grandeza econômica do Brasil, o que evidencia que existe algo que poderia ser aperfeiçoado e modernizado, com vistas à consecução de resultados mais satisfatórios. Outros países com economia inferior ao Brasil vêm conseguindo desempenho superior ao obtido pelo país tupiniquim, que tem dificuldade de reconhecer possíveis erros e de adotar medidas capazes para mudar os rumos da economia. O governo que tem enorme dificuldade em ajustar as contas públicas à realidade econômica do país, por apresentar seguidos déficits e nada é feito para corrigir as falhas, só pode encontrar obstáculos para a consecução de resultados melhores quanto ao crescimento da nação. É impressionante como a ideologia partidária consegue enaltecer somente os fatos que, embora não sejam verdadeiros por completo, interessam ser divulgados para mostrar a sua relação visceral com as ações de governo, que não deveriam passar senão da sua mera incumbência, sem nenhum motivo para disseminação de possível mérito, à vista de fazer parte do dever institucional do Estado de promover o bem-estar da sociedade. Contudo, os insucessos e os fracassos, que são irrefutáveis, não mereceram sequer menção no discurso presidencial, nem que fosse para justificar a incompetência gerencial, pela fragilidade do desempenho da equipe, a exemplo do caso específico das operações econômico-financeiras da principal empresa petrolífera da América do Sul, que o governo, tempos recentes, se ancorava nos seus bons resultados para tirar proveito político-eleitoral e se promover, inclusive internacionalmente. Agora, quando essa empresa se despenca das plataformas gloriosas e ufanistas, pela contabilização de inexplicáveis e seguidos prejuízos e quedas, certamente em decorrência de incompetência gerencial petista, a presidente devia ter a consideração ao povo brasileiro de confessar os motivos pelos quais o seu governo permitiu extraordinária diminuição de 40% do patrimônio da estatal, com evidente lesão aos fiéis acionistas da Petrobras, que amargaram estrondoso prejuízo com a desvalorização das ações da empresa. É flagrante o calote dado pelo governo aos acionistas, que investiram num empreendimento considerado sólido e bem administrado, cujo capital foi tragado pela incapacidade gerencial, principalmente pela ingerência do Palácio do Planalto, que enxerga potencial risco de os preços dos combustíveis, principais produtos da empresa, terem interferência direta no projeto político da reeleição da presidente da República, ante o reflexo dos aumentos desses preços no descontrole da inflação, ou seja, o governo confunde, sem o menor escrúpulo, interesses públicos com projetos privados, quando a racionalidade e a responsabilidade públicas recomendam a necessária distinção de ambos os casos. A sociedade anseia por que os governantes tenham a humildade para evitar alardear realizações público-administrativas, cujo mérito não passa senão da sua mera incumbência institucional e dever constitucional do Estado, conquanto isso somente denota nítida manobra eleitoreira, quando seria mais importante e meritório que eles tivessem a dignidade e a decência política de esclarecer e justificar os fracassos e os insucessos no desempenho operacional dos programas de governo, como forma da ínsita da transparência da administração pública. Acorda, Brasil!
 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 04 de janeiro de 2014

sábado, 4 de janeiro de 2014

Quanta indignidade!

Muito tem se falado sobre as peripécias e as falcatruas engendradas por integrantes do PT, com a finalidade de incriminar adversários políticos, na tentativa da criação de embaraços políticos para eles, a exemplo dos famosos dossiês apontando fatos inventados com especificamente para complicar o desempenho deles nas campanhas eleitorais. Com raras exceções, os autores desses documentos nunca assumiam suas criações comprometedoras. Agora, um delegado aposentado, que fez parte do governo petista revela, em denso livro, o verdadeiro “estado policial petista”, assegurando que as atividades de sabotagens são uma realidade intrínseca da filosofia petista de ser. O livro pretende escancarar as formas indecentes e deselegantes das práticas políticas, consistentes, em especial, nas estratégicas perseguições e difamações produzidas com o auxílio do eficiente aparelhamento da máquina pública, cuja estrutura de investigação e de colheita de informações funciona normalmente em proveito do partido, que se beneficia de informações privilegiadas para revelar irregularidades praticadas pelos adversários políticos. O teor explosivo do livro se concentra na informação de que o ex-presidente da República petista teria sido informante da ditadura, o que significa que ele não tem moral para criticá-la, eis que, sabidamente, ninguém seria capaz de alcaguetar sem se beneficiar da situação. O livro revela e comprovar a existência de truculenta “fábrica de dossiês” no Ministério da Justiça, tendo por finalidade criar dossiês apócrifos sobre adversários, para desestabilizá-los politicamente. Além desses casos escabrosos, que são capazes de denigrir a imagem e a reputação de qualquer partido político, o PT vem colecionando uma séria de situações que não se coaduna com os preceitos éticos e morais, por exigirem transparência e a legitimidade dos fatos públicos. Veja-se o caso da defesa dos mensaleiros presos, que vem sendo feita tão somente no grito, com base no histórico dos petistas, quando os elementos constantes do processo do mensalão demonstram outra realidade, bem diferente da criada pelos petistas. Esse fato decepciona os cidadãos honrados, por verificar que o partido se reúne em Congresso Nacional, com a integração da presidente da República e da cúpula da agremiação, para aplaudir os mensaleiros condenados por formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes graves, ou seja, para promover desagravo a bandidos que estão presos por serem autores intelectuais e operadores de esquemas para desviar dinheiros públicos destinados ao pagamento de propina a inescrupulosos parlamentares. Essa forma de participação de grupo para aplaudir, elogiar e saudar efusivamente criminosos não condiz, definitivamente, com os salutares princípios da decência, dignidade e grandeza que devem estar presentes nas atividades políticas, que são obrigadas a primar pela responsabilidade e pelas práticas dos bons exemplos construtivos. Ao contrário disso, o PT vem demonstrando, com seus atos de apoio aos delinquentes do mensalão, afinidade com manifestações e incitações de indignidade não condizentes com a prática de política sadia nem com a gestão de recursos públicos, por haver explícito antagonismo aos princípios da administração pública, quanto à probidade, legalidade e moralidade, que não podem ser ignorados pelos homens públicos. Causa enorme estranheza a presidente da República, que representa indistintamente os brasileiros, participar pessoalmente de ato solene de desagravo em apoio aos presos petistas e não ter a dignidade de se manifestar em reprovação à tamanha excrescência, fato que demonstraria sua coerência natural em respeito à liturgia do importante cargo que exerce em nome do povo brasileiro, que, na expressiva maioria, recrimina e repudia a aberração de se exaltar pessoas condenadas por práticas de crimes perpetrados contra o patrimônio da sociedade. Também causa perplexidade se verificar que, mesmo pertencente ao partido com registros de fatos considerados aéticos e imorais, a presidente da República consegue boa aprovação no desempenho do seu governo, em que pese não ter apresentado, até agora, nada de novidade, em termos de administração do país, notadamente pela inexistência de obras de impacto, de investimentos e de reformas que o país tanto precisa. Estranha-se, ainda, que os brasileiros não percebam as deficiências ideológicas e administrativas incompatíveis com os preceitos de honestidade, moralidade e eficiência que devem ser observados nas atividades públicas. Não há dúvida de que a defesa e o incentivo à ideologia da degeneração e da deformação dos bons princípios da ética, da moral e da dignidade, como forma de atuação política, revelam clara atitude de contribuição senão para ao fortalecimento do subdesenvolvimento e do retrocesso da sociedade e do país. Urge que a sociedade eleja somente representantes entre aqueles que se comprometam com a luta em defesa dos princípios democrático e constitucional da decência, honestidade, integridade de caráter, probidade, moralidade e dignidade política. Acorda, Brasil!                 
 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 03 de janeiro de 2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Vergonhoso desprezo das estradas

Conforme balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal, os acidentes nas rodovias federais, registrados nos feriados de fim de ano, foram reduzidos em 10% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com os levantamentos realizados, a quantidade de acidentes diminuiu de 7.407 para 6.651, as mortes caíram de 420 para 379 e os feridos também foram menores de 4.642 para 4.352. As colisões frontais foram as principais causas das mortes, que resultaram em 83 vítimas fatais. Segundo especialistas, a diminuição dos óbitos foi resultado do aumento da fiscalização, do planejamento e de maior fiscalização sobre o cumprimento da Lei Seca. Está mais do que comprovado e explicado que, quando as autoridades incumbidas de, pelo menos, fiscalizar as estradas desejarem intensificar as medidas de controle da sua alçada, certamente haverá redução significativa dos acidentes, em que pese o aumento expressivo dos veículos nas vias públicas, ou seja, a omissão e a ausência da vigilância são diretamente responsáveis pelo crescimento das tragédias, que poderiam e deveriam ser evitadas se houvessem conscientização e sensibilidade para problema de tamanha gravidade, que envolve preciosas vidas humanas. Causa perplexidade e muita vergonha se perceber que, sai ano e entra outro, mas a precariedade nas estradas do país continua de mal a pior, devido à falta de prioridade para situação de extrema gravidade, que envolve, repita-se, vidas humanas e, por isso mesmo, exigem urgente atenção dos órgãos incumbidos de cuidar dos transportes, em especial das estradas brasileiras. Não se tem notícia de que, nem nas republiquetas desqualificadas, existam tantas irresponsabilidades como há no país tupiniquim, que nada faz para acabar em definitivo com essa pouca-vergonha de centenas de mortes, por pura incompetência gerencial do sistema de transportes, no caso, das estradas e rodovias. Enquanto os governantes não forem responsabilizados por tamanha crueldade praticada contra a sociedade, por permitirem, com sua omissão, que os brasileiros morram em série nas péssimas estradas do país. Esses balanços oficiais servem para mostrar a incompetência das autoridades públicas que deveriam cuidar com extremo zelo da segurança e confiabilidade das estradas brasileiras, que já se transformaram em verdadeiras arapucas para assassinar e causar ferimentos à população, que paga elevadíssimos tributos e não tem a prestação desse serviço público de qualidade, cuja deficiência resulta na destruição de vidas e de famílias. É simplesmente inacreditável como o Brasil, considerado país emergente há mais de década, continue ainda registrando números alarmantes de acidentes nas rodovias federais, que ultrapassam centenas de mortes e outras tantas desproporcionais quantidades de feridos e acidentados, muitos dos quais vão ficar inutilizados para o resto da vida, como peso para os cofres públicos. Essa quantidade alarmante de óbitos reflete a incompetência e o despreparo dos governantes para cuidar da grave situação das estradas, sucateadas, sem a mínima manutenção, sinalização e fiscalização, indispensáveis à prevenção de acidentes. Nessa batalha contra a direção irresponsável, convém que sejam promovidas intensivas campanhas educativas no trânsito, com a finalidade de convocar a sociedade, em verdadeiro mutirão, para a participação de movimento de conscientização sobre a necessidade de preservação da vida nas estradas brasileiras, de modo que as principais causas de acidentes sejam ressaltadas, de forma enfática, mostrando os riscos de ultrapassagem em locais proibidos, que podem resultar colisões frontais, de dirigir embriagado e em alta velocidade, de não redobrar os cuidados em tráfico intenso, da inobservância das normas de trânsito, inclusive da Lei Seca, e de outras situações perigosas que exijam maior atenção dos condutores de veículos. Não há dúvida de que o descaso das autoridades públicas, que nada fazem para melhorar as condições de tráfego nas estradas e aperfeiçoar os sistemas de fiscalização e sinalização das estradas, tem contribuído decisivamente para as mortes e os ferimentos nas estadas. É inadmissível a clara demonstração de desinteresse por parte de quem tem a incumbência constitucional e legal de cuidar e zelar das estradas brasileiras, que não merecem os indispensáveis melhoramentos, recapeamentos e conservações, como forma de precaução e de serem evitadas ou amenizadas as continuadas injustificáveis tragédias, aceitas pacífica e inexplicavelmente pela sociedade, que não exigem imediatas providências saneadoras para essa crônica chaga dos seus chamados representados nos poderes públicos. Urge que essa terrível estatística das estradas possa contribuir para sensibilizar e conscientizar as autoridades públicas sobre a necessidade de perceber que as vidas humanas exigem prioridade no sentido de que sejam adotadas medidas possíveis e impossíveis, para solucionar essa vergonhosa e periclitante situação das mortes e dos ferimentos nas estradas brasileiras. Acorda, Brasil!
 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 02 de janeiro de 2014

Cadê a competência e a humildade?

Bem próximo ao final do ano, a presidente da República se pronunciou à nação, em rede nacional de rádio e televisão, tendo aproveitando o ensejo, para, num misto de envaidecimento e agastamento, colocou seus feitos nas nuvens e fez severas críticas à desconfiança de setores produtivos nos rumos da economia brasileira, tendo afirmado que a “guerra psicológica” pode prejudicar investimentos. Ela prometeu combate à inflação e acenou para possíveis retoques e correções nas políticas econômicas. É bastante estranho que a presidente critique a existência de “guerra psicológica” com relação aos rumos da economia, mas não quis indicar quem exatamente vem disseminando essa velada desconfiança sobre o desempenho da economia, que se somente se apresenta maravilhoso para o governo, que não se curva à realidade nua e crua dos fatos. Ao que se tem conhecimento, a execução das políticas econômicas é analisada pelos especialistas sob a ótica da forma como os seus resultados são expostos. Na mesma dosimetria, verifica-se que a mídia tem sido fiel à realidade do que a economia representa nas circunstâncias e na sua real contextualização, ou seja, em conformidade com que a capacidade do país tem demonstrado, em termos de performance das contas nacionais, notadamente revelando o pífio desempenho dos indicadores econômicos, a exemplo do Produto Interno Bruto, que tem sido, nos últimos anos, o pior entre os países em desenvolvimento e totalmente incompatível com a grandeza econômica do país autossuficiente em tudo melhor do que os outros países, evidentemente na visão do governo. O discurso presidencial não corresponde à realidade dos fatos, ante a sua superficialidade, em termos de sinceridade e realizações, como também não representa exatamente o que o povo precisa para viver com dignidade. A nação está à espera da inauguração do governo da presidente, que até agora não foi capaz de justificar tamanho otimismo apresentado na televisão. Na verdade, faltou sinceridade à presidente para explicar a real motivação para a criação da esdrúxula figura da guerra psicológica, que somente ela e seu staff enxergam, quando a realidade dos resultados econômicos reflete exatamente a capacidade da sua equipe, que não consegue superar as próprias limitações de fazer com que as medidas adotadas sejam capazes de contribuir para o crescimento do país, ao contrário do que vem acontecendo com as outras nações emergentes, que não têm as potencialidades econômicas do Brasil, mas, mesmo assim, crescem em índices bem melhores do que os nossos. O que falta realmente é humildade para aceitar as limitações dos recursos empregados nas políticas de governo, mas, como a presidente fez questão de frisar, a culpa é de quem faz guerra psicológica, que atrapalha o desempenho da economia e dificulta o interesse pelos investimentos estrangeiros. O discurso presidencial já está tão manjado que nem ela acredita mais no que diz, por saber que tudo não passa de engodo, por falta de resultados palpáveis. A guerra psicológica é criação do próprio governo, que não tem humildade para aceitar as críticas realistas sobre os fatos inerentes à administração do país, notadamente com a indicação de desvio de conduta quanto aos rumos da política econômica. O modelo econômico em prática encontra-se em processo de esgotamento, em razão de alguns fatores que o governo insiste em não encará-los como sendo verdadeiros para fins de avaliação da economia, tais como o seu estrangulamento pela excessiva carga tributária, pela ineficiência do Estado, por não admitir a necessidade de reformulações da sua estrutura, e pelo apego às contingências políticas, comandadas pelo obstinado projeto de perenidade no poder, que tem sido a sua principal razão de governar o país. A presidente não explicou aos brasileiros as precariedades da sua administração, a exemplo das razões pelas quais a carga tributária atingiu, em 2012, 35,85% do Produto Interno Bruto - PIB, uma dos maiores do mundo, e, em contrapartida, o Estado presta os piores serviços à sociedade, bem inferiores aos prestados por outros países da América do Sul. Isso demonstra incrível perversidade ao povo brasileira, que é obrigado a pagar tributos altíssimos em tudo que consume. Enquanto isso, a máquina pública foi turbinada nesse governo, que aumentou o número dos ministérios para 39 e permitiu que as empresas públicas tivessem aumento de 25% no seu quadro de pessoal. Na verdade, a presidente, em tom ufanista, fez menção somente de fatos com possível viés de efetividade, que não representam, no grau máximo de esforço, o mínimo que compete ao governante com um pouco de consciência sobre a grandeza do Brasil e das suas potencialidades. O povo não pode aceitar passivamente as limitações do gerenciamento da nação, que não corresponde nem de longe aos anseios de competência e de desempenho capazes de satisfazer à realidade e à magnitude do país.  A sociedade anseia por que o país seja administrado com competência, eficiência e responsabilidade, com embargo de subterfúgios destinados à formação de opinião pública absolutamente com a finalidade de forjamento de situação favorável à perenidade no poder, em completo detrimento aos princípios democráticos da dignidade, da nobreza e da grandeza das atividades políticas. Acorda, Brasil!
 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 02 de janeiro de 2014

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Absurdos gastos com cartões de Natal

Conforme divulgado pela mídia, a Secretaria de Administração da Presidência da República teria providenciado a confecção de 4.000 cartões de Natal, com fotografia da presidente da República e mensagem natalina, tendo como signatários as autoridades da República e amigos da mandatária do país. A despesa importou na quantia total de R$ 8 mil. Os cartões foram confeccionados em papel antílope branco e com texto em dourado, no preço individual de R$ 1,45. O custo do envelope unitário foi de R$ 0,65. A distribuição de cartões faz parte da praxe da Poder Executivo, que não consegue abdicar das práticas dispendiosas totalmente dispensáveis, preferindo continuar com os hábitos arcaicos de fazer marketing pessoal da mandatária do país, com a utilização de recursos públicos. No exercício anterior, foram gastos R$ 12,2 mil com a aquisição de 6.000 cartões, em evidente desperdício de dinheiro do sacrificado contribuinte. É evidente que essa prática deletéria dos recursos públicos tem o condão de contaminar perversamente a administração pública, que se ampara na errônea lição provinda do vértice piramidal do serviço público para disseminar o encadeamento de diversas aquisições de cartões de Natal, calendários de mesa e de parede e agendas de mesa e de mão, com logotipo de órgãos públicos e de empresas estatais, com o empenhamento de montanhas de verbas públicas que, à luz da sensibilidade consciente e responsável, não deveriam ser gastos senão nos programas prioritários do Estado, se eles existissem de verdade. Em plena era da internet, com os geniais recursos da informática, o gestor de recursos públicos deveria ter a obrigação e o bem senso para perceber que, atualidade, não há a menor necessidade de serem confeccionados cartões de Natal, por ser prática em desuso há bastante tempo e representar custo absolutamente dispensável. Trata-se de despesa que não se justifica para os padrões de modernidade que já deveriam ter sido implantados há muito tempo no serviço público, como demonstração de austeridade e de parcimônia com os escassos recursos dos bestas dos contribuintes, que são obrigados a pagar pesada carga tributária, mas não concordam com despesas notoriamente dispensáveis e inúteis, à luz da satisfação do interesse público. Numa administração eficiente e responsável, esse tipo de despesa jamais deveria ser autorizado e muito menos realizado, porque os mecanismos de controle seriam preparados para alertar às autoridades sobre a existência de meios mais eficientes e práticos de comunicação na administração pública, bem assim sobre a existência de muitos programas governamentais dependendo da disponibilização de recursos para a sua efetiva implementação. O mais grave dessa lamentável falha presidencial é que a sua iniciativa contribui, inevitavelmente, para incentivar incontroláveis despesas semelhantes, servindo de péssimo exemplo para os demais órgãos e autoridades da República, que não têm o menor interesse em economizar recursos que são alocados sistematicamente no Orçamento da União. O certo é que, pelo simples fato de haver verba aprovada para essa finalidade, as despesas absurdas vêm se repetindo desde os tempos da pedra lascada, porque não há o menor esforço dos gestores públicos para atualizar e aperfeiçoar as técnicas orçamentárias, de modo a possibilitar abrangente reformulação das despesas públicas, no sentido de somente serem autorizados os gastos efetivamente indispensáveis à implementação dos projetos e das atividades absolutamente indispensáveis ao interesse público, com a definitiva exclusão das despesas supérfluas, entre as quais se inserem essas com cartões de Natal e outras congêneres, que têm toda feição de marketing pessoal, com viés eleitoral, feito irregularmente com recursos públicos, em total ferimento aos princípios da administração pública, em especial da ética, moralidade e economicidade. Não é justo que os órgãos de controle e fiscalização concordem com a regularidade das absurdas despesas com cartões de Natal e outras aquisições similares, que devem ser assumidas diretamente pelas autoridades e pelos servidores que as tenham autorizado a sua realização. A sociedade exige que os governantes tenham a sensibilidade pública de imprimir rigoroso critério para a realização das despesas públicas, somente as autorizando para o estrito atendimento do interesse público, sob pena de responsabilização de quem der causa a gasto extravagante como confecção de cartões de Natal, agendas, calendários e outros brindes promocionais, por não condizerem com os princípios da administração pública. Acorda, Brasil!
 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 1º de janeiro de 2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Adeus Ano Velho. Feliz Ano-Novo

O fim de ano e o começo de outro são momentos oportunos para os tradicionais balanços de nossas vidas, a exigirem mentalização e reflexão sobre os acontecimentos passados, com vistas à avaliação segura sobre os resultados da existência terrena. A contabilidade dos acontecimentos se faz necessária para possibilitar a projeção e o planejamento acerca das ações futuras. Isso faz sentido para o homem desde os tempos remotos, mas, na atualidade, há maior preocupação quanto à necessidade de serem aprimoradas as relações entre as pessoas, para melhor aproveitamento das oportunidades e, em especial, de se buscarem as melhores maneiras para o resgate da sublime e benfazeja aproximação com o semelhante. Não há dúvida de que o ano que se finda sempre será lembrado pelos acontecimentos marcantes de alegrias, felicidades e satisfações, que podem se traduzir nos fatos que ficam para sempre para a história como sendo inesquecíveis. É evidente que há também os episódios não desejáveis, tristes e infelizes, que exigem imediata ação de limpeza da memória. Tudo isso faz parte do balanço da vida, que serve justamente para se realizar avaliação sobre os fatos acontecidos, para a necessária correção dos rumos da jornada da vida e orientação para os novos passos do futuro, sempre na expectativa de que sejam possíveis novas e melhores experiências de vida, com mais tolerância, amizade, solidariedade, doação, amor, compreensão, misericórdia, benevolência e boas ações facilitadoras da sábia e salutar convivência humana. Afinal, abstraindo-se os episódios maléficos oriundos da natureza, que são quase inevitáveis, a bondade pode ser instalada dentro das pessoas, bastando acreditar que isso é possível, porque, quem crer piamente no dom e nos poderes do Ser Supremo, pode tudo no nome Dele, que tem a incumbência de chancelar as boas ações, sempre atuando construtiva e beneficamente no processo de crescimento da humanidade. Cada pessoa tem o descortino de escrever a própria história de vida, timbrada com sua personalidade, que pode ser verdadeiro poema de bondade, caridade, fraternidade, bons exemplos, simplicidade, camaradagem, prosperidade, sentimentos nobres e lições de vida recatada e abençoada por seu legado de amor ao semelhante. O homem tem plena capacidade de viver em harmonia com o seu tempo e aproveitar o melhor que ele pode lhe oferecer, cujas benesses da vida podem ser propiciadas e facilitadas a partir da boa vontade do próprio homem, que tem direito ao usufruto da sempre sonhada felicidade de viver bem consigo e com seu próximo. O final de ano pode ser comemorado em duplo sentido. Em primeiro momento, para agradecer a Deus pela graça e dádiva de mais um ano de vida, pelas conquistas das benfeitorias e dos progressos e pela superação dos eventuais e inevitáveis infortúnios e das perdas. E, depois, é jubiloso poder participar dos festejos do limiar de novo ano, sempre aguardado com ansiedade, na esperança de que se processem a renovação das esperanças, a realização dos sonhos e dos desejos e a reafirmação de tudo que já foi conquistado, porque a vida se enche de alegria e de festa com a chegada de novo ano. Em cada final de ano, a reflexão torna-se obrigatória e ganha suma importância pelo fato de ser possível operar a extração da famosa prova dos nove sobre os acontecimentos da vida, como instrumento imprescindível ao aproveitamento dos resultados positivos, com vistas a empregar o saldo superavitário, mais aperfeiçoado, no percurso da nova jornada do ano que se inicia, como forma de valorização dos princípios humanitários. Que o bondoso Deus permita que os votos, os desejos e os vaticínios das pessoas sejam transformados em realidade no decorrer de 2014 e que este ano seja marcado somente por acontecimentos maravilhosos, que a humanidade celebre o seu término como o melhor ano da história e que o seu superávit se repita para sempre. Adeus Ano Velho. Feliz Ano-Novo. Que todos os sonhos se realizem e que todos sejam felizes...
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 1º de janeiro de 2014

A felicidade é bem universal

Na atualidade, muito se questiona sobre o comportamento do ser humano, na vã tentativa da imposição de igualdade de princípios procedimentais e comportamentais, como se fosse possível enquadrar o biótipo da humanidade num único padrão genético, com as mesmas características sociais, obrigando-a a seguir o mesmo convencionalismo social, psicológico e comportamental. Graças às evoluções científica e tecnológica, o mundo se transformou, de forma significativa para melhor, acompanhando as naturais inovações e modernizações, certamente em benefício da humanidade, que não se cansa na busca da eterna felicidade. Com esse propósito, as pessoas se esforçam ao máximo para conquistar e se apoderar, de forma permanente, dos bens mais preciosos da natureza humana, como a liberdade de pensamento, a criação de ideias, as vocações comportamentais, a conscientização sobre a importância das relações humanas, as opções ocupacionais, entre outros componentes favoráveis ao atingimento da satisfação dos primordiais objetivos da vida, em superação aos abomináveis estereótipos tradicionais, religiosos, sociais e comportamentais, convencionados pelos costumes antiquados e contrários aos valores e hábitos hodiernos, que têm servido propositadamente como instrumento limitador do descortino de opções benéficas ao crescimento do homem e também como elemento desfavorável à definitiva conquista do usufruto dos bens da vida, na sua plenitude, que se oferece na natureza, como realidade palpável que veio para se vislumbrar nascentes de felicidade inata ao Homo sapiens. Na modernidade, não deve haver limitação para a conquista do bem-estar, da realização de desejos e da plena liberdade para se alcançar a felicidade, porque o contrário disso tornaria a convivência da humanidade incompatível com os avanços ditados naturalmente pela sua evolução, que estão respaldados pelo Ser Supremo, com seu poder ilimitado de conceder ao homem capacidade e discernimento para optar e escolher o melhor caminha a ser seguido, inclusive àquele que insiste em interferir na qualidade de vida do seu semelhante, apesar de que, na realidade, quem ousa negar as transformações sociais nem sempre têm consciência do que seja a verdade real, pois, se tivesse, com certeza ficaria muito mais preocupado em tratar dos próprios interesses, deixando que as pessoas sigam livremente seus planos de vida, da maneira que o seu livre arbítrio melhor orientar para o seu destino, de modo a ser construído segundo os princípios que não interfiram nem interajam negativamente nas relações entre as pessoas. O que importa para o desenvolvimento da humidade é a certeza do usufruto da plena liberdade para viver em harmonia, em paz e em conformidade com o seu pensamento totalmente imune às limitações impostas injustas e indevidamente pelas mentes reacionárias e irrealistas. Por sua natureza unissonante, o ser humano tem o direito de se correlacionar com o seu semelhante, segundo sua vontade e em respeito aos princípios humanitários, sem descurar da preservação da formação moral ou comportamental, porquanto a beleza da vida consiste exatamente em aceitar a realidade dos fatos e em aprender a respeitar as desigualdades que inevitavelmente existem na natureza. Não há dúvida de que ganha relevância o entendimento das diferenças e o respeito às opções de vida das pessoas, que têm direito à plena felicidade. O homem, para ter vida mais sadia e pura, deve se despir dos inúteis e extremistas preconceitos e passar a cultuar a tolerância, a compreensão e a concórdia, como forma de convivência pacífica e inteligente, segundo pregava Jesus Cristo, que, com sua sapiência celestial, ensinava que aquele que fosse puro atirasse a primeira pedra, fato este que convida o homem, também na atualidade, a refletir sobre seu verdadeiro papel quanto ao legado daquele que foi julgado e condenado injustamente à pena de morte. Qualquer forma de censura denota inconcebível e odiosa infâmia, sob o estúpido e irracional pretexto de que a razão está com aquele que se acha no direito de julgar seu semelhante, mesmo que isso atropele, de forma desrespeitosa e absurda, o direito das pessoas de viver em consonância com sua idiossincrasia, fundamentada nos sentimentos pacíficos de amor e compreensão mútua de convivência construtiva, alegre e prazerosa. Causam enorme perplexidade as lamentáveis manifestações de puro preconceito contra os sentimentos de quem apenas nutre o desejo de viver em felicidade. Em qualquer hipótese, não importando a sua preferência religiosa, cultural, sexual, política ou algo que o valha, o homem tem o sublime direito de realizar seus anseios de felicidade, porque a questão de discernimento e de sentimento é inerente a cada ser humano, que não pode abdicar da sua vocação de qualidade de vida por causa da opinião ou da vontade de outrem. Ninguém pode se julgar dono da razão e se achar que deve prevalecer sobre os outros seu sentimento ou entendimento do que seja certo ou errado, de modo a impor regras de conduta e de procedimentos ao seu semelhante, obrigando-o a segui-las, mesmo que isso possa ferir seus princípios e sua consciência e ainda implicar na violação de sentimentos que devem ser igualmente respeitados universalmente pelas pessoas, como forma se construir um mundo mais humanizado e fortalecido com os fluidos benfazejos da tão sonhada felicidade, em harmonia com a natural transformação da humanidade e a evolução dos conhecimentos, que surgiram para beneficiar de forma isonômica os habitantes do planeta Terra.
 
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
 
Brasília, em 31 de dezembro de 2013